INICIAR SESIÓNNARRAÇÃO DE ALEXANDER
Conforme me aproximava da fazenda onde se encontrava meu pai e tio Gabriel, a raiva se expandia pelas minhas veias. Reconheci até mesmo os seguranças, arrogantes da Máfia do meu pai, andando pela fazenda, tentando entender o português, com os capangas do tio Gabriel. Estacionei a moto ao lado do casarão. Entrei, sentindo meu coração palpitar, desejando distância de todos! Diferente do meu desejo, encontrei meus pais e a loira, esquisita pra carälho. Nem se quisesse, meu päu subiria pra comer aquela ali. Tio Gabriel estava na sala junto com Jhonny e Nicolás. Eles, os três mosqueteiros eram os únicos que não demonstravam alegria... - Filho, quero que conheça sua noiva. Seu nome é Maxine, mas ela gosta que a chamem de Max. - Conforme ele falava, a garota levantou do sofá ajeitando seu vestido, com um sorriso de orelha a orelha. Olhei para ela entediado, cruzei os braços para mostrar a minha insatisfação em conhecê-la. - Max fala cinco linguas, estudou nas melhores escolas da Suiça, toca piano e em horários vagos, ela costuma treinar balé. - Suspirei já cansado de ouvir a biografia da mandada. - Só isso? - Debochei, olhando todos eles. O sorriso dela diminuiu para minha satisfação. - Não serve. - Mandei o dedo do meio para ela com tanto carinho...a vontade é enfiar meu dedo do meio de seu räbo. - ALEXANDER!!! - Minha mãe se levantou irritada, ela era a única que eu ainda obedecia, mas hoje, não estou no clima. - Eu não vou me casar e quero mais é que todos se fodäm! - Respondi o que meu coração gritava. Meu pai, tão previsível, levantou e deu um tapa na minha cara. Trinquei meus dentes, lutando para não avançar nele, dizem que é errado filho bater em pai, mas é certo pai bater em filho? Tio Gabriel entrou na frente e tocou no ombro do meu pai, tentando controlar o pavio curto dele. Ele é um alemão. Os alemães são mais frios. É o que dizem! Tio Nicolás não deveria ser assim também? Aaah! Lembrei, ele não foi criado na Alemanha. - Klaus, não faça isso! - Meu pai riu e se afastou. - Alexander, pegue sua noiva e apresente a fazenda a ela. - Ele falou ficando de costas, colocando as mãos nos bolsos. Ele sempre faz esse gesto quando está mandando e não quer resposta, apenas que obedeça. - Aaah, eu poderia, mas NÃO TENHO NOIVA, CARÄLHO!!! - Saí da sala putö! Se ele pensa que pode föder o meu psicológico, vou provar que posso ser muito pior. Entrei no quarto tentando manter a calma, acendi um cigarro e fiquei andando de um lado para outro fumando, sem parar. Tio Gabriel entrou no quarto, me abraçou e logo me soltou. Segurou meu queixo, olhou bem em meu rosto e disfarçou a raiva existente em seu olhar, ao ver a marca vermelha em meu rosto, resultado do tapa que levei. - Para com isso! - o empurrei. - Alexander, facilita a minha vida, pelo amor de Deus pörra!!!! Pegue a mão dessa esquisita e vai andar de cavalo com ela! Prá eu te ajudar, preciso que você me ajude! Se você não facilitar, seus pais não vão embora e vou passar mais ódio ainda!!! Ouviu bem?! Depois que eles meterem o pé da fazenda, eu vou te ajudar! - Joguei o cigarro no chão e o encarei. - Eu vou meter fogo nela! - Mete depois! - Perdi a fala com o conselho do meu tio. - Me ajuda com a gasolina? - Esquece essa pörra! Assim que eles saírem da fazenda, pretendo esconder você na Serra. Tem uma antiga casa que minha irmã comprou, próximo de uma cachoeira, é isolada de tudo! Nem sinal tem. Você fica lá. - Se tio Gabriel tivesse falado isso, alguns meses atrás, eu já estaria arrumando minhas malas, cantarolando, mas agora, tenho uma filha prá criar. - Não será possível, o melhor é sumir com a loira, ela é albina?! Tio Gabriel, ela é muito branca, aqueles cabelos são brancos?! - Estou me perguntando a mesma coisa... Ela é bem estranha, podia ter pintado o cabelo pra ficar mais apresentável. - Ri. - Foca, Alexander! - Eu tenho uma filha. - OI?! - Tio Gabriel ficou pálido. - Sim. - Afirmei aproveitando a privacidade, só confio nele, mesmo sabendo que tem uma fraqueza por fofocas. - Você engravidou a professora... Eu não acredito! Tá ciente que seu pai vai matá-la?! - Não engravidei ninguém. Eu adotei! - Do que você está falando, Alexander? Você não tem nem dezoito anos! - Tio Gabriel começou olhar-me em desespero. - Depois explico melhor, vamos lá. Preciso cooperar para eles