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Andrea — Primeiro impasse.

Author: Sol Costa
last update publish date: 2026-09-05 00:02:25

Depois das apresentações, teve a bomba do "meia-irmã" que eu soltei rindo. E depois disso, Beatrice explodiu e saiu correndo. E o jantar, virou velório.

E no meio do velório, ela soltou: era o aniversário dela. Dezessete anos. Hoje.

Vi o rosto do Nicolas mudar. De culpa. De um Dom que falhou no primeiro dia por não ter se atentado a uma informação tão importante. Eu tentei brincar para aliviar, mas não adiantou.

Quando terminamos, todo mundo levantou. Eu passei o braço pelo ombro dela e puxei
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    O peso do dia de trabalho, do meu sobrenome e as cobranças sufocantes da mesa dos Rossis evaporaram no exato instante em que senti o impacto do corpo de Anna contra o meu. Eu já estava ansioso para encontrá-la, mas ser recepcionado com tanta empolgação só me deixou mais feliz. Meu dia tinha sido difícil, quase sufocante. Mas tudo mudou quando ela pulou em mim, me presenteando com sua fragrância pessoal e seu corpo, me senti no céu. Meu corpo reagiu rápido. No segundo seguinte meu coração batia forte no peito e minha excitação quis mostrar sua cara. Confesso que no fundo eu estava gostando de sentir toda a sua necessidade. Quis aproveitar para tocá-la como realmente quero e por um minuto me permiti sentir suas singelas curvas. E que delícia.Mas por outro lado, uma parte de mim ainda insistia pra que eu fosse mais devagar. E eu tentei… tentei conversar, tentei criar uma distância segura. Mas ela não deixou. Voltou a me beijar com vontade, acabando com o pouco do juízo que me restava.

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    Passa das vinte e uma horas, e cada minuto desta noite pareceu uma eternidade de tanta ansiedade que estava sentindo. Agora que fiz dezoito anos e saí do orfanato, o mundo aqui fora parece gigante demais, com muitas opções para fazer. Para não enlouquecer de tédio no meu primeiro dia inteiro e sozinha, passei o dia todo arrumando, limpando e deixando a casa bem cheirosa. Mas a melhor parte da preparação foi para mim mesma: tomei um banho bem demorado e coloquei uma camisola nova, bem macia, que desliza na pele e me fez sentir coisas e desejos que eu nem sabia que existiam em mim.O silêncio do loft finalmente é quebrado pelo som mínimo da porta se abrindo. Automaticamente levando o rosto da tela do celular e vejo. Meu namorado. Andrea entra que nem um furacão. Com aquela energia agitada da rua e com um sorriso que diz que ele conseguiu aguentar todos os compromissos chatos que precisava e agora está finalmente livre e onde quer estar. Sem parar de andar, afrouxa o nó da gravata e arr

  • Andrea:A ascensão do Mafioso Zombeteiro e da Órfã Sonhadora   Andrea - Autocontrole.

    Acordei primeiro.Isso já é raro. Normalmente eu acordo com o despertador me xingando. Hoje acordei porque o sol estava entrando pela fresta da cortina e porque tinha um peso leve e quente no meu peito.Anna.Ela dormia de lado, abraçada em mim, com a cabeça encaixada exatamente no vão do meu ombro. Como se tivesse sido feita pra dormir ali.Eu fiquei parado. Não queria acordá-la.A noite foi boa. Foi ótima, na verdade. Tê-la na minha cama de novo, depois de três dias dormindo naquele carro desconfortável, foi a melhor coisa que me aconteceu na semana. Mas foi também um teste de resistência que eu não estava preparado.Porque eu adorei ter ela nos meus braços. Adorei cada minuto. Mas foi um martírio também. Eu queria tudo. Queria beijar, queria abraçar mais apertado, queria tocar, sem parar. E eu não podia. Não devia. Não ainda.Então eu fiquei ali. Acordado, olhando pra ela dormir.Ela estava linda. Desarrumada, com os cachos todos espalhados no travesseiro, com a boca entreaberta, r

  • Andrea:A ascensão do Mafioso Zombeteiro e da Órfã Sonhadora   Andrea - Provação da noite.

