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Capítulo 2

ผู้เขียน: Washing Wheat
Minhas redes sociais estavam praticamente tomadas por ataques.

Os internautas, indignados, faziam questão de defender Carolina, a protagonista da história.

Antônio, meu amigo de infância, mandara algumas mensagens pelo WhatsApp:

[Isabela, não pense que eu não sei. Você fez tudo isso só para me obrigar a deixar a Carol e voltar para você.]

[Depois de provocar esse escândalo todo, o que você queria mesmo era me ver, não era? Muito bem, conseguiu. Sexta-feira à tarde, no lugar de sempre.]

Não respondi.

Bloqueei o contato e apaguei a tela do celular.

Os comentários voltaram a surgir:

[Não estou tentando passar pano para a vilã, mas toda essa maldade também não nasceu do nada. Ela era a princesinha mimada de uma família rica e, de repente, os pais, o noivo e os amigos começaram a ignorá-la, como se estivessem enfeitiçados, só para cuidar de outra garota. No lugar dela, eu também perderia a cabeça.]

[A vilã é linda e rica. Como consegue perder em tudo para essa mocinha sonsa que nem sabe a diferença entre Word e Excel? Esse romance não faz o menor sentido...]

[Se eu fosse a autora, dava um tapa na protagonista maluca, dois no protagonista lunático e trancava a vilã cruel com o segundo protagonista psicopata para os dois descontarem o ódio um no outro. Só sairiam do porão depois de terem oito filhos. Que tal?]

"..."

Nada promissor.

Depois de me acalmar, preparei-me para dormir.

Eu acabara de tirar a última peça de roupa íntima quando a porta do quarto se abriu sem aviso.

O olhar de Thiago deslizou por meu corpo e parou em um ponto específico.

Por puro reflexo, agarrei o roupão e o vesti às pressas.

— Desculpe. A porta estava destrancada.

Thiago não desviava os olhos de mim.

Seu pomo de adão se moveu, e pequenas escamas negras começaram a despontar sobre sua pele.

Quando um íncubo ficava excitado, nem sempre conseguia esconder os traços de sua verdadeira forma...

A palavra "saia" já estava na ponta da língua quando os comentários reapareceram:

[Já consigo até imaginar. A vilã vai fazer aquela cara arrogante e cheia de desprezo antes de mandar ele sair. Tão bonita e tão dedicada a cavar a própria cova... Foi assim que o amor do segundo protagonista acabou sendo consumido aos poucos.]

[Isabela, trate seu marido com um pouco mais de carinho! Se der um tapa nele agora, mais tarde, naquele porão, quem vai pagar é a sua boca. Canto dos lábios rachado dói, viu?]

Alertada por aquelas mensagens, mudei de tom no último instante e forcei um sorriso para Thiago.

— Tudo bem, meu mari...

Thiago, que já se virava para sair, interrompeu o movimento.

Seus olhos permaneceram fixos em mim, atentos, como se esperasse que eu terminasse.

Droga.

A culpa era daqueles comentários, que não paravam de chamá-lo de "marido".

De tanto ler, acabei sendo influenciada também...

[Estou ficando desesperada! Fala logo, mulher! Chama ele de marido uma vez e ele entrega a própria vida nas suas mãos. Carolina não vai significar absolutamente nada!]

[Também não precisa tratar o segundo protagonista como se ele fosse tão fácil assim. Depois de três anos suportando a frieza dela, é óbvio que sente mais ódio do que amor. Vocês esqueceram que foi ele quem manteve a vilã presa até a morte para proteger a protagonista?]

Os comentários se dividiram em dois grupos e começaram a discutir entre si.

Ergui uma sobrancelha.

Eu também queria descobrir até que ponto aquelas mensagens diziam a verdade. Aproveitei a situação e perguntei, em tom provocador:

— Thiago, você acha meu corpo bonito?

— Normal.

Ele baixou os olhos, impassível, como se a pergunta não tivesse importância alguma.

[Que homem fingido! Desse jeito, nunca vai conquistar a esposa. Não é à toa que, mesmo depois de tantos anos casada com você, a vilã continuou apaixonada pelo protagonista. Você até merece um pouco.]

[Será que acordei no universo errado? Por que a vilã não parece sentir nojo do segundo protagonista hoje? Nós, fãs desse casal de vilões, finalmente estamos sendo alimentados?]

Sem me dar por vencida, dei um passo em sua direção.

— Você nem olhou direito. Como pode saber que é só normal?

— Não preciso olhar.

Thiago respondeu com frieza.

Mesmo assim, seus dedos se contraíram junto ao corpo.

As articulações ficaram levemente avermelhadas, e ele apertava a costura da calça com tanta força que parecia prestes a rasgá-la.

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