LOGINBryan segurou a mão de Mia e fechou os olhos.
Sentia o peso de ter sido escolhido por uma Deusa. Mia, ainda receptáculo de Selene, sorriu por dentro. Questioná-los agora seria desafiar o céu. Selene voltou-se para a multidão. — Este é o último aviso. A partir de agora, toda ofensa contra Bryan, será uma ofensa contra mim. — Toda dúvida lançada sobre o vínculo deles, será tratada como heresia. — E todo lobo que tentar se colocar entre o amor de um Alfa e sua Luna escolhida pelo destino... será arrancado da história. Um trovão ecoou ao longe. O silêncio se espalhou. Selene havia falado. Ninguém ousava contradizê-la. Ela avançou mais um passo na escadaria, envolta em luz plena. Seu olhar percorreu os líderes — nenhum desviava, nenhum sustentava. Então, ela decretou: — O elo de minha filha e de seu Andríthea é inquebrável. As palavras soaram como o tocar de sinos antigos, de eras esquecidas, vibrando não apenas no ar, mas nas correntes mágicas que uniam o mundo espiritual ao terreno. — Eles são um só. — Compartilham uma única alma, forjada na minha luz, moldada pelo destino. — Ambos carregam o meu poder. O salão inteiro mergulhou em uma escuridão breve, como se o mundo tivesse prendido o fôlego por um segundo. E então, a luz ao redor deles explodiu em prata viva, banhando Mia e Bryan como se a própria lua tivesse descido à terra. — Se tentarem separá-los... se ousarem quebrar esse elo outra vez... — Ambos morrerão. Um suspiro coletivo varreu os presentes. Lobos caíram de joelhos. Alguns choravam, sem entender por quê. — Pois um não existe sem o outro. — Separá-los seria como apagar o sol e tentar fazer o dia nascer à força. Seria profanar a própria ordem da criação. Selene então encarou novamente Bryan e havia um respeito ancestral em seus olhos eternos. — Ele é o guerreiro que a esperou por milênios. Ela é a luz que o trouxe de volta do abismo. Eles são os pilares da nova era. E voltando-se para todos, a Deusa finalizou com uma voz que parecia vir de todos os lados: — Desafiem esse vínculo... e vocês desafiam a mim. Selene então abriu os braços, e o véu de luz prateada ao redor dela se expandiu como um campo de força, fazendo as estruturas do salão tremerem levemente. Era o poder bruto da criação ali, vivo, pulsando. A Deusa não estava apenas falando... Ela estava selando um destino. — E se eles morrerem... — sua voz soou como trovão abafado, carregado de luto e de fúria divina — — será a ruína dessa espécie. O silêncio que se seguiu foi pesado como pedra, sufocante. — Pois somente através do poder deles — o da alma dividida e unificada — é que vocês terão vitória na guerra que já marcha na direção de todos vocês. Ela olhou ao redor como uma mãe desapontada diante de filhos que não sabiam o valor do presente que receberam. — Vocês imploraram por salvação. Oraram por paz. Suplicaram por liderança. — E agora que enviei a única capaz de guiá-los... vocês ousam duvidar dela? Seus olhos brilharam como luas gêmeas. — Não haverá segunda chance. Mia Ashworth não é apenas filha da Lua. Ela É a Lua. E se ela cair... todos vocês cairão com ela. O chão sob os pés dos presentes tremeu levemente, como se a própria terra tivesse reconhecido a profecia. Selene então ergueu novamente o queixo, com a pose digna de uma rainha celestial: — Ela lutará ao lado de vocês, e vocês deveriam estar ajoelhados em gratidão... Por eu ainda ser tão benevolente com um povo que me esqueceu. O poder ao redor dela parecia um céu caído sobre a terra. A energia prateada vibrava no salão, queimando na alma de todos os lobos. — A