    Eu já estava no céu. Tê-la de volta na minha vida era tudo o que eu queria. Ter namorado no sofá daquele jeito foi um bônus, mas vê-la sair do closet de camisola preta foi o auge.Ela está linda. Fez meu corpo todo formigar.O desejo que estava sob falso controle voltou com tudo.E seu pedido.Dormir com ela. Todos os dias.Isso é a permanência no paraíso. Ela falou "todos os dias" segurando a minha mão como se fosse a coisa mais certa do mundo.E eu fiquei ali, parado, olhando pra ela naquela camisola preta, com o cabelo solto, com as pernas tremendo levemente de vergonha mas com os olhos firmes em mim. É evidente que ela não sabe o perigo que corre. E sinceramente, acho que nem eu.Pela primeira vez desde que a gente se conheceu, ela não estava me pedindo pra ficar por medo. Tava me pedindo porque me quer. Por perto. Sempre.— Tem certeza? — eu repeti, porque eu precisava ouvir de novo. Precisava ter certeza que ela não estava falando no calor do momento.— Tenho — ela falou de n

  • Andrea:A ascensão do Mafioso Zombeteiro e da Órfã Sonhadora   Anna - Pela primeira vez.

    Eu nunca tinha sentido aquilo.Eu estava no colo dele, beijando ele no sofá, e de repente meu corpo não era mais meu. Meu coração começou a bater tão forte que eu achei que ele estava ouvindo. Fiquei quente. Não de febre, mas de calor que começava no meu ventre e subia pela barriga pro pescoço, pro rosto, pros braços. Minhas mãos que estavam no rosto dele começaram a tremer um pouquinho. E o prazer? Uma sensação pra lá de gostosa brotou entre minhas pernas. E ela só crescia.Eu sabia que a gente devia parar. Eu lembrava dos ensinamentos. Isso é sinal de alerta. É sinal que devo parar. Mas quem disse que eu conseguia? Eu não conseguia. Eu estava adorando.Adorando o jeito que ele me beijava, adorando me sentir querida e desejada daquele jeito, adorando saber que eu consigo deixar o Andrea daquele jeito — ofegante, sem controle. Pela primeira vez eu não era só a menina que era beijada. Eu estava beijando de volta. Eu queria mais. Queria ficar ali a noite toda.Mas aí ele se afastou.Qu

  • Andrea:A ascensão do Mafioso Zombeteiro e da Órfã Sonhadora   Andrea - Um casal.

    A gente tirou as caixas de pizza do chão. Ou melhor, eu tirei. A Anna ficou só me olhando e rindo enquanto eu tentava limpar o molho de tomate que caiu no tapete.— Você disse que depois limpava — ela falou, cruzando os braços, naquele tom de mãe.— Eu limpo amanhã. Hoje eu tô de folga — falei, jogando o pano de lado.A verdade é que eu não queria limpar nada. Eu queria ficar ali. Com ela. Sem fazer nada demais. Só descobrindo como é ser um casal normal. Pela primeira vez.— O que a gente faz agora? — ela perguntou, sentando na ponta da cama, com as pernas balançando.— O que casais normais fazem numa quinta à noite depois de reconciliar e comer dois quilos de comida? — pensei em voz alta.— Filme? — ela sugeriu.— Filme. Perfeito. Casal normal vê filme.— Eu faço a pipoca! — ela se animou e saiu correndo pra cozinha antes mesmo de eu falar que eu fazia.Eu fui atrás. Encostei no balcão da cozinha e fiquei só olhando. Ela pegou a panela grande, colocou óleo, jogou o milho. Até aí tudo

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