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CAPÍTULO NOVE — PROBLEMAS À VISTA.

Author: Opala negra
last update publish date: 2025-12-31 17:53:56

VICTOR BALTIMOR.

Saí dali bufando. Aquela mulher era insolente e desaforada. Tinha a sorte de ser interessante — e eu precisava dela. Se Melissa não tivesse aceitado e se eu não precisasse justamente dela, eu não estaria ali, engolindo desaforos. Seria difícil tê-la por perto. Usei todo o meu autocontrole para resistir ao impulso de beijá-la e fodê-la ali, naquele quarto. Aquela mulher estava me enlouquecendo. E, quando me afrontava, só piorava.

Entrei no automóvel e o telefone tocou. Olhei o v
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    ÚLTIMO CAPÍTULO.VICTOR BALTIMOR.Havia se passado cinco meses desde a noite em que quase perdi Elisa e nossos filhos. Cinco meses desde o nascimento dos meus dois garotos. Cinco meses desde que descobri que a felicidade podia caber inteira dentro de uma casa.A vida havia mudado completamente.Os meninos já se agitavam e sorriam quando ouviam minha voz. Melissa continuava sendo minha pequena princesa e fazia questão de repetir para todo mundo que era a irmã mais velha dos gêmeos. Elisa estava ainda mais bonita do que no dia em que a conheci.E, finalmente… Faltavam poucos dias para nosso casamento. Tive que pedir a mão de Elisa para seu avô, que, aliás, se infiltrou nas nossas vidas e não consegui me livrar dele. Enfim, tive que fazer o pedido a ele, que concedeu. Se não aprovasse, eu me casaria do mesmo jeito.Naquela tarde, fiz algo que ninguém imaginava. Nem mesmo Elisa.Cheguei em casa logo depois do almoço. Era um horário em que eu nunca aparecia, geralmente estava trabalhando.

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    ELISA RIVER.Eu não conseguia dizer uma única palavra. Minha mente parecia ter parado depois que aquele homem disse aquelas palavras. Minha neta.Olhei para ele novamente. Aquele senhor estava diante de mim com os olhos marejados, a respiração pesada e uma expressão que eu não conseguia interpretar.Ele parecia emocionado. Como se tivesse passado anos esperando por aquele momento.Olhei para Victor. Agora ele estava ao meu lado, sério. Depois olhei para minha sogra. Abigail também estava emocionada.Meu coração começou a bater mais rápido.— Sua… neta?Minha própria voz saiu trêmula.— Sim, minha menina. Ele deu mais um passo na minha direção, mas parou antes de se aproximar demais. Como se tivesse medo de me assustar.— Eu sou Álvaro Navarro, pai do seu pai.Aquilo fez meu coração disparar.— Eu… não entendo.Minha voz falhou.— Eu não sabia que tinha um avô, meu pai era órfão.Senhor Álvaro respirou fundo.— Ele nunca foi órfão. Ele foi tirado de mim.Ele baixou os olhos por alguns

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    VICTOR BALTIMOR.Assim que saí do quarto, fechei a porta com cuidado para não acordar os gêmeos. Sorri sozinho. Ainda era difícil acreditar que tudo aquilo fosse real.Elisa estava viva e meus filhos também. Gael e Théo eram saudáveis e espertos, com apenas alguns dias de seu nascimento, eles estavam bastante ativos e prestavam atenção em tudo à sua volta. Acredito que serão crianças astutas, assim como a irmã.Depois de tudo que passamos… Finalmente havia paz e estávamos felizes. Fui tirado dos meus pensamentos por minha mãe.— Filho.Olhei para ela, que me esperava alguns metros à frente no corredor. Pela expressão dela, percebi imediatamente que queria conversar algo sério, por isso me chamou para fora do quarto.Acompanhei-a até uma pequena sala de estar que havia no fim do corredor. Assim que entramos, ela respirou fundo.— O tio Álvaro chegou.Eu já esperava alguma coisa relacionada à máfia, mas mesmo assim aquela notícia não me agradou. Cruzei meus braços.— Para quê? — Pergun

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    ELISA RIVER. Nunca imaginei que poderia sentir um sentimento tão intenso. Nem pensei que poderia amar tanto alguém. Até conhecer minha filha Melissa e agora estar prestes a conhecer os gêmeos, que eu já amava desde o ventre.Meu coração descobriu que era capaz de sentir um amor incondicional e imenso. Por pessoas tão pequenas e frágeis.Raquel voltou cerca de meia hora depois, acompanhada por duas enfermeiras.Cada uma empurrava um pequeno berço portátil. Meu coração começou a bater tão forte que tive medo de que fosse explodir de felicidade.— Eles chegaram… — murmurei.Victor sorriu imediatamente.— Sim.A voz dele saiu tão emocionada quanto a minha.— Finalmente. — falei.As enfermeiras aproximaram os dois bercinhos da minha cama. Por alguns segundos… Eu simplesmente não consegui respirar. Ali estavam eles, os meus filhos, tão pequenos e tão perfeitos.As lágrimas começaram a escorrer antes mesmo que eu percebesse.— Meu Deus.Levei as mãos à boca.— São eles, meus bebês. — Falei e

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