LOGIN— Ah! Que susto você me deu, cara — ela reclamou, colocando a mão no peito, seu rosto era pura indignação — Você sempre aborda as mulheres assim?
— Não! Só as mulheres que me interessam — respondi, exibindo um sorriso travesso. — Você está dizendo que tem interesse em mim, é? —virou-se, ficando de frente para mim. Sorri ao perceber que ela não era nada diferente, também tinha cobiça em seus olhos ao focar em mim. — Depende. Eu estou à procura de uma mulher legal, bonita, com ideias interessantes e também decidida, você é? — enquanto perguntava, passei os braços em volta do seu corpo, prendendo-a na barra de proteção. — Depende. Se quem está perguntando é um cara legal, com um papo interessante e cheio de atitude, talvez, eu disse, talvez, eu seja esse tipo de mulher — sua resposta veio acompanhada de um sorriso provocante. — Legal. Eu garanto que sou, papo interessante eu tenho, com certeza, agora atitude, bom, melhor eu mostrar… — segurei sua nuca com uma das mãos e a puxei para um beijo. Foi um beijo forte e dominante. Enquanto a pressionava com meu corpo, movi minha mão livre por todas as suas curvas. Isadora não negou, ela permitiu cada carícia e retribuía intensificando o contato das nossas bocas. O sabor de menta fresca irradiou, inundando minhas papilas gustativas, era gostosa demais. Há muito eu não encontrava uma mulher que me interessasse tanto. Quando enfiei minha mão entre suas pernas, ela deu um passo para trás, interrompendo o contato. — Você está louco? Nós vamos ser pegos no flagra aqui e eu nunca mais volto ao trabalho — ela murmurou, recuperando o fôlego. — Então vamos a um lugar mais apropriado — segurei sua mão e saí puxando-a. Fizemos a volta pelo passadiço e chegamos ao corredor que levava ao meu quarto. Assim que abri a porta, empurrei-a para dentro, prendendo seu corpo contra a parede. Sorri ao ouvir um suspiro alto que era quase um gemido. Suas mãos seguiram até minha calça e foram logo abrindo o botão e fecho. Ela tinha experiência e eu já estava com o pau latejando de vontade de provar cada parte daquele corpo e ser saciado por aquela boca que sabia como agradar um homem. A puxei pela cintura, ficando entre suas pernas e aprofundei o beijo, inserindo a língua na sua boca. Isadora soltou um leve gemido com a ação, reação que só aumentou o meu tesão. Cada parte que eu tocava, ela movia o corpo e resfolegava como se fosse uma sensação nova para ela. Ela não era virgem, isso ficou óbvio nos movimentos que ela fazia, como me tocava, mas também era óbvio que seus outros parceiros não a tinham oferecido um orgasmo como ela merecia e precisava. Em minutos eu descobri cada parte sensível do seu corpo, eu sabia onde e como tocá-la para dar a ela o alívio que ansiava. Eu era experiente e sempre conseguia levar uma mulher à loucura em poucos minutos. Já sem as peças de roupas, nossos corpos puderam apreciar um ao outro. Vesti o preservativo e subi no seu corpo, encaixando meu quadril entre suas pernas. — Ahhh! Alex… — sua voz soou aguda quando fiz meu primeiro movimento. — Você é muito gostosa. — Afirmei, puxando meu quadril para trás e depois para frente, indo até o fundo. Isadora teve mais um orgasmo, nas primeiras investidas ela já se desmanchou. Mas eu não parei, eu queria muito mais dela, a noite estava apenas começando. — Que bela fada você tem no pescoço — falei quando Isadora abriu os olhos. Eu já estava acordado há quase uma hora, mas continuava deitado ao seu lado, apreciando seu corpo. — Foi uma besteira de adolescente — ela respondeu, rindo, com sua voz rouca por causa do sono. — Então você era uma adolescente rebelde? Que interessante — acariciei o desenho com a língua, fazendo-a arrepiar. Eu realmente gostei dessa mulher, não pretendia ficar apenas na foda de uma noite, eu queria muito mais. — Eu não era uma adolescente rebelde, eu só fiz isso num momento de bebedeira. E você, o que você fez na sua adolescência, Alex Montenegro? Claro que quero saber o que você fez fora da mídia — ela falou com voz provocante. — Eu sou um cara simples, não sou de me aventurar muito então não tenho nada escondido. A maior parte do tempo passei me preparando para assumir os negócios da família, fora isso, morei fora do país um tempo e também servi o exército, não tem muita