ameaça que está vindo — ela declarou, com voz grave, quase profética — — é algo impuro. Algo que nasceu sem alma. Eles não são como vocês. Não são guiados por honra, nem por instinto. Foram criados com magia negra, costurados na escuridão. São abominações... lobos sem natureza, sem laços, sem limites. Alguns dos presentes estremeceram. Um murmúrio de horror percorreu o salão. — Vocês jamais enfrentaram nada assim. Eles devoram matilhas inteiras, corrompem Alfas, usam os corpos dos mortos... — E não recuarão. Não vão parar. Apenas morrerão quando forem aniquilados. Selene levantou o queixo. Havia tristeza em seus olhos — mas também uma fúria antiga, de uma Mãe vendo sua criação ser ameaçada por criaturas profanas. — Por isso, a partir de hoje, não há mais alcateias separadas. Não há mais matilhas em disputa. Vocês serão um só povo. Lutarão juntos. Vencerão juntos. Ou perecerão todos, como um só. O salão estava em silêncio sepulcral, mas dentro de cada coração lupino, algo queimava. Uma verdade antiga sendo restaurada. Um comando divino sendo aceito. Então, Selene ergueu a mão. — Afastem-se. Tragam espaço, pois não lutaremos sozinhos. Outros filhos meus se juntarão a esta guerra. O salão inteiro recuou imediatamente, sem questionar. Um campo de luz se formou no centro. E então — num estalo, como se o véu do tempo tivesse sido rasgado — uma explosão de poder envolveu a sala. Um redemoinho de sombras e luz emergiu com um rugido abafado, e ali, diante de todos, surgiram os Strigoi. A nobreza ancestral dos vampiros foi sentida no mesmo instante. Capas escuras, olhos vermelhos ou dourados, presenças imortais que carregavam o peso de milênios. Mesmo sendo trazidos repentinamente, eles não resistiram à presença de Selene. Todos se ajoelharam. — Minha Mãe. — disseram em uníssono, em voz baixa e cheia de reverência. Selene os encarou com orgulho silencioso, e então ordenou: — Meu filho, Malik... Um passo à frente. De entre os Strigoi, um homem alto emergiu. Os cabelos negros como a noite caíam soltos sobre os ombros largos. Os olhos eram rubis líquidos. Sua postura era firme, mas humilde diante da Deusa. Malik deu um passo à frente e se ajoelhou, cabeça baixa. — Estou aqui, Mãe. Ao seu dispor. — sua voz era aveludada, mas carregada de força. Selene olhou para todos ao redor, com os olhos acesos em pura luz lunar. Sua presença preenchia o salão como uma eternidade comprimida num único instante. — Malik é meu filho, como Mia é. — E ele e os seus lutarão ao lado de vocês. — Pois o sangue que corre nele também é meu. Ela então estendeu a mão na direção dos vampiros ajoelhados, e uma brisa dourada misturada com luz prateada envolveu o clã Strigoi. Eles permaneceram curvados, olhos fechados, como se recebessem não só uma bênção — mas um renascimento. — Vocês os reconhecerão como iguais. — Eles são fortes. E este clã... este clã é especial. Selene deu um passo adiante. Sua voz agora era cheia de ternura feroz, o tipo de amor que só uma criadora poderia conceder: — Eles também têm a dádiva da transformação. Podem se tornar feras como vocês. E mesmo em suas trevas, sempre foram fiéis a mim. Todos os lobos presentes estavam em silêncio absoluto, sentindo o peso da revelação. Vampiros que podiam se transformar. Vampiros que dividiam o sangue da Deusa. E então, a Deusa fez o impensável. Ergueu ambas as mãos ao alto, olhos fechados, e sua voz ressoou como um trovão ancestral: — A partir de agora... Eu removo de vocês a maldição do Sol! — Vocês estão livres, meus filhos. Nenhuma luz mais os queimará. Caminharão