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Capítulo 06

مؤلف: Chris Angels
last update تاريخ النشر: 2025-08-26 13:51:39

Lucretia demorou ainda alguns segundos para que seu corpo reagisse. Ela estava olhando para Rhys, absorta naqueles olhos incrivelmente azuis. Ele levantou uma sobrancelha e ela moveu-se, porém, sua mão escorregou e ela ia enfiar o rosto na água, não fosse o Alfa segurando-a pelos ombros.

A garganta dele subiu e desceu enquanto engolia a saliva, tentando se controlar. Aquela fêmea estava testando todos os sentidos e controle dele!

Com um empurrão forte, Rhys tirou Lucretia de cima dele. Ela caiu no chão, mas não se machucou.

— Fora daqui. — Rhys rosnou e ela não esperou por uma segunda ordem, engatinhando como pôde para fora do banheiro. Lucretia só conseguiu respirar quando a porta do banheiro se fechou.

“Minha Selene!”, ela exclamou internamente.

[“Ele é bonito…”], Kali comentou, fingindo indiferença.

[“Pode tirar qualquer esperança desse seu coco vazio, Kali. Rhys Jarsdel é o nosso algoz. Ele vai acabar conosco se pensar que estamos tentando seduzí-lo!”]

[“Ora, mas eu não disse nada…”]

Lucretia conhecia Kali muito bem. Ela nunca foi muito ligada ao lobo de Kolby, e mais de uma vez, disse que ele não era bom o suficiente. Mas Lucretia estava apaixonada e imaginou que, uma vez que ele a mordesse e marcasse, Kali e Jax, o lobo do ex-noivo, se entenderiam e seriam felizes. Como ela seria com Kolby.

Ela queria rir de si mesma. Lucretia olhou em volta. Ela estava vestida como uma prostituta barata, ferida e humilhada, no território inimigo. E tudo porque confiou na pessoa errada!

[“Acha que eles virão atrás de nós?”], Kali perguntou. [“Digo, o seu pai e os outros membros de alto ranking do bando?”]

[“Sim. Eu sou a herdeira Alfa. Estou sumida… não creio que Rhys irá manter o meu paradeiro em segredo por muito tempo. Vai querer nos usar como isca.”]

E aquilo machucava Lucretia. Ela poderia ser a causa da destruição de todo o clã dela. Não… não era ela. Era Kolby! Ele queria tomar tudo para ele e, para isso, pisou em Lucretia. Claro, ele queria tudo, menos ela.

Dentro do banheiro, Rhys estava inquieto. A mão de Lucretia chegou muito perto da intimidade dele e… e ele gostou. Normalmente, ele se mantinha distante das fêmeas. Raramente procurava alguma. Preferia se manter mais focado no bando e nas necessidades internas do que em procurar romance ou problema — algumas fêmeas não entendiam o “apenas uma noite” e buscavam acasalar.

Se fosse outra, ele teria sido muito mais incisivo, porém, lhe custou empurrar Lucretia, quando o que ele queria era puxá-la para si.

[“Você está atraído por ela…”], Embry comentou. [“Eu gosto da loba dela. É… interessante.”]

Rhys fechou os olhos e deslizou mais para dentro da banheira, apenas seu rosto permaneceu fora da água. Devido à maldição, ele não encontraria o amor, e, se ele um dia teve escrito no destino que seria abençoado com uma predestinada, essa ideia estava completamente perdida.

Sem querer pensar mais nisso, Rhys terminou o banho dele e, ao sair, viu uma Lucretia sentada no chão, com a cabeça apoiada na parede perto da porta. Os cabelos ruivos caiam em cascata, cobrindo-lhe o rosto. Ela estava dormindo?

Ele se aproximou e a cutucou com o pé. Lucretia soltou um resmungo. Rhys estreitou os olhos e a cutucou com mais força. Não foi um chute, mas o suficiente para que o corpo dela não mais se apoiasse direito e deslizasse para o chão. Ela acordou de pronto, assustada.

Ao levantar a cabeça, viu o rosto de Rhys, os cabelos escuros molhados, agora com mechas mais longas caindo pelo rosto e pingando água. Gotículas emolduravam os olhos bonitos, descendo pelo nariz de ponta fina, os lábios bem desenhados, caindo no peitoral. Lucretia abriu a boca e seus olhos desceram pelo abdômen nu, parando no início da toalha, que pairava perigosamente baixa. Ela podia ver um volume, ali. Mordeu os lábios.

— Quer uma foto? — ele perguntou e só assim ela se deu conta de que estava encarando como uma depravada. — Ou um babador?

Rhys torceu o nariz.

— Eu disse pra cair fora, não foi? — ele perguntou e colocou a mão na toalha. Lucretia virou o rosto a tempo e não viu nada. — Se não quer dividir a minha cama essa noite, é melhor ir embora, Lucretia Bellanti. Hoje eu vou deixar você ir.

Lucretia engoliu em seco e se levantou, o pé doendo. Rhys franziu a testa.

— Eu devo ir para onde? — ela perguntou, abaixando a cabeça. Assim, não viu o olhar frio dele.

— Alguém virá lhe buscar. Só… saia da porra do meu quarto!

Lucretia o fez e não demorou nem dois minutos para alguém aparecer e a levar para um quarto atrás da cozinha. Pequeno, mas limpo. Era claramente mais uma dispensa do que tudo.

— Amanhã, esteja de pé quando o Sol raiar. — A ômega falou.

— Mas… — a mulher parou, sem se virar, e Lucretia continuou falando. — Como vou saber as horas? Não tenho relógio.

A ômega revirou os olhos.

— Se não consegue saber a hora, então não durma! Mas alguém virá buscá-la na hora certa!

E assim, ela saiu. O desprezo dos membros do ShadowBlood para com ela era evidente.

Não foi nem que Lucretia quisesse seguir o conselho da ômega, mas ela simplesmente não conseguiu realmente dormir e, quando alguém apareceu, ela estava acordada.

Uma mulher de meia-idade, com os cabelos presos em um coque a olhou. Estendeu então uma sacola.

— Tem algumas roupas, aí. Vista-as. — Ela falou e olhou para o que Lucretia levava no corpo. — Não aconselho que saia assim na frente dos outros machos.

— Obri…— as palavras foram interrompidas pelo baque da porta — … gada pelas roupas.

A saia longa e a blusa de algodão eram simples, surradas, mas úteis. Lucretia percebeu que nem mesmo as ômegas usavam aquilo, porém, ela não reclamaria. De fato, era melhor do que andar com um palmo de roupa cobrindo-lhe quase nada.

A cozinha estava movimentada, e Lucretia nem teve tempo de dizer nada, quando uma travessa fumegante foi empurrada para as mãos dela.

— Ande! Leve isso para a mesa!

Lucretia ia perguntar onde era, quando uma ômega — a mesma de antes, a que não foi malvada com ela — fez sinal com a cabeça para que Lucretia a seguisse.

A moça andava rápido na frente, e Lucretia não tentou puxar assunto. Porém, assim que chegou na sala de refeições, repleta de lobisomens, ela se sentiu nervosa.

“Calma, Luci. Isso vai passar!”, ela disse a si mesmo, como encorajamento, e seguiu andando.

— Veja só quem chegou! A vadia que traiu o noivo!

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