LOGINO menino mais velho, de uns oito anos, me olhou com os olhinhos cheios de lágrimas e puxou o irmãozinho de seis anos pela mão.— O senhor... o senhor é a polícia de verdade? — perguntou ele, num fio de voz trêmulo.— Sou sim, meu amigo. A polícia de verdade.Os dois se soltaram do colchão e correram
Passei a noite quase em claro. A respiração suave de Joyce contra o meu peito, o peso leve do corpo dela acolhido nos meus braços e o perfume doce do seu cabelo faziam tudo parecer bom demais para ser verdade.Deslizei os dedos até o peito, tateando a corrente de aço por baixo da regata. Segurei a
— Viu só? Ela vai ficar bem aqui, guardada junto do meu coração.Observei o gesto, completamente fascinado por aquela mulher.Ela então se inclinou na minha direção, com aquele jeitinho doce.— Agora me dá a sua corrente.Tirei a corrente de aço escuro que eu usava por baixo da camiseta e entreguei
Os olhos dela se arregalaram, marejados, fixos nos meus.— Eduardo...— Eu te amo, Joyce — declarei com todas as letras, pausando cada palavra para que ficassem cravadas na sua alma para sempre. — Eu amo você. Amo essa sua teimosia, essa sua coragem de lutar todos os dias, amo o jeito como você cuid
[Joyce]Fiquei estática ali no vão da porta aberta, com o vento gelado da noite batendo no meu rosto.Eu tinha ouvido cada palavra. Cada frase cortante e dura que o Eduardo disparou na calçada para defender a minha honra diante da mãe dele ainda ecoava na minha cabeça. Ver aquele homem fechar a po
— Quero dizer que você tem um futuro inteiro pela frente, minha querida! — disparou a mulher, com uma animação açucarada. — Você é tão novinha, tem a idade da minha sobrinha mais jovem. Assim que as fisioterapias terminarem e você melhorar, tenho certeza de que vai querer finalizar a faculdade e alu