sob o céu do dia e da noite, Como filhos legítimos da Criação. Um clarão de luz explodiu do teto de vidro, e todos viram o feixe dourado tocar os Strigoi. Eles foram erguidos do chão, levados por essa luz, envoltos em energia viva. Gritos e lágrimas brotaram dos vampiros ali. Não de dor mas de alívio. De redenção. Malik, com os olhos marejados, ergueu-se com dificuldade, ainda de joelhos. — Mãe... — sua voz quebrou. — Depois de milênios nas sombras... A senhora nos deu o Sol. Selene sorriu. — Porque vocês são dignos de mim. Dignos do meu poder. E dignos de caminhar ao lado dos filhos da Lua. Todo o clã Strigoi parecia respirar pela primeira vez em séculos. Haviam vivido na sombra, fugido do calor, caminhado entre a morte e agora, sob a presença viva de sua Deusa, eles sentiam a vida pulsar diferente. Era como se o sangue em suas veias tivesse sido purificado. Eles estavam livres. Livres para caminhar sob a luz do dia. Livres para lutar com honra. Livres para sonhar. Malik, o mais velho e mais forte entre eles, caiu de joelhos diante de Mia — ou melhor, Selene. Ali, aos pés da Deusa encarnada, ele não era um guerreiro. Era só um filho buscando redenção. Com a cabeça abaixada, ele murmurou com reverência: — Mãe... não sou digno de sua misericórdia. Selene então o olhou com ternura e força, duas emoções que só ela sabia carregar juntas. Ajoelhou-se diante dele, tocando seu queixo com uma mão envolta em luz suave, e ergueu seu rosto para que olhasse em seus olhos. — Meu filho... — ela disse, e aquela palavra parecia um raio de cura atravessando o coração de Malik. — Eu o criei para que você fosse forte o suficiente para parar Daemon, seu irmão. E você foi. — Você lutou com honra. Você tentou. Você protegeu. Os olhos de Malik estavam marejados, pesados com a dor de antigas memórias. — Eu não a salvei, mãe... Ela pereceu. — sua voz quase falhou. — Ela morreu... e eu não consegui salva-la. Selene, então, se aproximou mais. Sua presença era como um abraço divino — caloroso e absoluto. — Escute-me, Malik. — Você foi o único... o único que, mesmo não sendo a alma gêmea dela, jamais a machucou. — Você a amou. Deu a ela felicidade. A tratou com amor e devoção. — Isso, meu filho, é o que o torna totalmente digno do meu poder. — E do meu amor e misericórdia. As palavras atravessaram o peito de Malik como uma luz curativa. Ele não resistiu às lágrimas. Nem tentou. Tomou a mão de Selene com reverência e a beijou com toda a humildade que restava em seu corpo. — Obrigado, mãe. — sussurrou. Selene assentiu, uma expressão serena e poderosa no rosto. Malik então se ergueu. E, ao virar-se, os Strigoi abriram espaço para que ele se juntasse novamente a eles — não como o mesmo Malik de antes, mas como um novo ser: Um filho reconhecido. Um príncipe redimido. Um guerreiro da luz. Com um único estalo, como o eco de um trovão distante, Mia voltou. Seus olhos antes prateados e luminosos como galáxias se tornaram, novamente, os cinzas vivos e ferozes da Loba Luna. Mas o brilho não cessou. O poder ainda emanava dela, só que agora... de forma mais branda, mais orgânica, familiar. Ela arfava. Como se tivesse corrido por mil campos de batalha, lutado com mil lobos, enfrentado mil realidades. Sua respiração era pesada, o corpo levemente trêmulo. Mas ela permanecia de pé. Inabalável. E então, ela olhou ao redor. Todos — absolutamente todos — estavam ajoelhados diante dela. Lobos. Alfas. Deltas. Zethas. Anciões. Guerreiros. Strigois. Humanos. Filhotes. Deuses em pele de besta. Todos estavam curvados, almas expostas à presença