INICIAR SESIÓNO silêncio no meu escritório era tão denso que dava para cortar com uma faca. Os únicos sons eram o tique-taque do relógio antigo que pertencera ao meu avô e o zumbido fraco do ar-condicionado. Enquanto eu esperava.A porta finalmente se abriu e Santos entrou como um animal indo para o abate, o rosto pálido e pingando suor frio. O seu elegante terno de três peças, geralmente impecável, mostrava as marcas de alguém que dirigira desesperadamente. Lucian e Robert o flanqueavam, como duas sombras ameaçadoras.Observei-o por um longo minuto, saboreando o seu medo. Era patético ver o poderoso chefe da promotoria de narcóticos tremendo agora na minha presença. O poder sempre foi um afrodisíaco para mim, quase tão potente quanto a pele nua de Verena, que eu ainda podia sentir entre os meus dedos.— Magnus, eu... Ele começou, mas levantei a mão para silenciá-lo.— Agora preciso de uma explicação. Eu disse com uma voz serena e enganosamente calma. — E que a minha mercadoria seja devolvida ao meu
MagnusEsta noite, não consegui mais me conter. As paredes da mansão pareciam se fechar ao meu redor, e os meus passos inevitavelmente levaram-me ao quarto dela. O quarto dela, porque eu me recusara a dividir o meu com ela. Outra tentativa patética de manter distância. Entrei sem bater — por que deveria? Tudo nesta casa me pertence, inclusive ela. E então eu a vi.Ela saía do banheiro enrolada numa pequena toalha branca que m*al cobria o essencial. Gotas de água escorriam pelo seu pescoço, desaparecendo no vale entre os seios. Os seus cabelos negros caíam como uma cascata de tinta sobre os seus ombros nus. Quando me viu, os seus olhos verdes se abriram em surpresa, mas não em medo. Nunca medo. Era isso que me fascinava nela.Sentei-me na beira da cama e a observei. A sua respiração acelerou. Eu podia ver isso na subida e descida rápidas do seu peito. Ela caminhou lentamente até estar a poucos passos de distância. Esperando o meu comando, talvez.— Venha aqui. Ordenei, gesticulando com
Assenti com a cabeça, mordendo o lábio inferior. O seu olhar escuro me deu carta branca. As minhas mãos subiram até o seu pescoço, por cima da camisa fina e cara, e desceram pela pele nua, onde nenhum botão o cobria. Desci um pouco mais, por cima do tecido. O seu corpo grande estava tenso. Desci até a fivela do cinto, mordendo o lábio. Droga, eu queria saber o que ele escondia ali. Ele tinha me visto, tinha me provado, e agora também queria. A minha mão deixou a fivela e desceu ainda mais. O seu volume era proeminente, prestes a romper a calça justa. A minha pequena mão deslizou sobre o tecido e senti a sua dureza. Desta vez, engoli em seco. Como seria perder a minha virgindade com esse homem? Essa pergunta não me saía da cabeça. De repente, um rosnado bestial irrompeu da sua garganta e ele agarrou os meus pulsos.— Você está pedindo demais, Verena. Disse ele finalmente, a voz quase um sussurro. — Aceite o que pediu e, por favor, não conte nada para minha mãe. Ela é... um pouco difícil
VerenaAo retornar à mansão, minha prisão, observei com satisfação o tapa de Dona Eleonora na bochecha de Magnus enquanto nos cumprimentava, junto com Lucian. O som ecoou pelo corredor como um tiro e, por um instante, todos ficamos paralisados numa cena de tensão e surpresa.O meu coração disparou. Pelo canto do olho, notei Lucian cerrar os lábios, lutando para conter um sorriso. Mantive a minha expressão de inocente espanto, os olhos arregalados, como se não entendesse o que estava acontecendo.Magnus levou a mão à bochecha avermelhada, os olhos castanhos se tornando gélidos.— Que dia*bos foi isso, mãe? Ele rugiu, a voz um trovão abafado que fez as janelas da mansão tremerem.Dona Eleonora estava diante dele. Apesar de ser muito mais baixa que o filho, a sua presença preenchia o cômodo com uma autoridade que nem mesmo Magnus conseguia ignorar.— Você não tem vergonha, Magnus? Ela cuspiu as palavras, o seu sotaque italiano carregado de raiva. — Foi assim que eu te criei? Para tratar
Ele deslizou o dorso da mão pelo meu braço, acariciando-o com uma delicadeza que contrastava fortemente com a aspereza das suas palavras.— Gosto de você assim, Verena. Ele continuou, como quem elogia um animal de estimação por aprender um truque novo. — Dócil. Continue assim e tudo ficará bem.Eu tremia, mas já não sabia se era pelo prazer que acabei de sentir ou pela raiva que crescia dentro de mim como uma tempestade. Queria chutá-lo nas bolas, queria apagar aquele sorriso arrogante do seu rosto. Mas sabia que precisava ser mais astuta. Se agisse como uma menininha mimada, não conseguiria nada. Magnus Corleone não era um homem que tolerava insolência.— Vamos, vamos embora. Disse ele finalmente, surpreendendo-me. — Há alguém que quer vê-la.Ele pegou o meu braço, não com brutalidade, mas com firmeza suficiente para deixar claro quem mandava, e me conduziu pelo caminho de pedra até a casa. As minhas pernas ainda estavam fracas, e cada passo era um lembrete do prazer que eu me infligi
Permaneci imóvel enquanto observava Magnus se aproximar dos cães. Para minha surpresa, ele ajoelhou-se diante deles, o seu impecável terno preto contrastando fortemente com o verde vibrante do jardim. As suas mãos, as mesmas que haviam segurado o meu pescoço na noite anterior, agora acariciavam ternamente a cabeça daqueles animais monstruosos. Ele sussurrou palavras que não consegui decifrar, mas pela forma como os cães reagiram, baixando a cabeça em submissão, pareciam venerá-lo.Ele olhou para mim enquanto continuava a acariciá-los, e algo nos seus olhos me gelou até os ossos, mais do que os rosnados das feras.— Viu, Verena? Disse ele numa voz suave, quase hipnótica. — Viu por que você não pode me contradizer?Ele levantou-se lentamente, os seus olhos nunca se desviando dos meus. Os cães estavam sentados a seus pés, como soldados aguardando ordens.— Da próxima vez que você tentar desobedecer às minhas ordens ou me provocar. Ele continuou, dando um passo na minha direção. — Farei co







