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Capítulo 3

ผู้เขียน: Washing Wheat
Como eu nunca tinha percebido que aquele homem ficava até fofo quando se sentia constrangido?

Notei que a gola da camisa de Thiago estava torta e estendi a mão para ajeitá-la.

— Não toque em mim.

A advertência veio fria e cortante.

Parei no mesmo instante.

Então me lembrei dos comentários que haviam começado a discutir pouco antes.

Pensando bem, fazia sentido.

Durante aqueles três anos, eu nunca tratara Thiago com gentileza. Carolina, por outro lado, sempre estivera ao lado dele como um pequeno sol, incentivando-o com carinho a superar as sombras do passado.

Era natural que ele me odiasse.

Sorri com amargura e abaixei o braço, que ainda pairava entre nós.

— Feche a porta quando sair. Vou dormir.

Thiago fechou a porta.

Mas não foi embora.

Em vez disso, avançou lentamente em minha direção.

Sua respiração estava cada vez mais pesada, e seus olhos haviam adquirido um tom vermelho intenso pelo esforço de se controlar.

Só então percebi que havia algo errado.

— Thiago, o que foi? Você está com febre?

Os comentários surgiram:

[Para ser mais exata, ele está pegando fogo de outro jeito... Segundo protagonista, precisava amar tanto assim? A vilã só provocou você um pouquinho para passar o tempo, e você ficou tão excitado que conseguiu até adiantar o próprio cio.]

— Cio?

Murmurei a palavra para mim mesma.

Estávamos casados havia três anos.

Como eu nunca soubera que Thiago também entrava no cio?

Os comentários continuaram:

[A vilã também é muito ingênua. Como pôde acreditar durante todo esse tempo que o segundo protagonista não sentia desejo nenhum? Pelo amor de Deus, ele é um íncubo! Sem falar que você tem um corpo incrível e é a mulher mais bonita deste livro. Ele só nunca teve coragem de obrigá-la a nada.]

[Durante os cios anteriores, Thiago sempre roubava uma peça da sua roupa íntima e se escondia em outro lugar até aquilo passar, só para você não vê-lo naquele estado.]

[O comentário acima me fez lembrar daquelas pobres peças... Nas mãos de um homem tão bem-dotado, quase acabaram em farrapos.]

Fiquei encarando, atônita, os comentários que passavam diante dos meus olhos. Cada frase era mais imprópria que a anterior, digna de vir acompanhada por uma tela cheia de mosaicos de censura.

Será que Thiago não queria que eu o tocasse justamente por causa do cio?

Incapaz de continuar resistindo, ele enterrou o rosto na curva do meu pescoço e pressionou o corpo contra o meu.

A pele clara estava tomada por um rubor intenso. O desejo evidente em suas feições suavizava a frieza distante com que costumava manter todos ao redor.

Até então, eu só pensara em enfrentar Carolina e reconquistar Antônio, meu amigo de infância. Nunca havia prestado verdadeira atenção em Thiago.

Eu não fazia ideia de que aquele homem era tão bonito.

Seus traços eram ainda mais perfeitos do que os dos astros da televisão.

— Na gaveta do escritório... Tem remédio e uma seringa. Vá buscar...

A voz de Thiago saiu falha.

Visivelmente desconcertado, ele tentava esconder os desenhos e as escamas que começavam a aparecer sobre sua pele.

Observei seus lábios, mordidos até sangrar pelo esforço de se controlar. Depois, meu olhar desceu para a camisa encharcada de suor, colada ao corpo e delineando músculos capazes de fazer qualquer pessoa perder o juízo.

De repente, mudei de ideia.

Eu passara três anos dormindo sozinha.

Talvez meu desejo não fosse tão intenso quanto o de um íncubo, mas eu continuava sendo uma mulher normal.

Além disso, a primeira cláusula do contrato de casamento havia sido escrita por mim mesma:

"Nada de sentimentos. Apenas dinheiro. É terminantemente proibido aproveitar-se da vulnerabilidade do outro."

Mas eu era uma vilã cruel, desprovida de qualquer senso moral.

Por que me importaria em cumprir promessas?

Depois de me convencer, dei dois tapinhas leves no rosto de Thiago e sussurrei:

— Thiago... Tente ser gentil.

— Não me toque... Estou sujo...

O corpo inteiro dele estremeceu ao sentir minha mão.

Ainda assim, Thiago se agarrava desesperadamente ao último fio de autocontrole.

— Mas eu quero...

Deixei o roupão escorregar até o chão.

Passei a ponta do dedo pelo sangue em seus lábios, fiquei na ponta dos pés e o beijei.

Os comentários explodiram:

[O que está acontecendo aqui? A vilã foi para cima dele mesmo!]

[Esses tapinhas no rosto... Meu Deus, que mulher! Eu não aguento! Isabela, aceita mais um para correr atrás de você?]

[Amor e ódio misturados? Batido. Amor nascendo do ódio? Isso, sim, é cinema!]

[Eu estou tremendo! Nosso casal de vilões finalmente vai transar com ódio acumulado?!]

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