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CAPÍTULO 5

Penulis: Nanda Santos
No fim, eu e ele acabamos agindo separados.

Eu estava na cozinha, lavando a cabeça do homem enquanto cantarolava.

O chat, vendo aquela cena bizarra, ficou todo arrepiado:

"Na minha opinião, só entra na mesma casa quem é do mesmo nível. Essa Nina também é uma doida varrida."

Eles não sabem que, pra mim, uma míope quase cega, eu só estava lavando uma bola de futebol peluda.

De repente, a "bola de futebol" falou:

— Você tá de bom humor?

Eu respondi sinceramente:

— Claro. Sinto que estou me dando muito bem com vocês dois. Tenho certeza de que vou concluir esse mundo sem problemas.

A bola de futebol me encarou e, de repente, abriu um sorriso estranho e bonito:

— Você vai conseguir, Nina.

Eu olhei pra ele com doçura… apesar de eu não enxergar nada. Detalhes, né.

— Eu ainda não sei seu nome.

A bola de futebol… digo, o Boss Sem Cabeça, deixou a cabeça voar, que se encaixou perfeitamente no corpo que acabara de sair do banheiro, voltando a ser o homem alto e absurdamente atraente de 1,86m.

O homem pareceu lembrar de algo ruim, e sua voz ficou rouca:

— Eu não tenho nome. Se você quiser… pode me dar um.

Depois disso, ele saiu rapidamente, dizendo com um tom pesado que iria dormir no quarto de hóspedes.

Que marido mais pão-duro. Custava me deixar dormir agarrada no abdômen dele?

Cocei a cabeça, não pensei em nenhum nome na hora, e voltei pro meu quarto pra continuar pensando.

Eu ainda estava refletindo quando, de repente, um par de olhos negros apareceu dentro do meu cobertor, brilhando no escuro.

Parecia cena de filme de terror.

Ainda bem que eu enxergo mal, só vi um borrão branco.

— Mamãe, não liga pro velho monstro sem cabeça. Hoje, a Cecília vai dormir com a mamãe.

Era a Cecília. Não sei quando ela entrou no meu cobertor.

Apertei a bochechinha dela, puxei-a pro meu colo e a corrigi baixinho:

— Não pode chamar o papai de velho monstro. Ele vai ficar triste.

Cecília me olhou, confusa. Abriu a boca e mostrou a gengiva ensanguentada, sem nenhum dente:

— Hihihi~ Mas eu também sou um monstrinho. Eles me chamavam de raposinha e de vadiazinha.

Suspirei e tentei endireitar o raciocínio daquela pequena entidade:

— Quem são eles? Chamarem você assim é errado. Se a mamãe encontrar eles um dia, não importa como, eu vou xingar e bater de volta pra te defender.

— Mas, Cecília, você não pode falar assim de si mesma. A mamãe também ficaria triste.

Eu fui falando, falando… e não sei quando acabei dormindo.

O que eu não sabia é que, depois que eu adormeci, Cecília ficou coladinha em mim, encarando meu rosto adormecido, enquanto o vestido dela ficava vermelho, depois branco, depois vermelho.

E ela murmurou baixinho:

— A mamãe ficaria triste. Não posso deixar a mamãe triste.

O chat entrou em pânico:

— É a primeira vez que vejo a oscilação de energia da menina ensanguentada ficar tão forte! No fim, o vestido ficou branco e não mudou mais!

— Meu Deus, essa novata mudou a configuração da menina sanguinária! Ela é muito boa!

No dia seguinte, acordei com a voz mecânica retumbando:

"Jogadores iniciais: 30; Jogadores vivos: 15."

Ainda com sono, peguei o celular e vi o grupo discutindo que mais cinco tinham morrido de madrugada.

Três morreram pelas mãos de entidades.
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