Na manhã seguinte, o peito de Brian apertou com uma inquietação inexplicável enquanto o carro se afastava do hospital particular. Daisy tinha feito uma bateria completa de exames, e o médico garantiu aos dois que estava tudo bem — não havia com o que se preocupar, apenas um pouco de estresse e esgotamento. Mesmo assim, algo o corroía: uma dor surda e persistente que ele não conseguia nomear. Pegou o celular e discou o número de Elena. Tocou uma, duas, três vezes, depois caiu na caixa postal. Tentou de novo. O mesmo resultado. Fitou a tela, com o brilho do visor refletindo em seus olhos, e sentiu um nó se formar no estômago. O silêncio dentro do carro pesava sobre ele como uma laje. Daisy mexeu-se apoiada em seu ombro, com a voz suave e sonolenta: — O que houve, Brian? Você está pálido. Ele negou com a cabeça, forçando uma expressão neutra. — Nada. Só cansaço. Mas a sensação não passou. Ao contrário, só aumentou quando os portões da villa se abriram e o carro parou.
Magbasa pa