Beranda / Máfia / A Perdição Do Traficante / Capítulo 3 - Sem Apego

Share

Capítulo 3 - Sem Apego

Penulis: LIDIANE
last update Tanggal publikasi: 2026-03-28 08:26:26

Freya

A sensação era que eu estava quebrada em mil pedaços. Ísis ainda dormia com a bunda para cima, sem nenhuma preocupação ou algo do tipo. Recolhi minhas roupas que estavam espalhadas em seu quarto, meu salto quebrado iria jogar fora assim que saísse dali.

— Ei… você é uma máquina? Como conseguiu coragem para levantar tão cedo? — Ísis me olhava como se estivesse bastante satisfeita com a noite de ontem, embora eu não pretenda nunca mais ir a um baile.

— Cedo? Já são quase dez horas. Eu preciso ir embora. Você vem?

— Pra que pressa, Freya? Passa esse domingo aqui comigo, vamos à praia e depois podemos fazer alguma coisa legal.

— Não vai rolar, eu não tô afim e quero mesmo ir pra casa. Tem alguém que pode me levar até a saída? O sol tá quente pra caramba e não gostei de andar com todo mundo olhando pra mim como se eu fosse uma atração aqui.

Apesar de negra, eu era ruiva dos olhos cor de avelã, minha mãe dizia que eu era a cópia do meu pai, embora não o conheça, já vi fotos suas e posso afirmar que é verdade.

— Sete deve tá por aqui, ele pode te levar até em casa. Pode ser? — Pelo menos era alguém conhecido de Ísis, eu me sentia até mais segura.

A mãe dela havia saído, seria falta de educação da minha parte ir embora sem conhecer a mãe dela? Sim, seria. Mas, eu não queria passar nem mais um minuto aqui, tinha medo de apanhar, depois do que aconteceu ontem eu não posso vacilar por aí.

Estava saindo do banheiro, apenas enrolada na toalha quando minha sandália ‘estourou’ a correia e eu me abaixei para ver o tamanho do estrago.

— Cuidado por onde anda! — Aquela voz… levantei a cabeça e vi Jamerson paradas na minha frente, com um fuzil na bandoleira que estava em suas costas.

Segurei firmemente a toalha em meu corpo, garantindo que ela não cairia facilmente, não me deixaria exposta por tão pouco. Fiquei sem reação diante o que acabou de acontecer.

— Ísis foi chamar o Sete, ela disse que você já tá indo embora. Será que tem algum motivo pelo qual não queira ficar aqui? — Ele tinha em mãos uma sacola de pão, iogurte e mortadela.

— Se tem eu desconheço. Acho que aqui está me sobrando, todo mundo está acompanhado, eu não tô afim de segurar vela pra ninguém. — Disse de forma direta, sem rodeios e entrei no quarto para vestir a roupa.

Jamerson

Suas insinuações eram ridículas. Ela não parecia ser medrosa, mas tinha algo nela que me chamava a atenção e era sua aparência. Ela é determinada e faz o que dá vontade, sem se importar com o que vão falar ou pensar.

— O que tá fazendo aqui? Eu te avisei que ela tava sozinha, que mancada. — Ísis parecia indignada com isso, mas logo vi que ela não estava tão indignada assim, atrás dela estava Sete com um sorriso de canto a canto.

— Eu não imaginei que ela fosse tão somente de toalha. Mas eu não sou nenhum tarado, fica tranquila.

Me sentei no sofá e esperei ela sair do quarto, porque pela cara do Sete e da minha irmã, iam demorar tomando café. Tudo estava em paz, embora o meu rival estivesse querendo confrontar os meus, a gente era demais pra eles e não valia a pena arriscar uma invasão.

Finalmente Freya abriu a porta e saiu de lá com um vestido florido, os cabelos presos e uma cara nada amigável.

— Vamo, eu vou levar você pra casa. — Disse quase perdendo a voz, era uma coisa que eu não estava acostumado a fazer, essa coisa era favores.

— Valeu, mas estou correndo de problema e você é um dos grandes. — Como ela poderia se negar a uma simples carona? Porque, até descer as ladeiras para chegar na entrada da favela, ela já estaria quase morta.

— Qual é? Eu só vou te dar uma carona porque você é amiga da minha irmã, nada vai passar de favor, gatinha.

— Vai Freya, aceita! — Ísis só queria um pé pra fazer a caveira de Sete, que se mantinha firme quando eu estava por perto, mesmo sabendo de todas as suas safadezas escondido.

— Tá bom, mas me deixa na entrada? Não quero sair por aí com você. — Ela falava o que pensava e isso era o que me deixava intrigado ainda mais nela.

