FAZER LOGINAmélia
Antes: Os policiais me levam com cara de raiva, eles me olham de uma maneira cheia de desprezo, minhas mãos estão cheias de sangue, assim como minhas roupas, o sangue daquele homem horrível que tentou me machucar, mas as pessoas acha que eu que sou perigosa porque apenas me defende agora estou dentro de uma viatura sendo levada a um destino desconhecido, minha tia ficou chorando em pleno e gritando para todo mundo que eu era um monstro, isso mesmo uma garota magrinha e frágil que sempre fui maltratada por esses dois agora me tornei um monstro. Sou levada para um lugar esquisito, era como se fosse uma escola, mas fechada cheia de grades e muros alto, os policiais para o carro em frente aos portões que se abrem E o carro entra, eles saem do veículo e depois abre a porta de trás e me tira lá de dentro, uma senhora com cara de malvada que mais parecia a Cruel lá, com seus cabelos brancos Se aproxima dizendo — Esta instituição são para meninas e não garotos, ela fala apontando para mim, eu pareço um menino já que meus cabelos estão curtos e sou bem magra mal tenho peitos como as outras meninas da minha idade, Estou usando um moletom masculino e ainda cheio de sangue — É uma garota, trouxemos ela aqui para você porque sabemos que pode consertá-la, esta menina acabou de matar um homem brutamente, se ela for julgada em outro lugar pode ser mandada para um lugar pior, e aqui eu sei que você vai fazer com que ela siga um bom caminho, consiga superar seus traumas Para poder voltar para a sociedade, um dos policiais fala e eu fico sem entender o que ele quer dizer com isso — Como uma garota franzina e fraca conseguiu matar um homem? a mulher pergunta pegando no meu braço e me olhando no fundo dos meus olhos. — Dona Morgana não sabemos, apenas que chegamos no local ela estava toda coberta de sangue e o homem estava morto esfaqueado, eu não sei o que levou ela a fazer uma coisa daquela, Não pareceu que foi uma coisa que ela planejou, Essa menina sofre abusos e violência doméstica há um bom tempo, Recebemos várias denúncias de uma vizinha que mora ao lado, mas não consegui me provar já que a tia dela tem um caso com delegado, por esse motivo vou deixar ela aos seus cuidados, temos certeza que você vai tornar ela uma moça decente, o policial fala essas palavras se despede da mulher e junto com um amigo entra na viatura e vai embora, enquanto eu fico paralisada de medo olhando para aquela mulher estranha que parece mais que está me analisando com o seu olhar — Qual é o seu nome menina? a mulher pergunta num tom neutro — Amélia senhora, respondo — Amélia de quê? a mulher torna perguntar — Amélia Mendes senhora, falo de cabeça baixa, Ela solta meu braço e diz — Venha vamos que eu vou te levar a seu quarto para você tomar um banho e jogar essas roupas fora que estão sujas de sangue, ela fala entrando e eu sigo ela morrendo de medo, Enquanto eu sigo ela para dentro da casa observo o lugar se é uma prisão não tens elas é certo as grades no muro alto lá fora no pátio, o lugar é como se fosse uma casa tem uma pequena sala e uma escada que leva para o andar de cima, a mulher caminha tão rápido que eu tenho que correr para acompanhar, ela sobe as escadas e eu a sigo sem dizer nenhuma palavra, no andar de cima tem um corredor com várias portas acredito que seja os quartos, ela caminha até quase o final do corredor e abre a porta de um quarto e diz você vai ficar aqui junto com a Letícia, vá tomar um banho tire essa roupa e coloque num saco de lixo, ela fala para mim e eu apenas concordo com a cabeça e depois se vira para a garota que está no quarto e diz arrume alguma coisa para ela vestir e amanhã eu providenciarei roupas para ela, a mulher fala essas palavras e sai do carto trancando a porta me deixando sozinha com uma garota, eu olho para jovem à minha frente que parece ter a minha idade embora seu corpo seja de uma garota, com seios grandes e grandes quadrinhos, seus cabelos são longos