LOGINAssim que saiu do prédio, Ali foi diretamente à loja onde Hanna trabalhava. Entrou discretamente e se aproximou dela.— Vim avisar que vou buscar você mais tarde para jantarmos.Hanna abriu um sorriso, visivelmente feliz.— Está acontecendo alguma coisa?— Não, não é nada. Só preciso conversar com você.— Então está bem.Ali se despediu dela e saiu da loja. Em seguida, começou a pesquisar lugares para onde poderia levar Hanna para passear.Em Nova York, Irina ainda estava na escada quando Richard se aproximou, preocupado com a tontura que ela havia sentido.— Não, não pode ser — disse Irina, ainda pensando na possibilidade levantada por Amy.Richard segurou sua mão, ficando ao lado dela para apoiá-la enquanto descia os degraus.— Richard, o que está fazendo? Estou bem. Foi só uma vertigem ou uma queda de pressão. Não comi direito e está calor.— Seja o que for, você não deve descer a escada sozinha. Vamos, vou levar você ao médico.— Richard, não precisa.— Não pode continuar assim. E
Yassi subiu as escadas quase correndo. Dentro do escritório, apreensivo, Eilan esperava pelo pai. Não havia ouvido a conversa do lado de fora.— Bem... — começou Emir, dando a volta na mesa e se sentando na cadeira diante do filho, que não desviava os olhos dele. — Conte-me o que aconteceu.— Aquele menino é um idiota.— Só isso? — Emir ergueu as sobrancelhas.— Sim.— Você bateu nele apenas porque ele é um idiota?— Eu não bati nele. Bem, sim, eu o empurrei. Minha vontade era acertá-lo, mas não fiz isso.Emir ficou observando o filho por alguns instantes.— Então me diga. Você não o empurrou simplesmente porque ele é um idiota. O que mais aconteceu?— Não aconteceu mais nada — respondeu Eilan.— Certo. Não aconteceu nada, então?— Não é suficiente?— Não, não é. Nem para uma pessoa comum, muito menos para o filho de um emir, sair batendo ou empurrando os outros simplesmente porque são idiotas. Se ele é um idiota e você o empurra por isso, o que isso faz de você?— Um covarde? Eu não
Um a um, os filhos foram se acomodando à mesa. Maya observava enquanto fazia mentalmente as contas de quantas crianças havia ali.Emir entrou pela porta e ficou olhando para ela por alguns instantes. Ao perceber sua expressão pensativa, aproximou-se e brincou:— Está calculando os gastos?Maya virou o rosto para ele, arregalando os olhos.— Precisamos conversar mais tarde.— Por Alá! Que não seja por causa dos damascos ainda!— Não. É pior do que isso — respondeu ela.Emir a encarou por um instante.— Por Alá! Posso pelo menos almoçar?— Deve.Os filhos acompanharam a troca de palavras, entreolharam-se e sorriram. Emir e Maya se sentaram, e o almoço prosseguiu tranquilamente.Eilan nem imaginava que o pai já sabia da confusão no colégio. Estava tranquilo, pois, depois de ouvir Maya dizer que precisava conversar com Emir, deduziu que o pai não teria tempo para lhe dar uma bronca.Yassi, por outro lado, estava sem jeito. Enquanto comia, evitava olhar para Eilan, que, de vez em quando, l
No colégio, a chegada das crianças chamou a atenção. Elas perceberam os cochichos e os olhares, mas, como Emir e Maya as haviam orientado, fingiram não notar.Na hora do intervalo, Yasmin e Yassi saíram da sala e caminhavam em direção ao refeitório.— Vou na frente pegar a bandeja — disse Yasmin.— Certo. Preciso ir à biblioteca entregar este livro.Yassi caminhava pelo corredor quando um garoto de outra turma a abordou, parando à sua frente.— Por favor, me deixe passar — pediu ela, com a voz baixa e delicada.— Onde você vai, novata? De que família você é?— Vou à biblioteca. Só me deixe passar, por favor.— Sempre tão obediente... Perfeita para casar.Yassi arregalou os olhos.— O que tem debaixo desse véu? — perguntou ele, levantando a mão para tocá-la.Assustada, Yassi se afastou e deixou o livro cair.— Vamos, deixe apenas que eu olhe. Você devia me agradecer.— Não me toque!Antes que qualquer um dos dois pudesse perceber o que acontecia, passos rápidos se aproximaram e, de rep
Maya ficou em casa, sentindo-a estranhamente vazia. Fazia alguns dias que Youssef não vinha vê-la. Pegou o celular e ligou para ele.— Onde você está? — perguntou assim que ele atendeu.— No trabalho. — Preciso falar com você.— Aconteceu alguma coisa? Aquele Emir fez...— Não, Emir não fez nada. Quero falar com você.Youssef, que estava olhando algumas planilhas, consultou o relógio.— Em meia hora estarei aí. Tem mais alguém em casa?— Não. Traga Amine, se não estiver ocupada.— Ela está dando aulas para Ada agora de manhã.— Bem, então deixe-as. Venha você.Maya desligou o telefone e voltou para a cozinha. Era ali que colocava seus pensamentos em ordem, onde parava para sentir e pensar sobre o que estava sentindo.Emir atravessou a cidade. Quando se aproximou do palácio, ainda havia alguns jornalistas teimosos. Tirou o celular do bolso.— Quinze minutos. Não quero um jornalista na minha porta, e não estou brincando. Avise que, se eu vir algum, serão punidos.Do outro lado, ouviu u
Na manhã seguinte, pouco depois do café da manhã, o assistente de Emir chegou. Estacionou o carro em frente à casa e começou a retirar algumas caixas do porta-malas. Um dos seguranças se aproximou para ajudá-lo e, aos poucos, os dois começaram a levar as compras para a cozinha.Maya estava preparando uma massa quando viu a primeira caixa entrar. Afastou-se um pouco da bancada para dar passagem, mas logo veio outra, seguida de mais uma. Quando percebeu que as caixas não paravam de chegar, ficou olhando, sem entender como uma simples lista de compras poderia ter resultado em tudo aquilo.Olhou para Amim, que brincava com Esra ali perto.— Amim, vá chamar seu pai no escritório, por favor.O menino se levantou imediatamente e saiu correndo.Emir estava sentado à escrivaninha, examinando alguns documentos, quando o filho apareceu à porta.— Papai, Maya está chamando você na cozinha.Emir ergueu os olhos e, por um instante, ficou olhando para o menino. Não precisou perguntar o motivo. Imagi







