Masuk🐺🐺🐺
KiviaUm silêncio mortal tomou conta da sala.— Você não ousou... — Mikael falou entre dentes, ainda perplexo.— Não ousei o quê? Querer de volta aquilo que vocês me roubaram?— Você não estava em condições de assumir seus deveres como Luna!— E por isso vocês se uniram para embargar todos os negócios da minha família e nos jogar na rua?Minha voz saiu carregada de indignação. Era quase inacreditável ouvi-lo falar como se tudo aquilo tivesse sido uma consequência natural dos meus erros, e não uma decisão calculada de todos eles.— Eu coloquei você em um hotel, com todas as despesas pagas por mim! Seu pai foi preso sob suspeita de fraudar nossas contas, e, ainda assim, você está aqui, provando que Leontes tinha razão desde o início. Sua família inteira é um perigo para Garras Venenosas! E pensar que eu ainda me dei ao trabalho de tentar manter a paz, de confiar em vocês... — Sua voz carregava uma amargura que ia muito além da raiva. — Fui um completo idiota por acreditar que algum dia
Kivia Os rostos ao redor da mesa denunciavam uma noite mal dormida. Havia olheiras profundas sob os olhos de quase todos, inclusive de Mikael, cuja expressão carregava uma preocupação que ele nem sequer tentava disfarçar. Pelo visto, alguém tinha passado a noite em claro. E, pelo número de pessoas naquela sala, eu suspeitava do motivo. — Luna Kivia, vários contratos foram cancelados sem qualquer justificativa plausível. Investigamos cada caso em busca de uma explicação, mas há um detalhe bastante conveniente que se repete em todos eles: são contratos firmados por Garras Venenosas durante a gestão da sua família. Espero que não pretenda nos convencer de que isso é apenas uma coincidência. Leontes fez questão de enfatizar cada palavra, como se estivesse diante de uma ré no tribunal. Demorei alguns segundos para responder. Segurei a garrafinha e girei o fundo dela sobre a mesa entediada. — Se cancelaram ou não cancelaram o que eu tenho haver com isso ?Afinal, não foram vocês mesmos
Kivia Os gritos de terror ainda ecoavam pelo cômodo, misturados aos sons dos animais. Meus bichinhos, porém, já haviam perdido o interesse. Estavam de barriga cheia. Por enquanto, tinham se contentado em devorar as pernas daquele desgraçado. Observei a cena sem alterar minha expressão. — Eu conto! Eu conto! Testemunho onde você quiser! Inclinei a cabeça, observando seu desespero com tranquilidade. — Olha, eu até gostaria de lhe dar essa oportunidade, mas há um pequeno problema: não tenho mais nada a descobrir com você. Já encontrei todas as respostas de que precisava. Sozinha. Deixei meu olhar percorrer o que restava de sua dignidade. — Você não está aqui para me contar a verdade. Está aqui porque chegou a sua vez de pagar por ela. Virei-me para Egon. — Tranque a casa e deixe meus bichinhos aqui. Quando a fome voltar, eles terminam o serviço. Ah, e abaixem a cadeira. Não quero meus bebês fazendo esforço desnecessário para alcançar o jantar. Sorri de leve, lançando um último o
Kivia Uma mensagem do Egon chegou ao meu celular. — Serviço completo, Luna. Providenciei exatamente o que me pediu. Logo depois, outra de Raniel. — Pacote entregue com sucesso Luna. Nos vemos mais tarde, tudo bem por aí ? Tirei uma selfie e enviei pra ele. Soltei uma risada discreta, afastei os olhos da tela e voltei minha atenção para a pista de dança, no andar inferior da área VIP onde estávamos. Aurin e Jamile tinham se afastado para conhecer a boate, eu ainda não não queria encarar tantas pessoas aglomeradas. — Tudo certo? — Kairon perguntou, entregando-me uma água com gás enquanto pegava uma bebida para si. — Sim. Tudo está se encaminhando conforme o planejado. — Quantos peões cairão hoje, minha rainha? — O suficiente para que alguns comecem a se perguntar se realmente estão do lado certo. E amanhã, quando eu me vincular a um alfa de linhagem real, que também é general, começará o verdadeiro retorno da minha honra. Um sorriso discreto surgiu nos lábios de Kairon. Seu o
Mikael Observei Kivia se afastar sem demonstrar qualquer intenção de impedi-la. Eu sabia que ela tinha amigos influentes. Desde o nosso noivado, quando me presenteou com aquele primeiro sorriso, percebi que possuía um talento peculiar para conquistar as pessoas ao seu redor. Mas não imaginava que seus contatos chegassem até o braço direito dos Alfas Supremos. Aurin era conhecido em todo o reino lupino. Um macho influente, poderoso e, felizmente, comprometido. Portanto, não representava uma ameaça. Deixei um sorriso discreto surgir em meus lábios. Kivia ainda não havia compreendido que algumas portas podiam se fechar, mas sempre havia outras maneiras de fazê-la voltar. E eu tinha várias. *** Lia ** Minha mãe só podia ter perdido o juízo! Bati a porta e fui embora sem olhar para trás. Ela vivia dizendo que fazia tudo por mim, mas eu estava cansada daquela mentira. Tudo o que fazia era pensando nos próprios interesses, nas próprias ambições. Nunca houve espaço para mim, apenas par
Kivia Aconchegada ao seu peito, passei os dedos carinhosamente por seu peitoral, aproveitando aquele contato que, sem perceber, havia se tornado meu novo lugar favorito. — Eu já posso esganar seu ex? — Não, não pode. Embora não me falte vontade. Ele usou minha filha como chantagem para tentar me levar à casa dele. Imagine se eu não tivesse essa rede de apoio maravilhosa que a deusa me deu depois que saí do cativeiro? — Posso matar ele em segredo — ofereceu, com uma expressão esperançosa. — Prometa que não fará isso, Kairon! Eu não conseguiria encarar minha filha depois. Ele me olhou como um cãozinho abandonado. — Você ainda tem sentimentos por ele? Nosso relacionamento tinha começado meio torto, mas sempre fora baseado na verdade. — Estou pensando, mas não desse jeito. Na verdade, estava pensando em como ele não era assim. Esse Mikael que conheci agora é alguém que nunca tinha visto antes. — Essa foi uma bagunça criada pelas próprias escolhas dele. Viu o companheiro de Aryane







