Beranda / Máfia / A Perdição Do Traficante / Capítulo 4 - Amizade Verdadeira

Share

Capítulo 4 - Amizade Verdadeira

Penulis: LIDIANE
last update Tanggal publikasi: 2026-03-28 08:27:07

Ísis

— Seu irmão ainda vai me matar qualquer dia desses. — Sete e eu estávamos juntos desde que eu tinha 15 anos, mas meu irmão nunca deixou a gente ficar juntos. Cresci, saí do morro e por algum tempo tentei esquecer ele, mas não dá.

— Meu irmão não é idiota, claro que ele sabe de nós dois, só não quer aceitar. — Eu sabia bem o perigo que uma mulher de bandido corria o tempo todo, por simplesmente ser mulher dele e nenhum dos dois quer me expor a esse risco, não minto, também tenho medo.

— Eu queria sair do vínculo, mas não posso. — Olhando para mim, como se fosse meu devorar, Sete estava com lágrimas nos olhos e eu semblante triste. — Quero que você seja feliz, Ísis. Eu não mereço você, não quero que se perca aqui por minha causa.

— Está me dizendo isso porque já tem outra? — Éramos livres, mas eu o amava demais para deixar ele ir, ou amava demais para deixá-lo ir? Não sei, me sinto confusa quando penso em viver sem ele..

— Tá de sacanagem? Eu sou louco por você, meto bala em qualquer um que chegar perto de você. Eu não sei como, mas vou largar tudo isso aqui e a gente vai tá bem longe dessa bagunça, morando junto, com três filhos e feliz.

Me aconcheguei em seus braços, pensando em como é complicado amar uma pessoa que tem o amanhã incerto. Sete não tem pais, minha mãe conheceu ele vendendo balinha no farol e como ele é meu irmão já eram amigos, ela levou ele pra morar lá em casa. Desde então, éramos amigos até que eu comecei a sentir algo mais que amizade e foi recíproco. Com a correria do dia a dia, eu não vinha com tanta frequência no morro, com Freya e eu morando juntas, era impossível ele poder dormir comigo.

Aproveitamos o momento enquanto Jamerson estava fora, para matar a saudade que estávamos um do outro, mas não durou muito tempo, minha mãe logo chegou e quase nos pegou no flagra.

— É melhor tomar cuidado, se teu irmão pega vocês dois aí, vai dar merda. Cadê sua amiga? Eu trouxe uma havaiana pra ela.

— Ela já foi. — Sete tão boca aberta que não consegui ficar quieto. — Boca foi levar ela em casa e até agora não voltou. — A expressão da minha mãe mudou rapidamente, mas não era surpresa, era medo dele ter saído com o peito aberto.

— Fica tranquila, mãe. Freya é minha amiga, a gente se conhece e eu confio nela. A gente não teria se dado bem se não tivéssemos tanto em comum. — Com seu olhar fuzileiro, ela me olhava com certa dúvida, enquanto Sete aproveitou para ir embora após receber uma mensagem de Boca.

— E como eu posso ficar tranquila, Ísis? — Respirei fundo, tentando entender sua preocupação que não tinha fim. — Minha filha, eu só não quero que você seja mais uma vítima. Queria muito que Geovane fosse diferente, mas ele não é.

— O Sete jamais faria algo comigo sem que eu quisesse, ele não me pede pra morar ou ficar com ele, se bem que a senhora sabe que eu nem tenho mais tempo pra isso. — Enfiei um pedaço de pão na boca e olhei através da janela, onde vi Jamerson subindo o morro de moto. — Alá ele já voltou. Quando a Freya, a mãe dela é uma vagabunda narcisista do caralh0, a menina sofre desde o que nasceu, eu só quero que ela se divirta um pouco de vez em quando. Não é pra isso que serve as boas amizades?

Queria aproveitar o domingo da melhor forma, mas quando fui chamar os meninos para irmos à praia, vi algo que não gostei, embora soubesse que aquele era o “trabalho” deles, eu não conseguia me acostumar que meu irmão era o traficante chefe daqui. Tentei não fazer barulho ao sair, mas a porta rangeu e Jamerson pulou da cadeira, vindo em minha direção com uma arma em punhos, o que me deixou assustada.

— Que porra cê’ tá fazendo aqui? Sabe que eu não quero você nessa merda. — Gaguejei na hora de responder, sem explicações ou nada a dizer… — Sai daqui, isso não é lugar pra você. Na minha bolsa tem um trocado, pela lá e vai se divertir.

