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Capítulo — Um Lugar à Mesa

Autor: Yas97
last update Fecha de publicación: 2026-08-29 06:21:10

O professor Cael encerrou a aula imediatamente.

Ninguém protestou.

Depois que uma figura encapuzada apareceu entre as árvores, exibiu a mesma estrela negra que havia surgido na vassoura e anunciou que eu aprenderia a cair, até os estudantes mais curiosos pareceram satisfeitos em retornar ao colégio.

Permanecemos dentro das barreiras enquanto Cael examinava a floresta. Ele lançou três feitiços entre os troncos, percorreu a clareira e tocou a marca escura deixada na árvore com a ponta da varinha.
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  • A escolhida da Lua Azul   Capítulo — O Torneio das Sete Torres

    Os sinos das sete torres começaram a tocar antes do amanhecer. Não era o som comum que anunciava o início das aulas. O primeiro toque veio da Torre Central, grave o suficiente para fazer as janelas do dormitório vibrarem. O segundo respondeu do outro lado do colégio. Depois outro. E mais outro. Em poucos segundos, as sete torres de Astérion tocavam juntas, espalhando uma melodia antiga por todo o vale. Abri os olhos. As cortinas azuis ao redor da minha cama brilhavam a cada badalada. A porta do dormitório permanecia fechada, mas as linhas prateadas gravadas na madeira haviam despertado e pulsavam no ritmo dos sinos. Na cama ao lado, Lyuna já estava sentada. Seus cabelos claros caíam desordenados sobre os ombros, e ela mantinha os olhos voltados para a janela, como se tentasse reconhecer a música. — Isso acontece sempre? — perguntei, afastando a manta enquanto outra sequência de badaladas atravessava o quarto. — Não — respondeu Lyuna, ficando de pé lentamente. A expressã

  • A escolhida da Lua Azul   Capítulo — O Céu Que Se Lembrou de Mim

    — E essa escolha não pertenceria à estrela negra.Minha voz pareceu permanecer no dormitório mesmo depois que terminei de falar.Luiza apertou minha mão.Lyuna fez o mesmo.As luzes entre nossos dedos ficaram um pouco mais intensas. Azul, prateada e verde refletiram no chão durante alguns segundos antes de desaparecerem.Seraphine continuou nos observando.— Espero que consigam manter essa certeza — disse a diretora. — A Ordem da Primeira Estrela não costumava atacar apenas com feitiços. Seus integrantes estudavam os medos, as dúvidas e os vínculos das pessoas. Eles compreendiam que destruir uma aliança por dentro era mais eficiente do que tentar atravessar suas defesas.— Então aquela frase foi colocada ali para nos fazer desconfiar umas das outras — concluiu Luiza.— É uma possibilidade.— Uma possibilidade bastante desagradável — murmurei.Cael terminou de desenhar o último símbolo de proteção na parede. As linhas douradas brilharam e afundaram nas pedras.— Também pode ser um avis

  • A escolhida da Lua Azul   Capítulo — Aquilo Que as Paredes Guardaram

    Acordei com alguém batendo à porta. Durante alguns segundos, permaneci imóvel, olhando para o teto alto do quarto e tentando lembrar onde estava. Não havia cortinas azuis ao redor da cama. Luiza não estava reclamando do sino. Lyuna não dormia a poucos passos de mim. Então reconheci as paredes claras, as janelas voltadas para os jardins e o brasão do reino entalhado sobre a lareira. Eu estava no castelo. — Emma? — chamou minha mãe do outro lado. — Está acordada? — Agora estou. Luarena abriu a porta apenas o suficiente para colocar a cabeça para dentro. — Posso entrar? — Você já entrou pela metade. — Isso não responde à pergunta. Afastei a manta. — Pode. Ela entrou carregando uma bandeja. Pão, frutas, uma pequena jarra de suco e um frasco de pomada estavam organizados sobre ela. Olhei para o frasco. — Meus braços estão curados. — Bom dia para você também. — Bom dia. Meus braços estão curados. Minha mãe colocou a bandeja sobre a mesa próxima à cam

  • A escolhida da Lua Azul   Capítulo — Um Lugar à Mesa

    O professor Cael encerrou a aula imediatamente.Ninguém protestou.Depois que uma figura encapuzada apareceu entre as árvores, exibiu a mesma estrela negra que havia surgido na vassoura e anunciou que eu aprenderia a cair, até os estudantes mais curiosos pareceram satisfeitos em retornar ao colégio.Permanecemos dentro das barreiras enquanto Cael examinava a floresta. Ele lançou três feitiços entre os troncos, percorreu a clareira e tocou a marca escura deixada na árvore com a ponta da varinha.A estrela desapareceu.Isso não fez minha perna parar de doer.— Vamos voltar — decidiu o professor. — Ninguém se afaste do grupo.Lyuna segurava meu braço desde o momento em que a figura desaparecera.— Não precisa apertar tanto — murmurei enquanto atravessávamos os portões de Astérion.Ela afrouxou os dedos imediatamente.— Desculpe.— Eu não pedi para soltar.Lyuna olhou para a mão ainda apoiada em meu braço.— Você acabou de dizer que eu estava apertando.— Disse para não apertar tanto. Exi

  • A escolhida da Lua Azul   Capítulo — O Céu Debaixo dos Meus Pés

    Na manhã da aula de voo, acordei antes do sino.Durante alguns segundos, permaneci imóvel, observando a luz azulada atravessar as cortinas do dormitório. Luiza dormia com metade do corpo coberta e um dos pés para fora da cama. Lyuna estava deitada de lado, voltada para mim, com os cabelos claros espalhados pelo travesseiro.Ela abriu os olhos.— Você está me observando? — perguntou Lyuna, ainda sonolenta.Desviei o rosto depressa.— Estava verificando se você estava acordada.— Eu não estava.— Agora está.— Então seu método funcionou.O sorriso discreto que surgiu nos lábios dela aliviou uma parte da pressão em meu peito.A outra parte permaneceu ali.A aula de voo seria depois do café da manhã.Desde que a professora Helena me encontrara praticando com Lyuna no campo menor, eu tentava pensar naquela aula como apenas mais uma atividade. Permaneceria no chão. Repetiria os comandos. Talvez montasse na vassoura.Ninguém me obrigaria a voar.Ainda assim, meu corpo parecia não acreditar n

  • A escolhida da Lua Azul   Capítulo — Alguns Centímetros do Chão

    Na manhã seguinte, a porta abriu normalmente. Isso deveria ter sido tranquilizador. Não foi. Permaneci diante dela por alguns segundos, segurando a alça da bolsa e observando as linhas prateadas na madeira. Nenhuma luz apareceu. Nenhuma voz atravessou o dormitório. A maçaneta girou sem resistência, como se a porta não tivesse passado a noite pronunciando frases misteriosas sobre nós. Luiza, que ainda não sabia o que acontecera pouco antes da meia-noite, passou por mim e entrou no corredor. — Se continuar olhando para ela desse jeito, vai acabar chegando atrasada outra vez — avisou Luiza, ajeitando a capa sobre os ombros. Quando percebeu que Lyuna e eu não a acompanhávamos, ela se virou e estreitou os olhos. — O que foi? Lyuna fechou a porta devagar. Nossos olhares se encontraram. — A porta falou novamente durante a noite — contei, apertando a alça da bolsa. Luiza ficou imóvel. — E vocês me acordaram? — perguntou ela, embora sua expressão já demonstrasse que conhecia a respos

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