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8 - Vivendo juntos

مؤلف: Anuka
last update تاريخ النشر: 2026-10-14 06:30:34

Rayane

Então chegámos na casa dele, que por sinal nem é muito longe da Universidade. É uma casa geminada com um pequeno jardim na entrada.

Ele saiu do carro, foi abrir a porta, daí voltou, abriu a minha porta e mais uma vez me pegou no colo. Enquanto me carregava para dentro como se eu não fosse nada, me olhou e falou.

-Amanhã compro uma cadeira de rodas e umas canadianas para quando tiveres o braço melhor. Por enquanto, eu levo-te pela casa se for necessário. Também irei comprar os analgésicos da receita, mas se tiveres algumas dores durante a noite, diz-me, que eu tenho alguns em casa.

- Tudo bem. - mas não tava tudo bem, meu coração batia descontrolado com a proximidade.

Ele me levou para um quarto, me colocou na cama e voltou ao carro para pegar as sacolas. Depois, me ajudou a ir ao banheiro, onde tratei da minha higiene e me troquei. Quando o chamei para sair, ele já me esperava com uma bandeja e um prato quente de chili. Ele estava me dando a sua comida; certamente era por remorso, ainda assim fiquei sensibilizada pelo gesto.

- Precisei ser atropelada para comer o meu chilli.

Rimos os dois, aí ele pegou meu celular e salvou seu número e chamou para ele salvar o meu.

- Se precisares de alguma coisa é só ligar, vou deixar o telemóvel com som para poder acordar, se eu não atender logo continua a ligar. Eu estarei no quarto ao lado.

- Certo, obrigada.

- Eu sei que não dá para desfazer o que já está feito. Mas quero que saibas que eu sinto muito e irei ajudar-te em tudo o que for necessário. Não te preocupes com a tua trotinete, quando estiveres melhor eu compro-te outra.

- Obrigada.

- Boa noite.

- Boa noite.

ARTUR

Quando voltei para casa com todas as compras e o almoço, encontrei a Rayane no mesmo lugar onde a tinha deixado: na cozinha, sentada a estudar. Gosto de ver o seu compromisso. Falámos um pouco de manhã e percebi que ela está a tirar Biologia Marinha; falei sobre o meu projeto no hotel e sobre a minha ideia de implementar excursões marítimas a partir do hotel com a ajuda do novo cais. Ela achou muito interessante e deu-me dicas valiosas relativamente aos pontos de interesse da vida marítima na zona.

Quando não estamos a discutir, até temos uma boa conversa, e o seu sorriso acaba comigo completamente; eu ainda não a tinha visto sorrir como a vi esta manhã a falar do seu curso. E agora, quando chego a casa, sou contemplado por mais um dos seus maravilhosos sorrisos ao receber-me. Oh, Céus, podia acostumar-me a isto. Rapidamente balanço a cabeça, como se a ideia pudesse sair da minha cabeça tão facilmente.

- Então, comprei um frango assado para o nosso almoço. Tive de passar no escritório e tirei uns dias para te poder ajudar.

Aluguei uma cadeira elétrica e um carro adaptado por 3 semanas, penso que deve ser suficiente para o teu braço recuperar, e então já poderás usar as canadianas.

- Tudo certo, não precisa se preocupar mais.

- Claro que preciso, hoje deves descansar, mas amanhã é melhor passar no teu trabalho para entregar o papel do acidente e da baixa médica.

- Mesmo eu trabalhando a recibos verdes?

- Vou ligar a um amigo meu, espera.

RAYANE

Quando ele terminou a chamada e nós conversámos, o meu mundo parecia que ia acabar, parece que eu não ia ter direito a receber na minha baixa, pois pedi isenção inicial, que tem a duração de 1 ano. Agora estou lascada.

- O que eu faço da minha vida, o dinheiro que eu tenho não vai dar para pagar a minha casa e a universidade. O que é que eu faço?

