Mag-log inEla continuou observando a tela por mais alguns segundos antes de sorrir.— Não temos um bebê.— O quê? — Ada perguntou, ansiosa.— Temos dois. São gêmeos. Parabéns.Ada ficou olhando para ela.Depois virou lentamente o rosto para Samir.Ele parecia completamente perdido.— Dois? — perguntou.A médica sorriu.— Dois.Samir olhou para a tela novamente, como se precisasse confirmar que havia entendido.Ada começou a rir em meio às lágrimas.— Samir...Ele voltou a olhar para ela e apertou sua mão.— Dois...— Sim.A médica terminou o exame e explicou alguns cuidados.— Como são dois bebês, a senhora deverá ter mais cuidado e repousar. Vamos acompanhar a gestação com atenção.Ada assentiu.Samir também, com uma seriedade tão absoluta que a médica quase sorriu novamente.Quando saíram da sala, Ali se levantou imediatamente.Olhou primeiro para Ada, depois para Samir.— E então?Samir permaneceu sério por alguns segundos.— São gêmeos.Ali arregalou os olhos.— Dois?— Dois.O sorriso dele
Emir passou boa parte do dia no escritório e almoçou por lá. Havia recebido um recado dos irmãos de Soraya e, como havia prometido, concedeu-lhes o patrocínio de que precisavam, adquirindo cinco por cento das ações do novo poço que pretendiam perfurar.Já era fim da tarde quando retornou ao palácio.As crianças estavam brincando no quintal, e Emir permaneceu com elas por algum tempo antes de entrar. Ao chegar à sala, não viu Latifa.— Onde está Latifa?— Está em casa, senhor.Emir esperou que dissessem mais alguma coisa, mas ninguém disse.Olhou ao redor. Os empregados pareciam estranhos, mais calados do que o habitual. Achou aquilo um pouco incomum, mas não perguntou.Na hora do jantar, Latifa não desceu.Depois de algum tempo, Emir pediu ao filho mais velho que fosse chamá-la. O menino subiu e retornou pouco depois.— Ela disse que não está com fome.Emir continuou o jantar com as crianças. Quando terminaram, subiu as escadas e foi até o quarto de Latifa.A porta estava trancada.Lá
No hospital, Samir arregalou os olhos ao ouvir claramente uma voz feminina ao fundo.Emir olhou para Maya e sorriu.— Parabéns, meu filho. É uma bênção.Maya levou as duas mãos à boca, percebendo tarde demais que Samir a ouvira.Houve um pequeno silêncio do outro lado.— Pai?— Sim?— É tia Maya que está aí?Maya arregalou os olhos e imediatamente fez sinais para Emir negar.O sorriso dele aumentou.— Sim. É sua tia Maya que está aqui. Ela quer lhe dar os parabéns.Maya balançou a cabeça depressa.Emir simplesmente estendeu o telefone para ela.Ela recuou as mãos, recusando-se a pegá-lo.Emir insistiu, aproximando ainda mais o aparelho.Maya lançou-lhe um olhar contrariado, mas acabou pegando o telefone.— Samir, meu filho, que Alá te abençoe, que abençoe Ada e o filho de vocês. Eu gostaria de fazer um jantar para anunciar seu filho. Quando quiser, é só avisar. Faremos uma mesa farta.— Claro, tia Maya. Ada ficará muito feliz.— Então fale com ela. Que Alá proteja vocês.Maya se despe
Emir saiu do palácio acompanhado apenas pelo motorista. Antes de seguirem para a feira, pediu que o homem parasse e conseguiu uma túnica comum, bem diferente das que costumava usar.O motorista olhou para ele pelo retrovisor.— Senhor?— Quero apenas dar um passeio.Quando chegaram, Emir desceu do carro.— Fique aqui.— Senhor, talvez seja melhor eu acompanhá-lo.— Não é necessário.O motorista assentiu, embora nada satisfeito. Observou Emir se afastar em direção à feira e sentiu um arrepio. Se alguma coisa acontecesse com ele enquanto estivesse andando sozinho por ali, estaria em maus lençóis.No palácio, Latifa tomava o café da manhã sozinha. Os filhos terminavam de comer e, um a um, deixavam a mesa para seguir para a escola.Ela permaneceu diante da mesa farta, olhando ao redor.Em outro ponto da cidade, Soraya falava ao telefone.— Sim, vou enviar. Mas tem que ser no mais absoluto sigilo. Não podem nos ligar a isso.Ouviu a resposta do outro lado e sorriu.— Claro. Anônimo. Não pr
Pouco antes de Samir sair, Ada acordou. Parecia melhor, e ele permaneceu alguns minutos ao lado dela, certificando-se de que realmente estava bem antes de partir para a reunião.No caminho, Samir olhou para Ali.— Volte para o hotel e fique com Ada. Não precisa me acompanhar.— Senhor?— Ficarei com o porta-voz e os seguranças. Quero você no hotel.Ali assentiu.— Sim, senhor.Quando ele voltou, Ada já havia se levantado. Comeu alguma coisa, embora bem menos do que teria admitido caso Samir perguntasse.Em Dubai, no fim da tarde, Youssef e Amine chegaram à casa de Maya. Enquanto ela terminava algumas coisas na cozinha, Amine se sentou com os irmãos de Youssef para ajudá-los com as tarefas.Entre uma pergunta e outra, as crianças começaram a contar sobre o dia na escola.— Nós vimos o Emir hoje.Na cozinha, Maya continuou mexendo a panela, mas sua atenção imediatamente deixou o que estava fazendo.— Na escola? — perguntou Youssef.— Sim. Ele foi lá de manhã.Maya ficou de orelha em pé.
Emir chegou ao palácio com uma pasta nas mãos. Assim que o viu entrar, Latifa foi rapidamente ao seu encontro.— Emir.Ela se aproximou para beijá-lo, mas ele se esquivou quase naturalmente, sem sequer parecer perceber o que havia feito.Latifa franziu a testa.— Estou cansado — foi tudo o que ele disse.Os olhos dela desceram para a pasta que ele carregava.— O que é isso?— Documentos.— Da separação?Emir apenas assentiu.Um sorriso surgiu imediatamente nos lábios de Latifa. Emir percebeu, e ela tratou de mudar a expressão, assumindo uma aparência pesarosa.Ele não disse nada. Apenas seguiu até o escritório e entrou.Latifa permaneceu olhando até a porta se fechar. No instante seguinte, fez um pequeno gesto de comemoração e subiu as escadas quase correndo.Na casa dos irmãos, Soraya caminhava de um lado para o outro, irritada.— Você ficou com um belo dote, e ele ainda deixou uma carta — disse um dos irmãos.— Temos um poço precisando de patrocinador, e ele já sinalizou que será um