e pretos sua pele é morena um pouco mais escura que a minha, olhando para ela me faz lembrar uma Índia, Eu fico um pouco assustada afinal não tenho contato com meninas da minha idade, na escola todas me odiava — Oi meu nome é Amélia, falo estirando a mão me apresentando, para minha surpresa a garota aperta minha mão com um sorriso e diz — Meu nome é Letícia e acho que nós duas vamos ser ótimas amigas, ela fala rindo e eu não consigo acreditar que alguém queira ser minha amiga — O banheiro fica ali no meio do corredor, ela fala apontando para fora do quarto — Venha vou pegar umas roupas minhas e uma toalha e te levo ao banheiro, Rapidamente a garota pega as roupas uma toalha e o chinelo já que eu estava descalça e me leva para fora do quarto onde fica o banheiro, era como se fosse um vestiário vários box para tomar banho e outros para fazer as necessidades, tomo banho lavo o cabelo passo bastante sabonete para tirar o cheiro do sangue daquele homem horrível, quando eu acabo a garota está do lado da porta me esperando, me seco e começa a colocar minha roupa quando de repente algumas garotas entram — Gente olha quem está aqui é a esquisita, uma das garotas fala para Letícia que se encolhe um pouco com medo e diz — É bom vocês ficar longe de mim, porque a minha nova amiga Amélia acabou de matar um homem ela é muito perigosa e se vocês mexer comigo ela vai fazer a mesma coisa com vocês, ela fala com uma lábia muito grande e no mesmo instante veja as garotas tremer de medo, e uma das mais corajosas diz — Você está brincando não é? Nunca que a dona Morgana IA deixar uma garota perigosa aqui, a garota fala me olhando com certo medo e eu para ajudar a minha amiga falo — Acabei de matar um desgraçado que me irritou, se alguém cruzar o meu caminho vai ter o mesmo destino que o maldito, falo fingindo o cara de malvada e as meninas fica com medo e vão embora e eu e a minha nova amiga caímos na gargalhada.Ponto de vista de Amélia Às vezes, quando o silêncio toma conta da mansão, eu me pego olhando pela janela do quarto e lembrando de tudo o que passamos até chegar aqui. Cada cicatriz, cada lágrima, cada batalha… todas elas me trouxeram até este momento. E olhando para minha família, eu finalmente entendo o que significa vencer — não é sobre poder ou riqueza, é sobre ainda estar de pé, com as pessoas que se ama.Benjamin brincava no gramado, rindo alto enquanto corria atrás do cachorro, e nos meus braços, minha pequena Sofia dormia tranquila, com o rostinho sereno e os lábios entreabertos. Era impossível não sorrir. Ela parecia um anjo, completamente alheia ao mundo de sombras e pólvora em que nasceu.Maxin estava do lado de fora, conversando com Nikolai. Mesmo de longe, eu reconheceria aquele jeito firme e o olhar analítico. Ele nunca relaxava completamente — nem mesmo nos dias de paz. Era o instinto do homem que comanda uma máfia, mas também o do pai e marido que faria qualquer coisa
O sol da manhã iluminava a mansão Sokolov, mas dentro das paredes do imenso lar, a sensação era de alerta constante. Amélia despertou nos braços de Maxin, sentindo o corpo dele quente e firme contra o seu. O cheiro de pele e poder do marido misturava-se à segurança que apenas ele conseguia proporcionar. O trauma do sequestro ainda estava fresco, mas ali, deitada sobre o peito dele, Amélia sentiu pela primeira vez desde muito tempo uma sensação de paz — embora frágil, pois o mundo lá fora nunca descansava.Maxin a observava dormir por alguns segundos antes de inclinar-se para beijar seu pescoço, provocando arrepios que subiam até a nuca.— Bom dia, minha mulher… — murmurou, voz rouca, carregada de desejo e possessividade. — Pronta para enfrentar o dia comigo?Amélia sorriu, abraçando-o com força. Ela sentia o corpo ainda marcado pelo prazer da noite anterior, mas mais do que isso, sentia o vínculo profundo que os unia, uma mistura de amor, desejo e intimidade que ninguém poderia quebra
