FAZER LOGINCAPITULO 1
Ricardo Taylor Realmente a vida não tem sido nada fácil para mim! A cada dia sinto como se o mundo fosse desabar aos meus pés, procuro de todas as formas encontrar o caminho correto, para enfim chegar ao meu único objetivo: descobrir quem é o cretino que acabou com a vida dos meus pais, e que quase destruiu a minha. Não foi nada fácil para um menino de apenas 12 anos, descobrir que a sua família, sua inspiração, sua vida! Foi simplesmente arrancada de si! Aquela conversa nunca sairá da minha mente, pois quando penso que consegui esquecer, eu volto a sonhar com aquilo. O dia em que o meu verdadeiro sofrimento começou, aquela dor profunda, que dói no peito e na alma, e nada tira de dentro de você! — Tio Willy! Porque eles estão demorando tanto? Deveriam estar aqui na semana passada! — Pergunto já impaciente. — Eu sinto muito querido! Não sei como lhe dizer isto, mas o jatinho que eles estavam caiu, e já tem uma semana que estão fazendo as buscas ao redor, mas infelizmente encerraram hoje... Sinto muito mesmo. — Diz com a cabeça baixa sem saber o que fazer. Neste momento a minha vida perdeu o sentido! Foi como se eu também tivesse morrido, a frustração de perder as pessoas que mais ama, e que te amavam. Eu daria qualquer coisa para estar com eles ao meu lado. Sou grato por ser acolhido com muito carinho por meus tios Willy e Ema, e poder contar com a amizade do meu primo irmão Wesley. Tio Willy foi meu tutor, enquanto não atingia a maioridade, e embora eu realmente seja muito grato a eles por receber, dentro de mim eu sabia que esta não era minha verdadeira casa. — Obrigada por tudo! — Digo me despedindo daqueles que me apoiaram. — Você sabe que é um filho para nós, não sabe Rick? Ainda não entendo esta sua necessidade de voltar para a sua casa, pois esta aqui também é sua casa agora! — Diz tio Willy com aquele brilho avermelhado nos olhos, de quem se controla para não chorar. — Claro que sei tio! Mas sinto que preciso começar a trilhar o meu próprio caminho, agora que terminei a faculdade preciso cuidar muito bem da presidência das empresas Taylor's, já estou com 25 anos e preciso concluir as investigações do acidente. E por mais difícil que seja aquela foi a casa dos meus pais, e fui muito feliz lá por muitos anos! — Digo-lhe dando um abraço. Apenas eles sabem das minhas teorias e investigações, pois nunca engoli aquela história que o jatinho simplesmente caiu, era particular nosso para uso principalmente em viagens de negócios, estava muito bem cuidado e impecável a sua manutenção, sem contar que nunca esqueci do comentário do mordomo na época, contando haver algo errado com o piloto no dia do acidente, pois ouvimos comentários que alguém notou o piloto sonolento no momento do embarque. — Meu querido, venha sempre nos visitar! — Diz a tia Ema com aquele sorriso encantador. — Obrigado tia! — Digo já a abraçando. — Meu filho, o Wesley saiu mais cedo hoje, foi adiantar o trabalho na empresa, precisava resolver uns assuntos importantes! — Tia Ema avisa. Após despedir-me levo algumas coisas que faltavam para a minha residência, organizo tudo com os empregados. — Billy! Não exite em me ligar! Qualquer coisa que precisar, hein? — Sim, patrão! Responde Billy o meu mordomo. Encaminho-me para a empresa Taylor's de Boston, preciso adiantar a papelada pendente nesta manhã, pois agendei um horário com um suposto funcionário que diz ter visto o piloto do jatinho que levava os meus pais no dia do acidente, há 13 anos. — Bom dia Wesley! — Digo, ao entrar na sala. — Um pouco tarde para bom dia não acha? — Diz o meu primo com um sorriso estampado. — Passei em casa levar o que ainda faltava das minhas coisas, acabei a atrasar bastante né! — Digo sem graça. — Até parece irmão! Só estou te zoando! — Riu da minha cara! — Agora falando sério, partiu balada hoje? Conheci uma gatinha linda e ela tem uma irmã top! — Falou batendo com a mão nas minhas costas. — Claro! No fim da tarde vou conversar com aquele funcionário que lhe falei, e depois passo na sua casa! Mas quanto a garota, não vai rolar! Sabe que estou namorando sério com a Dulce Miller, vou levar ela comigo. Penso que chegou o momento de tornar essa relação mais séria, estou pensando em pedir ela em casamento! — Tudo bem cara, combinado! Mas não posso deixar de lembrar que ela é bem diferente de você, é uma patricinha mimada! — Talvez você precise conhecer ela melhor! Digo franzindo o cenho. — Se você tá falando! — Ergue as mãos em rendição, e vai para sua sala. Hoje o dia passou voando, já estou atrasado para a minha