تسجيل الدخول— Você acha mesmo que, depois de tudo o que passamos essa semana, eu esconderia o assassino da sua mãe? Acha que estou passando pano para o homem que destruiu a minha cabeça e quase fez a gente ser enterrado junto?Ele deu mais meio passo, o peito colando no meu.— Quero respostas tanto quanto você, Viola. Mas ajo com fatos, não com histeria que coloca a porra do nosso pescoço na mira dos outros.O peso daquelas palavras bateu no meu peito. Eu sabia que ele não mentia sobre ter acabado de receber o relatório, mas a ferida aberta da morte de minha mãe não me deixava recuar.Um chiado fino estalou perto do meu quadril. Olhei para a minha mão, o celular ainda estava com a chamada ativa.— Viola?! — O grito de Angela vazou pelo viva-voz, distorcido. — Que conversa é essa?! O que esse desgraçado está fazendo aí com você?!William desviou os olhos da minha cara direto para o aparelho, a fúria endurecendo os traços dele.— Sobe para o quarto e vai descansar. Estou ocupado.A dor da dispensa
A turbina do jatinho zumbia constantemente, cortando o céu escuro.William não tirava os olhos da tela do tablet. A cada atualização enviada por Bryce, o maxilar dele travava com mais força.— Nada — a voz de Bryce cortou a cabine, áspera. — O desgraçado apagou o rastro no segundo em que desligou o terminal.Apoiei o queixo na palma da mão, encarando a tela do meu celular. O tédio me pesava no peito. Abri o aplicativo de mensagens, digitei um recado para a minha tia avisando do pouso, mas apaguei antes de enviar. Fazer surpresa na porta dela seria melhor; ver o abraço da família sem protocolos armados me devolveria um pouco de ar limpo.Abri um livro digital na tela. A vista cansou em dez minutos. O enjoo leve e o cansaço das últimas semanas cobraram a conta; fechei os olhos e apaguei contra a poltrona de couro.Uma mão grande e quente tocou o meu ombro num aperto firme.— Viola, acorda. Chegamos.Pisquei devagar. A luz da tarde italiana entrava pelas janelas ovais. O jatinho já estav
WILLIAMColton engoliu em seco, virou as costas num tranco desajeitado e mancou para o portão lateral, resmungando palavrões baixos até o barulho do motor ecoar no pátio.Não confiei. Nem na dor dele, nem na rota de entrega. Logan não seria a minha única via. Eu ia cruzar cada registro por fora.Desci novamente para a área de descarte.Parei diante da mesa de ferro, onde o cadáver do homem do beco estava estirado. Calcei um par de luvas cirúrgicas com um estalo seco de látex, peguei a lanterna e puxei a cabeça fria do morto para o lado. A lâmpada branca focou direto na nuca marcada por tinta escura.A câmera granulada mentiu.A adaga não estava envolvida por teias, nem abraçada pelas patas da aranha. A ponta de aço atravessava o abdômen do aracnídeo de cima a baixo, partindo a carcaça ao meio. Era o símbolo de um caçador de aranhas, não da própria teia.Quem desovou Regina naquele território queria uma guerra imediata entre os Cunningham e os homens do norte.— Joga essa carniça no in
Dei um passo lento até a poça de sangue que ele cuspiu.— Se a cadeira não é minha, é de quem? Do Cameron?O traidor soltou uma gargalhada rouca, o peito subindo e descendo com violência:— Aquele velho covarde não merecia merda nenhuma! Centenas de nós morreram naquela guerra só porque ele resolveu abrir as pernas da putinha da sua mãe!O mundo apagou.Girei o corpo, arranquei a tesoura cirúrgica da bancada e dei dois passos largos com a lâmina pesada voltada para a garganta dele.O homem não recuou. Trancou os pés no concreto, flexionou os joelhos e jogou o tronco todo para a frente num tranco desesperado. As correntes do teto oscilaram na folga de um palmo. A carne dos pulsos dele rasgou nos ganchos, mas o peso do corpo arrebentou o elo lateral enferrujado.— Você devia ter morrido naquela noite, Cunningham! — o traidor berrou, o braço esquerdo solto chicoteando a corrente pesada direto contra a minha cabeça. — Você! Não a Olivia!O metal rasgou o ar. Um corpo bateu no meu ombro nu
VIOLAFechei a porta do quarto com as costas. Tirei o vestido em três movimentos rápidos, vestindo a camisola de seda curta. Meu estômago dava nós. Queria um momento perfeito, uma caixa com laço, algo que apagasse o cheiro de pólvora daquela semana. Mas não dava mais para esperar. A verdade queimava na ponta da língua.Subi na cama. O colchão afundou com o peso de William.O braço dele cruzou a minha cintura num tranco possessivo, puxando-me contra o peito nu. A barba por fazer raspou na minha têmpora.Virei o rosto e colei minha boca na dele. O beijo começou lento, mas os dedos dele desceram firmes pela minha coxa, levantando a seda, quentes, subindo em direção ao meu quadril com uma fome que me fez prender a respiração.Segurei o pulso dele antes que avançasse.— William, espera. Preciso te falar uma coisa séria.Ele parou a mão na minha virilha, os olhos pretos cravando nos meus na penumbra.— O que foi? Está com dor?Puxei o ar. Meu coração bateu na garganta.— Não, eu só... eu e
Larguei a caixa no chão e puxei Annabella contra o meu ombro. Ela desabou num soluço mudo, os dedos finos apertando o tecido do meu vestido.— Ele é um idiota insensível, Annabella. Um idiota cego.— Nunca deixei de amar aquele desgraçado, Viola — desabafou contra o meu pescoço, o ar cortado. — Nem por um maldito dia.Afastei o corpo dela devagar, segurando seus braços.— E o Dexter? Como você aguentou ficar com ele esse tempo todo?Annabella soltou uma risada nasalada, limpando o rímel com as costas da mão trêmula.— O Dexter é gay, Viola.O ar travou nos meus lábios. Pisquei três vezes seguidas.— Como assim o Dexter é gay? Mas ele é o pai do Theo!— O Dexter nunca encostou um dedo em mim — ela me encarou, os olhos azuis arregalados na penumbra do salão.A imagem de Annabella congelada quando Bryce se aproximou da criança, O Theo ter certa semelhança com os mesmos olhos e cabelos pretos... tudo colidiu na minha cabeça num estalo brutal.— O Theo... — minha voz mal saiu. — O Theo é d







