INICIAR SESIÓNCamila López nunca imaginou que sua vida terminaria nas mãos de um mafioso italiano depois que sua carreira como médica nos Estados Unidos desmoronou. Após ser traída por seu próprio noivo e forçada a retornar ao México, Camila acaba sendo usada como moeda de troca por sua família para salvar uma empresa à beira da falência. Então aparece Luca Vitale, o homem que um dia a conheceu nos Estados Unidos. Um italiano de olhos azuis, com o corpo coberto de tatuagens e uma aura perigosa que fazia o ambiente parecer pequeno demais sempre que ele se aproximava. Luca não pediu seu consentimento. Simplesmente veio reivindicar o que já lhe havia sido prometido. Incluindo Camila. —Não sou sua —sussurrou Camila com a respiração trêmula. Luca a observou por um longo momento antes de lentamente puxar sua cintura até que seus corpos ficassem colados. —Então —disse ele em voz baixa, com um sotaque italiano que fez os joelhos de Camila fraquejarem—, por que seu corpo treme toda vez que eu te toco? Camila o odiava. No entanto, aquele homem sempre sabia como derrubar suas defesas. O toque de Luca era ardente demais. Seus beijos, embriagadores demais, e seu olhar obsessivo começava lentamente a fazer Camila sentir medo de si mesma. Porque quanto mais tempo permanecia na Itália, mais começava a desfrutar do pecado chamado Luca Vitale. Quando o ódio se transforma em desejo, Camila precisa escolher entre fugir daquele mafioso italiano ou afundar-se com ele em sua obsessão.
Ver más—Volta para o México. Sua irmã mais nova vai se casar com um homem rico da Europa. Sei que você a odeia, embora tenham mães diferentes, ainda são irmãs de sangue. Estarei esperando seu retorno ao lado do seu noivo americano.
Soltei um longo suspiro ao ler a mensagem do meu pai, e então ouvi um som estranho. —Oohhh… aaaah… mmmhh… O som vinha fracamente do final do corredor da UTI do terceiro andar. No começo pensei que fosse a televisão ou algum paciente gemendo de dor, mas meus passos pararam quando o som ficou mais claro. Ofegos contidos e o roçar de pele contra pele atrás da porta do banheiro da equipe. Aproximei-me com as mãos trêmulas. Na porta do banheiro havia uma placa que dizia Fora de Serviço, mas pela fresta inferior via-se as sombras de duas pessoas se movendo freneticamente, e então ouvi a voz daquele homem. —Olivia… Meu corpo congelou instantaneamente. Era Ethan, meu namorado. Neurocirurgião. E Olivia Carter era nossa própria amiga. A cardiologista que jantava conosco quase todas as semanas. A porta do banheiro não estava trancada. Minha mão tocou a maçaneta e empurrei. A porta se abriu e, durante os primeiros segundos, ninguém se moveu, mas meus olhos viram tudo. Ethan estava de pé ao lado da pia. Sua camisa branca ainda estava colada ao corpo, mas os três botões superiores estavam completamente desabotoados, deixando ver seu peito coberto de suor. As mangas estavam dobradas até os cotovelos. O cinto já estava desabotoado e as calças meio caídas. Olivia estava apoiada contra a borda da pia à frente dele. Seu uniforme médico estava jogado no chão. Por baixo, sua camisola vermelha havia escorregado até os tornozelos, combinada com meias-calças pretas rasgadas nos joelhos. Não usava nada por baixo do jaleco médico. Uma das pernas de Olivia envolvia a cintura de Ethan. Suas mãos se agarravam aos azulejos atrás da cabeça dele. Seu longo cabelo cacheado, normalmente preso com esmero, agora caía desordenado, grudado nas bochechas e no pescoço suado. Ela virou parcialmente o rosto para a porta quando a luz do corredor iluminou o ambiente. Seus olhos se arregalaram e, por um instante, vi tudo. Vi como o corpo de Ethan continuava unido ao de Olivia. Vi as coxas úmidas de Olivia e como as mãos de Ethan ainda seguravam com força seus quadris. Também ouvi Olivia gemer suavemente no último segundo antes de recuperar a consciência, um pequeno suspiro mal audível, a vibração em sua garganta que fez todos os pelos da minha nuca se arrepiarem. —Camila? —a voz de Ethan saiu entrecortada. Finalmente soltou Olivia. Suas grandes mãos alcançaram as calças, tentando cobrir o que já havia ficado exposto diante dos meus olhos. —Então é por isso que sempre fazem horas extras juntos? No banheiro do hospital? —perguntei. Olivia apressou-se em ajeitar o jaleco médico. —Escute-me primeiro! —Cale-se! Olhei para Ethan como se fosse um estranho. Durante cinco anos estive ao seu lado. Cinco anos de relacionamento, acreditando que um dia ele se tornaria meu marido. E agora estava se deitando com minha melhor amiga no hospital onde trabalhávamos. —Vocês são nojentos —disse. —Não é o que você pensa —disse Ethan. —Ah, é? Então vi errado? —Camila, por favor! —Vou denunciar isso ao diretor do hospital. Estão tendo relações inapropriadas em uma área médica —disse. —Não faça isso —disse Olivia. —Por quê? Têm medo de que suas carreiras sejam arruinadas? Olivia cruzou os braços sobre o peito. —Você realmente acha que o diretor vai acreditar em você? Franzi a testa. —O que quer dizer? —Você realmente acha que não estávamos preparados para o dia em que você descobrisse tudo? —perguntou Olivia com um sorriso cínico, e por alguma razão senti que algo terrível ia me acontecer. No dia seguinte. Eu estava sentada na sala do comitê de ética do hospital com as mãos frias e o rosto pálido. À minha frente estavam sentados cinco altos cargos do hospital, incluindo o diretor Richard Coleman. Um processo grosso descansava sobre a mesa. Meu nome estava escrito em letras grandes. Dra. Camila López. Ainda não conseguia acreditar que tudo estava acontecendo tão rápido. —Dra. Camila López, a senhora nega que durante os últimos meses consumiu benzodiazepínicos sem reportar oficialmente ao hospital? —Sim, tomo medicamentos para ansiedade, mas são receitados por um médico —respondi. —No entanto, a senhora nunca reportou ao hospital. —Nunca coloquei nenhum paciente em perigo. Sempre fiz bem meu trabalho —disse. —Uma médica de emergência dependente de sedativos continua sendo considerada um risco. —Tenho uma receita de medicamentos para ansiedade emitida pela minha psiquiatra, mas a dose é baixa e nunca… —Dose baixa? —interrompeu o diretor Coleman. Tirou uma folha de papel e a colocou sobre a mesa. —Seus exames de sangue mostram um nível de benzodiazepínicos suficiente para incapacitar alguém do seu porte. Isso não é uma dose baixa. Isso era impossível. Eu só tomava 0,5 mg, a dose mais baixa receitada para pacientes com transtorno de ansiedade leve. Virei a cabeça para um canto da sala. Ethan estava sentado ali ao lado de Olivia. Ambos pareciam tranquilos. Olivia até estava com as pernas cruzadas elegantemente enquanto seus dedos tamborilavam no braço da cadeira. —Isso é impossível. Alguém manipulou os resultados —disse. —Também temos gravações de CCTV de três incidentes separados onde a senhora é vista colocando algo na boca na sala da equipe, em seu consultório e no banheiro —disse o diretor. O diretor Coleman pressionou um botão em seu laptop. A tela da parede acendeu. Primeiro vídeo: eu na sala da equipe, abrindo uma garrafa de água e levando algo à boca. Lembro que era uma bala de menta. Tinha acabado de terminar um turno longo e tinha um gosto amargo na boca. Segundo vídeo: eu em meu consultório, bebendo café enquanto revisava prontuários médicos. Lembro perfeitamente que não havia nenhum comprimido, apenas café preto. Terceiro vídeo: eu no banheiro público. Câmeras no banheiro? Isso era ilegal! Eu segurava um frasco pequeno. Mas no vídeo a imagem estava embaçada. Não conseguia distinguir detalhes, apenas minha silhueta carregando algo. —Isso não eram sedativos! Era uma bala de menta e café! —disse. —Então e este frasco? —O diretor Coleman tirou um saco plástico transparente. Dentro havia um frasco de medicamento. Nome no rótulo: Dra. Camila López. Data da prescrição: três meses atrás. Medicamento: Alprazolam 2 mg. Eu nunca tinha tomado alprazolam. Olhei o frasco e depois olhei para Ethan. —Nunca tomei esse medicamento. Alguém o colocou no meu armário. Quero um advogado… —A senhora já está sendo representada pelo advogado do hospital, e ele a aconselhou a cooperar plenamente. Olhei para o advogado sentado ao meu lado, um homem que nem sequer queria olhar nos meus olhos. Ele não era meu advogado. Era alguém enviado pelo hospital para garantir que eu não prolongasse aquela audiência. Traidores por toda parte. —Muito bem. Além do consumo ilegal de sedativos, a senhora também é acusada de apresentar denúncias falsas contra seus colegas, o Dr. Ethan Reed e a Dra. Olivia Carter, relacionadas a um suposto relacionamento inapropriado dentro das instalações do hospital —disse o diretor. Arregalei os olhos. Denúncias falsas? —Eu os vi fazendo sexo no banheiro da equipe —disse. —Revisamos as gravações do banheiro da equipe na noite que a senhora menciona. Nenhuma atividade suspeita foi registrada. O banheiro estava vazio. —Porque apagaram as gravações! —quase gritei. O ambiente na sala ficou tenso. O diretor Coleman me observou com um olhar de advertência. —Sugiro que a senhora se controle. De um canto da sala, Olivia falou pela primeira vez. —A Dra. López tem mostrado comportamento instável ultimamente. Muitos membros da equipe estavam preocupados. Muitas vezes parecia distraída, irritável, e chegou até a quase deixar cair um paciente na emergência porque suas mãos tremiam. —Isso é mentira! —disse. Olivia deu de ombros enquanto o diretor Coleman soltava um suspiro. —Com base nas evidências existentes, nos exames de sangue, nas gravações de CCTV, nos testemunhos do Dr. Reed e da Dra. Carter, bem