Antes que eu respondesse, ele me empurrou e fechou o ferrolho da porta por dentro. Voltei para casa, arrumei minhas coisas e pedi que Foguinho me levasse em casa, não estava com paciência para esperar ônibus.

Freya

O celular tocou, eu borrei o rímel e estava atrasada, que droga!

“Quem é?” — Apoiei o celular no ombro e terminei de arrumar o cabelo. Estava atrasada, e assim eu perdia dinheiro.

“Oi, Freya. Tudo bem? Olha, só estou ligando pra dizer que não precisa vir hoje. Amanhã passa aqui no RH, infelizmente sua mãe veio até aqui e quase aconteceu o pior. Você é uma ótima pessoa, mas o problema é ela. Você me desculpa?” — E essa nem era a primeira vez que isso estava acontecendo. Ela sempre dava um jeitinho de ferrar com a minha vida.

“Eu que te peço desculpas a você, juro que não vai acontecer novamente. Amanhã eu posso ir pela manhã?”

“Claro, como você quiser. Tenha um bom dia, até mais!”

O que eu irei fazer agora? Amanhã mesmo tenho que ir em busca de outra coisa, mas isso demora e eu não posso ficar às custas de Ísis, seria sacanagem.

Não havia mais o que fazer, eu me arrumei em vão e agora estava completamente perdida. Se minha mãe souber onde eu moro ela vai acabar de ferrar com a minha vida.

Só olhando com mais atenção, percebi que a “casa” estava uma bagunça e algumas coisas precisavam de alguns ajustes, limpeza, trocas de forros das camas, organização nas louças e tals… me distrai ouvindo música e não escutei quando abriram a porta.

— O que deu em você? Achei que já tinha saído. — Ísis não estava com uma cara nada legal, parecia entrar segurando o choro.

— Minha mãe teve o digníssimo prazer de ir até o trabalho arruinar a minha vida. Vanessa me demitiu e agora eu tô aqui, ao com o dia e a noite.

— Não fala assim cara, toda essa porra aqui é nossa. Freya, eu sei que sou um pouco doida as vezes, mas eu sou tua amiga e gosto pra caramba de você. Eu não vou te deixar sair daqui.

Eu tinha mil e dois motivos para chorar, mas foi nos braços de Ísis que eu desmoronei em lágrimas. Chorávamos juntas, enquanto ela dizia o quanto amava Sete, mas seu irmão a impedia de ficarem juntos.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 39 - Possivelmente Grávida

    Freya O amanhecer veio rápido. Adormeci ao lado de Jamerson — que ainda dormia quando eu levantei. Pensei em acordá-lo, mas o mal estar veio antes que eu pudesse fazer qualquer coisa. Corri até o banheiro e me ajoelhei diante do sanitário. Talvez tenha sido a bebida. Talvez eu deva ter exagerado, mas algo dentro de mim se quebrou naquele momento. Lavava o rosto quando vi a silhueta de relance. Ele apenas observando a situação, sem dizer nada. — Tá tudo bem? — Tá sim. Eu só acho que exagerei um pouco demais na bebida ontem. Mentira. Eu me sinto assim faz alguns dias. Indispostas, com um sono excessivo há dias e mesmo assim ignoro cada detalhe, porque eu não posso… — Eu vou até a padaria, que alguma coisa em específico? — Interessante, até ontem ele estava pouco se importando comigo, então por que hoje estava tão preocupado comigo? Estranho! — Eu vou querer duas fatias de bolo indiano e um hambúrguer. Ah, trás paçoca também. — Bolo indiano é uma das melhores coisas da minha vida,

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 38 - Sentimentos

    Jamerson Ver Freya saindo com Júlio me despertou ódio, mas não pude fazer nada a respeito. Leonor tenta fazer contato com seu tio, que já não responde há algumas horas. — Corolla não responde, acha que ele está ocupado? — Não precisei responder, minha cara entregava tudo que eu precisava falar. — Aquela é a garota de quem você falou? A amiga da sua irmã? — É! — Disfarçar sentimentos sempre foi o meu forte, mas com Freya era diferente. Eu me sinto um canalha, pela primeira vez na vida eu me sinto um canalha por tê-la magoado de tal forma que ela não merecia. Ela não é igual a minha ex e está muito longe disso. Não deveria ter me apaixonado por ela, porque não fazia ideia de que as coisas acabariam desse jeito; confusas e sem saída. — Parece que ela é mais que amiga da sua irmã. — Ela respirou fundo, desligou o celular e me olhou sério. — Se quer conquistá-la, não vai ser desse jeito. Se eu fosse ela, não iria mais querer saber de você. Você age feito um imbecil e sabe o que pessoa

