Mag-log inDeixe o like se chegou até! Um beijo para vocês! Obrigada por me acompanhar.❤️❤️
POV/ SKYCortei o maço duas vezes, misturei bem as cartas para garantir que não existia nenhum vício e coloquei o monte alinhado bem no centro do tapete.— Primeira rodada — avisei.Estendi a mão primeiro e virei a minha carta: um seis de ouros.Sky esticou os dedos finos e virou a dela sem o menor esforço: uma dama de copas.— Mil reais para a minha conta, Blackwood. Pode ir anotando.Engoli seco e virei a segunda carta: um quatro de paus.A ruiva puxou a dela: um rei de espadas.— Dois mil reais.Na terceira rodada, a irritação subiu pela minha nuca. Virei um oito de espadas.Sky virou um ás.— Três mil reais! — ela começou a gargalhar, batendo palmas no chão da sala. — Meu Deus, você inventou um jogo de sorte e conseguiu perder todas as rodadas! Você é uma tragédia nas cartas, Rocco!Joguei o meu oito no chão com força, inconformado com a audácia do destino. Eu tinha criado as regras justamente para parar de perder e a mulher continuava me humilhando no tapete da minha própria cobe
POV/ SKY— Eu tenho dignidade, Bittencourt.Ela colocou as mãos na cintura.— Tinha.— Como é?— Você perdeu o dinheiro, perdeu as propriedades, perdeu a roupa... — começou a contar nos dedos. — A dignidade estava no pacote.— Você é uma pilantra. Eu deveria ter percebido que aquela confiança toda era um aviso.— E você perdeu para mim.Isso doeu mais do que deveria.Fiquei olhando para ela.Sky apontou novamente para o chão.— Desce.Se alguém tivesse me dito, alguns meses antes, que eu passaria um domingo completamente nu no meio da minha sala recebendo ordens de dança de uma ruiva de um metro e pouco, que tinha acabado de me levar à falência no Banco Imobiliário, eu teria mandado a pessoa procurar ajuda psiquiátrica.Mas ali estava eu.Soltei um suspiro pesado e me levantei.— Você me paga por isso.Sky bateu palmas.— Vai, Blackwood!— Para de gritar.— Desce!Dobrei os joelhos.Meu corpo imediatamente informou que não tinha sido projetado para aquela merda.— Mais!— Isso é o máx
POV: ROCCO BLACKWOODEu administrava uma multinacional de engenharia pesada, fechava contratos de nove dígitos antes do almoço e liderava negociações implacáveis em três continentes.Mesmo assim, depois de quarenta minutos sentado no tapete da minha própria sala, eu estava falido.Completamente falido.A Sky não apenas ganhou o jogo. Ela me depenou vivo.A ruiva comprou metade do tabuleiro, encheu os bairros mais caros de casinhas de plástico e montou um esquema de extorsão imobiliária tão agressivo que eu comecei a questionar seriamente se ela tinha escolhido a profissão errada.Cada vez que os meus dados caíam em uma propriedade dela, aquela mão pequena se estendia na minha direção.— Aluguel.— De novo?— Caiu na minha propriedade.— Você tem propriedade demais.— Isso se chama investimento inteligente.Entreguei mais duas notas coloridas.Sky contou o dinheiro com a concentração de uma agiota.Joguei os dados outra vez.Caí em outra propriedade dela.A mão apareceu.— Aluguel.Olh
POV/ SKYEle falou aquilo com uma seriedade tão absurda que precisei morder a parte interna da bochecha.— Entendi.— Eu sou insaciável quando o assunto é você, ruiva. Se eu encostar a mão no seu corpo durante o dia você não vai aguentar o que vem de noite, e aí quando a gente for buscar seu pai no hospital, você que precisará ficar internada.Levei a mão à testa.— Você não existe.— Aceita que dói menos.— Já está doendo bastante, obrigada.O sorriso dele aumentou.— Então funcionou.— Não fica orgulhoso disso!Rocco soltou uma risada.Olhei para a montanha de caixas em cima da bancada e balancei a cabeça:— Tá bom. Vamos jogar. Mas apostado. O que você quer perder primeiro?Rocco estendeu a mão, puxou a caixa grande do Banco Imobiliário do meio da pilha e colocou na minha frente com um ar vitorioso:— Vamos começar por esse aqui, com certeza. Eu sou bilionário e entendo de dinheiro, imóveis e negócios melhor do que ninguém.Soltei uma gargalhada na cara dele:— Nisso aqui? Eu levo
POV/ SKYJussara.Meu sorriso morreu.A imagem daquela mulher elegante ao lado dele apareceu na minha cabeça sem ser convidada.Balancei o rosto com força.— Não. Sem Jussara. Pelo amor de Deus, Sky. Hoje não.Mordi o sanduíche.Mastiguei.Jussara.— Eu falei não.Outra mordida.Bonita.— Cala a boca.Rica.— Cala a boca!Elegante.Larguei o sanduíche no prato.— Você não tem outra coisa para fazer, cérebro?Aparentemente, não.O problema foi que meu cérebro, aquela criatura traiçoeira que aparentemente não suportava me ver feliz por mais de trinta segundos consecutivos, resolveu trabalhar.Terminei de comer antes que a minha própria cabeça inventasse um casamento completo, três filhos loiros e uma capa de revista com Rocco e Jussara sorrindo para mim.Coloquei a bandeja de lado e joguei as pernas para fora do colchão.Quando apoiei os pés no chão, meus joelhos quase cederam.Segurei a beirada da cama.— Filho da mãe.Dessa vez, com mais sentimento.Minha bacia parecia ter sido montad
POV: SKY BITTENCOURTEu já tinha virado noites inteiras em claro na frente do computador. Já tinha emendado três turnos seguidos entregando projeto de faculdade e corrigindo trabalho até a vista embaçar de sono. Mas eu nunca, em toda a minha existência, tinha acordado tão destruída e tão absurdamente satisfeita ao mesmo tempo.Eu tinha gozado tantas vezes naquelas ferramentas da sala vermelha que perdi as contas ainda na metade da madrugada. Meu corpo inteiro doía em um protesto generalizado. Minhas pernas pareciam duas gelatinas inúteis e eu tinha sérias dúvidas se ainda possuía uma bacia funcional.Quando a maratona finalmente acabou, Rocco me pegou no colo como se eu não pesasse nada, me levou para o chuveiro, ensaboou meu corpo debaixo da água quente e me colocou naquela cama king-size. Apaguei antes mesmo de a minha cabeça afundar direito no travesseiro.Rolei de lado com lentidão.O colchão ao meu lado estava frio e vazio.Soltei um suspiro irritado contra o lençol.Incrível.Es







