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CAPÍTULO 114

last update publish date: 2026-09-07 22:26:06

POV — DESCONHECIDO

Boris tirou o sobretudo e o deixou sobre o encosto da poltrona antes de abrir os primeiros botões da camisa social. Pegou os papéis que havia reunido e os espalhou sobre a mesinha de centro.

Relatos. Registros. Datas.

Tudo relacionado às mortes que, durante anos, pareciam não ter qualquer ligação.

A morte do irmão.

A morte da companheira dele.

A morte de seu pai.

E a morte da mãe de Frida.

Boris passou os olhos pelos documentos mais uma vez.

Precisava descobrir o que
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    POV — DESCONHECIDO Ele entrou na sala usando um sobretudo preto. Os óculos escuros escondiam seus olhos enquanto caminhava até a mesa e se sentava diante da velha feiticeira. Ela passava lentamente as unhas pintadas de preto sobre a superfície de uma esfera escura e impura. A velha feiticeira das sombras ergueu os olhos para ele. — Ela está grávida de um lobisomem... Então, definitivamente, eliminei todos os Dunstan vampiros — afirmou, recostando-se na cadeira, confiante. A feiticeira arqueou uma sobrancelha branca. — Será mesmo? Ele franziu o cenho imediatamente. — O que quer insinuar? Olhe logo meu futuro na esfera — exigiu entre os dentes. — Se o senhor quer... assim será. A velha colocou as mãos sobre a esfera. Seus olhos emitiram uma luz negra, como se duas pequenas fendas para um vazio infinito tivessem se aberto em seu rosto. A mesa começou a tremer sob o poder maligno que emanava dela. Por alguns segundos, a sala permaneceu em absoluto silêncio. Então, a feiticei

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    POV — FRIDA Quando acordei, fiquei surpresa ao perceber que Dante ainda me envolvia em seus braços. — Ficou todo esse tempo me olhando? — perguntei, curiosa. Ele assentiu, acariciando minha bochecha. — Acho que quer saber como consegui fugir de Lady — falei, por fim. — Sim... — respondeu, olhando para mim com curiosidade. Suspirei. — Eu não fugi. Apesar de ter tentado... fui salva por Demétrius, um vampiro que tinha uma relação de quase amizade com meu irmão, Boris. Dante assentiu. — Ele cuidou dos meus machucados. Lady havia me chicoteado. O maxilar de Dante enrijeceu imediatamente. Vi o dourado tentando se sobrepor ao cinza de seus olhos. — Aquela maldita! Ainda conseguiu fugir da minha fúria — rosnou entre os dentes. Coloquei a mão sobre seu peito. — Esqueça ela. Ele respirou fundo, tentando conter a raiva. — Melina... onde ela está? — perguntei, curiosa. — Não sei... Na verdade, fiquei todo esse tempo fora. Apenas mandei que a mãe dela fosse presa

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    POV — DANTE Estacionei o carro de forma brusca. Mal desliguei o motor, já abri a porta e saí, sem me importar com a chuva que voltava a cair forte sobre mim. Lorenzo havia ligado minutos antes, avisando que Frida tinha retornado. Frida. Minha companheira estava de volta. Mil perguntas se acumulavam em minha cabeça. Onde ela esteve? Quem a ajudou? Por que demorou tanto a voltar? E, acima de tudo, como estavam ela e o meu filho? Eu precisava saber tudo. Mas, naquele momento, só conseguia pensar em uma coisa. Ela estava viva. Ela estava de volta. Por alguns segundos, até cheguei a me perguntar se estava sonhando. Atravessei a entrada do castelo quase correndo. E então a vi. Frida estava sentada no sofá, com um caderno de desenhos apoiado sobre as pernas. Meu coração pareceu querer sair pela boca. Ela ergueu aqueles olhos azuis que eu tanto amava e, ao perceber minha presença, deixou o caderno de lado. Não pensei. Não me importei com mais nada. A

  • A Perdição do Alfa Feroz    CAPÍTULO 146

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