FAZER LOGINNARRADOR
Fazia apenas um mês que Merlya tinha começado a sua fisioterapia. Ela sentia dor nas pernas, mas entendia que era parte do processo para que ela voltasse a andar novamente. Durante as três sessões que fez, ela e Alex se aproximaram muito e se tornaram amigos. o dia da festa havia chegado e Merlya estava animada para ir, mas também um pouco nervosa. Ela não sabia se Alex estaria lá, e se estivesse, como ele reagiria ao vê-la. Ela tinha sentimentos confusos por ele, mas também sabia que ele era seu fisioterapeuta, e que isso poderia complicar as coisas. Ela se arrumou com a ajuda de sua irmã, que escolheu um vestido vermelho e um colar de pérolas para ela. Ela se olhou no espelho e se sentiu bonita, mas também insegura. Ela se perguntou se Alex gostaria dela assim.Elas chamaram o motorista particular da família e foram para o endereço que Anahí tinha mandado. Era uma casa grande e iluminada, com música alta e muitas pessoas. Elas entraram e foram recebidas por Anahí, que as abraçou e as levou para dentro.— Merlya, você está linda! — elogiou Anahí assim que Dulce entrou com sua irmã.— Obrigada, você também! — respondeu Merlya.— Venham, eu quero apresentar vocês a alguns amigos. — disse Anahí.Merlya seguiu Anahí, mas seus olhos procuravam por Alex. Ela queria vê-lo, mas também tinha medo de como ele reagiria ao vê-la. Ela se perguntou se ele sentia algo por ela. À medida que ela ia apertando o botão da sua cadeira de rodas, as pessoas olhavam para ela comentando. Merlya não deu muita importância e foi cumprimentar os amigos de Anahí.Anahí apresentou Merlya e Luana a alguns amigos que estavam na sala. Eles eram simpáticos e elogiaram Merlya pelo seu vestido e pelo seu sorriso. Merlya agradeceu e tentou se enturmar, mas ainda estava ansiosa para ver Alex.Ela perguntou a Anahí se ele estava na festa.— Ele está sim, mas ele está lá fora conversando com uns colegas dele. Por quê? Você quer falar com ele? — perguntou Anahí com um sorriso malicioso.— Não, não é isso... Eu só queria saber... — gaguejou Merlya, corando.— Ah, eu sei o que é isso. Você gosta dele, não é? — insistiu Anahí.— Não... Quer dizer... Talvez... Eu não sei... — balbuciou Merlya, sem jeito.— Não se preocupe, eu não vou contar nada para ele. Mas eu acho que você deveria ir falar com ele. Ele é um cara legal e eu tenho certeza que ele também gosta de você. — disse Anahí, dando um empurrãozinho na cadeira de rodas de Merlya.— Espera, Anahí! Eu não sei se eu quero... — protestou Merlya, mas já era tarde demais.Anahí tinha empurrado Merlya para fora da sala, em direção ao jardim onde Alex estava. Merlya sentiu um frio na barriga e uma vontade de voltar atrás, mas também uma curiosidade de ver Alex novamente. Ela começou a controlar sua cadeira de rodas para o jardim e procurar por Alex. Ela viu um grupo de homens conversando perto de uma mesa com bebidas e petiscos. Ela reconheceu Alex entre eles. Ele estava usando uma camisa azul e uma calça jeans. Ele parecia relaxado e sorridente. Ele era bonito e charmoso, e Merlya sentiu seu coração bater mais forte.Ela se aproximou do grupo, tentando parecer casual. Ela cumprimentou os homens com um aceno de cabeça e um sorriso. Eles retribuíram e se apresentaram. Eles eram colegas de trabalho de Alex, que trabalhava em uma clínica de fisioterapia. Alex olhou para Merlya e seus olhos se iluminaram. Ele se desculpou com os amigos e se aproximou dela.— Merlya, que surpresa boa te ver aqui! — disse ele, com uma voz calorosa.— Oi, Alex. — disse Merlya.— Eu fico feliz que você veio. Você está linda nesse vestido. — elogiou Alex.— Obrigada. Você também está muito bem. — agradeceu Merlya, corando.— Você quer beber alguma coisa? Tem suco, refrigerante, cerveja... — ofereceu Alex.— Eu aceito um suco, por favor. — disse Merlya.