coisa — respondi, acariciando seus cabelos. Eu não entendia o que estava sentindo, mesmo após uma noite que me saciou, ainda tinha vontade de continuar ali abraçado a ela, sentindo seu cheiro, seu toque e conhecendo-a. Eu não era assim. O som de batidas na porta ecoou pelo quarto. — Alex, você está aí? — A voz da minha avó reverberou logo depois das batidas. — Estou sim, Vovó, o que foi? — respondi, oferecendo um sorriso para Isadora, que se assustou ao ouvir a voz. — Você está com problemas? Por que ainda não se levantou, já passa das onze horas. — Eu estou sim, um problema moreno de um metro e setenta. E não estou muito afim de deixá-lo agora — falei e recebi um tapa da mulher ao meu lado. — Você enlouqueceu? O que a sua avó vai pensar de mim?! — Tudo bem, podem continuar. Mas depois quero conhecer seu problema. — Minha avó avisou, e pelo tom usado, ela estava rindo. — Você não deveria ter feito isso, eu não quero problemas, ainda mais com sua avó — Isadora reclamou. E parecia preocupada, mas eu não a culpo, pois sempre espalharam rumores que a matriarca Serena Montenegro era uma mulher conservadora. — Por que você está preocupada com a opinião da minha avó? — abracei sua cintura e beijei seu pescoço — Então, responda: você está com medo de sujar sua reputação? — Provoquei, ficando sobre ela e a fazendo abrir as pernas... Antes de levantar, vou me saciar um pouco mais deste corpo. — Vovó, essa é a Isadora — aproximei-me da proa, onde estavam reunidos. Meus braços em volta do pescoço da mulher, que tremia levemente. — Ah, sim. Muito prazer, Isadora, eu sou Serena, a avó desse rapaz — respondeu com um sorriso, mas avaliava discretamente. — Muito prazer, senhora — Senti um pouco de receio quando ela respondeu, mas em poucos minutos já estava conversando animadamente com todos, principalmente com a Vovó, que parecia ter gostado dela. Observei a interação e apreciei bastante a cena, tanto que um sorriso involuntário me escapou sem que eu percebesse. — O que eu estou vendo? Não, espera, você está com cara de bobo, Alex, não acredito que finalmente uma mulher capturou seu coração — Victor, como sempre, não perdeu a oportunidade de me importunar. — O que você está falando, idiota, quem está apaixonado aqui? Vá se ferrar! — o espantei com um tapa, repreendendo-o, mas ele continuava rindo. — Não adianta negar, aquela morena mexeu com você. Aposto que agora finalmente vai ancorar seu navio nesse porto e eu vou perder meu amigo das farras. — Victor fala com tanta certeza que me fez rir também. Ele me conhecia muito bem, mas exagerava demais.ALEX MONTENEGRO Eu saí da delegacia e segui direto para a clínica, eu precisava ver com meus próprios olhos o estado da Isadora. Assim que atravessei a porta do quarto revestido de branco, o cheiro de desinfetante e medicamentos me fez ter vontade de ir atrás daquela impostora desgraçada e enganá-la. O som dos aparelhos apitando era estranho, nada naquele cenário tinha a ver com a mulher imóvel naquela maca. Ela era altiva, barulhenta, não conseguia ficar sossegada por muito tempo e dizia detestar precisar de ajuda. Agora estava ali, sendo cuidada e sem noção nenhuma do caos à sua volta. Enquanto acariciava o rosto impassível, neutro a ponto de incomodar quem o encarasse por alguns segundos a mais. A pele estava um pouco fria, o toque estranho me fez querer desligar o ar-condicionado, Isadora não era assim, sua pele sempre foi agradável, quente, bem ao seu estilo fogoso… afastei os dedos e desisti de tocá-la. Um médico entrou e explicou detalhadamente seu quadro clínico. Fique
ISABELA SILVA Quando voltei para casa, encontrei Maryeva, esperando por mim. É, realmente parecia que meus dias tranquilos tinham chegado ao fim, primeiro a visita à empresa e enfrentar aquele homem assustador e agora tenho que lidar com essa mulher, que conseguia ser igual ou pior que ele. — O que você quer aqui? — indaguei, encarando-a com a mesma “simpatia” que percebi nos olhos gelados. — Quem permitiu que você fosse à empresa — proferiu, sua raiva era tamanha que sua voz tremia. — O Alex me chamou e eu fui. — O que você pretende com isso, conquistar espaço e roubar o lugar da sua irmã? Você não deve se misturar mais que o necessário, entendeu! — caminhou até mim e segurou meu braço. Sacudi meu pulso com força, fazendo-a cambalear para trás. — Você está louca! Preste atenção, garota! — bradou, ainda com os dedos firmes em volta do meu pulso. — Pode ficar tranquila, eu não tenho interesse em roubar nada de ninguém. Muito menos conviver com ela ou com vocês — dei um solavan
