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Capítulo 27

last update Data de publicação: 2025-07-17 11:50:19

Tayanara passou a noite refletindo sobre sua atitude. Apesar de tudo, Rangel estava tentando cuidar dela e do bebê, e ela sabia que recusar toda ajuda por orgulho talvez fosse um erro.

Dias depois com um suspiro, pegou o celular e, pela primeira vez desde que saiu brava da casa dele, decidiu mandar uma mensagem.

"Oi, boa tarde, tudo bem?"

Ela hesitou por alguns segundos antes de continuar.

"O Dante tá com desejo de mirtilo com chocolate branco derretido e aqui no bairro não tem"

Depois de en
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  • A rendição do lutador cafajeste    Capítulo 76

    Eles não eram mais o casal da fofoca. Eram o casal que sobreviveu a ela. E eles comentaram, que tinha uma pessoa da família, passando informações falsas, alguém que infelizmente, foi afastado deles. Naquela noite, em casa, depois de tudo, Rangel abraçou Tayanara na varanda dos fundos. Dante dormia no quarto, e o mundo lá fora parecia, enfim, em paz. — A gente passou por tudo isso… e ainda estamos aqui. — ele sussurrou. — E agora, ninguém mais conta nossa história por nós. — ela respondeu. Depois de tantos acontecimentos intensos, Tayanara decidiu que era hora de cuidar de si, de verdade, com carinho e constância. Com o apoio crescente nas redes sociais e mais de 15 mil seguidores, ela começou a aceitar parcerias com clínicas e profissionais da saúde. Consultas com dermatologistas, nutricionistas, endocrinologistas, tudo documentado com leveza, mostrando que autocuidado não era vaidade, era sobrevivência. Ela fez exames, começou a montar uma rotina alimentar mais equilibrada,

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    A casa estava em silêncio depois da explosão. O quarto ainda carregava o cheiro de tensão, e o chão, as marcas do confronto. Nazaré, com o rosto marcado e os olhos cheios de lágrimas, arrumava a mala em silêncio. Não havia mais gritos, nem justificativas. Só o som do zíper sendo fechado e o peso de tudo o que foi dito e feito. Quando ela passou pela sala, Rangel estava com os olhos vermelhos, o rosto pálido. Tayanara, estava no quarto, chorava em silêncio, com o olhar perdido no chão. — Rangel… — Nazaré tentou, com a voz embargada. — Eu precisava de dinheiro. Mas ele ergueu a mão, pedindo silêncio. As lágrimas já escorriam quando ele falou: — Mãe… chega. Eu não quero mais você perto de mim. Nem do meu filho. Ela tentou se aproximar, mas ele recuou, a voz falhando. — Você passou de todos os limites. Você me expôs, expôs a Tayanara, expôs o Dante. Por orgulho. Por controle. Por ego. E agora… agora não tem mais volta. — Eu sou sua mãe… — ela sussurrou. — E eu sou pai.

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    A noite anterior havia sido tranquila, ao menos na superfície. Rangel e Tayanara postaram fotos sorrindo com Dante no colo, a legenda falando de gratidão, e amor em família. Os comentários eram, em sua maioria, positivos. Seguidores torcendo, elogiando, dizendo que era bonito ver os dois juntos, firmes apesar das polêmicas.Mas antes de dormir, Tayanara virou-se para ele, ainda com o celular na mão, e perguntou com calma:— Rangel… você tá querendo fazer um DNA?Ele franziu a testa, surpreso.— O quê? Claro que não. Por quê?Ela suspirou, ajeitando o travesseiro.— Porque hoje, antes do banho, ouvi sua mãe falando baixo sobre isso. Achei que fosse fofoca de família, mas… se for algo que você quer, eu não tenho problema nenhum. Faço. Só quero saber de onde vem.Rangel soltou uma risada curta, balançando a cabeça.— Tay… não. Eu não quero.— E se minha mãe falou isso, deve ter sido com alguma tia fofoqueira, como sempre. Não tem nada a ver com o que eu penso. Dante é meu filho. Ponto.E

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    Foram dormir falando sobre a mudança dela, sobre quais coisas iriam vender, doar. Eram exatamente 7horas da manhã quando a campainha tocou. Uma, duas, três vezes, insistente, como quem não tem dúvida de que será atendida. Rangel acordou com o som e já sentou na cama com um pressentimento incômodo. — Não pode ser… — murmurou, esfregando o rosto. Foi atender. Tayanara, ouviu o barulho da porta sendo aberta e, em seguida, a voz alta e inconfundível de Nazaré preenchendo a casa. — Bom diaaaa! Cheguei! — anunciou, entrando com uma mala de rodinhas e um travesseiro debaixo do braço. — Vim ver meu neto. E ficar uns dias, claro. Sem esperar convite, foi direto para o quarto onde Dante dormia, tirando os sapatos no caminho e abrindo a porta com a intimidade de quem se sente dona do espaço. — Cadê meu príncipe? Vem com a vovó! — disse, já pegando o bebê no colo, mesmo com ele ainda dormindo. Tayanara estava na cozinha, Rangel foi atrás desconcertado. — Mãe… você podia ter avisado, né?

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    Rangel não aguentou ficar parado na sala. Logo ele foi até a cozinha, com os passos lentos, o semblante tenso. Encontrou Tayanara de costas, mexendo o molho de tomate.— Tay… — disse, com a voz baixa, quase um pedido. — Fica calma, por favor. Eu tô preocupado com você.Ela não respondeu de imediato. Terminou de mexer o molho, desligou o fogo e foi até a bancada. Abriu o armário, pegou uma taça. Depois, pegou um vinho tinto encorpado e abriu com firmeza.— Eu tô calma. — disse, sem olhar pra ele. — Só tô decidida.Encheu a taça até a metade, pegou o celular e, com a luz natural da janela batendo nos ingredientes já separados, o frango empanado, o queijo fatiado, o molho vermelho vivo, tirou uma foto bonita, quase artística.Postou com uma legenda leve, como se o mundo lá fora não estivesse em chamas: "Dia de parmegiana e vinho."Nenhuma menção ao caos. Nenhuma indireta. A elegância de quem escolhe não se explic

  • A rendição do lutador cafajeste    Capítulo 71

    Tayanara foi tirar satisfação, chegou ao consultório de Lipe como um furacão prestes a explodir. O uber mal havia parado e ela já desceu com a bolsa atravessada no corpo, com os passos firmes, o rosto tenso, os olhos marejados, mas não de tristeza. Era raiva contida, frustração acumulada, e uma urgência que queimava por dentro.Empurrou a porta de vidro com força demais. A recepcionista, surpresa, ergueu os olhos do computador.— Bom dia, posso ajudar?— Eu preciso falar com o Doutor Felipe. Agora. — A voz de Tayanara saiu firme, quase cortante. — É urgente.— O doutor está em atendimento no momento, posso agendar um horário ou...— Não. — ela interrompeu, sem sequer olhar para a cadeira de espera. — Eu não vou sentar. Eu não vou esperar. Você vai avisar que a Tayanara está aqui e que é urgente. Ele vai entender.A recepcionista hesitou por um segundo, claramente desconcertada com a intensidade da visita. Mas algo

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