หน้าหลัก / Romance / APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMIGO. / Capítulo 4: Kaléo Coleman - O pesadelo - Parte 1

แชร์

Capítulo 4: Kaléo Coleman - O pesadelo - Parte 1

ผู้เขียน: Nyara Rodrigues
last update วันที่เผยแพร่: 2024-05-24 17:24:40

Abro os olhos e estou em uma rua com poucas casas, algumas são bem simples e outras nem ao menos possuem vidros nas janelas. Vou caminhando e paro em frente a uma casa. O quintal é pequeno, a grama está mal cuidada e queimada pelo sol, tem um pequeno quadrado de tijolos pintados de vermelho que é uma caixa de areia, com alguns brinquedos que reconheço. Mais adiante, tem um balanço improvisado em algumas vigas e um escorregador de metal. 

Meu coração dispara e abro o pequeno portão, entrando. Ando pelo caminho de grama e olho pela janela, vendo-a. Lágrimas inundam os meus olhos, ela me olha e sorri. Corro até a porta, abrindo-a, e ela está de braços abertos.

Vou até ela e a abraço, choro ali sentindo a dor da saudade crescer ainda mais em meu peito. 

— Que saudade, mamãe! — Falo em meio ao choro. 

— Também estava com saudade, meu pequeno — ela me afasta e limpa as minhas lágrimas. — Quero que seja forte, que nunca mude o que você é aqui dentro… — ela diz, colocando a palma de sua mão sobre o meu peito. — Você é especial, Kaléo, e nunca se culpe… Eu te amo, filho. 

Assim que termina de dizer, me vejo em meio ao furacão que era a minha infância. Mamãe tranca a porta e depois fecha as cortinas da sala, ela se aproxima fazendo sinal de silêncio. 

— Ele voltou, mamãe, ele voltou! — Digo com medo.

— Eu sei, filho, vamos ficar quietinhos que ele vai embora. — Ela diz, e as batidas na porta começam. 

— Ella, abra essa porta agora! Aqui é a minha casa. — Ele grita do lado de fora, tentando abrir a porta.

— Vem, Léo — ela me pega no colo e abre a portinha que tem no chão. — Filho, fica aqui quietinho, não chora e nem grita, ok? — Faço um sinal positivo com a cabeça, descemos as escadas. — Vamos brincar de esconde-esconde, a mamãe sabe onde você está, mas o Arnold não sabe, então não deixe que ele te ache — ela abre outra portinha e me coloca dentro. — Fique aí e não se mexa. 

— Mamãe, ele parece estar bravo com a gente, ele vai brigar com a senhora. 

— Não se preocupe, meu amor, a mamãe vai falar com ele e aí ele vai embora de novo. 

— Por que ele voltou, mamãe?

— Não sei, meu amor, agora fica aí quietinho, não faça nenhum barulho se não ele vai te achar. 

— Tá bom, mamãe. — Falo e ela me olha, se abaixa e me abraça. 

— Te amo, vida, mais que tudo nesse mundo e me perdoe por não ter te dado uma vida decente, muito menos ter te feito feliz. — Ela se afasta e está chorando.

— Não chora, mamãe. — Falo passando a mão em seu rosto e ela sorri segurando a minha mão e a beija.

— Fique aí e não se mexa, caso ele venha aqui, você finca isso no olho dele, está me ouvindo, Kaléo! Não o deixe pegar você — ela me arruma no lugar, pega algo e me entrega, é comprido e de ferro. — Se ele te achar, faça o que mandei e depois vá até a casa da Diana, peça para ela chamar a polícia. — Fala e fecha a porta, pelas aberturas posso ver ela jogando algo em cima de onde estou e fico quietinho como ela disse. 

Aqui está um pouco escuro e não gosto do escuro, o papai Arnold é mau.

Ele b**e na mamãe e em mim, ele não gosta que eu fique brincando e nem falando quando ele está em casa. Mamãe tinha falado que ele tinha ido embora… Escuto um barulho e olho para cima, escuto ele gritando com ela e vejo quando mamãe cai no chão, cubro minha boca com as minhas mãos para não falar nada e o papai descobrir que estou aqui, ele está b**endo nela…

••••••• 🌺🦋🌺 ••••••••

Mamãe está deitada no chão, ela não levanta. Escuto quando a porta se abre e o som dele andando, fico quieto. Depois não escuto nada, o vejo perto da mamãe e ele sai. Fico parado ali sentado com o meu coração batendo forte e mamãe não levanta do chão, ela não vem me tirar daqui.

••••••• 🌺🦋🌺 ••••••••

Não aguento mais ficar aqui dentro, minhas perninhas doem e choro quietinho. Estou com fome, sono e com sede, eu não consegui esperar para ir ao banheiro e mamãe vai ficar triste comigo porque fiz xixi aqui dentro.

