LOGINForcei o meu aperto ao redor do seu pulso quando meus olhos vazaram para o corpo novamente descoberto. O movimento da sua respiração faziam seus peitos se moverem, eu senti minha boca salivar de vontade de chupa-los.— Você acha que estou satisfeito? — tirei a tesoura que ela ainda segurava na mão, colocando-a na gaveta da pia — Você quer trepar comigo, não é mesmo? Deixou a toalha cair de propósito só porque eu não tomei nenhuma iniciativa — aproximei minha boca do seu ouvido, enquanto descia a mão até sua boceta que já estava completamente molhada. Minha respiração também vacilou quando o desconforto no meu pau aumentou, estava doloroso segurar a vontade de liberá-lo da calça e enfiar na boceta faminta à minha frente. Deslizei meus dedos pela pele úmida e escorregadia e ouvi o pequeno gemido. Ela afastou as coxas, dando espaço para receber a atenção que necessitava, enquanto seus braços envolveram meu pescoço. Arrastei a mão pressionando os dedos nas beiradas e deixei um deles
ALEX MONTENEGRO Subi as escadas pulando os degraus de dois em dois. O pedaço de papel continuava amassado entre meus dedos e minha raiva chegava ao ápice. Essa mulher estava testando meus limites e eu não tinha nenhuma intenção de fazer seu joguinho e facilitar o lado dela. Coloquei a chave e girei a maçaneta. No segundo em que adentrei o quarto, sua voz veio da porta do banheiro. — Vanda, que bom que você voltou, você pode cortar um pouco o meu cabelo, tá muito grande e ... — Ela parou de falar quando viu que era eu.Isabella estava enrolada em uma toalha, seus cabelos úmidos ainda pingavam água, as gotículas escorriam lentamente pela pele. Seus olhos encaravam-me com surpresa, susto, mas seus pelos arrepiados indicavam que o desejo era o sentimento que prevalecia, acabei rindo da ironia dessa porra. Duas semanas sem sair do quarto, sem contato com ninguém e ela sequer reclamou, pelo contrário, estava aqui, olhando-me com essa cara pedante. Confesso que também tive que manter o co
ALEX MONTENEGRO No escritório, eu assistia à mulher zanzando pelo quarto, parada em frente à janela, tomando remédios e dormindo. Uma coisa era certa: ela tomava remédios demais e comia pouco, e isso estava me incomodando, mesmo que eu não quisesse. Eu falava para mim mesmo o tempo todo que ela era a maldita criminosa que se enfiou na minha vida para me dar um golpe, ela e aquela maldita família, mas eu não estava feliz vendo-a chorar até dormir todos os dias, desde que a deixei presa naquele quarto. — Entre — falei, ao ouvir as batidas na porta. — Como você está? — minha avó entrou carregando uma bandeja — aqui, pedi a Lídia para te preparar um lanche. Você precisa se alimentar direito, só beliscar o almoço não vai te manter de pé e saudável.Eu ri quando ao ver a expressão desgostosa no seu rosto. — Vovó, se eu comer mais vou explodir. — Onde você está se alimentando tanto assim que eu não vejo? Alex, não precisa mentir pra mim, eu conheço o neto que eu tenho e você realmen
ISABELLA SILVA Depois que ele saiu, eu não consegui nem mesmo levantar da cama. A minha cabeça dava voltas e o único pensamento que ficava era que eu estava acabada. A prisão e os longos anos que eu passaria longe do meu pai e meus amigos, a tristeza e decepção que o meu pai ia sentir… tudo tinha se desmoronado e a única a sofrer seria eu.A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Esse era um ditado muito real e verdadeiro, eu era a prova disso, agora que a troca foi descoberta, o Alex não acreditou em mim, afinal eu era a pobre que veio roubar o lugar da rica. Ergui a minha cabeça e o apoiei o queixo nos joelhos. O quarto agora estava silencioso e frio, e a temperatura baixa não era por causa do ar condicionado, era porque não existia mais calor humano e sentimento bom aqui. Acabei chorando mais quando lembrei de todos os momentos felizes que passei com o Alex neste quarto; meu corpo reagiu no mesmo instante em que as imagens dos nossos corpos entrelaçados na cama vieram à m
ALEX MONTENEGRO — Olhos interessantes, Isadora! — segurei seu queixo, impedindo-a de virar o rosto — Por que você usa lentes se tem olhos azuis? Geralmente usa-se lentes para colorir os olhos e não o contrário! A minha voz saiu fria e carregada de sarcasmo. Eu tive que usar todo o meu autocontrole para não enganá-la ali mesmo. Ela puxou o ar com força e soltou lentamente, depois sorriu na tentativa de parecer normal. — Eu não... gosto deles assim, prefiro castanhos! — sua mentira me fez soltar uma gargalhada. Essa mulher estava mesmo achando que eu era tão idiota assim? Ela realmente conseguiu me enganar, mas daí a pensar que podia continuar a encenação mesmo quando eu já descobri suas mentiras? Não, isso é tripudiar sobre a minha inteligência. — Você é realmente muito cínica! Vai continuar tentando mentir não é mesmo? — mais uma gargalhada escapou da minha garganta. Eu estava furioso com a sua audácia. A farsante se encolheu e tentou desvencilhar-se do meu aperto em seu queixo
ISABELLA SILVA O homem parado no meio da porta é lindo, mas a visão do seu rosto atento, avaliando-me como se me desse uma sentença deixava-me apavorada. E a cada minuto que eu passava dentro deste banheiro sob o seu escrutínio, meu medo aumentava a ponto de ficar difícil manter o personagem. Eu sabia que ir àquela reunião da Maryeva não seria agradável para mim. Aquela mulher era intragável e tudo que vinha dela não poderia esperar nada de bom, mas eu não imaginei que seria ainda pior do que eu imaginava. Eu não reconhecia a Maryeva como mãe, não sentia nada além de desprezo e rancor por ela, mas ser ignorada pela pessoa que me trouxe ao mundo, mesmo quando eu estava representando aquela que ela amava, doeu. Eu não queria que o total desprezo dela me atingisse, eu já estava vacinada contra isso, mas o nosso coração não entende certas coisas, o sentimento é livre e, por mais que eu tente me blindar, ainda dói ser rejeitada por quem deveria me amar. Assistir Maryeva arrastando Alex