ALEX MONTENEGRO — Sinto muito, eu só achei os desenhos bonitos, por favor, me perdoe! — respondeu, recolhendo os papéis do chão. De onde eu estava, pude notar suas mãos trêmulas, tremiam tanto que uma tarefa tão fácil levou alguns minutos para ser concluída. — Deixa! — eu exigi com a voz fria, pelo olhar, ela surpreendeu-se demasiado com minha reação — Você pode ir pra casa, o motorista vem te buscar! — Avisei, enquanto ela me encarava como se estivesse me estudando.— Tudo bem, eu sinto muito por isso! — Levantou-se e deixou os papéis na mesa, depois seguiu em direção à porta. Como podia ser tão cínica? A cabeça baixa, os ombros tensos, a respiração acelerada, tudo nela era ensaiado para parecer frágil e sua mentira passar despercebida. Maldita mentirosa. Quando eu lhe avisei sobre a empresa, ela logo ligou para o Josias. Pelas câmeras, eu os vi conversando, e ele ajudou a interagir com todos no escritório. A desgraçada conseguiu se portar bem — muito bem. Mas agora está agindo
O homem não tinha mesmo boa intenção vindo até mim — ou até Isadora — seja lá o que ele queria, sua atitude ao agarrar meu braço, deixava claro que não era nada bom. — O que você pensa que está fazendo? — bradei, tentando sair do seu agarre. — Você não vai me deixar esperando, não é mesmo, Isadora? Anda, vamos ao meu escritório, será uma conversa rápida.Eu pretendia negar, sair de perto dele, mas, ele tinha capacidade de fazer um escândalo caso eu recusasse. Seja lá que tipo de amizade minha irmã tinha com esse cara, não parecia ser nada simples, ele agia com arrogância demais para um simples colega de trabalho. — Ponto, estamos aqui, o que você tem pra me falar? — indaguei, erguendo o queixo, assim que ele fechou a porta atrás de nós. Afastei-me o máximo possível dele, esse homem não era nada agradável e até seu perfume, com cheiro tão forte que chegava a ardido, irritava meu olfato. — Tem certeza que você não sabe, Isadora? — perguntou, aproximando-se e tocando meu rosto. Eu
“Chegamos.” — Enviei a mensagem, enquanto Alex estava distraído com a secretária, eu segui para o banheiro. “Tudo bem, só me diz onde você está que vou até vocês.”“Eu estou no escritório dele, no banheiro.””Neste caso, diga que vai até seu escritório e eu te encontro na recepção.” Depois de ouvir as instruções de Josias, eu desliguei o telefone e saí do banheiro. Alex já estava sozinho, sentado atrás da mesa, com os braços cruzados e olhando para mim. — Você está bem? — indagou, eu senti uma pitada de ironia, mas optei por acreditar que estava vendo coisas demais. — Sim, estou muito bem! Eu não imaginei que estava sentindo tanta falta desse lugar, foi só chegar aqui e a saudade bateu forte — forcei um sorriso. — Eu vou visitar meus amigos, tudo bem pra você? — perguntei, aproximando-me dele. Seu sorriso se alargou com minha aproximação e o olhar intenso parecia querer me atravessar. Eu senti um frio na barriga, enquanto continuava a encenação. Quando atravessei a porta e me vi
Eu fiquei nervosa, muito nervosa, ele queria me levar à empresa com qual objetivo? Esforcei-me para sorrir, enquanto tentava achar uma desculpa para não ir. Mas, se eu não fosse, iria levantar suspeitas. Eu precisava ir. Tinha que avisar ao Josias também, ele iria me ajudar a não cometer gafes enquanto estivesse lá. — Seus amigos estão com saudades — suas resposta veio acompanhada de um sorriso. Alex não parecia insatisfeito, até deixou um beijo nos meus lábios antes de sair do quarto. Estava tão nervosa que quase me esqueci de colocar as lentes, felizmente esbarrei na cômoda por não enxergar direito sem meus óculos e então lembrei das lentes. Quando aproximei-me da sala de jantar, ouvi parte da conversa entre a Senhora Serena e o Alex, parei. — O que aconteceu, meu querido? Você está quieto desde que voltou de viagem — indagou ela, enquanto servia sua xícara com o café. Ela também tinha notado a mudança dele. — Nada, Vovó, é que a viagem foi muito cansativa, só isso — res







