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Capítulo 40 - Alessia

last update Data de publicação: 2026-05-09 21:00:36

Acordar sozinha na imensidão daquela cama de casal foi como ser atingida por um balde de água gelada, mas o calor que ainda emanava dos lençóis contava uma história diferente. Rolei para o lado, encontrando o travesseiro onde a cabeça de Damiano estivera. O cheiro dele — sândalo, o frescor do banho e algo puramente masculino — ainda estava ali, impregnado nas fibras do tecido.

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  • Casamento Forçado com o Underboss    Epílogo

    Três anos depoisO sol do fim de tarde sobre os subúrbios de Chicago trazia uma tonalidade dourada que eu, por muito tempo, julguei que nunca mais veria. Caminhei calmamente pelo piso de madeira da varanda, segurando as saias do meu vestido longo e fluido de seda azul, apreciando o perfume suave de jasmim que emanava do meu jardim. Ali, na calmaria da nossa casa, o silêncio não era mais o prelúdio de uma ameaça ou o eco de um cativeiro. Era a mais pura paz.Olhei para o jardim bem cuidado e meu coração se aqueceu com a imagem que vi. Aos quatorze anos, Caterina havia se tornado o verdadeiro orgulho desta casa. Ela era inteligente, carismática, gentil e muito atenciosa. Ela corria pela grama, rindo alto enquanto tentava segurar dois furacões idênticos de apenas dois anos. Meus filhos gêmeos, Matteo e Tomás, seguiam os passos dela com suas pernas gordinhas e aquela energia inesgotável que puxaram do pai, embora toda vez que se olhassem no espelho encontrassem os meus próprios olhos azui

  • Casamento Forçado com o Underboss    Capítulo 78 - Damiano

    Seis Meses DepoisSeis meses haviam se passado desde a noite em que o cimento do porto engoliu o último vestígio do passado de Alessia. Seis meses desde que assumi a liderança absoluta da nossa organização, enterrando a velha guarda e reescrevendo as regras com o meu próprio sangue. O dia na sede da Família havia sido longo, uma sucessão interminável de reuniões com os chefes de área e os novos street bosses que agora respondiam diretamente a mim. O peso da coroa da Oufit nunca ficava mais leve, mas era o preço que eu pagava de bom grado para manter o império seguro.Estacionei o utilitário na entrada da agora mansão em que morávamos e saí, desatando o nó da gravata escura com uma das mãos. O cansaço pesava em meus ombros, uma tensão acumulada que parecia se dissipar apenas quando eu cruzava os limites daquela propriedade.Ao caminhar em direção à lateral da casa, o som de risadas suaves flutuou pelo ar da tarde. Na varanda dos fundos, o cenário que encontrei me fez parar por um ins

  • Casamento Forçado com o Underboss    Capítulo 77 - Damiano

    A manhã nasceu cinzenta, com uma névoa espessa cobrindo a cidade de Chicago e filtrando uma luz pálida pelas frestas das cortinas de veludo. Levantei-me antes que o sol estivesse completamente alto, tomando o cuidado de colocar um travesseiro no lugar do meu corpo para que Alessia não despertasse com a minha ausência. Ela ainda dormia um sono profundo e pesado, as marcas arroxeadas sob os olhos denunciando o preço físico do trauma recente.Tomei um banho rápido, vesti um terno sob medida cinza-escuro, uma camisa preta e dispensei a gravata. Abotoei as abotoaduras de ouro com o brasão da família e, antes de sair do quarto, parei ao lado da cama, depositando um beijo suave na testa da minha mulher. Ela murmurou algo incompreensível e se encolheu mais sob os lençóis.Ao descer as escadas, o silêncio da penthouse era diferente do da noite anterior. Havia uma tensão elétrica no ar, uma expectativa palpável dos soldados que faziam a guarda nos corredores. Quando me viam passar, a postura de

  • Casamento Forçado com o Underboss    Capítulo 76 - Damiano

    O trajeto de volta para a mansão principal foi governado por um silêncio absoluto, denso e cortante como o gume de uma lâmina recém-afiada. Dentro do utilitário blindado, o ar-condicionado trabalhava no máximo, mas o ambiente parecia sufocante, impregnado com o odor metálico que insistia em se desprender das minhas roupas e da minha pele.Ao meu lado, Alessia mantinha os olhos fixos na janela lateral, observando as luzes distantes da cidade passarem como borrões dourados na escuridão da noite. Sua mãe, Valentina, estava no banco de trás, silenciosa e em estado de transe ao que parecia. Alessia insistira em trazê-la junto para que não ficasse sozinha na casa, com todas as memórias desagradáveis. O corpo de minha esposa, antes rígido pelo choque, agora parecia desprovido de qualquer sustentação, como se a gravidade estivesse pesando o dobro sobre seus ombros. Minha mão esquerda, livre das manchas mais grossas de sangue que eu havia limpado rapidamente com um lenço antes de sairmos, rep

  • Casamento Forçado com o Underboss    Capítulo 75 - Damiano

    O som da carne sendo esmagada já não parecia mais real. Era apenas um eco opaco e abafado nas paredes daquele quarto decrépito, um ritmo mecânico que ditava o compasso exato da minha própria fúria. Meus nós dos dedos colidiam repetidamente contra o osso já desfigurado daquele maldito, mas a dor nas minhas mãos era completamente anestesiada pela descarga brutal e violenta de adrenaline que corria nas minhas veias. Eu queria destruí-lo. Queria arrancar, pedaço por pedaço, a existência do homem que ousara respirar o mesmo ar que a minha mulher e a minha filha. Aquele desgraçado ousara feri-las, ousara tocar no que era sagrado para mim, e na porra do meu mundo, isso era uma sentença de morte,. O som do sangue espirrando a cada novo golpe desferido começou a perder o propósito, misturando-se à poça escura que já se expandia pelo piso.De repente, meus pulmões arderam como se estivessem em chamas. A exaustão física finalmente quebrou a névoa vermelha e densa que nublava minha mente, agindo

  • Casamento Forçado com o Underboss    Capítulo 74 - Alessia

    O grito da minha mãe foi como um estopim. Antes que eu pudesse pensar, meu pai avançou com a fúria de um animal selvagem. Seus braços se ergueram, prontos para me esmagar, e por um instante o mundo inteiro pareceu se reduzir ao espaço entre nós dois.A arma pesava nas minhas mãos, mas não tanto quanto o peso da decisão. Eu não podia hesitar. Não dessa vez.— PARE! — gritei, o som rasgando minha garganta.Ele não parou.O disparo ecoou no quarto como um trovão. O recuo da pistola me sacudiu, o cheiro de pólvora invadiu minhas narinas, e por um segundo eu não soube se havia acertado ou não.Meu pai cambaleou, os olhos arregalados, e levou a mão ao ombro. O sangue escorreu rápido, manchando a camisa branca. Mas o olhar dele... não era de dor. Era de ódio puro.— Você... — ele rosnou, a voz grave e carregada de incredulidade. — Você realmente atirou em mim?Atrás da porta, ouvi minha mãe soltar um soluço de alívio misturado ao terror.Eu mantive a arma firme, mesmo com os braços tremendo.

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