FAZER LOGINO ronco abafado do motor da SUV blindada era o único som constante enquanto deixávamos os limites de Piemonte para trás. A estrada escura se estendia diante de nós, engolida pela névoa fria do fim de tarde italiano. Eu observava os relatórios no tablet, mas a minha mente estratégica já estava calculando os próximos passos logísticos. Eu precisava de um QG temporário, um lugar neutro onde pudesse coordenar os meus homens da Bratva sem interferir diretamente na rotina da Cosa Nostra.
Desviei os olhos da tela e quebrei o silêncio, ajustando a postura no banco de couro. — Vou ligar para o Sergei e pedir para prepararem uma suíte presidencial em um hotel de luxo no centro de Milão — comentei, a voz saindo no meu tom pragmático de sempre. — Fica mais fácil centralizar as comunicações com Moscou de lá. — Nada disso — Massimo respondeu imediatamente, sem sequer hesitar ou tirar os olhos da rodovia à sua frente. — Você vai ficar hospedado na mansão. Eu olhei de soslaio para ele, arqueando uma sobrancelha em um claro sinal de descontentamento com aquela intromissão na minha logística. — Não quero atrapalhar a sua rotina, Massimo — argumentei, soltando um suspiro baixo. — Você levou aquela garota para morar lá, não foi? A Chiara. Não preciso de uma civil cruzando o meu caminho enquanto monitoro uma zona de guerra. — Você não vai atrapalhar em nada, Matteo. Esqueça o hotel — Massimo sentenciou, virando o rosto por um breve segundo para me encarar com seriedade. — A mansão é a nossa base de proteção máxima na Itália. É fortificada, segura e tem quartos e alas suficientes para abrigar um exército inteiro se for necessário. Você é meu irmão de armas. Você e seus homens ficam lá e ponto final. Dei um sorriso de canto, sabendo exatamente com quem estava lidando. A teimosia daquela família era lendária. — Você não vai aceitar um "não" como resposta, vai? — Você me conhece há anos, Matteo. Sabe muito bem que não — ele retrucou, relaxando minimamente os ombros. — Tudo bem, então — cedi, guardando o tablet na pasta de couro. — Eu fico na mansão. Mas se a sua mulher começar a reclamar dos meus hábitos russos, o problema é seu. — Ela não vai reclamar. A viagem de volta para Milão levou pouco mais de duas horas, durante o caminho, Massimo me explicou que iríamos direto para a propriedade principal dos pais dele. Ele havia organizado um jantar para aquela noite; seria a apresentação oficial de Chiara para o restante da família. Assim que o comboio de SUVs cruzou os imensos portões de ferro e estacionou diante da fachada imponente da mansão Capone, a porta do carro foi aberta. Giuseppe, o mordomo que servia àquela linhagem há décadas com uma lealdade canina, nos recebeu no topo das escadarias com a sobriedade e a elegância de costume. — Senhor Massimo, Senhor Matteo. Bem-vindos — Giuseppe saldou, curvando a cabeça de forma respeitosa. — O Senhor Capone os aguarda ansiosamente no escritório principal. — Olá, Giuseppe. Obrigado. É muito bom vê-lo novamente em plena forma — respondi, dedicando ao velho funcionário um aceno genuíno enquanto caminhávamos para o interior aquecido da propriedade. Deixamos os nossos sobretudos na entrada e fomos direto pelos corredores de mármore até a ala executiva. Massimo bateu duas vezes na porta de madeira pesada e entramos. Vittorio Capone estava sentado atrás da sua enorme mesa de carvalho maciço. O terno perfeitamente alinhado e a expressão facial totalmente impenetrável mostravam que, mesmo tendo passado o comando para o filho, ele ainda guardava a aura de um verdadeiro Capo. Vittorio se levantou, nos cumprimentou com um aperto de mão firme e um aceno curto, e caminhou até o aparador de cristal. Ele serviu três doses generosas de um uísque escocês envelhecido e nos entregou os copos. — Ao acordo do Norte — Vittorio disse, erguendo o seu copo na nossa direção. — Soube que vocês esmagaram a audácia daqueles cães de Piemonte. — E ao Adrian — completei, erguendo o meu copo logo em seguida, trazendo a memória do nosso terceiro pilar para o centro daquela sala. Brindamos em absoluto silêncio. A bebida desceu queimando forte pela garganta, trazendo um calor necessário, mas o peso da ausência de Keller ainda era uma corda amarrada no pescoço de todos ali. Sentamos nas poltronas de couro para discutir os relatórios que Sergei e Damon estavam cruzando sobre os radares do Mediterrâneo. No entanto, apesar da extrema gravidade da conversa e dos próximos passos estratégicos da investigação, percebi que a mente de Massimo não estava totalmente focada no debate. Ele batia os dedos na poltrona e checava a tela do celular a cada dois minutos. Arqueei uma sobrancelha, observando a clara