Maxin entrou em casa com Amélia nos braços, sentindo seu corpo ainda frágil pelo susto do sequestro e pelas feridas da batalha. Ela se segurava nele, respirando ofegante, os olhos arregalados de alívio e medo. Cada passo que ele dava era carregado de determinação e possessividade. Nada no mundo, nenhum inimigo, poderia tocá-la novamente.Assim que atravessaram a porta do quarto, Maxin a encostou suavemente contra a parede, mas com força suficiente para que Amélia sentisse o controle absoluto dele. Seus lábios colidiram com os dela em um beijo que era ao mesmo tempo reconfortante e faminto. A língua dele explorava a dela, exigente, e cada toque de suas mãos pelo corpo de Amélia provocava arrepios que a faziam derreter nos braços dele.— Você está viva… e nada vai te tirar de mim — murmurou ele entre os beijos, voz rouca e carregada de emoção e desejo. — Eu não vou mais deixar ninguém te machucar.Amélia o abraçou com força, sentindo a segurança que apenas Maxin conseguia lhe dar. O cor
O quarto estava um caos. Vidros quebrados, móveis virados, o som metálico de respiração pesada e o cheiro de sangue enchendo o ar.O chão de mármore já não refletia o luxo do hotel, mas o retrato de uma guerra pessoal.Maxim e Giovanni lutavam como dois animais selvagens. Nenhum deles pensava em honra — apenas em destruição.O russo avançou primeiro, rugindo, com o rosto coberto de suor e sangue. Giovanni tentou recuar, mas foi pego pelo colarinho e lançado contra a parede. O impacto o fez grunhir, cuspindo sangue.— Você achou mesmo que podia tocar nela e sair vivo? — rosnou Maxim, os olhos queimando.— Ela merece mais do que um bruto como você! — Giovanni respondeu com o sotaque carregado, rindo, mesmo ferido. — Ela precisa de alguém que saiba tratá-la como uma rainha, não como uma posse!Maxim o acertou com um soco tão forte que o italiano cambaleou. O ruído do impacto ecoou como um trovão. Giovanni tentou revidar, atingindo o maxilar de Maxim, mas o russo parecia não sentir dor.
O silêncio na mansão naquela manhã era quase estranho. Amélia havia acabado de deixar Benjamin na escola, como fazia todos os dias, e planejava retornar para uma reunião com Laís sobre a organização da próxima festa. Max estava trancado no escritório, lidando com números, aliados e decisões que sempre vinham acompanhadas de sangue. Tudo parecia dentro da rotina… até que não estava.Giovanni tinha esperado por esse momento. Depois de semanas observando os passos de Amélia, de enviar flores, convites e bilhetes ignorados, havia decidido que não podia mais perder tempo. Se Amélia não vinha até ele, ele a tomaria à força.No caminho de volta para a mansão, o carro de Amélia foi surpreendido. Dois veículos pretos surgiram dos lados da estrada estreita e obrigaram o motorista a frear bruscamente. Homens armados saltaram, mascarados, abrindo fogo contra os seguranças que escoltavam o carro.O som ensurdecedor dos tiros preencheu o ar, fazendo o coração de Amélia acelerar. Ela gritou para que
Amélia mal tinha conseguido fechar os olhos quando o sol já surgia pela janela do quarto de hóspedes. Ela ainda sentia o corpo dolorido e marcado da noite anterior. Maxin havia sido selvagem, incansável, um homem tomado pela fúria da reconquista. E, mesmo que sua mente gritasse contra, seu corpo havia se rendido por completo.O coração dela ainda batia acelerado, como se cada batida fosse um lembrete da entrega que tivera na noite passada.Ela se virou na cama, tentando se recompor, mas Maxin estava ali, sentado na beirada, com o olhar fixo nela. Seus olhos escuros tinham uma intensidade que parecia queimá-la viva. Ele não disse nada, apenas se inclinou, segurou o queixo dela e tomou sua boca em um beijo profundo, voraz, que a deixou sem ar.— Ainda não acabou, Amélia — ele murmurou contra seus lábios, a voz rouca e carregada de desejo. — Você é minha, e vou provar isso quantas vezes forem necessárias.Antes que ela pudesse responder, Maxin a puxou de volta para a cama, cobrindo-a com







