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Meu querido Omega 3

Autor: MOBEJIDE
last update Fecha de publicación: 2026-10-17 20:15:24

Ela beijou-o avidamente, as suas bocas fundiram-se enquanto os seus corpos permaneciam intimamente unidos. Sentiu o gemido baixo a vibrar do peito dele para o seu.

O corpo dele ficou tenso, uma última e estremecedora onda de prazer percorreu-o antes de ele cair suavemente em cima dela.

Um braço suportou o seu peso enquanto ele beijava-lhe a têmpora e, em seguida, aconchegava-se à curva do pescoço dela.

Bianca suspirou ao senti-lo amolecer dentro dela. Para ser sincera, uma parte dela tinha-se deleitado com a intensidade. Um calor novo e doloroso floresceu no seu íntimo, um apelo silencioso por mais que a envergonhava.

Este momento frágil após a intimidade, brutal na sua origem, apresentava-lhe agora uma oportunidade perfeita.

«Alfa… podemos conversar?»

Simeon arqueou as sobrancelhas.

«Tens de me desamarrar. Depois, quero que conversemos.»

«Bianca», disse ele, com um tom de advertência a surgir, «podemos conversar muito bem assim como estamos. Diz o que precisas de dizer.» Ele olhou para ela, com os corpos ainda unidos.

«Não, não consigo falar contigo assim. Por favor», insistiu Bianca. De repente, os seus olhos encheram-se de lágrimas genuínas. Ela não conseguia viver assim — completamente prisioneira. A paciência não a tinha levado a lado nenhum. «Por favor», sussurrou ela, com lágrimas a escorrerem-lhe pelas bochechas. «Nem sequer vou sair desta cama, mas imploro-te, Simeon, pelo bem da minha sanidade mental. Se me queres mesmo, por favor, faz isto. Não sabes como é doloroso estar completamente indefesa. Nem sequer conseguir mexer-me.»

O rosto de Simeon suavizou-se. «Eu sei, minha querida Omega. Muito bem, até. Não faço isto porque quero. Apenas por necessidade.»

«E se eu enlouquecer? Se perder a razão por causa disto, ficarás feliz? Por teres uma casca vazia? Ou queres-me a mim? Queres a Bianca, a tua companheira?» Ela conteve um soluço. «Se não me deres a mais pequena oportunidade de ganhar a tua confiança, aonde é que isto vai levar? Torna-se uma profecia auto-realizável. Em vez de melhorar, só vou piorar. Por favor. Confia em mim pelo menos isto. Prometo que não vou tentar fugir.»

Simeon olhou para a mulher nua à sua frente durante um longo momento de silêncio. Suspirou. «Já prometeste isso antes. Mentiste. Tentaste fugir cinco vezes. Desiludiste-me todas as vezes.»

A mente de Bianca corria a mil. Ela inclinou-se para a frente, beijando-o mesmo com as lágrimas a brilharem-lhe no rosto. «Eu sei que sim. Sei que não mereço a tua confiança, mas estou a pedir-te isto porque estou desesperada. Olha-me nos olhos. Será que sou eu a estar desesperada para fugir? Ou será que já ultrapassei essa fase — apenas desesperada para manter a minha sanidade mental? É isso que deves perguntar a ti próprio. A dor é tão grande neste momento que nem conseguiria pensar em fugir, mesmo que quisesse. Só preciso de um pouquinho de liberdade. Preciso disto, Alfa. Tão muito.»

«Chama-me pelo nome que me deste na primeira noite em que estivemos juntos», disse Simeon de repente.

«O meu lobo grande e forte», sussurrou ela. «Podes, por favor, desamarrar-me?»

O rosto de falcão de Simeon ficou pensativo. Ele afastou-se da cama e voltou com uma pequena faca. Com precisão cuidadosa, cortou cada laço, atirando as cordas desfiadas para o lado. Bianca sentou-se, esfregando os pulsos. A sensação do sangue a voltar parecia um milagre. Ela ofereceu-lhe um sorriso hesitante.

«Obrigada.»

Ele acenou com a cabeça, mas os seus olhos permaneceram semicerrados, vigilantes. Ele não confiava nela. Parecia um predador pronto para atacar. Ela tinha de o desarmar.