conversa com o funcionário, quando chego no estacionamento do prédio percebo que deixei o meu alarme desativado, pois o meu carro está aberto. Mas também, com essa correria toda é plausível! Pego a via principal e dou uma boa acelerada para não atrasar mais, o meu celular começa a tocar, piso no freio para diminuir um pouco a velocidade, mas assusto-me quando percebo ser inútil! — Droga! O freio está desativado! Sem saber o que fazer, fico em choque! São os segundos mais difíceis da minha vida, e antes que eu possa decidir, é tarde demais, pois só consigo ver um caminhão batendo no meu carro, depois disso não vejo mais nada, o sono é profundo. Acordo num lugar estranho, todas as paredes são brancas, e muitos aparelhos conectados em mim, a minha cabeça dói ao mexer-me na cama, vejo que tem uma mulher no quarto, mas eu não conheço. — Que bom que acordou Sr. Taylor! Vou chamar o doutor para examiná-lo. — Disse a mulher que parecia ser a enfermeira. — Espere! Onde estou? Oque aconteceu comigo? — Disse já assustado. — Calma Sr. Taylor! O senhor sofreu um acidente muito grave, e esteve em coma por três meses, precisa ser examinado imediatamente! Não se preocupe, volto num instante! Ela saiu me deixando sozinho, mas logo em seguida o médico chegou para me examinar. — Sr. Taylor o seu acidente foi muito grave, foi um milagre ter acordado, mas ainda passará um tempo no hospital para se recuperar completamente, o Sr. teve múltiplas fraturas, inclusive quebrou as duas pernas, e uma batida muito forte na cabeça, que o deixou em coma esses três meses. Precisamos fazer muitos exames e agendar a cirurgia da perna direita, que perdeu os movimentos. — Vou voltar a andar Doutor? — Pergunto. — Sinto muito Ricardo, mas por enquanto não há possibilidade, teremos que confiar na cirurgia e fisioterapia para termos algumas possibilidades. Precisará usar uma cadeira de rodas! — Preciso falar com o meu primo, podem entrar em contato com ele por favor? — Pergunto já de cabeça baixa. — Não é necessário Sr. Taylor! O Sr. Wesley Taylor foi apenas tomar café, já deve estar voltando. Ele visita-o diariamente, e os seus tios também vem sempre. No dia posterior ao acidente veio uma moça chamada Dulce, mas assim que soube as notícias não voltou mais. — Comunica a enfermeira. Apenas assinto, não tenho palavras no momento, a minha mente está muito confusa! Não consigo entender tudo o que aconteceu, o meu carro estava ótimo pela manhã, não tem como ter estragado sozinho, e também pensando bem, alguém pode ter desativado o alarme, com um possível intuito de danificar os freios. E também tem a Dulce, não entendi porque não veio mais me ver, estamos juntos a cerca de um ano, não sinto que a amo, mas sonho em construir uma família, e por algum tempo pensei que ela pudesse ser a esposa ideal, mas não vou implorar por amor a ninguém, preciso entender que não existe esta mulher que idealizei, eu apenas sonho, e agora este sonho se impossibilitou, ninguém vai querer um homem pela metade, que estará preso a uma cadeira de rodas. Dulce me esqueceu, provavelmente nunca me amou, Wesley sempre achou ela diferente de mim, mas não posso culpá-la, pois nem eu sei o que realmente sinto por ela! — Preciso sair do país! Posso estar correndo risco de vida! Mas aguarde-me, seja quem for, vai pagar muito caro pelo que anda fazendo!EPÍLOGO Renê e Vivian voltaram para a fazenda naquele dia, e se sentiram mais aliviados de colocar as coisas no lugar, Vivian e Ricardo não falaram nada, mas ouviram tudo o que acontecia. No outro dia, o diretor do local ligou para o Ricardo, avisando que não precisava mais efetuar nenhum pagamento, pois a Lídia Velásquez amanheceu morta em sua cama, ela foi avaliada por médicos que constataram ser morte natural. Os dias foram passando, e a casa estava bem cheia! A família Gomes, que é a da Mayara e da Louise, foram para a fazenda Gonzalez, a casa nova que o Rodrigo construiu estava pronta e muito bonita, eles tem trabalhado, e o Ricardo os tem ajudado muito, gosta de todos eles, e está deixando a família próspera. Mayara conseguiu seguir a sua carreira de veterinária da fazenda, e ficou muito mais feliz estando de volta na sua terra de origem! A Lúcia ficou frustrada na fazenda, parecia que quanto mais ela tentava, mais era ignorada pelo cowboy dos infernos que se