irem embora. - Passei pelo tio Gabriel, amando ver o desespero que deixei estampado em seu rosto. Aposto que ele pensa que roubei um bebê no parque. Voltei para sala, todos estavam no mesmo lugar. Pela expressão de todos, parecia que eu participava do meu próprio velório. Um silêncio profundo... - Está bem. Vamos ... Maxine? - Nem conheço pra usar seu apelido. Forcei um sorriso. Meu pai virou e encarou-me, mostrando a raiva em seus olhos. - Sem nenhuma gracinha ,Alexander, respeite-a. - Claro, fui bem criado. - Debochei. Estou tentado em colocá-la em cima de um cavalo e depois dar chicotada, para ele cavalgar até ela cair de cabeça no chão. Maxine suspirou e passou por mim, com aquela arrogância insuportável. Só a segui, sem nenhuma vontade. - Pensei que essa fazenda fosse maior, seu pai falava tanto. - É. - Não conseguia nem olhar na cara da vagabundä. - Tem amigos aqui? - Meu Deus, que sotaque nojento... Cala a boca! - Não. - Respondi no mesmo momento em que Davi saía no quintal de sua casa e andou em nossa direção. - Alexander! Depois que eu sair do trabalho, vamos tomar um choop no pub? Estou querendo relaxar um pouco, Árya vai levar nosso filho, junto com tio Jhonny, para conhecer seu bisavô. - Maxine me julgou, com os olhos. Ah se ela soubesse como odeio julgamentos! - Não capanga, eu não tenho essa intimidäde com você. - Falei aquilo, pois não quero ela próxima dos meus amigos. Davi riu, achando que era zueira. - Te espero no pub às 19:00h? - Confirmei discretamente, aproveitando que a maluca não estava olhando. - Eu me chamo Max, o indelicado do meu noivo não me apresentou. - Revirei os olhos mas não perdi a oportunidade de corrigi-la. - O nome dela é Maxine. - Davi diminuiu o sorriso. Ele percebeu o quanto estou födido. - Aah, Oi. - Nossa, adorei a empolgação do Davi. - Alexander, quero ir ao pub, com você. - PÖRRA NENHUMA! - Afastei, não consigo encenar por muito tempo. Quando eu tomo nojo, até a voz da pessoa embrulha meu estômago. - Alexander! Volte aqui! - Meu Deus, como faz para ela calar a boca? Olhei para eles e sorri. - Eu vou dar um pulo na academia e já volto. Estou brincando! Eu te levo no pub mais tarde. - Forcei um sorriso. Preciso me controlar, se ela disser que a tratei mäl, meus pais permanecerão até terem certeza que não matarei minha noiva. Tio Gabriel tem razão. Agora preciso ir até a fazenda, onde Lilly está, para avisar minha filha, que talvez ela mude para a Serra. Tudo depende do tio Gabriel. Maxine sorriu empolgada e olhou Davi com desprezo diminuindo seu sorriso. Ela deve pensar que ele é um mero capanga já que o chamei assim. Nem imagina que é um herdeiro, aliás, muito sortudo por sinal. Ele tem tio Gabriel como pai.NARRAÇÃO DE ALEXANDER...NARRAÇÃO DE ALEXANDER...Minha noite poderia ficar melhor?! Óbvio! Lilly me deu o melhor presente de aniversário. MISSÃO!!Vou ter o prazer em destruir todos que oprimem o irmão da minha amada.Gastei de saber que Rodrigo é amedrontado, humilhado, ameaçado e oprimido pelos filhos dos deputados. Meu amigo... Eu vou colocar fogo em Brasília! Aqueles filhos da putä que usam ternos e fingem serem bons moços roubando o país, vai se arrepender por não terem educado seus filhos. Eu não roubo o país, não. Enriqueço. É diferente, a máfia apenas trabalha com negócios para crescer, sem roubos. Apenas com o tráfico no mundo obscuro... Mas os deputados são como filhotes de bezerros mamando o dinheiro público e da Máfia também, pois tudo é negócio. Mas agora eles vão mamar o meu päu. Tiro na cara! Sorri animado após saber daquela novidade. Despedi da Lilly e corri para quem?! Os defensores dos jovens. Os três mosqueteiros. Cheguei no hospital e pigarreei me sentindo como u
NARRAÇÃO DE LILLY...Devolvi Rafael com cuidado e segui Alexander. Quando saímos do hospital, ele segurou em minha mão passando segurança. Seguimos para o casarão.Na varanda de longe observei meu irmão sentado em um sofá da varanda. Ele estava tenso, nervoso. Esfregando seus dedos assim como eu também faço. Seus cabelos lisos escuro ressaltava sobre sua pele branca. Sacudia suas pernas mesmo sem notar nossa aproximação. Quando chegamos perto. Ele parou de balançar suas pernas e olhou dentro dos meus olhos. Juro que senti uma ligação fora do normal, como se já o conhecesse. - Lilly... - Ele falou, olhando-me como se estivesse vendo uma miragem.- Oi. Desculpe por não respondê-lo. Mas estou aqui para conversar pessoalmente. - Vou deixar vocês mais à vontade. - Alexander falou se afastando. Suspirei tentando manter a calma, pois por mais que saiba do nosso passado, olhara aquele rapaz em minha frente. Não conseguia enxergar como um irmão, no qual uma vez fomos agarrados sempre de m
