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PLANEJANDO A QUEDA DA SERAPHIM

Author: Angel Summer
last update publish date: 2026-09-04 08:26:04

LUCIEN MORETTI

A luz da manhã entrava filtrada pelas cortinas grossas da sala de guerra em que nossa sala de reuniões havia se transformado. Cheirava a café recém-passado e papel impresso. A alta médica teve gosto de trégua, não de vitória. As costelas repuxavam como arame tensionado cada vez que eu inspirava fundo, lembrando-me do muro contra o qual a Seraphim me arremessou sete dias atrás. Addy havia prometido que quebraria a outra metade se eu tentasse bancar o herói antes da hora. E, mesmo
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    JOSH MEDICCIBastien finalmente colocou Kate no chão. O sorriso que dedicou a ela me surpreendeu pela doçura. Não era o sorriso do capo que dá ordens; era o de um homem que, por um instante, se permite ser apenas um homem apaixonado.—Venha aqui, Kitty —disse a ela, e ela riu com uma felicidade descarada.Aracely se afastou de Lucca com aquela elegância que não vem dos vestidos, mas da alma. Seus olhos pousaram em mim e depois em Marie. Aquele azul me atravessou com calor. Marie caminhou até ela e a abraçou, ao se afastar sorriu e me olhou.—Ele? —perguntou, sem malícia.—Ele —respondeu Marie, apertando meus dedos—. Josh.Engoli o susto, o respeito, o desconforto. Eu precisava dizer alguma coisa que não soasse idiota.—Senhora… —comecei, inclinando um pouco a cabeça—. É uma honra.—Aracely —corrigiu-me com doçura—. E obrigada por não deixar minha menina cair quando o mundo desabou sobre nós.Não soube o que responder. Minha boca quis dizer “qualquer coisa por ela”, mas meu cérebro dec

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    LUCIEN MORETTIA luz da manhã entrava filtrada pelas cortinas grossas da sala de guerra em que nossa sala de reuniões havia se transformado. Cheirava a café recém-passado e papel impresso. A alta médica teve gosto de trégua, não de vitória. As costelas repuxavam como arame tensionado cada vez que eu inspirava fundo, lembrando-me do muro contra o qual a Seraphim me arremessou sete dias atrás. Addy havia prometido que quebraria a outra metade se eu tentasse bancar o herói antes da hora. E, mesmo assim, ali estava eu: sentado na cabeceira da longa mesa de conferências, olhando o conjunto de telas que piscavam com mapas, e-mails interceptados e fluxogramas que apenas Oliver e Tiffany pareciam ler como se fossem poesia.Anny e Silvano haviam voltado da Espanha ao amanhecer, cobertos de sal e com olheiras, mas com a satisfação áspera de quem traz os seus de volta. Asher e Clarita ficaram lá, em recuperação, protegidos pelos homens do meu tio e por um país inteiro que não sabe que nós já os

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    MARIE MORETTI—Você está bem? —perguntei em voz baixa, sentando-me na beirada da cama e deixando meus olhos se acostumarem a vê-lo ali, apoiado contra os travesseiros.A luz tênue do quarto desenhava sombras em seu rosto, mas eu conhecia cada traço de memória: a mandíbula firme, o leve inchaço na maçã do rosto, aquela forma como seus lábios se curvavam quando tentava me convencer de que tudo estava sob controle.Ele assentiu devagar e, mesmo assim, não me convenceu.—Estou bem —repetiu, com um sorriso tranquilo—. Sobrevivi ao interrogatório do seu pai… e continuo vivo.Soltei uma risadinha breve, embora por dentro conseguisse imaginar perfeitamente a cena: papai diante dele, olhando-o como se pudesse ler sua mente, procurando a menor hesitação para esmagá-lo.—Isso já é muita coisa —comentei, preparando a bandeja com o que precisava para trocar o curativo.Josh se mexeu um pouco, acomodando-se.—Marie, vou fazer qualquer coisa por você. Qualquer coisa —disse com aquela voz baixa que e

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