que habitara aquele corpo. Mia era filha da Deusa, escolhida de Selene, promessa viva. E, ainda assim, não sabia o que fazer. Ela sentira Selene usar sua voz, seu corpo, sua essência. Agora estava de volta — carregando o peso do que fora dito e selado. Era uma loba. Mas já não apenas isso. Bryan se aproximou, ainda em choque e reverência. Seu corpo ainda queimava com a marca do poder que ele também herdava, agora validado diante de todas as alcateias do mundo. Ele se ajoelhou diante dela. Mas Mia, ofegante, apenas pegou sua mão. — Levante-se, meu Rei — sussurrou. A voz ainda soava como um eco da deusa, e mesmo assim... era toda Mia. Delicada. Sólida. Real. Bryan ficou de pé, e juntos olharam para o salão. Uma nova era havia começado. O mundo que conheciam não existia mais. A Nova Ordem estava instaurada. Selene havia falado. E nenhuma alcateia no mundo ousaria desobedecer. Mia olhou para os Anciões, Alfas e líderes. Eles a olhavam como se estivessem vendo a própria lua no céu. Ela então disse, com a voz firme, mesmo cansada: — Levantem-se. Ainda temos muito a fazer. A guerra está vindo. E vocês sabem agora com quem poderão contar. E, um a um, eles se levantaram. Sem arrogância, sem pressa — apenas respeito. E talvez, pela primeira vez, com fé.O Amanhecer da Alcateia (Alguns anos depois) A Mansão Blackwolf estava viva. Não com o som da guerra, nem com o eco de estratégias militares. Mas com risadas. Passos apressados. O caos leve e doce de uma manhã de celebração. Mia atravessava o corredor principal com cuidado, equilibrando um grande vaso de lírios brancos entre os braços. A barriga proeminente denunciava o sexto filhote, e cada passo era acompanhado de um suspiro paciente e uma mão nas costas. De repente, um vulto pequeno passou correndo, quase derrubando uma mesa lateral. — Ei! — Mia gritou, a voz de Luna ecoando com autoridade materna. — Nada de correr dentro de casa! Vocês vão acabar derrubando a decoração! O som de passinhos diminuiu... por exatos cinco segundos. Depois voltou, acompanhado de gargalhadas. Mia sorriu, balançando a cabeça. A vida tinha sido boa. Não perfeita. Mas segura. E isso, para quem conheceu o gosto metálico da guerra, era tudo. Ela encontrou Elizabeth, sua mãe,
O caos não pediu licença. Ele explodiu. Não era apenas uma confusão; era o cheiro azedo de medo misturado à eletricidade estática da magia residual de Morana. Os Thornes tentaram correr. Um erro fatal. O instinto de caça dos Blackwolfs não perdoava a covardia. O ar vibrou quando a transformação em massa começou. Não foi um som limpo; foi uma orquestra grotesca de ossos estalando, roupas sendo rasgadas e rosnados que pareciam vir das profundezas da terra. — NÃO OS DEIXEM ESCAPAR! A voz de Bryan não era humana. Era um trovão. E então, ele se foi. O homem deu lugar à lenda. Bones. Colossal. Uma montanha de músculos e fúria, cuja sombra parecia engolir a luz da Lua. Aquele rugido... Ele bateu no peito de cada lobo presente como um martelo físico. Não era um pedido. Era uma ordem biológica. Até quem não carregava o sangue Blackwolf sentiu o joelho dobrar e o lobo interior arranhar para sair. Matar. Proteger. Exterminar. Eles colidiram. O impacto da linha de frent