NARRAÇÃO DE LILLY...Nunca pensei que viveria tão intensamente. Comparando com minha antiga vida que era monótona e cheia de restrições, como todos sabem, hoje é cheia de emoções, mas vivenciar a nomeação do Alexander…Meu Deus! O que foi aquilo? Foi diferente de tudo o que imaginei. Foi maravilhoso! Era um salão lotado de Mafiosos, de todos os cantos do mundo. Pausaram seus compromissos, saíram de seus países, só para verem, o amor da minha vida, ser nomeado.Ele merece, sempre mereceu! Meus olhos inundaram quando vi seu pai acariciar seus cabelos. Alexander é carente de carinho de pai. Ele não falava para qualquer um o quanto queria o amor do seu pai, por muitas vezes, fui sua ouvinte e lá estava ele, recebendo o que sempre desejou, sua nomeação e o carinho do pai, do padrinho, da mãe e da maioria dos presentes. Como se não bastasse, ainda fomos agraciados com a chegada do nosso afilhado no dia da sua nomeação. Não existe presente melhor, não há riqueza maior que possa ser compara
NARRAÇÃO DE ALEXANDER...Meu afilhado nasceu!!! Ouvi ele chorar pelo corredor do hospital. Abracei Noah comemorando. Me peguei chorando como se o filho fosse meu... Mas pensando bem, vou ser o segundo pai. Padrinhos são isso! Ele ainda nasceu no dia do meu aniversário e nomeação, serei eternamente grato. E agora estou ansioso para vê-lo. Procurei meus pais pela sala de espera, onde todos estavam. E simplesmtne sumiram! Saí do hospital preocupado com eles. Deve ter voltado para o casarão. Olhei um capanga fazendo a ronda na fazenda com uma lanterna se aproximando. - Oi. Você viu meus pais? - Boa noite Don Alexander, eles saíram da fazenda. - Sorri com orgulho, meus pelos ficam arrepiados só de ouvir a palavra Dom. Vai demorar à me acostumar com meu novo nome. Mas parei de sorrir preocupado, como assim saíram? Meu afilhado acabou de nascer. Algo sério deve ter acontecido. - Estou preocupado. - O capanga riu acendendo um cigarro. - Eles não estavam com cara de que tinham problemas,
NARRAÇÃO DE KLAUS...Entramos naquele lugar. Perdemos a fala, lugar espaçosos, os barulho dos pinos sendo derrubados, cheiro de fritas e hambúrgueres. Irina riu tirando seu salto. - Eu quero um copo de refrigerante e batatas fritas com ketchup. - Irina pediu eufórica. As pessoas paravam o que fazia, apenas para admirar a beleza da minha noiva. Seu vestido deslizada conforme andava até o balcão para pedir os tênis. Os pequenos diamantes em seu cabelo brilhavam naquele ambiente mais escuro. Sorri orgulhoso tirando meu sapato social. Caminhei até o balcão da área de alimentação. Pedi o que a princesa desejou.E naquela noite... Foi perfeita! Competimos, à cada pino derrubado ela comemorava aos pulos, girando à ponto do seu vestido levantar mostrando suas coxas. Finalmente éramos nós e mais ninguém, apreciamos nossa companhia, comemos fritas, quebramos as regras. Em certo momento Irina abraçou-me por trás depois que consegui fazer um strike. - Essa noite está incrível! Você sempre me
NARRAÇÃO DE KLAUS...Nunca pensei que a nomeação do meu filho seria tão intensa! Do desespero ao amor. Gabriel desmaiou e Clara foi carregada sentindo as primeiras contrações para o hospital.Pedi ajuda a Nicolás e Jhonny que carregaram Gabriel, desacordado, até uma cadeira. Percebi o quanto estavam preocupados com a saída de sua filha. Falei para irem ao hospital e me mantivesse informado, ficaria ali até Gabriel acordar. Segurei o riso quando Nicolás arrancou os sapatos dos pés do Gabriel. Depois que saíram, aproveitei para jogar água no rosto dele. Nada de acordar...Sacudi seus ombros o chamando e finalmente, ele foi despertando. Em segundos, Gabriel voltou a si, desejando estar ao lado da sua filha.Chegamos no hospital, Gabriel atropelou os enfermeiros e o médico querendo entrar na sala onde sua filha estava. Bastou ouvir Clara o chamar, não o julgo. Faria o mesmo...Os minutos se passaram, podíamos ouvir Clara gritar e finalmente ouvimos o choro do bebê. Liz correu segurando a







