Início / Romance / A Secretária do Chefe / 7- Valentin Salvatore.

Compartilhar

7- Valentin Salvatore.

Autor: Darlla Vi
last update Data de publicação: 2024-09-27 22:15:17

Furo a fila de pessoas reclamando, evitando que esbarrem em mim, e vejo o segurança me olhar desconfiado.

— Para o final da fila, senhor!

— Vim buscar meu irmão, ele está dando trabalho aí dentro — minto com facilidade, e ele coça a barba, pensativo. — Sou Valentin Salvatore e posso…

— O dono da LDrinks? Por que não falou antes? Eu amo as suas bebidas, cara. Vamos, entre!

Surpreso por um cara no meio do nada ter me reconhecido, eu sorrio em agradecimento e entro. Não é como se todo mundo no país me conhecesse por aí. A empresa só tem dez anos, é relativamente nova, tem sua fama, mas não sou famoso. Apareço vez ou outra em capas de revista e em divulgações da marca por aí, apesar de achar uma grande baboseira ter que usar a minha imagem como marketing.

Xingo alto quando vejo que o lugar tem mais gente do que imaginei e me meto no meio dos corpos suados, buscando alguma área VIP, porque tenho certeza de que é nela que meu irmão está metido. Descubro que acertei no palpite quando o vejo dançando com duas mulheres no andar superior e vou até lá, dando meu nome mais uma vez para o outro segurança que controla o acesso ao lugar privilegiado. De novo, não me barram.

— Não estou acreditando no que meus olhos estão vendo. Valentin Evan Salvatore se juntando a mim em uma farra! — grita Tyler, afastando-se das mulheres para me abraçar com força. — O que eu fiz que te convenceu? Você nunca vem! Está doente? Estou preocupado.

Eu me afasto quando ele grita perto demais do meu ouvido e dou batidinhas na sua cabeça, em um costume antigo, de quando Tyler ainda era uma criança.

Não tenho tempo de responder, porque quando me viro para o fundo do camarote, vejo o motivo de eu ter vindo até aqui, toda animadinha. Pelo menos até virar o corpo em minha direção e me ver.

--

Nicole Santoro.

Eu sou uma boa pessoa, sabe? Sou uma excelente filha, honro meus pais, cuido dos dois com carinho. Sou uma ótima amiga também, me preocupo com elas, sou presente e demonstro meu amor da melhor forma que posso.

Então, por que infernos sou punida? Hein?

Não é possível que até na minha noite de folga agora vou ser obrigada a lidar com Valentin. Não pode ser coincidência, cara. Como meuchefe veio parar em um lugar como esse, para começo de conversa? Este seria o último lugar em todo o universo em que eu imaginava vê-lo. Como eu disse, nem sabia que o desgraçado tinha vida social!

— Não acredito — falo baixo, o que obriga Natasha a se inclinar para mais perto de mim para me ouvir melhor. — O infeliz do meu chefe está aqui! Não acredito! Eu aposto que ele me seguiu para me encher o saco e ficar no meu pé aqui também!

— O quê? Cadê? — Maya, nossa mais recente amiga, também conhecida como namorada do pai de Natasha, se vira para procurar o homem a quem estou me Discreta como um coice de cavalo. — Onde? Qual deles? Não me diga que é o barbudo gostoso?

— O próprio. O gostoso fica por sua conta — digo, puta da vida por ele estar tentando acabar com a minha diversão.

Qual é? É proibido sair para me divertir também?

É estranho. Fora as reuniões em que vamos em restaurantes chiques espalhados por Malibu, nunca o vejo fora do escritório. Sua imagem sempre está relacionada a trabalho, então é esquisito demais vê-lo tão informal em uma boate barulhenta. Não combina com Valentin Salvatore. Não mesmo.

Desvio da troca de olhares intensa, cheia de muito ódio, para olhar a roupa despojada. Nunca o vi fora do terno também. Que porra! Eu esperava que parte da beleza dele fosse pelo clichê de homem poderoso vestido de um jeito formal, mas não. Ele fica bonito até com a roupa casual toda preta. É apenas uma camisa gola polo, uma calça jeans e um par de tênis. Como o ordinário consegue ter uma aparência tão extraordinária?

— Ele é mais bonito do que eu me lembrava, amorzinho — Nat fala, toda faceira ao meu lado, e olho para ela como se tivesse nascido chifres em sua cabeça. Como eu disse, nunca vou assumir para ninguém nada relacionado à sua beleza.

— Uma pena que não vale nada.