— Ok, eu já volto. Fique à vontade. — disse Alex, indo buscar o suco.Merlya ficou esperando por ele, sentindo uma mistura de nervosismo e felicidade. Ela gostava de estar perto dele, mas também tinha medo de se envolver demais. Ela sabia que ele era o seu fisioterapeuta , e que isso poderia trazer problemas. Mas ela não conseguia resistir ao seu charme e à sua gentileza. Alex voltou com o suco e entregou para Merlya. Ele se sentou ao lado dela e começou a conversar. Eles falaram sobre a festa, sobre o trabalho, sobre a fisioterapia. Eles riram e se olharam com admiração. Eles estavam se divertindo e se conectando.De repente, uma mulher loira e alta apareceu na frente deles. Ela estava usando um vestido preto justo e um salto alto. Ela tinha uma expressão séria e um olhar furioso.— Alex, precisamos conversar. Agora. — disse ela, em um tom autoritário.— Natália? O que você está fazendo aqui? — perguntou Alex, surpreso e irritado.— Eu vim te procurar. Eu tenho uma notícia muito importante para te dar. — disse Natália.— Não pode esperar? Eu estou ocupado. — disse Alex, tentando se livrar dela.— Não, não pode. É urgente. Você precisa saber que eu estou grávida. — disse Natália, soltando a bomba.— O quê? Como assim? — perguntou Alex, chocado.— Isso mesmo. Eu estou grávida. De você. — disse Natália, com um sorriso triunfante.Merlya ouviu tudo e sentiu seu mundo desabar. Ela não podia acreditar no que estava ouvindo. Ela olhou para Alex e viu a confusão e o medo em seu rosto. Ela sentiu uma dor imensa no peito e uma vontade de chorar.começou a controlar sua cadeira para longe daquele caos. Ela queria fugir daquela situação horrível e esquecer de tudo. Ela queria esquecer que teve esperança de ficar com Alex.TRÊS MESES DEPOIS O inverno havia passado, e a primavera trouxe consigo a promessa de um recomeço. Três meses se passaram desde a noite caótica na mansão. A justiça, embora lenta, havia prevalecido. -- O Destino dos Inimigos Natália permaneceu internada em uma instituição psiquiátrica de segurança máxima. O diagnóstico de psicose e transtorno de personalidade, corroborado pela evidência de tentativa de assassinato (o tiro em Anahí) e pela confissão gravada de César, garantia seu confinamento por tempo indeterminado -- César foi condenado à prisão perpétua. A escuta recuperada por Miguel continha as provas irrefutáveis de extorsão, sequestro de Merlya e tentativa de homicídio contra Alex e Luiz. -- A Cura da Família Anahí se recuperou completamente do ferimento. Sua cicatriz no ombro era um lembrete do seu ato de coragem, mas também o símbolo de sua nova vida. Ela e Miguel, após a batalha, assumiram o relacionamento. Ele havia se redimido pela culpa do acidente, e ela
Merlya Meu coração parou. Lua. Ela estava muito perto da porta quando Natália invadiu a casa.— Eu volto! Fiquem aqui! — Eu gritei, ignorando os protestos de Alex.Corri de volta para a casa dos meus pais, a adrenalina pura me impulsionando. A vingança podia esperar; minha irmã não.Arrombei a porta da sala. O que vi era uma cena surreal, finalizada em câmera lenta.Natália estava no chão, lutando desesperadamente. Dois homens de branco, grandes e profissionais, a imobilizavam. Um terceiro estava ao lado dela, guardando uma seringa vazia. Natália parecia um animal encurralado, seus olhos cheios de ódio e desespero.E, a poucos metros, minha irmã Lua estava encolhida, chorando e tremendo, mas ilesa. Ela havia sido a refém.O choque me fez parar.— Merlya! — Lua soluçou, correndo para mim, usando as muletas com a força do terror.Eu a abracei, sentindo o alívio esmagador por ela estar bem.— Eu te peguei, sua desgraçada! Eu ia matá-la! — Natália gritou, mas sua voz já estava embargada