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 37 - Maldita Traição

    Jamerson Desenrolei com Leonor o que eu pude fazer. Já havíamos conversado sobre onde ela ficaria durante os.procimos dias, até às coisas se amenizarem para que ela volte a Colômbia. Vi Freya sentada em uma mesa distante com Júlio, ambos rindo e conversando, até o momento em que ela me viu. — Por que você não pode voltar? — Perguntei a Leonor, na esperança de descontrair meus pensamentos intrusos. — Polícia rodoviária e demais problemas… — Assim como Corolla, ela tem uma facilidade de lábia que me impressiona. — Meu tio falou sobre sua amiga, ela vai ficar sob minha responsabilidade quando chegar lá. — E como eu posso confiar em você? — A desconfiança é minha parceira de vida, não olho para o lado sem que ela esteja presente. — Eu confio no seu tio, mas não conheço você. — Meu tio manda em mim, então será a mesma coisa! Será como se esyivesse fazendo negócio com ele, mas… pelo seu tom de voz, parece haver algo mais que amizade em suas falas. — A garota é amiga da minha irmã e a

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 36 - Conexão Colômbia

    Freya É meu dia de folga. Ísis chegou por volta das 12:00 horas e ainda está dormindo. Quem a trouxe foi o Sete, mas desta vez, vieram sozinhos.Estava lavando a louça quando meu celular começou a tocar, estiquei a mão e o peguei de cima da mesa. “Oi, Freya. Como está?” Júlio é cuidadoso e isso não é ruim. Ele não faz as coisas com segundas intenções, mas, na intenção de realmente ajudar. “Oi, Júlio. Estou bem e você?” Puts! Eu não sei o que falar com ele. “Estou ótimo, obrigada! Então, eu queria saber se o jantar se mantém de pé?” Bom… é sempre bom ir com calma, mas jantar? Nem conversamos sobre isso ainda e eu nem quero fazer as coisas por impulso. Antes de responder, Ísis surgiu na cozinha, esfregando os olhos e sentando na copa, me encarando como se quisesse me dizer alguma coisa. “Eu te ligo depois, agora estou um pouco ocupada.” Desliguei a chamada e olhei fixo para Ísis. — Então, como foi a festa ontem? — perguntei sem intenção de saber se alguma coisa, porém, seu irmão

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 35 - Palavras que Magoam

    Jamerson Minha mãe sempre me disse que a gente tinha que lutar pelo que amamos. Eu lutei por ela, lutei por Ísis e por Sete e agora posso finalmente descansar um pouco e ir atrás do que eu quero. Freya desligou quando ouviu a minha voz, então eu fui até lá pessoalmente. — Freya? Abre isso aqui logo ou você quer que eu suba aí? — Gritei alto em frente a sua janela, que ficava de frente para a rua. Passaram alguns minutos e ela não veio, não respondeu e muito menos abriu. Fechei o punho e quando iria bater mais algumas vezes, a porta foi aberta. Sutilmente, ela cruzou os braços e me olhou séria. — Eu vim te buscar. — Disse, já entrando e fechando a porta. Ela não estava acreditando que eu estava ali. Coloquei a chave do carro em cima da mesa e quando olhei pra ela novamente, percebi que estava usando um pijama muito curto, com a blusa mostrando sua barriga e o short a poupa da bunda. — Eu não vou, já estava deitada e deveria saber disso quando eu não atendi. — Ela estava com os c

  • A Perdição Do Traficante    Capítulo 34 - Confusão Mental

    Jamerson “Boca, vem me buscar aqui na praça. Eu tô ligando pra Freya, mas ela não atende. Acho que a bateria do celular dela acabou.”A voz desanimada de Ísis me deixa de certa forma triste também. “Não manda o Sete, vem você.” Larguei o que estava fazendo, avisei ao Sete onde estava indo e que ele deveria manter a barra limpa e sem sujeira por aqui até eu voltar. Avistei Ísis de longe, sentada na praça, com a mochila em suas pernas, enquanto ela tomava um sorvete. — Você conseguiu falar com ela? — Não liguei, Ísis. Sua amiga deve tá cansada, só isso. Você chamou ela pra vim com você? O que ela disse? — Chamei e ela disse que não iria vim, porque a última vez ela foi barrada e você ainda humilhou ela. Freya quer ficar de boa, deixa ela quieta. Não vale a pena se envolver com alguém que vige sabe que não vai dar certo. — Essa era a verdadeira Ísis. Ela destila seu ódio quando alguma coisa dá errado em sua vida, ela sempre foi desse jeito. E agora porque não deu certo com o Sete, e

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status