- Então, uma vez que eu sou o responsável pela tua situação. Podes perfeitamente ficar aqui em casa até estares completamente restabelecida e voltares a trabalhar.

- Eu sinceramente não queria ter que depender da sua generosidade, mas vou ter que aceitar, não tem jeito. Lamento ter que impor a minha presença desse jeito.

- Não te preocupes, e podes sentir-te em casa. Mi casa es su casa.

Disse sorrindo, voltou-se e foi preparar o almoço enquanto eu arrumava os livros. Almoçámos em silêncio pois a fome era grande.

Durante a noite, acordei com dores e vontade de ir no banheiro; tentei subir sozinha na cadeira, mas tive que desistir e ligar para ele me ajudar. Chamei três vezes e ele atendeu, sua voz meio sonolenta, e falou: "Estou a ir". Quando entrou no meu quarto só de cueca e com cara de zumbi, eu quase engasguei com a minha saliva. Não posso negar que ele era lindo, até mesmo acabando de acordar. Meio que em modo automático, me pegou no colo e me levou no banheiro. Senti seu calor e seu cheiro, que parecia bem mais forte que o normal. Quando abri a porta do banheiro, mancando, o vi deitado na minha cama. Chamei até ele voltar a acordar.

- Estás pronta?

- Sim, só preciso tomar o analgésico, acordei com um pouco de dor.

- Ok, vou buscar água e um iogurte, não o deves tomar com o estômago vazio.

- Obrigada.

Quando ele voltou seu rosto estava um pouco mais desperto, me deu o iogurte e o analgésico com um copo de água. Depois de pousar o copo, me pegou no colo de novo, olhou nos meus olhos por um momento parecia que ia dizer alguma coisa, mas desistiu e me colocou de volta na cama, me ajudou a tapar com o lençol e nossos olhares se cruzaram de novo. Ele se aproximou de mim bem devagar, e quando estava bem perto, quando seus lábios estavam a poucos centímetros dos meus. Eu botei a mão na boca dele.

- Você não está pensando em usar a minha situação para se aproveitar de mim, pois não?

Seus olhos se arregalaram.

- O quê? Claro que não! Eu só....

- Você o quê? Achou que eu seria fácil? Pois eu não sou não, não sou igual a essas meninas fáceis que você está habituado não. E se falou que eu podia ficar aqui com essa intenção, pode esquecer que isso não vai acontecer. Eu não me relaciono com playboy.

- Eu já disse que não sou nenhum playboy, tu percebeste tudo mal.

- Não, eu acho que entendi tudo perfeitamente bem, agora por favor saia do meu quarto, aliás do seu quarto.

- Tu não sabes de nada.

Se levantou bruscamente e saiu do quarto batendo um pouco a porta. Nunca tinha visto ninguém bater a porta de forma tão elegante. É, rico é outro nível mesmo.

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  • Atropelada Pelo Herdeiro Playboy   10 - O jantar

    ARTUR Estou dentro da universidade à espera que a Rayane chegue; ela teve a última aula e, pelo que me disse, adaptou-se bem à cadeira. Entretanto, já dei uma palavrinha com a pró-reitora, que por acaso era minha conhecida, e ela assegurou-me que a Rayane iria ter toda a assistência necessária nestas próximas semanas. Quando ela chega, eu abro a porta lateral e ela sobe com a cadeira. Realmente dá muito jeito toda esta tecnologia, tem sido mais fácil ajustar os meu horários de trabalho com as aulas de Rayane. Quando chegámos a casa, e Rayane pediu-me ajuda para ir à casa de banho; realmente deve ser complicado orientar-se sem um braço e uma perna. Pediu película aderente para tapar o gesso, pois queria tomar banho. Quando fui à cozinha, reparei que o Guilherme já estava a preparar o nosso jantar. — Vou só ajudar a Rayane a enfaixar a perna para tomar banho e já venho ajudar. — Não precisas, eu tenho tudo controlado. É melhor aproveitares e tomares um banho também, porque estás

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