«Toma. Deixa-me… limpar-te», disse ela, baixando a voz até um murmúrio sedutor. Inclinou-se, a boca percorrendo a pele dele com atenção deliberada e demorada. Sentiu-o estremecer sob os seus cuidados.

Para sua satisfação, sentiu-o agitar-se novamente contra os seus lábios. Levou-o à boca com uma fome voraz, as mãos deslizando para agarrar os músculos firmes das suas coxas. Noutra vida, reconheceu o seu eu primitivo, tê-lo-ia escolhido livremente. Havia nele um magnetismo cru e inegável.

«Bianca», rosnou ele, «estás a fazer muito mais do que limpar.»

Ela limitou-se a olhar para ele por entre as pestanas, os seus movimentos tornando-se mais dedicados, mais avassaladores. Concentrou-se inteiramente na sensação, no sabor, no poder de provocar esta reação nele. Manteve-o bem fundo até que um sabor fresco e salgado lhe tocasse a língua, depois afastou-se, tossindo ligeiramente.

«Que tal?», perguntou ela com um sorriso irónico e ofegante.

Simeon ficou a olhar para ela, momentaneamente atordoado. Antes que ele pudesse reagir, a mão dela já o envolvia novamente, com um toque leve como uma pena e provocador.

«Parece que alguém está pronto para mais uma ronda», murmurou ela, talvez de forma um pouco demasiado convincente.

De repente, a desconfiança ensombrou-lhe o rosto. Com um esforço visível, ele conteve o fogo no seu olhar. «Ainda não, querida. Vou lá abaixo preparar a nossa refeição. Fica aqui, na cama — como prometeste. Está claro?»

Bianca acenou com a cabeça, surpreendida com o genuíno lampejo de gratidão que sentiu. Ele estava a deixá-la sozinha, sem restrições. Era um começo.

«Sim. Vou ficar. Prometo.» Decidida a recompensar a sua pequena concessão, deixou a própria mão deslizar para baixo, tocando-se com movimentos circulares lentos e deliberados. «Não demores muito.»

Os olhos dele brilharam com um desejo renovado enquanto observava. Ela perdeu-se no ritmo, imaginando que era ele, deixando que uma nova onda de excitação se intensificasse no seu íntimo. A respiração falhou-lhe, o corpo arqueou-se fora da cama enquanto ela se levava a um clímax silencioso e trémulo. O ar ficou pesado com o aroma do seu desejo.

O Alfa desconfiado observava, e parte da suspeita desvaneceu-se do seu olhar ardente. Inesperadamente, ele voltou-se para a cama. Bianca teve um momento para registar a sua renovada disposição antes de ele a virar com firmeza de frente para a parede.

«Coloca as mãos na cabeceira.»

Mal teve tempo de obedecer, ajoelhando-se no colchão, antes de o sentir a pressionar-se contra ela por trás, unindo-os mais uma vez com uma penetração suave e possessiva. Ele movia-se com um ritmo rude e impetuoso, uma mão firme na nuca dela, a outra a trabalhar entre as suas pernas em contraponto aos seus movimentos.

«Sua raposinha esperta. Pensaste que eu iria simplesmente embora depois de um espetáculo como aquele?», rosnou-lhe ele ao ouvido.

«Oh… sim», suspirou ela, entregando-se às sensações. «Meu lobo grande e forte», gemeu ela, assumindo o papel que sabia que ele queria, sem saber ao certo se as suas palavras eram estratégia ou rendição.

Ela entregou-se à sensação dele, à cadência implacável que afastava qualquer pensamento coerente.

Uma libertação poderosa e inesperada percorreu-a, provocada pela força bruta da posse dele. Pouco depois, ele seguiu-se com um gemido gutural, o corpo a estremecer contra as costas dela.

Com um suspiro final e exausto, ele afastou-se. Observou-a por um momento antes de lhe dar uma palmada carinhosa na anca. «Mmmm. Volto já, pequena Omega. Não te esqueças da tua promessa.»

Pegou na faca e nas compras abandonadas e saiu, o som da chave a girar na fechadura a ecoar no silêncio repentino.

Sozinha, Bianca envolveu os joelhos com os braços, encostando-os ao queixo. Pensou na confiança precária que acabara de conquistar, no próximo pedaço de liberdade que teria de merecer.

De uma forma ou de outra, encontraria um caminho para se aprofundar ainda mais nas suas graças cautelosas. Encontraria uma forma de ser livre.

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