เข้าสู่ระบบ— Está bem. Pode perguntar.Thiago massageava meus tornozelos, doloridos depois de um dia inteiro sobre saltos altos. Um leve sorriso curvava seus lábios.— Eu sou o grande amor da sua vida?— É.— Quando você se apaixonou por mim?— Aos treze anos. Talvez até antes. Foi quando minha verdadeira natureza de íncubo, herdada da minha mãe, começou a se manifestar e minha família descobriu. Eles me obrigavam a tomar remédios, me submetiam a choques elétricos e me faziam usar todo tipo de roupa estranha para esconder minha aparência. Na escola, você era a única pessoa que aceitava chegar perto de mim.Fiquei surpresa.— Agora me lembrei! Você era aquele garoto da turma dez, da sala ao lado! Nunca abria a boca. Eu até achava que você fosse mudo e obcecado por cosplay. Como eu era responsável pela disciplina dos alunos, é claro que precisava ficar de olho em você. Mas, se já gostava de mim naquela época, por que nunca tentou me conquistar?— Havia tantas pessoas incríveis ao seu redor... Eu nã
— Você realmente não sabia que tudo isso era errado? Sabia, sim. E mesmo assim fez. Se Belinha fosse tão cruel quanto vocês dizem, teria exposto tudo na frente de todo mundo, em vez de se limitar a discutir com você por coisas tão pequenas.Thiago fez uma breve pausa antes de continuar:— Carolina, antes de julgar os outros, talvez devesse olhar para si mesma e se perguntar se é mesmo essa pessoa pura e imaculada que finge ser. Antes de exigir um pedido de desculpas, veja se a sua própria consciência está limpa.Carolina ficou sem resposta.Demorou um bom tempo até conseguir dizer, sem convicção alguma:— A amante é sempre aquela que não é amada. Isabela só perdeu o noivado e o direito à herança da sua família, mas eu quase perdi o meu amor!Nem os comentários nem as pessoas ao redor conseguiram conter o riso.Até Antônio e meus pais pareceram incapazes de concordar com aquela lógica absurda.Queriam defendê-la, mas não encontraram o que dizer.— Ah, mais uma coisa. Belinha acabou de d
— Thiago, você... É marido da Isabela?Carolina se levantou cambaleando e olhou de mim para ele, em absoluto choque.Os comentários começaram a surgir:[Chegou, chegou! Finalmente chegou a grande cena da revelação. Até agora, Carolina não fazia ideia de quem Thiago realmente era. Ela sempre foi muito carinhosa com o segundo protagonista e o tratou com toda a doçura. Talvez, no coração dele, ela seja tão importante quanto a figurante.][Espera. Quando você diz que ela deu carinho, está falando daquela vez em que Carolina achou que Thiago era um pobretão, comprou um copo de leite quente e derramou tudo em cima dele? Está bem, foi caloroso mesmo. Literalmente.][Às vezes, a protagonista parece sonsa demais. Thiago vive coberto de grifes da cabeça aos pés. Onde é que ele parece alguém que não tem dinheiro nem para comer? Mesmo assim, todos os homens deste livro caem nesse teatrinho. É de lascar.]Antônio franziu a testa, sem entender.— Carol, você conhece Thiago?Carolina assentiu e assum
Carolina, que quase sempre aparecia sem maquiagem, naquela noite usava um vestido de gala e saltos altos. Mesmo assim, com seu jeito tímido e retraído, parecia deslocada em meio aos outros convidados.Minha mãe ajeitava a franja dela com carinho.Assim que me viu, Carolina se agarrou ao braço dela.— Mãe, olha. A Belinha também veio.Por um instante, achei que tivesse ouvido errado.— Como foi que você chamou a minha mãe?— É isso mesmo, Belinha. Você ainda não sabe, mas ela aceitou ser minha madrinha. Tivemos alguns desentendimentos e passamos por situações desagradáveis no passado, mas isso já não importa. De agora em diante, somos uma família.Meu pai abriu um sorriso satisfeito.— Carolina é uma menina generosa. Apesar de tudo, ainda sabe dar valor à família. Bem diferente de você, Belinha. Cresceu com seus avós, ficou rebelde e nunca conseguiu criar intimidade conosco.Carolina tirou um convite da bolsa e o estendeu para mim.— Irmã, este é o convite do meu noivado com Antônio. Pe
A cena diante dos meus olhos foi ficando cada vez mais embaçada.Thiago beijou com delicadeza as lágrimas acumuladas no canto dos meus olhos e murmurou, tomado pela culpa:— Desculpe... No fim, acabei sujando você mesmo assim.Sem força alguma, empurrei o peito dele, enquanto meu corpo era levado ao limite uma vez após outra.— Thiago, pare... Está muito quente... Aí... Aí não pode.— Seja boazinha, Belinha. Chame meu nome mais algumas vezes. Já vai acabar.Obedeci, deixando escapar uma voz fraca e trêmula:— Thiago... Amor...— Muito bem.Mentiroso.Um grande mentiroso!Desde quando "já vai acabar" significava três horas depois?Os comentários corriam pela tela:[Eu até assinei o plano VIP por causa dessa porcaria de romance. O que existe que uma assinante ilustre como eu não possa ver?][Caramba, o casal maluco da história ao lado vive se torturando, quase morre de tanto sofrer, e eu não sinto absolutamente nada. Dá até vontade de rir. Agora, basta esse casal de vilões dar um beijinh
Não era a primeira vez que eu ouvia comentários daquele tipo. Ainda assim, meu coração disparou, e perdi completamente o interesse pelo programa.Por sorte, o peixe com molho de maracujá que Thiago preparava ficou pronto bem naquela hora.Comi algumas garfadas com gosto antes de olhar para o homem ao meu lado. Sentado à mesa, com a postura impecável e a expressão contida, ele parecia estar em uma reunião de negócios.— Naquela vez em que Carolina e eu caímos no mar, cheguei a ficar com quarenta graus de febre. Foi você quem preparou o peixe com molho de maracujá que a empregada levou para mim, não foi?— Não.Thiago me lançou um olhar rápido.— E não se conversa durante as refeições.Pena que a palavra "obedecer" não fazia parte do meu vocabulário.— Também foi você quem mandou apagar os comentários maldosos sobre mim? Tem gente dizendo que eu sou o grande amor da sua vida. Desde quando você gosta de mim? A gente já se conhecia antes?— Belinha.Era a primeira vez que Thiago me chamava






