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Meu querido Omega 2

Author: MOBEJIDE
last update publish date: 2026-10-17 20:13:54

Em vez disso, ele persistiu, com as suas atenções a tornarem-se mais fervorosas do que antes. O seu foco era implacável, um assalto dedicado aos sentidos dela. O seu toque era profundo e perspicaz, explorando-a com uma intensidade experiente que parecia ao mesmo tempo disciplinada e devastadora.

De repente, ela percebeu que o seu próprio corpo a estava a trair, com as ancas a moverem-se contra a sua vontade, procurando mais do contacto dele. «Não, o que estás a fazer, Bia? Não…» A sua loba gritava impotente dentro dela.

Ela tentou invocar um novo sentimento de repulsa, mas estava demasiado exausta, mentalmente esvaziada. O seu rosto delicado contorceu-se quando uma onda de calor permeou todo o seu ser, concentrando-se com uma intensidade dolorosa no seu íntimo. Começou a tremer, lutando contra as convulsões que ameaçavam arrastá-la para o abismo.

Uma tensão aguda, quase dolorosa, apertou-lhe o peito, e sentiu uma nova onda de calor derramar-se sobre a língua dele. O homem interpretou isso como um incentivo, redobrando os seus esforços.

Uma sensação aguda e intensa percorreu-a enquanto ele agia, e sentiu os últimos fios do seu controlo a romperem-se.

«Alfa Simeon!», gemeu ela. O seu corpo arqueou-se. Ele agarrou-lhe a cintura, mantendo-a firme enquanto ela estremecia contra ele, o seu clímax uma inundação silenciosa que ela já não conseguia conter.

As mãos de Bianca cerraram-se, puxando inutilmente contra as cordas. Podiam ter sido minutos, mas para ela pareceu uma eternidade.

Sentiu os últimos pulsos enfraquecidos do seu clímax a dissiparem-se. Por fim, voltou a si. A respiração abrandou e olhou para baixo enquanto Simeon se afastava, com os lábios a brilhar. O rosto dele estava húmido com a essência dela, e os olhos fitavam-na com uma devoção que a gelava até aos ossos.

«Minha linda e doce Bianca. És um sabor do céu. Nunca me cansarei disso. Estou feliz por sermos companheiros.»

*«Quem me dera que te cansasses, seu sacana!»* Bianca quase lhe cuspiu essas palavras, mas conteve-se. Tinha de se comportar. A parte inteligente e calculista dela ainda via a fuga como uma opção. Nas últimas semanas, todas as tentativas tinham sido recebidas com fracasso e com a perda dos poucos «privilégios» que lhe restavam. Tinha sido reduzida a isto: imobilizada e exposta sempre que ele saía. Era humilhante. Era uma realidade que mal conseguia reconhecer.

«Vais obrigar-me outra vez?», perguntou ela, num tom cortante e acusatório. Por um momento, ele pareceu genuinamente magoado.

«O prazer não significa nada? Se é tão indesejado, porque é que te abriste para mim, Bianca? Porque é que me recebeste de braços abertos? Porque é que o teu corpo reagiu tão bem?»

Tecnicamente, ela poderia tê-lo impedido. Tinha os pulsos amarrados, mas os tornozelos estavam livres. Poderia ter-se fechado em si mesma. Poderia ter-lhe dado um pontapé. Porque é que não o tinha feito?

Disse a si própria que apenas tinha cedido ao inevitável. Tinha estado a entrar no jogo. Não significava nada. Não realmente.

Ainda assim, não era essa a questão! Com as suas emoções em conflito, o seu lobo zombou: *«Se estiveres sempre a entrar em conflito com o Simeon, como é que alguma vez vais reconquistar a confiança dele?»*

Ela desviou o olhar com um suspiro e, em seguida, voltou a olhar para ele. Ele estava a virar-se.

«Ia sugerir que me ajudasses a cozinhar hoje. Tenho uma nova receita de lasanha que achei que seria divertido fazermos juntos», disse Simeon. «Mas agora vejo que não estás com disposição. Vou deixar-te a descansar e venho buscar-te quando a comida estiver pronta.»

«Por favor, espera», balbuciou Bianca, com o rosto a suavizar-se. «Desculpa. Não foi isso que quis dizer. Só… desamarra-me e eu ajudo-te.» Simeon olhou para ela com atenção e, em seguida, abanou a cabeça.

