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O Batismo de Vinho e o Primeiro Beijo

Penulis: Nu.Ferreira
last update Tanggal publikasi: 2026-04-27 07:18:37

​O salão de mármore do palácio renascentista brilhava sob a luz de mil candelabros, mas o verdadeiro centro gravitacional da noite era a entrada. Quando as portas duplas se abriram, o murmúrio da elite italiana cessou abruptamente.

​Luna caminhava ao lado de Vincenzo, e o contraste era hipnotizante. Ele, uma montanha de autoridade em seu smoking negro; ela, uma chama viva em seu vestido cor de vinho que parecia esculpido em suas curvas. Julia, elegante em um vestido azul, sorriu orgulhosa ao
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  • A obsessão do capo    A bolsa estourou

    ​A música suave e o farfalhar das taças de cristal no salão do casamento de Mila e Vittorio compunham uma sinfonia de pura celebração. Em um dos cantos mais animados do salão, uma roda de risadas contagiantes atraía a atenção de quem passava. ​Mila, com o vestido de noiva ainda impecável, e Júlia conversavam animadamente com Ana, Débora e Emilly. As brasileiras gesticulavam, contavam piadas sobre a viagem e relembravam momentos engraçados da chegada à Itália, fazendo o grupo inteiro cair na gargalhada. Luna ria junto com as amigas, acompanhando a energia vibrante da roda, mas, no meio de uma risada, uma pontada forte e chata atravessou a parte inferior de suas costas. ​Apertando de leve a região lombar com a mão, Luna disfarçou o desconforto com um sorriso rápido para o grupo. A sensação de peso na barriga e o incômodo na lombar exigiam que ela fizesse uma pausa urgente. ​— Meninas, continuem a conversa... Eu preciso dar uma descansadinha nas pernas — avisou Luna, rindo fraco e in

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    O tempo passou rapidamente pelas colinas de Florença, trazendo consigo o amadurecimento do outono e a transformação mais bonita da minha vida. Eu já estava no sétimo mês de gestação. A minha barriga agora era uma curva grande, pesada e perfeitamente arredondada, desenhando a presença do nosso herdeiro que não parava um segundo de se mexer. ​Subir as escadarias da mansão virara uma pequena maratona, e me vestir exigia a paciência que só as minhas roupas mais fluidas permitiam. Mas o meu peito era puro transbordamento. Vincenzo parecia ainda mais obsessivo e protetor — no melhor dos sentidos. O Don da Cosa Nostra, que governava impérios e fazia famílias rivais tremerem, virava um homem completamente rendido assim que cruzava as portas da nossa suíte. ​Naquela tarde ensolarada, estávamos todos reunidos no pátio central da mansão para a celebração que vinha movimentando a Cúpula nas últimas semanas: o grande chá de bebê do nosso menino, organizado por Aurora, tia Maria e Júlia. ​A deco

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    Algumas semanas se passaram desde aquele episódio tenso em que Vincenzo e Vittorio precisaram sair às pressas no meio da madrugada para resolver um “probleminha” da máfia. Meu marido, como sempre, tentava me poupar de absolutamente tudo. Ele voltava para a mansão com aquele olhar calmo, me enchia de carinhos e fingia que o mundo lá fora era um mar de rosas. Só que ele parecia esquecer que eu não era uma esposa ingênua. De um jeito ou de outro, eu sempre dava os meus pulos para obter as informações. Seja por uma conversa despretensiosa com a Mila, por um deslize do Vittorio ou pela minha própria intuição, nada passava batido por mim. Mas, sabendo que os Matarazzo tinham sido neutralizados e que a nossa casa estava blindada, decidi deixar as questões do império com o Don e focar no que realmente importava: a nossa família e o nascimento do meu bebê. ​Naquela tarde ensolarada, o ambiente na mansão era de pura celebração e leveza. Estávamos todas reunidas para o almoço na varanda do jard

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    O ar da madrugada estava gélido quando o comboio de SUVs blindados cortou a rodovia secundária em direção à propriedade isolada dos Matarazzo, nos arredores de Florença. Ao meu lado no banco traseiro, Vittorio checava o pente do fuzil de assalto com o estalo metálico que, para nós, soava como a partitura de uma execução inevitável. ​Giovanni enviara a confirmação minutos antes: a operação em Prato fora um sucesso absoluto. A esposa e a filha do invasor haviam sido resgatadas sem sofrer um único arranhão, e os mercenários que as guardavam já não pertenciam ao mundo dos vivos. A dívida de honra com os inocentes estava quitada; agora, restava apenas a cobrança de sangue com o verdadeiro mandante. ​— O cerco está completo, Don Vincenzo — Marco anunciou pelo rádio do painel, a voz firme e sem hesitação. — A equipe do Giuseppe cortou a energia do perímetro e isolou as rotas de fuga nos fundos. Don Pietro Matarazzo e seus homens de confiança estão presos lá dentro. ​— Sem prisioneiros par

  • A obsessão do capo    Fantasma dos Matarazzo

    A fumaça pesada de óleo diesel e pólvora queimada ainda pairava no ar do galpão subterrâneo quando saí da sala de interrogatório. O som dos passos apressados dos meus capitães ecoava pelas paredes de concreto. A calmaria em que eu e Luna vínhamos vivendo fora abruptamente interrompida pelo fantasma dos Matarazzo, mas, se aqueles ratos sicilianos achavam que me pegariam desprevenido enquanto eu reconstruía minha vida com a minha mulher, eles descobririam da pior maneira o tamanho do seu engano. ​Vittorio caminhava ao meu lado, ajustando o coldre velado da sua arma por baixo do paletó com a frieza cirúrgica de quem já estava pronto para o abate. ​— Giovanni já rastreou o sinal de celular que o invasor nos forneceu — Vittorio informou, a voz baixa e firme. — O cativeiro fica em um galpão abandonado na zona industrial de Prato, a cerca de vinte minutos daqui. Há pelo menos seis homens armados guardando a esposa e a filha do sujeito. ​— Nós não deixamos mulheres e crianças inocentes ser

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