Ela ergueu o braço. O fio brilhou. A luz negra e tóxica do feitiço chicoteou o ar, cheirando a enxofre e destino forjado a sangue. Bryan sentiu o puxão. Sentiu a força tentar arrastá-lo, dominar sua vontade, reivindicar seu corpo. Ele rugiu em resistência, o som profundo, feral. A saliva pingou dos lábios de Bryan enquanto ele arrastava os joelhos pelo chão de pedra, lutando fisicamente contra a magia invasora. Então Morana proclamou, a voz ecoando carregada de poder: — Eu, Morana Thorne, reivindico você, Bryan Blackwolf, como meu único e verdadeiro companheiro. — Venha até mim, marque-me... e reinaremos juntos por toda a eternidade. Mia sabia que aquele momento chegaria desde o instante em que viu Morana. Ainda assim, manteve uma esperança frágil de que Bryan resistiria. Mesmo com a maldição emergindo. Mesmo com a escuridão tentando tomá-lo. O cheiro de desesperança de Mia era salgado, ácido, sufocando-a por dentro e turvando sua visão. O amor que ela sentia
Tudo estava escuro. Um breu absoluto e sufocante que cheirava a terra de cemitério revirada e magia apodrecida. O oxigênio pareceu evaporar de Lunária em um único segundo. As sombras dominavam Lunária, a cidade sagrada agora totalmente mergulhada na escuridão de Morana. A arquitetura divina de mármore e prata havia sido engolida por um piche denso e sobrenatural. A luz da deusa foi extirpada do teto. As trevas se expandiam como um organismo vivo, rastejando pelas colunas, pelo chão, pelas paredes, envolvendo tudo. Cercando todos. As sombras sussurravam. Eram ecos de maldições antigas raspando contra os ouvidos sensíveis dos guerreiros paralisados, cegando até a visão aprimorada dos lobos. Em segundos. O caos não pediu licença. Ele simplesmente obliterou a ordem divina e mergulhou a matilha em um terror paralisante. Bryan segurava Mia nos braços. Ambos estavam sentados no chão, a poucos metros de Morana. O calor febril do corpo de Bryan era a única bússola de Mia na
A sombra pareceu se mover levemente em sua cadeira. O som do atrito soou como ossos velhos sendo triturados no silêncio mortal do salão sagrado. — Eu estou aqui apenas para garantir que a decisão seja executada. — Sem exceções. — Não haverá julgamentos, vocês morrerão hoje aqui em Lunária, a própria Lua exigiu que o sangue de vocês fosse derramado. A pressão nos tímpanos de todos aumentou violentamente. O oxigênio pareceu ter sido envenenado de imediato. A palavra ecoou como um cântico fúnebre, espessa e com gosto de ferro e terra na boca de cada lobo. Valentim olhou para Bryan em desespero. O pânico rasgou a máscara de arrogância do líder traidor. O suor frio escorria pelo seu rosto, empesteando o ar com o odor azedo de covardia absoluta. Ele sabia. Não havia saída. Não sairia dali vivo. O peso da sentença desceu sobre a Underground como uma guilhotina invisível. Mas o lado sombrio da Lua não obedecia a regras. A magia podre não reconhecia juízes. Não se curv
A promessa foi feita a centímetros do rosto de Katherine, entregue diretamente aos seus pesadelos. Ela deu mais um passo, invadindo o espaço de Katherine, obrigando-a a recuar novamente. — E eu não sou de quebrar minhas promessas. O cheiro do pavor de Katherine tornou-se doce e nauseante, empesteando o ar limpo da montanha. Valentim e Katherine perceberam que os anciões não se moveriam. E que, naquela noite, os Blackwolf estavam em vantagem. A ilusão de diplomacia havia morrido. O conselho sagrado não levantaria um dedo para protegê-los da carnificina. A confiança dele começou a ruir. O chão sob os pés do líder da Underground parecia afundar em um abismo sem fundo. Pela primeira vez, Valentim já não tinha certeza de que sairia dali ileso. O salão não lhe pertencia mais. O silêncio não o protegia mais. A respiração dele engatou. O gosto metálico do próprio medo encheu sua boca com a força de um soco. Ainda assim, tentou uma última vez. Virou-se para os anciões,







