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CAPÍTULO 6

Penulis: Nanda Santos
Dois jogadores passaram por algo que ninguém sabia ao certo, o pânico deles bateu 100 e eles morreram.

De repente, recebi uma mensagem privada da Olívia:

"Nina, você tá bem? Ontem eu fiquei o tempo todo enfrentando a entidade do segundo andar e não consegui falar com você. Nos três primeiros dias, você precisa aproveitar pra conquistar sua "família". Eu vi a live do Mestre Miguel naquela época. Isso é tudo que eu sei… Considere como compensação por eu não ter explicado antes as regras de escolha dos andares, o que acabou te obrigando a ficar no andar 30."

Além disso, a Olívia estava no grupo dando dicas pra vários novatos, enquanto o João aparecia às vezes só pra reclamar:

"Pra quê contar isso pra novato? Você é boazinha demais. Ajudar eles não vai trazer nenhum benefício pra gente."

E a Olívia devolvia com paciência:

"Já que estamos vivos juntos, não custa nada. Não seja mesquinho."

Assim, todos os jogadores sobreviventes passaram a ser gratos à Olívia.

Esses dois… têm algo especial.

Eu sorri de leve, aproximei o rosto da tela e respondi:

"Tô ótima, obrigada pela preocupação."

O Boss Sem Cabeça estava com a cabeça numa mão e a Cecília de vestido branco na outra, levantando os dois como se fossem halteres.

Ao me ver abraçada ao celular, ele pareceu entender algo e franziu levemente a testa:

— Não fique muito próxi…

Ele nem terminou. De repente, caiu no chão segurando o peito.

Cecília correu com a carinha franzida e o amparou, preocupada.

Eu também corri e o segurei com o corpo.

A mecânica do mundo impede NPCs de revelarem informações específicas de conclusão.

Passos pesados ecoaram do lado de fora, cada um batendo direto nos meus nervos, fazendo meus tímpanos tremerem.

Cecília pulou nos meus braços, tentando empurrar com o bumbum o Boss Sem Cabeça, que ainda estava deitado no meu colo.

— Mamãe, são vovô e vovó voltando da casa velha, não precisa ter medo.

O homem, não querendo ficar pra trás, ficou onde estava e, depois de hesitar um segundo, agarrou minha mão, dizendo corado:

— Não tenha medo.

Que Boss puro e sensível!

Eu não tinha medo nenhum. Se eu não enxergava, então considerava tudo normal.

Na verdade, eu estava animada com a chegada de NPCs novos que pudessem me ajudar a concluir o mundo.

Parecia que seriam dois idosos bem "saudáveis".

A chave girou na fechadura, e o chat começou a se dividir:

"De alguma forma, tô ansioso pra ver o velho Carlos e a Dona Márcia. Quero ver quem é que vai segurar essa Nina."

"Que tipo de pensamento é esse? Se a novata conseguir concluir, isso dá pra gente uma referência preciosa, não acha?"

A porta se abriu.

Duas entidades entraram pela frente, ligeiramente curvadas, como se carregassem dois enormes sacos de estopa nas costas.

Assim que viram o Boss Sem Cabeça caído no chão, a velha correu gritando, me empurrou com força e xingou:

— Sua desgraçada! Como você ousa machucar meu filho?! Vou fazer você pagar com a vida!

A energia sombria me envolveu por inteiro.

Quando cheguei mais perto, finalmente consegui perceber, ela era tão magra que parecia só um esqueleto segurando a própria roupa.

Não tinha um fio de cabelo sequer.

Os traços do rosto eram uma massa indistinta, só a boca se mexia claramente.

A pele inteira era queimada e preta, como carvão recém-saído do forno.

Se não fosse pela voz, eu jamais adivinharia que aquela criatura era uma mulher.
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