inquietação do dele. — Está tudo bem, irmão? — perguntei, interrompendo a análise de uma rota de satélite. Massimo piscou, guardando o aparelho no bolso do paletó e se levantando de prontidão. — Está sim. Com licença, senhores — ele disse, a voz subitamente mais apressada. — Ela acabou de chegar à propriedade. Vou buscá-la. Assim que a porta se fechou atrás de Massimo, deixando-me sozinho com o patriarca, o ambiente no escritório mudou instantaneamente. O silêncio ficou tenso. Vittorio soltou uma lufada de ar pesada, colocou o copo de uísque com força sobre a mesa e balançou a cabeça negativamente. — Eu não estou nada satisfeito com essa situação, Matteo — Vittorio disparou, sem rodeios, revelando a linha de pensamento que vinha guardando. — Essa garota que o Massimo trouxe... Ela não pertence ao nosso meio. Não conhece as nossas regras, não foi criada sob as nossas tradições e não tem a menor estrutura psicológica para suportar o peso do sobrenome Capone. É uma civil ingênua. Permaneci em silêncio, apenas escutando o desabafo do velho leão. — Você sabe muito bem como as coisas funcionam na máfia, Matteo — Vittorio continuou, caminhando até a janela e olhando para o pátio. — Nós temos mulheres dentro da nossa própria dinastia, como a jovem filha de um dos nossos aliados, que foi criada, moldada e educada desde o berço para servir a homens importantes e poderosos dentro da organização. Mulheres que sabem aceitar o sangue, o perigo e o segredo. O Massimo está jogando fora uma oportunidade de ouro de consolidar um casamento dinástico forte por causa de um capricho estúpido. Dei um longo gole no meu uísque, processando as palavras duras de Vittorio. Eu entendia o ponto de vista dele; na Rússia, a lógica era exatamente a mesma. Mas eu também conhecia Massimo. Sabia que tentar arrancar Chiara dele à força só resultaria em uma guerra interna que a Tríade não podia se dar ao luxo de ter agora. — Dê uma chance a ela, Vittorio — falei, a minha voz saindo calma e ponderada, tentando agir como a voz da razão ali dentro. — Conheça a garota primeiro antes de condenar a escolha do seu filho. Eu conheço o Massimo. Se ele bateu o pé e a trouxe para dentro desta mansão blindada, é porque ela tem algo diferente. Ele não é um homem que se curva por fraqueza. Vamos observar como ela se comporta no jantar de hoje. Vittorio me olhou por cima do ombro, a expressão ainda severa, mas acabou assentindo levemente com a cabeça, reconhecendo que o meu conselho estratégico fazia sentido prático. — Você sempre foi o cérebro dessa parceria, Matteo — ele resmungou, caminhando de volta para a mesa. — Espero que esteja certo. Porque se aquela garota for um ponto fraco, os inimigos vão farejar. Conversamos por mais alguns minutos sobre os esquemas de segurança periférica da propriedade e sobre a movimentação dos soldados russos que Sergei havia alocado nas proximidades da mansão. Quando o relógio marcou o horário do início do jantar, Vittorio guardou os papéis trancados no cofre, ajeitou a lapela do paletó e fez um sinal com a mão. — Vamos para a sala principal — ele determinou. — Está na hora de ver o tamanho do problema que o meu filho arrumou para nós. Saímos do escritório lado a lado, caminhando em direção à grande sala de estar, onde as luzes de cristal já estavam acesas e os primeiros passos do restante da família começavam a ecoar pelo casarão.POV: Giulia BianchiDepois de desligar a chamada de vídeo com a Sofia logo cedo, fiquei com um aperto enorme no peito. Saber que o senhor Vittorio tinha falecido naquele tiroteio horrível me deixou em choque. Sofia parecia exausta e abalada, e ver a dor na voz da minha amiga me destruiu. Mas eu sabia que não adiantava nada ficar parada alimentando caraminholas na cabeça. Para afastar a ansiedade e a sensação de impotência que me rondavam, decidi me mexer. Não existe remédio melhor para aliviar a cabeça do que colocar a casa em ordem.Caminhei até a lavanderia da minha casa, recolhi as roupas sujas do cesto, algumas camisetas, calças jeans e vestidos e joguei tudo dentro do tambor da máquina. Coloquei o sabão em pó, o amaciante com cheiro de lavanda no compartimento correto e programei o ciclo normal de lavagem. O barulho da água enchendo o reservatório me deu uma leve sensação de rotina e normalidade, algo que eu estava precisando desesperadamente depois de uma madrugada tão tensa.Vo
