FAZER LOGINSelena - Narrando. Dois dias havia se passado desde aquele parto.Foi um dos momentos mais incríveis e preocupantes da minha vida.Alice havia desmaiado devido sua pressão arterial que havia subido mais do que o normal. Graças aos céus, a ambulância chegou a tempo, fazendo o resgate.Nós a acompanhamos e só no dia seguinte, depois que eles foram para o quarto, viemos para casa, deixando minha madrasta os acompanhando no hospital.Essa era a primeira vez que eu pude dormir sossegada, sem medo do que viria a seguir.Tudo parecia estar em paz.Me movi sobre a cama, sentindo o meu lado vazio. – Acho que comemorei cedo demais!Me sentei, encontrando o quarto vazio.Senti meu coração falhar por um instante, com medo de que algo acontecesse, mas ao tocar os pés no chão, a porta do quarto foi aberta.Philip sorriu enquanto passava por ela, segurando uma bandeja com o café da manhã.—Já acordou? Pensei que ficaria mais um pouco na cama. Até trouxe café para você. – Assim que ele falou, se apr
Selena – NarrandoO disparo ecoou por todo salão, fazendo com que todos gritassem e se abaixassem.Philip havia se colocado na minha frente e tudo foi rápido demais.De repente, o mundo ficou em câmera lenta.—Philip! Philip! – Gritei, vendo-o se virar para me olhar.—Você se machucou? – Ele perguntou, me olhando espantado.Passei os olhos pelo meu corpo, depois para o dele e balancei a cabeça em negação.E ao olhar para frente, vi Verônica caída no chão.—Deem espaço!—Chamem a ambulância! – As pessoas gritavam desesperadas.—Saiam do caminho! – Alguns policiais pediram, indo até ela.A cena me deixou em choque.Steven se aproximou, guardando a arma dentro da roupa.—Caldwell. Selena. Vocês estão bem? – Ele perguntou, fazendo Philip assentir e o dar alguns tapas no ombro.—Obrigado Stev! – Disse Philip, o olhando nos olhos.Steven assentiu e foi até Verônica e os outros policiais, resolverem o resto enquanto Philip me tirava dali.Entramos no carro dele e ele não disse nada.O clima
Philip Caldwell – Narrando.Meu grito ecoou por todo o salão, mas já era tarde.Verônica já tinha a agarrado pelo braço, puxando-a contra si.—SE AFASTEM! – Verônica gritou, puxando a faca de dentro do sobretudo, encostando a lâmina contra o pescoço de Selena.Naquele momento, engoli seco, sentindo meu corpo estremecer.Não. Minha mulher, não!—Ninguém se aproxima, ou eu acabo com ela! – Verônica falou, apertando a lâmina contra o pescoço de Selena, fazendo um fio de sangue escorrer. —Se alguém der um passo, eu acabo com ela!O salão inteiro congelou.As câmeras agora tinham outro foco. – Verônica e Selena.Eu não consegui me mexer.Meu corpo estava paralisado, meu coração estava batia tão forte, que eu podia ouvir o sangue pulsando no meu ouvido.Estendi a mão, olhando nos olhos de Verônica.—Verônica, se acalme. Vamos conversar! – Pedi, tentando dar um passo. —Solte ela!—FIQUE AÍ, DOUTOR! -Gritou ela, com histeria. —Você não sabe o que eu passei. Não sabe o que vocês dois fizeram c
Philip Caldwell – Narrando.O salão da coletiva estava lotado.Havia jornalistas por todas as partes, de todas as emissoras de tv.Eles se aglomeraram, apontando suas câmeras para o palco onde eu estava, apontando microfones, prontos para me atacar.Eles cochichavam entre si, julgando o meu caráter, mas eu permanecia firme, com os olhos percorrendo a multidão.Steven estava ao meu lado, fazendo o mesmo.—Já providenciaram tudo? – Perguntei para ele sem me virar, vendo-o se aproximar.—Sim, senhor. Os seguranças já estão todos a postos.—Então vamos começar! – Falei, vendo-o ligar o telão.Olhei para os jornalistas, fazendo um sinal com as mãos para que todos se sentassem.—Boa noite a todos. – Falei, vendo o lugar ser tomado por um silêncio agoniante. —Eu, Philip Caldwell, estou aqui para responder todas as perguntas e esclarecer o ocorrido.Uma jornalista levantou a mão e eu apontei para ela, dando um sinal para que falasse.—Senhor Caldwell, o senhor confirma as acusações de assédio
Philip Caldwell – Narrando.Assim que Selena falou, arqueei uma sobrancelha para ela, olhando-a confuso.E por um segundo, um fio de esperança surgiu em mim.—Você a conhece? – Perguntei, tampando o microfone para que a mulher não escutasse.Selena rapidamente, pegou um papel e uma caneta e escreveu:“Continue falando com ela”.—O que você quer dessa vez? – Perguntei, ouvindo a mulher sorrir.—O que eu sempre quis. Desde o começo, mas eu já vi que você não cai em jogos de seduções e chantagens. Por isso, tive que jogar pesado.Assim que ela falou, travei o maxilar, apertando o celular com força.—Você tem ideia do que me fez? Você sabe quanto tempo demorei para construir a minha carreira, para você destruir brincando? – Li o que Selena escrevia.A mulher sorria, satisfeita.—Claro que sei. E ainda é muito pouco.Selena continuou a escrever, me pedindo para ler.—O que você quer? Quanto quer para acabar com isso?Meus olhos encontraram os de Selena, e ela moeu os dedos, pedindo para qu
Selena – Narrando.Desliguei o telefone, segurando o aparelho contra o peito, enquanto eu olhava para o jardim, da janela do quarto.—Sele...- Alice chamou, se aproximando. —Você viu o que está acontecendo com o Philip?Assenti, sem me virar.—Isso já está me irritando. – Falei, sentindo a mão dela tocar meu ombro. —Quem será que está armando isso?—Pelo que eu conheço, para a notícia estar se espalhando rápido demais, é necessário usar várias contas.Assim que Alice falou, me virei para a olhar, arqueando uma sobrancelha.—Ela não é um polvo. Então, isso se trata de uma rede?Alice assentiu.—Lembra quando aconteceu algo parecido no final do ensino médio?Assim que ela perguntou, me lembrei de um caso de difamação, quase idêntico ao que estava acontecendo.Um grupo de pessoas, foram até uma lanhou-se com contas recém-criadas e fizeram o mesmo com um agarota, acusando-a de dormir com um professor.Assim que me lembrei, respirei fundo, me sentindo irritada.—Precisamos de um plano para