«Acho que não. Consigo ver a rebeldia nos teus olhos. Não estás sincera quanto a querer passares tempo comigo. Ainda não quebrei a tua resistência. É uma pena.» Ele afastou-se da cama. O desespero apoderou-se dela. Por isso, disse a única coisa que sabia que o poderia deter.

«Leva-me.»

Simeon ficou paralisado.

Bianca lambeu os lábios. «Quero-te. O prazer que me dás… significa mesmo alguma coisa. Sei que não és completamente mau. Parte de ti preocupa-se, à tua maneira distorcida. Estou… estou cansada de lutar, está bem?»

Ela fez questão de relaxar a postura, oferecendo-se. «Então, vai em frente. Depois, desamarra-me e deixa-me ajudar-te. Não vou tentar fugir. Dou-te a minha palavra.»

Será que ia funcionar? Ela rezou para que a sinceridade no seu rosto fosse suficiente. Ela falava a sério, na parte em que dizia não acreditar que ele fosse totalmente mau. Não o odiava, por mais que todos os direitos e a razão gritassem que devia…

Ele esfregou o queixo, lançando-lhe um olhar avaliador. Inclinou-se, os dedos traçando um percurso suave e experiente que a fez suspirar. Ela fechou os olhos, permitindo que o prazer se manifestasse claramente no seu rosto enquanto ele a tocava com cuidado deliberado.

«Dás-me a tua palavra? Sem tentativas de fuga?», murmurou ele, inclinando-se parcialmente sobre a cama. Uma mão continuava a sua exploração suave, enquanto a outra subia para lhe acariciar o rosto, com o polegar a acariciar-lhe a bochecha.

«Dou-te a minha palavra, Alfa Simeon. Por favor.»

O musculoso Alfa levantou-se de repente. A fome nos seus olhos intensificou-se, brilhando com algo mais do que humano. Tirou a roupa com movimentos eficientes, sem nunca tirar o olhar dela.

Em breve, estava tão nu quanto ela. A sua graça crua e predatória era inegável. Um grunhido baixo ressoou no seu peito e a Bianca estremeceu.

Ela não conseguiu deixar de observar enquanto ele se juntava a ela na cama, o corpo dele uma linha de calor e tensão sobre o dela. Olhou-o nos olhos enquanto ele se acomodava entre as suas pernas. A morena esbelta suspirou ao senti-lo unir-se a ela, um deslizar suave e possessivo que lhe roubou o fôlego.

«Mmm. Querida, pareces uma deusa», rosnou Simeon junto ao seu ouvido, com a voz rouca. «Se provar-te foi o paraíso, então isto… faltam-me as palavras.» Ele moveu-se, afastando as ancas apenas para avançar novamente com um ritmo forte e deliberado.

Bianca fitou-o nos olhos, perdida na cadência implacável dos seus movimentos. Ela arqueou-se contra ele, tentando conciliar o que estava errado com a resposta inegável e primitiva que ele despertava nela. Ele estava a possuí-la — selvaticamente, sim, e contra os fragmentos da sua vontade que ainda gritavam em protesto.

«Alfa Simeon… por favor, desamarra-me os pulsos. Por favor», implorou ela. Os olhos dele brilharam de desconfiança, as mãos a fecharem-se sobre as dela, que estavam amarradas.

«Desculpa, querida. Sabes que não posso. Aproveita a viagem, amor. Amo-te tanto.» Ele inclinou-se para a beijar, e ela aceitou o beijo, retribuindo-o com uma fome repentina e voraz que os surpreendeu a ambos.

Os seus corpos moviam-se em uníssono, o mundo a reduzir-se ao calor partilhado, ao colchão a tremer, ao ritmo sincopado da sua união. Ele movia-se com uma resistência implacável, passando meia hora num turbilhão de sensações onde o pensamento se dissolvia no sentimento.

Quando o seu ritmo começou a enfraquecer, aproximando-se do seu próprio clímax, Bianca já não conseguia negar o fogo que ele tinha acendido dentro dela. A sua própria contenção estava a desmoronar-se, a sua loba a despertar perigosamente perto da superfície.

Ela estava ofegante, perdida no ritmo dele, quando os movimentos dele se tornaram frenéticos, para depois se acalmarem com um último e profundo estremecimento. Ele desabou sobre ela, o seu peso uma âncora pesada e quente.

Durante um longo momento, só se ouvia o som da respiração ofegante de ambos no quarto silencioso.

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