— Eu posso imaginar... A dona Aurora sempre foi tão ligada ao seu pai — Giulia comentou, balançando a cabeça na tela. — E o seu irmão? E o Matteo? Como eles estão lidando com isso? O Massimo deve estar furioso. — Você já conhece o Massimo — respondi, fechando os olhos por um segundo enquanto deixava a água lavar meu rosto. — Ele não demonstra muito por fora, fica com aquela cara fria de sempre, mas por dentro eu sei que ele está planejando acabar com quem fez isso. E o Matteo... bom, o Matteo esteve comigo a noite quase toda. Ele tentou me acalmar de todas as formas. — O Matteo é um amor com você, Sofia. Que bom que ele está do seu lado nesse momento — disse Giulia, dando um sorriso fraco para me confortar. — Se você precisar que eu vá aí, ou se quiser conversar mais tarde, é só me ligar, tá? Não fica guardando tudo para você. — Pode deixar, Gi. Obrigada por me ligar. Me ajudou muito ouvir sua voz logo cedo — sorri de leve, pegando a toalha e me secando enquanto saía do box. — Vou
POV: Sofia Capone Fechei a porta do quarto de Matteo com extremo cuidado, segurando a maçaneta até ouvir o clique suave do fecho. O corredor longo da mansão parecia ainda mais silencioso do que quando passei por ele minutos atrás. Ajeitei o moletom no meu corpo, sentindo os cabelos ainda um pouco úmidos nas pontas. A sensação do toque de Matteo e o peso da nossa entrega continuavam pulsando na minha pele, mas a realidade daquela noite brutal não demorou a me alcançar. A cada passo discreto que eu dava no corredor, a lembrança do olhar de dor da minha mãe e o silêncio pesado da casa voltavam a pressionar meu peito. Caminhei na ponta dos pés, me esgueirando para não fazer barulho. No final do corredor, perto da grande escadaria que dava para o hall, vi a silhueta de dois guardas armados. Um deles era Sergei, que mantinha a expressão séria e os olhos atentos a cada canto do corredor. Passei por eles mantendo a cabeça baixa, apenas ouvindo o murmúrio baixo e respeitoso das saudações. —
Ouvir aquilo da boca dela me fez esquecer qualquer prudência. Cheguei a posicionar a cabeça do meu pau gozado na entrada do cuzinho dela e comecei a empurrar devagar. A cabeça do meu membro começou a entrar, e Sofia soltou um gemido manhoso e dolorido. Parei no mesmo instante e perguntei: — Está doendo, minha gostosa? — Só um pouco... porque você é muito grande — ela respondeu, tentando relaxar o corpo. Tirei o pau e introduzi um dedo lambuzado com o meu próprio gozo na entrada dela. Sofia gemeu gostoso com a invasão. Fui lubrificando o canal com calma, usando a minha porra, e devagar introduzi um segundo dedo. Sofia foi à loucura com a sensação, rebolando devagar contra a minha mão. — Eu estou pronta, Matteo... — ela sussurrou, a voz trêmula. Comecei a esfregar a cabeça do meu pau na entrada lubrificada do seu anel, gemendo bem baixinho perto da nuca dela enquanto distribuía beijos quentes na sua pele. Não tive como resistir. Sofia gemia e rebolava, empurrando a bunda para trás
Ouvir Sofia dizendo que ia gozar daquele jeito me fez intensificar ainda mais as chupadas. Levei a minha mão esquerda ao seio esquerdo dela, apertando a carne macia enquanto a minha língua trabalhava sem parar na sua boceta melada. Percebi o corpo dela tremer inteiro, a perna tentando se manter firme contra o chão escorregadio, enquanto ela gemia sem conter o som. — Goza na minha boca, Sofia. Vai, goza para mim — ordenei contra a pele sensível dela. Não demorou nada. Bastou ela ouvir o meu comando para que seu corpo entrasse em espasmos. Sofia gozou forte, e eu suguei cada gota do seu gozo com vontade, saboreando aquele momento. — Boceta gostosa do caralho! — rosnei, limpando os lábios com as costas da mão. Esperei alguns segundos para que ela se recuperasse do clímax e a virei de costas para mim. Ajeitei suas mãos para que ficassem apoiadas na parede de mármore do banheiro e afastei as pernas dela, deixando-a bem aberta na minha direção. Ajoelhei-me novamente atrás dela e voltei
POV: Matteo Volkov Estávamos nos beijando debaixo do fluxo contínuo e quente do chuveiro, um beijo profundo que parecia a única coisa capaz de afastar o peso daquela noite trágica. Quando nos afastamos lentamente para tomar ar, Sofia baixou os olhos e olhou para o meu corpo nu. A água morna começava a dissolver as manchas escuras de sangue que salpicavam a minha pele, mas algumas marcas mais secas insistem em ficar grudadas no meu Peito e nos meus ombros. Eu a vi esticar a mão pequena e pegar o sabonete em barra na saboneteira do box. Sofia criou uma espuma densa e cheirosa entre as suas mãos e começou a passar a espuma macia pelo meu corpo, empenhada em tirar cada vestígio daquela noite. Começou devagar, deslizando as palmas ensaboadas pelos meus ombros largos, sentindo com a ponta dos dedos os meus músculos tensos e rígidos sob o seu toque. Desceu as mãos com o sabonete pelo meu peito, limpando cada centímetro de pele com um cuidado quase sagrado, e depois passou pela minha barrig







