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Capítulo 5

Penulis: Crystal K
Vendo minha hesitação, ele continuou:

— Se não quiser se juntar à minha alcateia, posso enviá-la para a Guilda dos Curadores na Europa. Não posso ficar parado vendo seu talento ser enterrado.

Meu coração falhou uma batida. A Guilda dos Curadores da Europa era o lugar sagrado com que todo curador sonhava.

— Tudo bem.

Limpei as lágrimas, com a voz rouca mas firme. Eu não devia nada à Silver Moon. Minha mãe se fora. Era hora de eu ir também. Eu tinha que proteger meu filho.

— Dê-me uma hora — eu disse a Maxim. — Preciso voltar e pegar as coisas da minha mãe. Então iremos. Deixaremos este lugar para sempre.

Maxim me deu um olhar profundo.

— Meus homens esperarão por você fora da propriedade. Se algo der errado, quebre isto.

Ele me entregou um cristal de comunicação gravado com o brasão de sua família. Quando voltei para aquela "casa", o ar estava espesso com o cheiro nauseante de champanhe. Tristan, Ronan e a maldita Arabella estavam todos lá, sentados no sofá como juízes em um julgamento.

Ao me ver coberta de lama, Arabella apertou o nariz dramaticamente.

— Deuses, Lucia, você rolou na lama? Você é uma desonra para o título de Luna.

— Estou aqui pelas minhas coisas — respondi, indo direto para a escada. — Vou pegar as coisas da minha mãe e ir embora. Não vou ficar para a sua cerimônia de união.

— Pare.

A voz de Tristan era gelo. Dois guardas bloquearam a escada.

— Você acha que pode simplesmente sair daqui? — Tristan se levantou, caminhando em minha direção. — O que você acha que a Silver Moon é? Um lugar onde você entra e sai quando quer?

— Eu não quero mais ser sua Luna, Tristan. — Olhei-o nos olhos, pela primeira vez sem medo. — Você pode dar o título para a sua preciosa Arabella.

— Eu não quero seus restos! — Arabella gritou. De repente, seu comportamento mudou. Ela pareceu ferida e assustada, tirando algo embrulhado em um pano preto do bolso. — Tristan... eu não tenho me sentido bem. Minha loba... parece suprimida. E então... eu encontrei isto no quarto da Lucia...

Ela abriu o pano. Lá dentro estava um pequeno pingente de madeira, esculpido com uma flor da lua. Meu coração parou. Aquele era o pingente da minha mãe!

— Veja — Arabella entregou a Tristan. Um líquido escuro e malcheiroso escorria das esculturas. — É um símbolo amaldiçoado. Encharcado de magia negra! Como você pôde, Lucia? Tentar me machucar com algo tão vil!

— Eu não fiz isso! — Tentei pegar o pingente, mas Ronan me segurou.

Tristan olhou para o objeto e o jogou no chão com desgosto. A madeira se partiu em pedaços.

— Não! — Um grito desesperado rasgou minha garganta. Aquela era a última coisa que minha mãe me dera...

— Ainda se fazendo de vítima! — Tristan rugiu.

Arabella pegou uma tigela de sopa da mesa de centro, com uma máscara de doce perdão.

— Lucia, sei que tem ciúmes, mas estou disposta a perdoar. Apenas ajoelhe-se e peça desculpas. Depois, beba este tônico de purificação para lavar a maldição, e fingiremos que nada aconteceu. Tristan ainda seguirá com a união. Afinal... vocês são companheiros predestinados, um presente da Deusa da Lua, não são?

— Olhe para ela, Lucia — a voz de Tristan era impiedosa. — Veja como Arabella é generosa. Ajoelhe-se. Peça desculpas. E beba o tônico. Esta é sua última chance.

Olhei para os pedaços do pingente no chão. O último resquício de esperança que eu tinha por Tristan virou cinzas.

— Não... eu nunca... — chorei, pronta para morrer antes de me curvar.

— Façam-na beber!

A paciência de Tristan acabou. Ele agarrou minha mandíbula, forçando-a a abrir com um estalo doloroso. Arabella ergueu a tigela, despejando o líquido escaldante e amargo goela abaixo. Tristan tampou minha boca, forçando-me a engolir cada gota.

Naquele momento, meu mundo desabou. Uma cólica violenta atingiu meu estômago como um raio. Era mil vezes pior do que um osso quebrado. Era a dor da vida sendo arrancada.

Caí no chão, um grito agudo escapando dos meus pulmões. Um líquido quente escorreu pelas minhas coxas. Sangue vermelho brilhante manchou o tapete. Meu bebê. Meu filho, que eu nunca conheceria.

Ronan viu primeiro. Seu rosto era uma máscara de dor contida.

— Sangue... há algo errado com o tônico? — sua voz tremeu.

Arabella sorriu e mentiu:

— Não se preocupe, Ronan. O tônico faz qualquer lobo que usou bruxaria sangrar. É apenas um efeito colateral. Prova de que ela me amaldiçoou. A loba dela será purificada agora.

Tristan olhou para mim com nojo. Eu me encolhi em uma poça do meu próprio sangue, completamente vazia por dentro. As lágrimas se foram. Tudo o que restou foi um abismo frio e escuro de ódio.

Meu filho se fora. Minha mãe se fora. A última lembrança dela... esmagada pelas mãos deles. Eu não tinha mais nada a perder. O cristal de Maxim estava quente no meu bolso, mas eu não o quebrei.

Fuga?

Não.

Eu não ia embora.

Eu ficaria.

E devolveria essa dor infernal a esses monstros, dez vezes, cem vezes mais.
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