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3p1♥️ CEO e a Prostituta

Author: Jade Aragão
last update Petsa ng paglalathala: 2025-09-01 10:28:55

Draiton Menegaço

Eu sabia que Melissa tinha razão sobre prestar queixa, mas eu não iria para a delegacia, ainda mais aqui no Brasil, onde eu sabia que nada daria em nada. Só perderia o dia inteiro, sentado em uma cadeira dura, esperando para ver aquelas mulheres não ficarem presas nem doze horas. Eu tinha mais o que fazer. No fim das contas, só não tive um prejuízo maior graças à Melissa. Quer dizer... prejuízo eu tive, sim. Dez mil reais que saíram do meu bolso para ela. Mas foi uma forma de agradecer. Afinal, não é qualquer um que se arrisca pela vida de outra pessoa.

Fui direto para casa.

O celular vibrou na mesa. Quando vi o nome na tela, franzi a testa. Era minha prima, Oléria, e com certeza ela veio me apressar com a história da noiva e insistir que eu volte para a doida da Kátia.

— Draiton. — falei, direto e seco.

— Primo, tô te ligando pra avisar: teu irmão vai te passar a perna.

Suspirei. Oléria era fofoqueira, sim, uma intriga em pessoa, mas uma coisa eu sabia: ela não inventava. Sempre que abria a boca era porque havia algum fundo de verdade. E, mesmo de longe, eu precisava estar informado do que acontecia na Itália.

— Fala, Oléria, o que aconteceu agora? — perguntei, já desconfiado.

— Você deve ter recebido o e-mail. Drayson marcou uma reunião com todo mundo pra semana que vem, inclusive os três filhos dele. Pra mim tá na cara: ele vai anunciar que vai passar a presidência. E, se rolar uma competição entre vocês quatro, o Dante vai levar. Ele tem o perfil certinho, esposa perfeita, bebê recém-nascido, além de ser ambicioso e metódico.

— Nem fodendo, Oléria! — rosnei, apertando o celular com força. — Ninguém vai ficar com o que é meu por merecimento.

— Não adianta querer travar uma guerra com o Drayson. O que você precisa é arrumar uma esposa e ficar a altura de competir com o Dante, que é um homem de familia

Ri, irônico, por dentro.

— Você acha o quê? Que tem esposa vendendo no supermercado aqui no Brasil? As coisas não funcionam assim.

— Deixa de ser cabeça dura, homem! — ela insistiu. — Eu tô falando pra você fingir que tem. Combina com a Kátia, ela é louca por você e vai dizer que vocês estão juntos. É simples!

— Esqueceu o quanto ela é possessiva e agressiva? Não quero esse problema novamente.

— Então use a imaginação. Contrata uma atriz, uma amiga qualquer pra bancar a noiva. Faz até uma festa de noivado aqui. Eles vão engolir.

— Você tá doida!

— Não tô, não. Teu irmão ainda segue aquelas regras ridículas do tio: CEO tem que ter uma primeira-dama do lado. Você merece essa presidência. Se bancar o teimoso, Dante leva. Agora, se usar a cabeça, ela é tua.

— Eu só vivo pro trabalho, Oléria. Não tenho amigas que topem fingir ser minha noiva.

— Então faz o que eu disse: contrata uma atriz. Essas novelas brasileiras estão cheias de mulheres lindas. E você é bonitão, não é como se fosse difícil fazer uma mulher aceitar estar com você, ainda mais por dinheiro.

Naquele instante, minha cabeça viajou. Oléria me propôs uma loucura que de repente, passei a cogitar, mas eu melhoraria essa ideia, com outra ideia ainda mais insana... E conhecia uma outra mulher que fingia por dinheiro, uma atriz que finge prazer.

E foi assim que fui até ao apartamento de Melissa, talvez cometer o ato mais insano da minha vida.

(...)

Melissa Menezes

Deveria inventar pro Manuel que eu estava doente. Tudo que eu menos queria era sentir o ranço dele impregnado no ar. Mas não podia me dar ao luxo de perder um cliente mão aberta como ele. Ainda assim, juro, era tortura. O cara parecia adepto de não se banhar, não tinha nada de agradável.

Higiene era o mínimo que um ser humano decente precisava fazer!

Ontem, por outro lado, tinha acontecido um milagre. Um desastre que se transformou em sorte. Aquele homem lindo, cheiroso, me pagou mais por eu ter salvado o belo traseiro dele.

Draiton.

"Melissa, tira esse homem da cabeça", falei comigo mesma enquanto passava o delineador.

A campainha tocou. Devia ser o suco detox que eu tinha pedido. Espiei pelo olho mágico: carrinho de serviço. Abri a porta sem pensar.

Ele entrou rápido demais. Não tive tempo de reagir. Uma mão grosseira tapou minha boca. Jobson. O desgraçado estava transtornado, os olhos arregalados, cuspindo fúria. Me arrastou pelo quarto até me jogar na cama, o corpo pesado sobre o meu.

— Quando a gente namorava, você nunca me trouxe pro seu quarto. Mas trouxe aquele homem pra cá. Passou a noite com ele, não foi?!

Do que esse louco tava falando? Namorar? Eu nunca namorei esse verme. Ele tinha sido só cliente, até começar a se achar meu dono. Cortei ele da lista e pronto. Mas agora, ali, ele parecia outra pessoa: um maníaco.

— Você vai voltar a ser minha. Você é minha! — rosnou, tentando abrir a calça.

O aperto da mão dele afrouxou por um segundo. Aproveitei. Mordi com força. Ele gritou, e eu berrei por socorro. Fechei os olhos, pronta pra levar o soco que já vinha, mas de repente o peso dele sumiu.

Quando abri os olhos, vi Jobson sendo arremessado contra a porta como um saco de roupa suja.

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