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Capítulo 9

Author: Vesper Shaw
O ar no quarto estava carregado de tensão.

Naquele instante, a porta do camarim abriu-se do lado de fora.

Luca entrou. Vestia um terno preto perfeitamente cortado, com uma rosa branca na lapela — por completo o chefe calmo e seguro que eu passara a conhecer.

O seu olhar percorreu Brian, detendo-se por um segundo, depois voltou-se para mim, e toda a rigidez dos seus olhos transformou-se em ternura.

Não fez perguntas. Simplesmente atravessou o quarto, pôs um braço ao redor dos meus ombros
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    O ar no quarto estava carregado de tensão. Naquele instante, a porta do camarim abriu-se do lado de fora. Luca entrou. Vestia um terno preto perfeitamente cortado, com uma rosa branca na lapela — por completo o chefe calmo e seguro que eu passara a conhecer. O seu olhar percorreu Brian, detendo-se por um segundo, depois voltou-se para mim, e toda a rigidez dos seus olhos transformou-se em ternura. Não fez perguntas. Simplesmente atravessou o quarto, pôs um braço ao redor dos meus ombros e inclinou a cabeça para me olhar. — Você está bem? Eu acenei e encostei-me nele. — Estou. Luca ergueu o olhar para Brian. E o ar pareceu congelar com o frieza do seu olhar. Brian endureceu sob aquele olhar. Pude ver isso na forma como os seus ombros se travam e a respiração ficou presa. O ambiente tornou-se pesado, carregado de um aviso que não precisava de palavras. Luca discou um número. Menos de um minuto depois, dois guardas apareceram na porta, esperando a ordem. — Levem-no daq

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    Desci do carro e o mordomo já me esperava debaixo do pórtico. Finalmente, eu voltava para a casa onde não punha os pés há anos. — Senhorita Rossi. — O mordomo fez uma reverência. — Seu pai está esperando na biblioteca. Eu acenei e o segui para dentro da mansão. O som dos meus saltos ecoava no piso de mármore do vestíbulo. Aquele som me levou de volta a outra época: quando eu ainda era uma menina de trancinhas, correndo por esses corredores com os joelhos ralados e uma risada que ricochete ava nos tetos altos. Meu pai, o chefão da máfia da família Rossi, ficava sentado na poltrona de couro ao lado da lareira, e o seu rosto severo suavizava no instante em que me via. Pegava-me no colo e dizia: “Minha filha vai encontrar a felicidade um dia. E quem quer que se atreva a fazê-la sofrer, terá que prestar contas à família Rossi.” Os meus olhos arderam com essas lembranças. A biblioteca ficava no fundo do terceiro andar. Abri a porta e o cheiro familiar de chorume envolveu-me. Me

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