Olhares sendo lançados foram detectados. As amigas de Alice, eram como moscas em cima da merda, quando ela não estava no meu pé, mandava as amigas pra fazer o serviço de vigia em minha vida. Freya é orgulhosa, enquanto a moto entrava viela adentro, ela segurava na rabeta, ao invés de segurar em mim. Percebi que ela estava descalça e o pé quase encontrando no motor. A parada brusca no beco estreito, fez seu corpo quase cair para trás, por sorte eu enfiei a mão por dentro da blusa e segurei ela.

— O que foi? A gasolina acabou? — Sua voz trêmula era de puro medo de tá ali, sem saber ao certo para onde estávamos indo.

— Não, eu só quero saber qual foi a tua intenção ontem aqui no baile. Preciso ter certeza de que tu não é informante de ninguém, pra isso eu preciso de provas… — Estava sendo divertido, ver ela com medo de mim, medo de onde a gente estava.

— Eu só trabalho com a sua irmã, a gente divide o mesmo quarto e ela me chamou pra vir aqui. Eu só aceitei, não sou nenhuma informante ou coisa do tipo, só vim porque achei que pudesse ser legal e divertido, mas…

— Mas… o quê? Minha favela te incomoda? Ou o problema é outro? — Ela já havia descido da moto e estava encostava na parede, olhando a bela vista que ia além das vielas, barracos e violência.

— O que me incomoda é esse tanto de gente que faz briga por qualquer coisa, você é um deles e aquela sua amiga louca de ontem também. Eu também sou pobre, então podemos dividir os mesmos pensamentos. — Então, além de tudo, ela reparava bem nos detalhes, embora ontem ela já estivesse bêbada pra caralho.

— Então seu problema sou eu? — Ela queria responder, mas gaguejou quando ia falar. Aproximei meu corpo do dela, aproximando meu rosto cada vez mais e vendo que ela cedia a tudo aquilo.

— Você é problema de outra, não meu. Será que pode avisar seus amigos que eu preciso ir embora? Tenho que trabalhar ou morrer de fome. Faria essa gentileza por mim? — Seus lábios eram uma tentação, mas não era uma coisa na qual eu tinha injeção de tomar naquele momento.

Foguinho estava soltando fogos, indicando que havia chegado a carga que estávamos esperando há dias. Freya subiu a contragosto e eu a levei até em casa, sem conversas ou perguntas, havia coisas mais importantes naquele momento que eu não poderia vacilar.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 39 - Possivelmente Grávida

    Freya O amanhecer veio rápido. Adormeci ao lado de Jamerson — que ainda dormia quando eu levantei. Pensei em acordá-lo, mas o mal estar veio antes que eu pudesse fazer qualquer coisa. Corri até o banheiro e me ajoelhei diante do sanitário. Talvez tenha sido a bebida. Talvez eu deva ter exagerado, mas algo dentro de mim se quebrou naquele momento. Lavava o rosto quando vi a silhueta de relance. Ele apenas observando a situação, sem dizer nada. — Tá tudo bem? — Tá sim. Eu só acho que exagerei um pouco demais na bebida ontem. Mentira. Eu me sinto assim faz alguns dias. Indispostas, com um sono excessivo há dias e mesmo assim ignoro cada detalhe, porque eu não posso… — Eu vou até a padaria, que alguma coisa em específico? — Interessante, até ontem ele estava pouco se importando comigo, então por que hoje estava tão preocupado comigo? Estranho! — Eu vou querer duas fatias de bolo indiano e um hambúrguer. Ah, trás paçoca também. — Bolo indiano é uma das melhores coisas da minha vida,

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 38 - Sentimentos

    Jamerson Ver Freya saindo com Júlio me despertou ódio, mas não pude fazer nada a respeito. Leonor tenta fazer contato com seu tio, que já não responde há algumas horas. — Corolla não responde, acha que ele está ocupado? — Não precisei responder, minha cara entregava tudo que eu precisava falar. — Aquela é a garota de quem você falou? A amiga da sua irmã? — É! — Disfarçar sentimentos sempre foi o meu forte, mas com Freya era diferente. Eu me sinto um canalha, pela primeira vez na vida eu me sinto um canalha por tê-la magoado de tal forma que ela não merecia. Ela não é igual a minha ex e está muito longe disso. Não deveria ter me apaixonado por ela, porque não fazia ideia de que as coisas acabariam desse jeito; confusas e sem saída. — Parece que ela é mais que amiga da sua irmã. — Ela respirou fundo, desligou o celular e me olhou sério. — Se quer conquistá-la, não vai ser desse jeito. Se eu fosse ela, não iria mais querer saber de você. Você age feito um imbecil e sabe o que pessoa