CAPÍTULO 139 Meses depois Vivian Taylor — Vovó! Amarra o meu sapato? — Breno me pede ao me ver. — Claro, querido, vem aqui com a vovó! — Respondi, ele está uma graça com uma roupinha social igual a do Ricardo, eles são coisas mais lindas! — A Melina falou que o meu cabelo tá feio! — Falou embirrado, cruzando os bracinhos. — Mas, tá lindo o seu cabelo! Você deve ter entendido errado! — Falei cuidadosamente, pois eles andam brigando. — Não, vó! É que eu falei que ela estava gorda, daí ela inventou isso! — Breno é um sarro. — Breno, senta aqui! — O chamei para vir no meu colo. — A sua irmã precisa ser defendida por você e os seus irmãos, e não o contrário, tá? Não deixe ela se sentir inferior, sempre fale as qualidades dela, ok? Não quero ver vocês brigando! — Falei, e ele concordou, então o desci do colo. — Vem você aqui no colo agora, Mel! — Falei e ela veio. — Querida, não pode falar coisas ruins dos seus irmãos, tá? Seja boazinha, não pode b
CAPÍTULO 138Arthur Taylor Acordei com uma dor de cabeça terrível, e o Ricardo e a May me trouxeram um remédio, não quero a minha mãe preocupada, então eles me ajudaram nesta. Estou na terapia ainda, mas já estou bem melhor, e depois de ontem me sinto mais normal um pouco, se aproximando de garotas, embora aquela que transei não vá me ter outra vez! Passei pela terapia e contei sobre a minha experiência, mas não dei detalhes, ela me deu algumas dicas, e depois o Rick, eu e a minha mãe voltamos pra casa. Agora tenho um celular, que os meus pais me deram para me adaptar as redes sociais, mas quase ninguém tem o número, gosto de me reservar, então é mais os parentes mesmo. Quando estamos chegando recebo uma notificação de mensagem, então olho logo, pois deve ser importante, provavelmente o meu pai, o Ricardo, ou o Wesley, que são os mais próximos. Ao desbloquear a minha tela, vejo que não conheço esse número, e estranho. — Mensagem, filho? Não me diga que j
CAPÍTULO 137 Renê Taylor Estou no meu escritório hoje, tenho vindo um dia ou outro, e já fazia dias que eu não aparecia.Combinei com a Vivian, dela vir aqui na empresa almoçar comigo, e depois ela buscará o Rick para a consulta com a doutora Débora. Deixei quase tudo nas mãos do Ricardo, e principalmente do Wesley, e do Willy, mas agora a Lou está no último mês de gestação e tem passado mal, e por mais que eu tenha insistido, ela queria vir trabalhar, mas o Wesley a convenceu que eu viria. A manhã passou voando, e a secretária me ligou, perto do horário de eu sair: — Senhor, tem uma mulher aqui fora, que já veio esses dias, e insiste em falar com o senhor! — Qual o nome dela? — Perguntei. — Vitória, senhor! — Quando ela me falou, eu pensei se teria a possibilidade de ser a minha ex, lá de Turim? Mas, como? — Mande entrar! — Respondi. — Certo! Quando ela chegou na porta, fiquei pasmo! Era mesmo ela, e estava com um vestido branco e muito curto, um
CAPÍTULO 136 Arthur Taylor Já posso dizer que consigo dormir melhor depois das consultas à terapeuta, mas não sou bobo, e já ouvi muitas conversas por aqui, que tem alguém aliado a Don Peater, e que eu corro perigo, então sempre vejo seguranças atrás de mim, mal sabem eles que sei me defender muito bem, sozinho! Fui treinado para isso, e sem descanso, até por isso durmo armado, e com o sono leve... faz parte do meu treinamento, faz parte de mim... Já sou oficialmente um Taylor, e já posso trabalhar na empresa, então o meu pai me matriculou numa faculdade e vou poder escolher o curso, tanto para trabalhar com eles, quanto para abrir uma nova, que seja do meu interesse, mas eu gostei da Taylor's, e logo começo a estudar. Eu gosto de ter uma família, e mesmo eu sendo do tipo que não fala muito, e não goste de se expressar, estou feliz com tudo! Estou fazendo a minha carta de habilitação, e em breve o meu pai vai me deixar escolher um carro! Ricardo me levou para conh
CAPÍTULO 135 Renê Taylor Vivian me olhava diferente, e ela percebeu a conversa, e parece que Arthur, também! Mas não vou falar nada sobre isso, antes de saber o que está acontecendo. Levei ele até em casa, e me certifiquei que estava seguro, mas o Ricardo estava em casa hoje, então fico mais tranquilo. — Tem coisa errada, não é? — Vivian perguntou, segurando na minha mão, enquanto eu dirigia, e parecia tensa. — A mascarada não contou nada, mas pelo jeito tem! — Respondi a ela. — Droga! — Esbravejou. Seguimos em silêncio, eu estava com o coração apertado. Entramos no galpão, já conheço o lugar, então fui direto para o escritório. Lúcia entrou sem a máscara, e veio nos cumprimentar, e nos sentamos. — Vai me contar o que está acontecendo? — Perguntei logo. — Meu papá me ligou, e parece que o Don Peater tem um aliado! Precisamos torturá-lo até que abra o bico, não podemos matar ele sem ter certeza! — Lúcia falou. — Tá, mas... aonde o