Aproveito a oportunidade para parar de olhar para ele quando o garçom da área VIP, cortesia por ser amiga de Natasha Forbs, vem nos servir nossas bebidas. Como minha melhor amiga ainda está amamentando nossa pequena Amanda, se mantém no suco enquanto eu e Maya aproveitamos para encher a cara por ela.

— Estava com tanta saudade de uma noite de garotas! Ultimamente, a única que estou tendo é com minha pequena — Nat diz, empolgada como há muito tempo não a via. Ela reluz de tanta felicidade.

— Quem precisa de noite de garotas quando se tem um gostoso como marido? — brinco, recebendo de volta uma cotovelada e um sorriso bobo. Ela sabe que ganhou na loteria duas vezes com aquele homem e com a filha linda que ele a deu. Eles são a família perfeita. — Não vai me dizer que estou mentindo?

— Não está. Ele é mesmo sensacional! — fala rindo e me abraçando pelos ombros. Ela faz o mesmo com Maya, que apenas ri, sem estar acostumada com a forma de amor de Natasha, que envolve bastante contato físico.

Somos muito diferentes nesse sentido. Eu me doo muito a qualquer relação que tenha, tirando a amorosa inexistente por opção, claro. Defendo quem eu amo com unhas e dentes, parto para briga se for preciso, mas não conte comigo para declarações aleatórias e carinho físico. Tenho outras formas de demonstrar meu amor.

— Vamos dançar, porque quero aproveitar muito a nossa noite! — Nat nos arrasta para a pista de dança da área VIP, e preciso me equilibrar para não deixar meu drink cair.

Danço com as duas e viro a bebida de uma vez, entregando a taça vazia para o garçom bonitinho que passa por nós. Rebolo e gargalho com as melhores companhias do mundo para mim, sem cansar. Nat é a primeira a desistir porque desacostumou com as noitadas, mas eu e Maya nos mantemos ali por mais alguns minutos.

Meu corpo sua, meus pés começam a doer, mas não paro porque eu amo dançar! Quando Maya fala algo no meu ouvido sobre banheiro, apenas aceno com a cabeça e sigo dançando conforme ela se afasta. Junto os fios de cabelos, sentindo a nuca molhada pelo suor, e o seguro em um rabo de cavalo imaginário enquanto sigo rebolando.

Sinto um corpo esbarrar nas minhas costas e me viro, desculpando- me com o homem. Ele sorri e não disfarça o olhar por todo meu corpo, focando nos meus peitos saltando no decote generoso do vestido branco e colado que uso. São bonitos mesmo, sei que é difícil não olhar.

— Me desculpe você, gata. Não ia me perdoar se machucasse uma mulher como você.

Se eu fosse feia, então podia?

Abro um sorriso sedutor, porque apesar da cantada ser broxante, ele é gostoso. Não quero um marido, só procuro uma sentada despretensiosa! Isso não é pedir demais. Não hoje, porque já bebi demais, mas nada me impede de pegar o telefone dele. Nunca se sabe o dia de amanhã.

— Sou Henry, e você? — ele pergunta, aproveitando-se da altura da música para se aproximar de mim.

É cheiroso, mais um bônus para ele.

— É um prazer conhecer você, Henry.

Quando conversar sem estourar o tímpano do outro se torna impossível, eu me contento em dançar contra os músculos dele. São durinhos, noto quando meus dedos deslizam de forma nada despretensiosa pelo seu tanquinho. Henry nota e sorri, apreciando minha investigação. É um ótimo parquinho para eu me divertir, gostei.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • A Secretária do Chefe   Epílogo - Valentin Salvatore.

    Meses depois.Minha mão está suada, e olho a cada cinco segundos para a entrada da igreja, esperando que a cerimônia comece. Tem mais de vinte e quatro horas que não vejo a minha esposa, porque ela ficou imersa em um dia de princesa proporcionado pelas madrinhas, Natasha e Maya. Estou morto de saudade dela e da minha princesinha, que ficou com ela durante o dia, já que precisa se alimentar.Estremeço quando escuto a música começar. Os convidados se calam na mesma hora, olhando para a entrada da igreja. Meus olhos estão fixos lá, onde Maya entra toda sorridente. Em seguida, vem Natasha, com minha menina nos braços. Olho para Benjamin ao meu lado como meu padrinho, com a respiração presa ao ver a esposa entrar. Eu me emociono já aí, quando vejo o vestidinho que Lily está usando. Dou um beijo na testa dela e volto a me concentrar na entr

  • A Secretária do Chefe   55- Nicole Santoro.