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 37 - Maldita Traição

    Jamerson Desenrolei com Leonor o que eu pude fazer. Já havíamos conversado sobre onde ela ficaria durante os.procimos dias, até às coisas se amenizarem para que ela volte a Colômbia. Vi Freya sentada em uma mesa distante com Júlio, ambos rindo e conversando, até o momento em que ela me viu. — Por que você não pode voltar? — Perguntei a Leonor, na esperança de descontrair meus pensamentos intrusos. — Polícia rodoviária e demais problemas… — Assim como Corolla, ela tem uma facilidade de lábia que me impressiona. — Meu tio falou sobre sua amiga, ela vai ficar sob minha responsabilidade quando chegar lá. — E como eu posso confiar em você? — A desconfiança é minha parceira de vida, não olho para o lado sem que ela esteja presente. — Eu confio no seu tio, mas não conheço você. — Meu tio manda em mim, então será a mesma coisa! Será como se esyivesse fazendo negócio com ele, mas… pelo seu tom de voz, parece haver algo mais que amizade em suas falas. — A garota é amiga da minha irmã e a

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 36 - Conexão Colômbia

    Freya É meu dia de folga. Ísis chegou por volta das 12:00 horas e ainda está dormindo. Quem a trouxe foi o Sete, mas desta vez, vieram sozinhos.Estava lavando a louça quando meu celular começou a tocar, estiquei a mão e o peguei de cima da mesa. “Oi, Freya. Como está?” Júlio é cuidadoso e isso não é ruim. Ele não faz as coisas com segundas intenções, mas, na intenção de realmente ajudar. “Oi, Júlio. Estou bem e você?” Puts! Eu não sei o que falar com ele. “Estou ótimo, obrigada! Então, eu queria saber se o jantar se mantém de pé?” Bom… é sempre bom ir com calma, mas jantar? Nem conversamos sobre isso ainda e eu nem quero fazer as coisas por impulso. Antes de responder, Ísis surgiu na cozinha, esfregando os olhos e sentando na copa, me encarando como se quisesse me dizer alguma coisa. “Eu te ligo depois, agora estou um pouco ocupada.” Desliguei a chamada e olhei fixo para Ísis. — Então, como foi a festa ontem? — perguntei sem intenção de saber se alguma coisa, porém, seu irmão

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 35 - Palavras que Magoam

    Jamerson Minha mãe sempre me disse que a gente tinha que lutar pelo que amamos. Eu lutei por ela, lutei por Ísis e por Sete e agora posso finalmente descansar um pouco e ir atrás do que eu quero. Freya desligou quando ouviu a minha voz, então eu fui até lá pessoalmente. — Freya? Abre isso aqui logo ou você quer que eu suba aí? — Gritei alto em frente a sua janela, que ficava de frente para a rua. Passaram alguns minutos e ela não veio, não respondeu e muito menos abriu. Fechei o punho e quando iria bater mais algumas vezes, a porta foi aberta. Sutilmente, ela cruzou os braços e me olhou séria. — Eu vim te buscar. — Disse, já entrando e fechando a porta. Ela não estava acreditando que eu estava ali. Coloquei a chave do carro em cima da mesa e quando olhei pra ela novamente, percebi que estava usando um pijama muito curto, com a blusa mostrando sua barriga e o short a poupa da bunda. — Eu não vou, já estava deitada e deveria saber disso quando eu não atendi. — Ela estava com os c

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 34 - Confusão Mental

    Jamerson “Boca, vem me buscar aqui na praça. Eu tô ligando pra Freya, mas ela não atende. Acho que a bateria do celular dela acabou.”A voz desanimada de Ísis me deixa de certa forma triste também. “Não manda o Sete, vem você.” Larguei o que estava fazendo, avisei ao Sete onde estava indo e que ele deveria manter a barra limpa e sem sujeira por aqui até eu voltar. Avistei Ísis de longe, sentada na praça, com a mochila em suas pernas, enquanto ela tomava um sorvete. — Você conseguiu falar com ela? — Não liguei, Ísis. Sua amiga deve tá cansada, só isso. Você chamou ela pra vim com você? O que ela disse? — Chamei e ela disse que não iria vim, porque a última vez ela foi barrada e você ainda humilhou ela. Freya quer ficar de boa, deixa ela quieta. Não vale a pena se envolver com alguém que vige sabe que não vai dar certo. — Essa era a verdadeira Ísis. Ela destila seu ódio quando alguma coisa dá errado em sua vida, ela sempre foi desse jeito. E agora porque não deu certo com o Sete, e

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status