MasukNO CORAĂĂO DA MĂFIA: HERDEIROS DE AMOR & SANGUE.CapĂtulo 1 â Cinzas e PromessasO hotel onde a explosĂŁo ocorreu estava em ruĂnas. O estrondo da explosĂŁo havia feito o prĂ©dio tremer, e as chamas subiam ferozmente, destruindo tudo em seu caminho. MarĂa, Martina Jordana e Laura haviam sido pegas no impacto, e os gritos de dor ecoavam pelo corredor escuro enquanto os feridos eram socorridos. As equipes de emergĂȘncia corriam contra o tempo, tentando salvar aqueles que podiam, mas a devastação era grande demais. O cheiro de queimado pairava no ar, e o caos se alastrava por cada canto.A explosĂŁo havia sido meticulosamente planejada. O impacto foi tĂŁo devastador que o edifĂcio começou a ruir e poderia desabar a qualquer momento. LĂĄ fora, a polĂcia tentava controlar a situação, mas os culpados jĂĄ haviam cumprido seu objetivo: Deixar uma marca de destruição, uma ameaça que agora ecoava nos ouvidos de todos da famĂlia.MarĂa, consciente de sua condição, piscava os olhos pesados arranhando
O Começo de uma Nova Jornada O calor do fim da tarde envolvia a casa de campo de Arturo e Lupita, mas, no interior da casa, o clima era de celebração. Luna e ThĂ©o estavam casados hĂĄ poucas meses, e o sorriso no rosto de ambos era reflexo da paz que finalmente haviam encontrado. Ela havia realizado sua vingança, como prometeu no tĂșmulo da mĂŁe. Agora podia recomeçar e ser feliz! Seu casamento com ThĂ©o foi uma grande surpresa, a primeira impressĂŁo que teve de ThĂ©o se desfez atravĂ©s de seu carinho, cuidado e companheirismo, o que a fez baixar a guarda e a disputa do começo se transformou em parceria. A casa dos avĂłs parecia ser o lugar perfeito para recomeçar, para deixar para trĂĄs as cicatrizes do passado e se lançar em uma nova fase da vida. Ali onde tudo tinha começado era onde tudo estava recomeçando, com promessa de paz e alegria. PorĂ©m, algo inesperado estava se desenrolando silenciosamente em Luna. Nos Ășltimos dias, ela sentia umas nĂĄuseas persistentes, algo que inic
O SilĂȘncio que Dizia TudoA tarde cai suavemente sobre a fazenda, as cores do cĂ©u mudando de um azul vibrante para um tom mais suave, quase pastel. O calor ainda persiste, mas a brisa que corre pelos campos traz um alĂvio sutil. ThĂ©o e eu permanecemos debaixo da ĂĄrvore, nossos corpos relaxados, o silĂȘncio entre nĂłs confortĂĄvel, como se estivĂ©ssemos finalmente no lugar certo, depois de tanta turbulĂȘncia.Eu fecho os olhos por um instante, absorvendo cada sensação. O cheiro da grama fresca, o som distante do farfalhar das folhas nas ĂĄrvores. Tudo parece ter um ritmo prĂłprio, algo que nunca experimentamos enquanto estivemos correndo, lutando, vivendo com a adrenalina pulsando.ThĂ©o me olha com os olhos mais suaves que jĂĄ vi. NĂŁo Ă© o olhar de alguĂ©m que apenas ama, mas de alguĂ©m que entendeu o que realmente significa estar ao lado de outra pessoa, no seu melhor e no seu pior. Ele toca meu rosto, o polegar acariciando a linha do meu maxilar de maneira suave.â Luna, vocĂȘ tem certeza
LunaEntre Risos e PromessasO sol jĂĄ começa a nascer no horizonte, tingindo o cĂ©u com tons dourados e alaranjados. A brisa da manhĂŁ traz consigo o cheiro da terra molhada.Estamos todos sentados no grande terraço da fazenda, alguns ainda se recuperando da noite de festa, outros simplesmente aproveitando a tranquilidade que hĂĄ tanto tempo nos foi negada.ThĂ©o estĂĄ ao meu lado, o braço casualmente pousado sobre meus ombros, enquanto Lupita nos serve cafĂ© quente. Arturo observa a cena em silĂȘncio, um meio sorriso no rosto ao ver seus netos e aliados finalmente relaxados.â Nunca imaginei que veria o dia em que vocĂȘs estariam sentados assim, sem um plano de ataque â ele comenta, levando o charuto aos lĂĄbios.Sorrio, mexendo o cafĂ© na xĂcara.â Acho que atĂ© nĂłs duvidĂĄvamos disso, vovĂŽ.Ele solta um suspiro dramĂĄtico.â Insolente atĂ© no descanso.ThĂ©o ri baixo ao meu lado, e eu apenas dou de ombros.â VocĂȘ nĂŁo gostaria se fosse diferente.â Disso eu nĂŁo posso discordar â ele admite, recost
LunaUm Lugar Para Chamar de Lar A brisa da noite arrepia a minha pele, trazendo consigo o cheiro da terra e das flores do campo. A chĂĄcara parece diferente sob o luar, mais silenciosa, quase mĂĄgica. Caminho devagar pelo terraço, sentindo a madeira fria sob meus pĂ©s descalços.LĂĄ dentro, as risadas continuam. O clima de comemoração se prolonga, mas eu precisava de um momento para mim. Depois de tudo que enfrentamos, ainda Ă© difĂcil assimilar que conseguimos.Os passos de ThĂ©o ecoam atrĂĄs de mim, suaves. NĂŁo preciso me virar para saber que Ă© ele.â Achei que vocĂȘ estivesse gostando da festa â ele diz, se encostando na grade ao meu lado.Sorrio, sem desviar o olhar do horizonte.â Estou. SĂł precisava de um respiro.Ele observa meu perfil por um instante antes de falar:â VocĂȘ ainda nĂŁo acredita que acabou, nĂŁo Ă©?Suspiro, cruzando os braços contra o peito.â NĂŁo Ă© isso⊠é sĂł que⊠passamos tanto tempo lutando, sobrevivendo, que agora que tudo estĂĄ tranquilo, parece estranho.ThĂ©o se ap
Entre Risos e SegredosA noite segue como uma chama que se recusa a se apagar. O aroma da comida se mistura ao cheiro amadeirado dos barris de tequila que Arturo insiste em abrir, e o calor dos rostos corados pelo ĂĄlcool se funde com o som de risadas que ecoam pelo salĂŁo. Estou sentada entre Joana e ThĂ©o, minha perna encostada casualmente na dele, um gesto silencioso de posse e intimidade.â NĂŁo acredito que vocĂȘ fez isso, Jonh! â Joana exclama, quase engasgando na prĂłpria bebida.Jonh dĂĄ de ombros, rindo.â Ah, qual Ă©! O cara mereceu! Ele ficou me encarando como se pudesse me matar sĂł com os olhos. Achei que um pouco de tequila no sapato dele nĂŁo faria mal.Mateus se dobra de tanto rir, batendo a mĂŁo na mesa.â Se ele descobrir, vocĂȘ tĂĄ morto.â Ele nĂŁo vai â Jonh responde com um brilho travesso nos olhos.Eu balanço a cabeça, rindo, sentindo uma leveza que hĂĄ muito tempo nĂŁo experimentava. O peso da vingança, da guerra, da dor⊠tudo se dissolve no calor desta noite.Do outro lado