    Estou largada no colchão, lendo o último lançamento de Gia Walton, com lágrimas nos olhos porque está acabando e não quero me despedir do casal, quando Valentin aparece ali, usando apenas uma calça moletom.— Dormiu. Estou ficando cada vez melhor nisso. Ela dorme com a minha voz.— Isso é porque você canta ruim demais, e ela prefere dormir a te ouvir desafinar — provoco, abandonando o Kindle de lado porque tenho um entretenimento muito melhor aqui na minha frente.— Engraçadinha. Estava chorando? Seu nariz está vermelho.— Sim, mais um casal que se vai. — Aponto para o aparelho, e a expressão preocupada dá lugar a um sorrisinho bobo. — Mas eu amo me lembrar de que a minha realidade é muito melhor do que a delas.Eu o puxo para mim pela cordinha da calça, e ele posiciona seu corpo em cima do meu. Valentin

  • A Secretária do Chefe   54- Nicole Santoro.

    — Eu pesquisei sobre ele — confessa com a voz cheia de ódio. — Queria me vingar sem que você estivesse envolvida, mas cheguei tarde.Vi que ele foi assassinado em um assalto.— Sim, carma, eu acho. A denúncia não serviu de nada, mas pelo menos fico feliz em acreditar que exista justiça vinda de outro lugar. Não me dói mais falar sobre isso, só fica o amargo da impotência, sabe?— Nem imagino, baby.Valentin segura meu rosto e o alisa com a ponta do nariz, fazendo com que eu me sinta amada, querida e adorada. Ele me beija devagar, chupando meus lábios só para me excitar.— Obrigada por ter aparecido — agradeço quando me afasto. — Você foi a minha cura, o meu alívio. Você foi meu ponto de paz, se é que isso faz sentido, já que transformava minha vida em um caos.— Eu amo te ver

  • A Secretária do Chefe   53- Nicole Santoro.

    Tem uma bonequinha nos meus braços que não consigo acreditar que é minha. Todo minuto que tenho livre, olho para ela e fico apreciando os detalhes perfeitos.Lily nasceu há duas semanas, com um tempinho antes dos nove meses, no meio do expediente, para o desespero de Valentin. Ele não sabia se brigava comigo por ainda estar trabalhando ou se me socorria. Foi um caos puro, mas não podia ser diferente na nossa relação.Aliso o rostinho delicado da nossa pequena. Os cabelos são escuros, cheios de cachos. Os olhos, por enquanto, não tem uma cor definida, mas o formato se parece com o de Valentin. Não sei quem baba mais nela, ele, eu ou a nossa família. Hoje foi dia de visita, e consigo ouvir as risadas lá embaixo, enquanto amamento a pequena no quartinho dela para que não se assuste com o agito.— Você é a minha perfeição, meu amor. Sabia?

  • A Secretária do Chefe   52- Valentin Salvatore.

    — Eu amo você, minha deusa. Amo você há tempo demais e foi difícil ter que guardar essa frase com medo de ser cedo demais. Não vou mentir que me transformou em um homem inseguro, tive medo de você fugir de mim. Se eu evitava te olhar, é porque foi difícil para mim o fato de não te tocar também. Você é linda, gostosa, perfeita.— Não fugiria, Valentin. Eu me casei com você.— Sob pressão, depois de muita insistência — brinco, e ela nega com a cabeça, colocando a mão pequena no meu rosto, alisando a barba.— No fundo, eu queria. Só que sempre me assustei com a ideia de me entregar a alguém assim. E você sempre me assustou demais, Valentin. A forma como sempre aparecia na minha cabeça, até mesmo quando eu queria odiar você, era apavorante. Depois que nos envolvemos, logo veio a

  • A Secretária do Chefe   51- Valentin Salvatore.

    Puta merda, Nicole vai me enlouquecer. Se eu achei que estava pagando meus pecados antes, no início da gravidez, eu nem imaginava o que me esperava pelos próximos meses. Que mulher teimosa do cacete! Se ela já era estourada, com temperamento difícil, reclamona e teimosa, piorou muito mais. Apesar de achar uma graça quando está toda descabelada depois de me xingar com bastante propriedade, me preocupo com o estresse que passa nessa altura da gravidez. Tenho medo de ela ficar estressada a ponto de ter um parto prematuro, por exemplo. Mas ela me escuta? Não me escuta.— Nicole, pelo amor de Deus! Já são duas horas da manhã, você não precisa olhar isso de novo — reclamo, vendo-a concentrada na tela do computador do escritório que tem na nossa casa, a barriga imensa já de sete meses, parecendo ter duas crianças crescendo ali.Mas é só uma, a nossa menininha. Descobrir que eu ia ser pai de uma garota, lá nos primeiros meses de gravidez, me deixou em êxtase. Antes de descobrir o sexo, imagin

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status