como em seu histórico médico, o comitê de ética determina que a Dra. Camila López é culpada de faltas éticas graves. Sua licença para exercer no St. Augustine Medical Center está revogada a partir de hoje. —Além disso, o comitê de ética nacional já recebeu este relatório. Seu nome será incluído na lista nacional de vigilância para médicos com histórico de abuso de substâncias. Temporariamente, a senhora não poderá trabalhar em nenhum hospital dos Estados Unidos até que uma avaliação adicional seja realizada. Lista negra. Destruíram minha carreira e minha vida. Olhei para Ethan uma última vez antes de me levantar. O homem que amei durante cinco anos nem sequer olhou para mim. —Algum dia vocês pagarão por tudo isso —disse antes de deixar a sala.Na manhã seguinte.O relógio marcava meio-dia quando umas batidas na porta me acordaram.— Senhora, já é hora de se levantar.Duas mulheres entraram no quarto. A primeira era Elena, a governanta. Atrás dela vinha uma mulher jovem de cabelo louro curto e olhos verdes, provavelmente da minha idade.— Bom dia, senhora. Ela é Aria, sua assistente pessoal. Eu ajudarei a senhora a se banhar e se vestir.Me banhar?— O que quer dizer?— O senhor Luca quer que a senhora esteja pronta em uma hora para o café da manhã.— Posso me banhar sozinha — disse eu.Elena sorriu de leve.— Sinto muito, senhora. São ordens do senhor Luca.— Luca não precisa decidir como eu me banho.Elena soltou um suspiro. Trocou um olhar com Aria e ambas deram um passo à frente.— Não queremos incomodá-la, senhora, mas precisamos cumprir nosso trabalho.A mão de Aria alcançou a barra da minha camisola, uma camisola negra de cetim que eu não sabia em que momento havia aparecido no armário. Afastei a mão dela com um golpe
Pensei que ele recuaria depois que mordi o lábio dele até fazê-lo sangrar.Mas ele deu um passo à frente. Sua mão agarrou meu pulso antes que eu pudesse correr.— Me solta!Ele não me soltou. Ao contrário, me puxou para ele com um movimento tão rápido que meu corpo colidiu contra o peito dele. Seu braço esquerdo envolveu minha cintura, prendendo-me no lugar, enquanto sua mão direita subia até a parte de trás da minha cabeça e seus dedos se enredavam no meu cabelo.— Você acha que me morder vai fazer eu parar? — sussurrou ele contra o meu rosto. Seus lábios, ainda vermelhos por causa do sangue, quase roçavam os meus enquanto ele falava —. Está enganada, Camila. Você só consegue me dar mais sede.E então ele me beijou de novo.Desta vez o beijo foi diferente. Seus lábios pressionaram os meus com uma intensidade que me dificultou respirar, mas não era brusco. Era como se ele estivesse lendo minha boca, estudando sua forma, memorizando seu sabor.Seus lábios se moviam com um ritmo que me
O carro parou diante de um portão de ferro negro de quatro metros de altura. Através da janela fumê, vi uma mansão de estilo neoclássico com quatro pilares de mármore na entrada. O jardim em frente à casa estava perfeitamente cuidado, mas parecia frio. Não havia flores coloridas. Apenas arbustos verdes aparados simetricamente e estátuas de mármore de homens nus que me observavam com o olhar vazio.— Já chegamos, senhor — disse o motorista com um acentuado sotaque italiano.Luca desceu primeiro. Ouvi a porta se fechar e, alguns segundos depois, a porta do meu lado se abriu. Ele estava ali, com a mão estendida para me ajudar a descer.Não peguei a mão dele. Desci sozinha, e meus saltos bateram no cascalho com um som talvez alto demais.Os criados já estavam alinhados diante da porta principal. Quatro mulheres com uniformes cinza e dois homens com ternos impecáveis. Todos inclinaram a cabeça ao mesmo tempo quando entrei.— Bem-vinda à Mansão Vitale, senhora — disse uma mulher de meia-ida
São 7:45.Estou de pé em frente à porta da igreja de San Miguel com a barra do meu vestido branco molhada pelas poças da chuva da noite passada. O céu sobre a minha cabeça é de um azul brilhante, sem uma única nuvem.Cinquenta pessoas estão sentadas lá dentro. Talvez mais. Rostos que não conheço. A família de Luca da Itália? Ou os amigos do meu pai convidados para presenciar a minha maior humilhação?Meu pai está de pé junto ao altar, esperando por mim.A mão da minha madrasta empurra as minhas costas.— Vá — sussurra ela.Dou um passo.Um passo.Dois passos.Cada passo parece caminhar sobre pedaços de vidro. No final do corredor da igreja, diante do altar, está um homem de olhos azuis, vestido com um terno preto e um leve sorriso nos lábios.Luca Vitale.O sacerdote idoso, com sua túnica branca, começa a recitar palavras em espanhol que não consigo ouvir. Meus olhos não conseguem se desviar daqueles olhos azuis. Ele me olha, me devora, gravando cada centímetro do meu rosto como se eu












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