LOGINCarla passou o restante do dia fugindo de César.Quando a noite caiu, ele ligou para Guilherme. Precisava saber se ele tinha alguma informação referente ao pai da filha de Carla. A marca de nascença da menina não saía de sua cabeça.Ele sequer ligou para falar sobre Vitinho, até porque o menino estava bem.Mas Guilherme parecia estar tão no escuro quanto ele em relação à vida de Carla.César não conseguia dormir. Já era madrugada quando foi até a cozinha tomar um copo de água e viu Carla na varanda. Ela vestia uma camisola preta e estava esplendidamente linda, com os cabelos negros soltos, esvoaçando ao vento.Mas, assim que percebeu a presença dele, fugiu dali.Na manhã seguinte, ainda era muito cedo, mas Carla já preparava o café.— Bom dia, Carla!— Bom dia, César. O café está quase pronto.Ele se sentou à mesa. Ela também parecia não ter dormido bem.— Carla, você se importa de ficar aqui na mansão sozinha, só um pouco, com Vitinho? Preciso mesmo ir até a cidade assinar alguns doc
César passou no apartamento dele para pegar algumas coisas antes de seguirem para a Mansão Moreau. Vitinho e Carla ficaram dentro do carro.Ela se recusou mais uma vez, veementemente, a entrar no apartamento dele. Depois, passaram na casa de Meg, que havia preparado uma mochila para a filha com alguns utensílios, roupas e objetos pessoais. A bolsa estava na varanda.O dia já amanhecia quando chegaram à Mansão Moreau.César colocou Vitinho para dormir. A marca que a filha de Carla carregava deixava César cada vez mais intrigado, então decidiu perguntar.Procurou Carla pela casa e a encontrou na varanda. Ainda chovia.— Fiz café — ela disse.— Está me oferecendo café, menina?— Pode não me chamar de menina. Já sou mãe. E não, César, estou dizendo que fiz café. Se você quiser beber, beba, mas não estou oferecendo.Ele sorriu, mas aceitou o café. Observou-a por alguns instantes. Ela era muito bonita e lhe parecia que, irritada, ficava ainda mais.— Você sumiu.— Não sei se percebeu, mas n
A tarde foi agradável, embora os olhares insistentes de Cibele e Marco começassem a incomodar Guilherme. Ele havia percebido que o casal os observava mais do que o habitual, mas Rosa não notou. Estava entretida, conversando com as tias dele e se divertindo com as crianças.Guilherme preferiu não dar importância. Não permitiria que a curiosidade alheia estragasse aquele dia.Quando retornaram ao hotel, já era noite. Não viram mais Gustavo e Katrina, e Guilherme não fez questão de perguntar por eles.Assim que entraram na suíte, ele se aproximou de Rosa, envolvendo sua cintura.__ Está muito cansada, minha Rosa?__ Não, amor. Por quê?__ Porque quero levar você a um lugar.Ela sorriu, curiosa.__ Vamos viajar amanhã?__ Ainda não. Antes, vou levar você para comprar algumas coisas.Rosa se lembrou da promessa que ele havia feito e percebeu que ele não tinha esquecido.Seus olhos brilharam.Ela se inclinou e deu um beijo nele.__ Obrigada.Guilherme franziu a testa, divertido.__ Pelo quê
Na saída, Gustavo perguntou a Guilherme se poderia dar uma carona a ele e Katrina.Achou que o irmão ficaria constrangido e acabaria cedendo.Mas Guilherme descobrira, com o tempo, que quem deveria sentir vergonha de alguma coisa eram Gustavo e Katrina, não ele. Como os dois pareciam desconhecer o significado da palavra e seguiam a vida normalmente, destilando veneno por onde passavam, ele não iria parar a própria vida por causa deles.Katrina, mais uma vez, observou o cuidado de Guilherme com Rosa. Ele a ajudou a entrar no carro, colocou o cinto de segurança nela e, antes de fechar a porta, beijou sua testa.Aquela demonstração de carinho a incomodou profundamente.Guilherme nunca havia cedido aos caprichos de Katrina. Como, por exemplo, quando ela quis um par de brincos que custava meio milhão de dólares e uma bolsa de grife pelo mesmo valor. Ainda assim, ele havia sido um bom marido. Não era particularmente carinhoso porque acreditava não saber ser assim, mas descobriu que o carinh
Como Guilherme imaginava, todos os olhos se voltaram na direção deles, mas, para sua surpresa, dessa vez ninguém o olhava, mas sim olhava para Rosa.Quem estava logo à porta da igreja era uma das tias de Guilherme, irmã mais nova de Margarida.Guilherme deu a bênção. Era um costume da família, sinal de respeito para eles, e a mulher recebeu o abençoando, mas os olhos da senhora estavam concentrados em Rosa.__ Quem é essa, filho?__ Rosa, minha noiva.Ele carregava orgulho ao dizer que Rosa era sua noiva, futura esposa.__ Que mulher bonita.Guilherme deu um sorriso enorme para a tia.__ É mesmo, tia, é mesmo.A tia ficou feliz em ver Guilherme feliz. Havia anos que não o via sorrir.Rosa agradeceu e também deu a bênção, recebendo um abraço da tia de Guilherme.Eles entraram.Devido à conversa que Guilherme e Rosa tiveram na suíte do hotel, antes de saírem para a igreja, acabaram se atrasando um pouco. Então, chegaram quase no horário do início da missa e não poderiam cumprimentar tod
Guilherme achou que seu coração ia parar quando entrou no quarto e viu Rosa, ele parecia nunca estar preparado para a beleza dela.Ele parou na porta e ficou admirando Rosa.Só então ela percebeu que ele a observava, não viu quando a porta foi aberta.__ Oi?Ela era extremamente doce, inclusive sua voz.__ É um sonho?__ Ham?Ela piscou algumas vezes.Rosa não entendeu a pergunta dele.__ Quero saber se estou vivendo um sonho, porque prefiro morrer ao ver você partindo ou acordar e descobrir que nada era real.Ela sorriu.Ele amava aquele sorriso meigo.Rosa se aproximou de Guilherme __ O nosso amor é real, eu também não esperava nada disso, pra ser sincera só tentava me manter viva, deixar Vitinho seguro e...Ela parou de falar, é como se sua mente tivesse vagado pelo infern0 que esteve um dia provocado por seu pai e por Jéssica também.Ela não gostava de falar muito do seu passado, exceto do amor que tinha pela mãe e da reciprocidade desse afeto.__ E?Ele se aproximou ainda mais d