NATÁLIA. A sala estava vazia, mas eu ouvi um choro vindo do corredor. Eu corri para lá. E então, eu a vi. Lua, a irmã mais nova de Merlya, estava chorando, encostada na parede, apoiada em suas muletas. Ela estava sozinha. Eu não vi Merlya, mas a irmã ferida era um prêmio. Eu a puxei pelo braço. — Onde está a sua irmã, sua inválida?! — Me solta! Eu não sei! — Lua gritou, debatendo-se e tentando me afastar com uma das muletas. — Você está mentindo! Ela está viva, não está? E você sabe onde ela está! Diga-me, ou eu juro por Deus que o seu luto será real! Eu apontei a arma para a cabeça dela, o toque frio do metal assustando-a até o silêncio. — Onde está Merlya?! Ou eu termino o trabalho que você e seu irmão fizeram! Eu não quero um tiro na cabeça para você! Eu quero que você sofra a mesma dor que sua irmã! — Eu não sei! Ela se foi! — Lua soluçava. — Mentirosa! Se você não me disser onde ela está, o seu irmão, o culpado pelo seu acidente, vai pagar por isso! Neste m
LUIZA cena era de caos total. Natália havia disparado em Anahí. Alex, ferido, lutava para tirar Anahí e sua mãe da sala.— Eu cuido dela! — gritei para Alex, jogando-me sobre Natália para desarmá-la.Eu agarrei a arma de Natália e apontei para ela, enquanto ela tentava correr em direção ao bebê.— Pegue o bebê e vá! — ordenei ao meu cunhado.Alex, agindo por instinto paterno, correu e tirou o bebê do berço, segurando a criança com o braço não ferido. Ele carregava o filho, Anahí baleada e a mãe em choque. A prioridade era fugir.— Vão! Encontrem a Merlya! — gritei.Alex, com o bebê e a família, desapareceu pela porta. Minha missão agora era deter Natália.Natália, vendo o bebê ir embora, perdeu a razão e saltou pela janela da biblioteca, desaparecendo no jardim dos fundos. Ela fugiu.Neste momento, o som de arrombamento da porta principal me fez girar. Era César.— Onde está ela?! — ele rosnou, armado.— Você não vai a lugar nenhum! — Eu gritei, segurando a arma que tirei de Natália
ALEX O chão sumiu sob meus pés. Luiz gritou a frase que eu estava esperando e temendo: “A Merlya está viva!” A revelação e a presença de Anahí e Luiz confirmaram minhas suspeitas mais sombrias. Natália era uma assassina. Ela tinha me baleado e forjado o desaparecimento da mulher que eu amava. — É mentira! — Natália berrou, sua voz fina e descontrolada. A máscara havia caído completamente. Em um movimento rápido e ensaiado, ela tirou uma arma de trás de um vaso de porcelana que estava na mesa de centro. O objeto, antes decorativo, agora era uma ameaça de morte. — Ninguém sai desta casa! — Natália apontou a arma, alternando entre mim, Anahí e Luiz. Minha mãe soltou um grito abafado e caiu no sofá. — Natália, pelo amor de Deus! O que você está fazendo?! — Eu tentei manter a calma, apesar do terror. — Estou garantindo minha vitória! Eu sou a mãe do seu filho! Você é meu! E você não vai estragar isso por causa daquela vadia que devia estar morta! — Você não vai tocar nele! — Anahí
NATÁLIA O volante tremia em minhas mãos, mas não era o carro; era a fúria. Aquele confronto caótico na casa da família de Merlya havia destruído meses de planejamento meticuloso. Anahí gritou a verdade: Merlya está viva.O fantasma não estava enterrado; estava à solta. E Miguel e aquela pirralha, Lua, sabiam. Pior: Alex estava no meio dessa teia, mesmo baleado.Eu parei o carro na entrada da minha mansão, meu palácio. O bebê estava no berço, dormindo. Minha sogra, a mãe de Alex, estava na sala, cuidando dele. A farsa tinha que acabar.Peguei meu celular e liguei para o número seguro de César.— Você falhou, seu incompetente! — Rosnei, mal controlando a voz.— O que aconteceu? — A voz dele estava tensa.— A falha que você me garantiu estar morta está viva! Merlya está viva! E a família idiota dela e aquela Anahí sabem! Eles arruinaram tudo!— Calma, Natália. O plano ainda pode ser salvo. Eu vou atrás dela.— Não! Não perca tempo. Venha para a mansão. Agora! Eu vou usar a nossa única v







