MasukPensei um pouco no que Clara falou e fiz o meu comentário. — De fato, eu não duvido que eles ficaram apavorados ao perceber que o filho me ama e que eu possa ficar aqui para sempre. Isso seria o fim para eles! Alejandro deve ter desabafado com o pai, antes de se declarar à mim. Anita explicou melhor. — Por isso tem que tomar muito cuidado. Nós ouvimos eles falarem que vão fazer com a senhora o mesmo que fizeram com a dona Eva, caso as coisas não saiam como eles esperam. — E como eles esperam que as coisas saiam, Anita?— eu quis saber. Anita respondeu escolhendo as palavras. — Eles estão satisfeitos com a sua atuação em favor da campanha do senhor Alejandro, mas não a querem depois das eleições. Acredito que vão querer deixar isso claro, falar a esse respeito com a senhora pessoalmente. Mas uma coisa eles deixaram claro, se a senhora não concordar, vai ter o mesmo destino da falecida. Me desesperei. — E o que eu tenho que fazer para evitar? Alej
Ela começou a explicar tudo novamente, com toda paciência. — Vamos gravar a entrevista, como deve ser, por favor! Precisamos nos organizar. O Bryan vai entrar no momento certo. Por favor, eu peço a colaboração de todos para que dê tudo certo. Alejandro me explicou como seria, me pediu calma e voltamos a sentar, cada um no seu lugar. Começou a gravação. — Senhor prefeito, primeira dama, como se sentem com a possibilidade de estar diante da mãe do Bryan? Era a vez de Alejandro falar, com o seu jeito retumbante, político! — Para mim é um enorme prazer promover esse encontro. Não me alegra em nada ver todos os dias crianças que chegam aqui separadas dos pais. O repórter, todo empolgado, fez a sua parte. — E a felicidade do Brian é o desejo de todos os telespectadores. Todos estávamos torcendo pela volta da senhora Ariane, a mãe biológica. Era muito sensacionalismo, mas eu precisei apelar para aqueles meios, a fim de dificultar o lado de Ver
As criadas correram para a cozinha, desesperadas com o que ouviram da patroa monstra! — Meu Deus, eles são muito perigosos! Pretendem fazer a mesma coisa com a patroa!— Anita falou ofegante, tinha a mão no peito. — Se ela não concordar com as exigências dela!— Noêmia pontuou. — É claro que a patroa não vai abrir mão do filho dela, de jeito nenhum! — Clara rebateu E eu não iria mesmo! Pois se estava lutando para trazer a mãe do Bryan, porque abriria mão do meu filho? Isso, nunca! Marie começou a se contagiar com a minha perseverança, minha obsessão, na verdade. Ela andava aflita, de um lado para o outro, falando baixinho consigo mesma. — Ela vai vir, tem que vir! Depois de tanta comoção, não é possível que não venha! Por que está demorando tanto! — Ela vem Marie, eu creio nisso — falei sem muita convicção. Até o Alejandro apareceu no orfanato, depois de saber que eu estava na tv. Ele tomou minhas mãos, e parecia desesperado. — Cris! Eu vim assi
Em pouco tempo, um monte de jornalistas chegaram à frente do orfanato. Um representante de uma emissora de televisão veio para fazer um recorte ao vivo. Ele estava empolgadíssimo! Um cameraman, uma moça que fazia a direção e outra que cuidava do visual. Essa última se preocupava com o brilho no meu rosto. Quanta bobagem, e eu só queria falar. Fui colada ao ar, ao vivo, durante um programa de televisão de uma emissora de grande audiência. Eu segurava o bebê no colo e falava sob a direção e todo aparato dos profissionais que me auxiliavam. — Eu quero fazer um apelo à mãe do pequeno Bryan, esse é o nome dele. Fiz uma pausa, pois estava muito emocionada, depois voltei a falar. — Eu também logo serei mãe, estou grávida de quase quatro meses. Nessa hora vi Marie ficar boquiaberta, eu tinha esquecido de lhe contar. Os profissionais também se surpreenderam. — Se você, que é mãe dessa criaturinha tão preciosa, o abandonou porque não tem condições financeiras ou porque está aba
Thomaz ficou desconcertado. — Que bom, mais um Spinelli! Vamos tomar o nosso desjejum então, vamos! Eu e Alejandro seguimos em frente. As criadas não estavam entendendo nada, não sabiam se ficavam felizes ou preocupadas. Durante o desjejum, Alejandro falou um pouco a respeito de ser pai, mas o casal de monstros não se manifestou, se mantiveram calados, comendo quietos. Alejandro levantou-se e veio me beijar os lábios. Ele parecia tão apaixonado! Foi a porta bater, e seus pais se virarem para mim. — Cris, precisamos ter uma conversa séria com você. Neste momento, Clara ficou desesperada. — Senhor Thomaz, me desculpe, mas antes que a dona Cris se tranque no escritório com vocês, eu gostaria de pedir que ela viesse até a cozinha resolver uma situação, coisa referente ao almoço, agora que ela está gestante! Eu virei rapidamente para correr até a cozinha, porque isso era tudo o que eu queria, fugir daquela conversa com os Spinelli. —
Vera resolveu dar um basta na conversa — Vamos parar com essa discussão que não nos levará a lugar algum, Thomaz! O homem concordou e subiram as escadas. Seguiram em silêncio para o quarto e só quando chegaram, Thomaz se dirigiu para a esposa. — Você não tem sido mulher para mim, já faz alguns anos— ele disse. Vera parou na frente do marido e retrucou sem jeito. — Nossa relação tem se limitado ao seu sonho de tornar Alejandro num grande político, Thomaz. Não viajamos mais, não temos programa para nós dois, e nenhuma relação se sustenta em meio a tudo isso. Nós somos sobreviventes. Thomaz puxou a mulher para perto com certa delicadeza, trazendo sua cintura fina nas mãos. — Mas eu sou homem ainda, Vera, e quero que cumpra com as suas obrigações. Vera abriu alguns botões do vestido, deixando os seios à mostra e rebateu. — Nunca me neguei a satisfazê-lo, Thomaz. Use o que é seu, só não me cobre amor! Isso você nunca terá! Thomaz puxou com