Ouço um barulho alto e depois vejo várias pessoas passando, uma toca na mamãe e vejo a Diana chorando, por que ela está chorando? Ouço outro barulho e pego o ferro que a mamãe me deu, fico o segurando.

— Ela deve ter escondido o filho aqui embaixo para que o marido não o achasse. — Escuto a voz da Diana. 

— Ana, eu tô aqui. — Falo, mas a minha voz não sai. Então começo a bater com o ferro que a mamãe me deu e o pano é tirado. 

Meus olhinhos doem por causa da luz e tem alguns policiais ao lado da Diana, ela abre a porta, me pega no colo chorando e me abraçando. Me coloca sentado em cima de alguma coisa e me olha.

— Você está bem, Léo? Está machucado? — Ela fala me olhando.

— Ana, a mamãe vai brigar porque fiz xixi ali. — Falo apontando e olhando para onde eu estava. 

Olho para ela que está chorando.

— Me desculpa, Ana, eu sei que não podia ter feito… — Falo tentando não chorar, porque papai disse que homem não chora. 

— Oh, pequeno, não tem problema… — ela fala fazendo um carinho no meu rosto. — Posso dar um banho nele e dar algo para ele comer e beber? — Pergunta ao policial.

— Claro, senhorita — Ele diz e ela me pega no colo me tirando dali, quando vamos passar perto da mamãe ela tapa os meus olhos com a mão.

— Não olha, Léo. 

— Por quê? Mas eu quero a mamãe. — Falo chorando.

— Primeiro vai tomar água, comer e aí tomar um banho. — Diz e me leva para a cozinha, me dá água e bebo até minha barriguinha ficar cheia e minha garganta parar de doer. 

Ana me dá biscoito e suco, depois me leva para tomar banho e assim que vamos sair da casa, vejo onde mamãe está e tem um pano em cima dela. 

— Mamãe, acorda! Ele foi embora, mamãe. — Digo tentando esticar o meu braço até ela para a chamar…

Acordo assustado, olho para todos os lados e a sensação de ter passado por tudo aquilo de novo me faz levantar em um pulo, me sento na cama tentando fazer com que o meu coração se acalme. O sumiço da Ayumi está mexendo comigo, faz anos que não sonho com a morte da minha mãe, e faz muito tempo que essas lembranças não vinham com tanta força assim… eu nem mesmo me lembrava de como era o rosto dela. Mas isso serviu para me lembrar que mais uma vez falhei em proteger alguém que amo.

อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMIGO.   Epílogo: Ayumi Coleman

    Anos depois…Estamos deitados na cama, Kaléo e eu, de mãos dadas, olhando um para o outro com um amor que nunca diminuiu. Somos velhos agora, mas ainda sentimos o mesmo amor que sentimos quando nos conhecemos há tantos anos. Compartilhamos uma vida maravilhosa juntos, cheia de aventuras, desafios e momentos inesquecíveis. Sinto a mão de Kaléo apertando a minha, e sei que ele sente o meu aperto também. Nós não precisamos dizer nada, nossos olhos dizem tudo. Vejo o amor que ele tem por mim e sei que o meu amor por ele é tão forte quanto o seu.— Te amo para sempre.— E depois?— Depois do quê?— Depois de tudo e de todo o sempre.— Hummm, de todo o sempre? — Ele faz um carinho em meu rosto.— Sim. — Dou um sorriso.— Se depois de tudo e de todo o sempre existir, eu te amarei pela eternidade.Agora, sentimos que nossos corpos estão cansados e envelhecidos. Sabemos que nossa jornada juntos está chegando ao fim, mas não temos medo. Estamos juntos e isso é o que importa. Nós nos olhamos pro

  • APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMIGO.   Bônus de Jacinto Pinto 6

    Termino de contar tudo a Christian, um amigo que não via há anos, havíamos nos encontrado no mercado aqui perto de casa e então o chamei para jantar. — Nossa, Jaci! Que barra você enfrentou. — Ele diz colocando a mão em meu ombro.— Pois é, mas agora olhando para trás, sou grato.— Como assim? Eu não consigo entender? A Clara que sempre se mostrou boa moça, esposa e compreensiva te deu um pé na bunda quando as dificuldades chegaram, você se esforçava, mas ela nem ao menos ligou para isso.— Clara queria continuar a ter a vida boa que tinha. Ela não queria voltar a ter uma vida simples e com algumas dificuldades que tinha quando era criança. Porém, nada justifica a traição, apesar de que mesmo não estando mais morando juntos, eu ainda era casado com ela. Entretanto, meu caro Christian, eu agradeço a traição dela e pude abrir os meus olhos para a vida. Além disso, pude conhecer Kaléo, que me ajudou sem ao menos me conhecer, ele foi um anjo enviado dos céus para a minha vida e hoje, tud

  • APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMIGO.   Bônus de Jacinto Pinto 5

    No entanto, tudo mudou…Eu me encontrei em um estado de choque enquanto testemunhava uma imagem que parecia dilacerar meu coração. Era como se uma cena tivesse sido revelada diante dos meus olhos. Clara, minha esposa, estava sentada à mesa de um restaurante, desfrutando de um jantar íntimo com outro homem. E não, era qualquer homem, era o meu amigo de confiança… amigo da minha família, o próprio Gabriel, que era dono de um banco conceituado aqui em San Diego. O fato que se desenrolava diante de meus olhos era insuportável. Os vi se beijando e trocando carícias com uma intimidade que me desconcertou profundamente. O mundo ao meu redor parecia desmoronar, e eu me sentia perdido em um turbilhão de emoções. A traição que se desenrolou diante dos meus olhos abriu uma ferida profunda em minha alma, e a sensação de ser traído por alguém em quem eu confiava e amava era avassaladora. A tristeza inundava cada parte do meu ser, e a escuridão se instalava em minha mente novamente. Sentia-me desva

  • APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMIGO.   Bônus de Jacinto Pinto 4

    Antes de eu sair de casa, Clara me deu alguns dólares e eu fui procurar uma pensão. Eu encontrei uma pensão, mas não era muito aconchegante. Eu entrei na pensão com um sorriso no rosto, apesar da aparência decrépita do lugar. O edifício de tijolos vermelhos estava coberto de heras e teias de aranha, com janelas quebradas e portas rangendo com o vento. O cheiro de mofo e desinfetante forte invadiu minhas narinas assim que entrei pela porta da frente. Eu fui até a recepção e pedi um quarto, um rapaz mascando chiclete me entregou a chave e apontou para o corredor.— Obrigado. — Segui pelo corredor mal iluminado, passando por portas de quartos fechados, que pareciam não ter visto uma nova camada de tinta há anos. O chão era de madeira, mas parecia que havia vários pontos podres, o que fazia com que o chão rangesse a cada passo.Finalmente, eu cheguei ao meu quarto, que era o último no final do corredor. A fechadura da porta estava solta, então eu tive que empurrá-la com força para abri-la

  • APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMIGO.   Bônus de Jacinto Pinto 3

    Eu me sentei em frente ao computador com muita vontade de encontrar um novo emprego. Digitei na busca do site os termos relacionados à minha área, esperando encontrar uma oportunidade, que fosse adequada para mim. Enquanto a tela mostrava os resultados, eu senti meu coração acelerar com esperança e incerteza. Naveguei pelos sites de emprego e encontrei uma lista de vagas que pareciam difíceis. Eu me sentia confiante em minhas habilidades, mas sabia que o mercado estava muito competitivo e que encontrar o emprego dos meus sonhos não seria fácil. Ao ler as descrições dos cargos, avaliei os requisitos e as responsabilidades e senti uma mistura de emoções. A empolgação de encontrar algo que fosse perfeito para minha carreira se misturou com a ansiedade de não saber se eu era qualificado o suficiente. Com o passar do tempo, a incerteza começou a me afetar. Cada aplicação que eu enviava parecia se perder em meio a tantas outras. A falta de respostas e o silêncio das empresas me deixavam fr

  • APAIXONADA PELO MEU MELHOR AMIGO.   Bônus de Jacinto Pinto 2

    Aquele foi um dia que eu jamais esqueceria… Após dez anos na mesma empresa, acordei pela manhã, vesti meu terno e gravata com um nó de confiança e segui para o trabalho como de costume. Mas, ao chegar lá, o cenário que encontrei foi devastador. Entrando no escritório, deparei-me com portas trancadas e uma placa que dizia: “Empresa em Falência”. Meu coração afundou instantaneamente. Pensei nas inúmeras horas dedicadas, nos projetos concluídos, nas amizades construídas. Tudo agora parecia ter desaparecido… Enquanto caminhava pelos corredores vazios, uma sensação de perda e incerteza tomou conta de mim. Como poderia explicar isso para minha família? E o que aconteceria com meus colegas de trabalho que se tornaram uma segunda família para mim? Olhei para minha mesa, repleta de fotos dos meus filhos, da minha esposa, dos momentos felizes que vivemos juntos. Eles eram a minha força, minha motivação diária. Mas, naquele momento, senti um medo avassalador. Como eu iria sustentar minha famíli

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status