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Cold Mancini—Me perdoa Harper! Minha querida, eu prometi ao seu pai que a oficina seria sua, mas me afundei em dívidas e um gangster me convenceu a esconder as peças lá na oficina em troca da dívida, mas eu não sabia que a mercadoria era do Senhor Mancini—disse o tio da motorista.— Ao menos o seu tio não mentiu, se ele mentisse, eu o mataria na sua frente, mas vou dar a ele a oportunidade de morrer sem a sua presença, agora diga quanto quer por me trazer até aqui, que te pagarei o valor que desejar, já que me ajudou.Ela olha para mim e se ajoelha, fico confuso, então a ouço dizer:— Eu não quero que me pague, apenas que não mate o meu tio, eu faço o que quiser, posso ser sua motorista, sabe que dirijo bem e posso ser útil, faço o que for preciso, mas não mate a única família que ainda me resta.Ela parecia desesperada, suas lágrimas persistiam, por um momento senti vontade de consolá-la, ela me lembrava alguém que eu não conseguia recordar.Os capangas riram e um deles disse:— Acha mesmo que o patrão irá deixar o seu tio viver, pare de chorar.Olhei para o capanga e irritado dei um tiro nele e disse:— Alguém mais vai pensar e falar por mim?Todos ficaram em silêncio, ela não parecia estar com medo, apenas me encarou como se esperasse que eu tivesse piedade pela vida do seu tio.—Posso deixar o seu tio vivo, com algumas condições, mas duvido que aceite-as.Ela continuou olhando para mim, então eu a levei para outra sala e ficando a sós com ela, disse:— Quero que seja a minha motorista e terá que se casar comigo, por dois anos, depois estará livre para fazer o que quiser com a sua vida—digo tentando pensar positivo, já que é o tempo necessário para minha mãe se recuperar e o tratamento fazer efeito.Ela olhou para mim confusa, eu precisava encontrar uma mulher, eu sabia os reais motivos do meu pai, também preferia casar-me com uma estranha, do que uma herdeira da máfia russa.Algo me dizia que ela não iria aceitar, logo sentei na minha poltrona e ela então disse-me:— Eu aceito, mas preciso que me prometa que nada irá acontecer com o meu tio, se ele for ferido, eu não permanecerei casada com você, o nosso acordo será desfeito.—Garanto-lhe que enquanto estiver a cumprir com a sua parte do acordo, nada nem ninguém irá machucá-lo.Os capangas trazem o Frederico,ela abraça o seu tio e ele pede perdão a ela por fazê-la se sacrificar pela vida dele.—Qual o seu nome?—pergunto a encarando.—Harper!—diz ela sem olhar nos meus olhos, cabisbaixa.—Aproveite a sua última noite de solteira.Os deixo ir e digo que no dia seguinte, quero que a mesma esteja no mesmo local, pela manhã, sem atraso, caso não apareça, o acordo será desfeito.No dia seguinte, aguardo ansiosamente pela presença de Harper, fiquei a noite inteira acordado no cassino, já que dormir para mim era como estar dentro do meu maior pesadelo. Uma mistura de curiosidade e apreensão que me consome. Ela é a chave para uma parte do meu plano, e sua presença é crucial.Quando finalmente a vejo chegando, percebo um misto de determinação e incerteza em seu olhar. Ela está disposta a cumprir sua parte no acordo, mesmo que isso signifique sacrificar sua liberdade.—Quero que leia estas cláusulas dos documentos e assine o contrato—digo entregando um envelope com uma caneta a ela.— Não acho que tenho opção de me opor ao que está no contrato, então por que quer que eu leia?—Apenas para ficar ciente do que pode e não pode fazer, mas acima de tudo que saiba que em hipótese alguma se apaixone ou me ame.Ela assina os papéis em silêncio e logo saímos do cassino.Dirijo até a minha casa, após sairmos do cartório, casados. Ao chegarmos, meus pais, que não sabiam da situação, ficam surpresos ao nos ver juntos, entrando na mansão de mãos dadas e ambos carregando uma aliança em nossos dedos.— Cold, quem é esta jovem? — pergunta minha mãe, com uma expressão confusa.— Esta é Harper, mãe. Ela será nossa nova... contratada — respondo, escolhendo minhas palavras com cuidado.Minha mãe olha para Harper com curiosidade, enquanto meu pai avalia a situação com uma expressão mais séria.— Eu não estava ciente de que precisávamos de uma nova funcionária, Cold. O que está acontecendo? — questiona ele, desconfiado.Respiro fundo, preparando-me para explicar a situação de forma simplificada.— Harper será minha motorista pessoal. Contratei-a para ajudar com algumas questões pessoais. Espero que não haja objeções — digo, mantendo um tom firme.Apesar das dúvidas e surpresas, meus pais decidem aceitar a presença de Harper em nossa casa, confiando em minha decisão.Enquanto isso, Harper permanece calma e composta, enfrentando a situação com dignidade. Por mais que sua presença possa ser uma surpresa para meus pais, estou determinado a mostrar a eles que fiz a escolha certa, é melhor estar casado com uma estranha que não amo do que aliado com uma mulher da máfia russa.Continua...Viktor PetrovAntes que ela continuasse, eu a beijo, mas ela se afasta, eu jogo a garrafa no chão e a prendo contra a parede, a vejo olhar amedrontada para mim, pela primeira vez a vejo sentir medo.—Você é minha prisioneira e não quero que se afaste de mim quando eu tiver a beijando.—digo furioso.Ela me empurra e eu acabo caindo, levanto e vejo a minha mão cortada, ela corre para fora e eu a sigo. A seguro e digo:Continua sem medo de mim?Eu vou te mostrar que posso ser o monstro que vê em mim.—Eu não consigo mais fingir, você é um monstro e eu apenas fingi que me apaixonei por você!—diz ela deixando as lágrimas caírem.Olho para ela surpreso, como isso foi acontecer?Eu não estava preparado para lidar com isso.Acabo me afastando dela e ela continua me encarando, eu vou até o meu carro e dirijo desnorteado.Passo três semanas sem ir em casa pensando em como agir, decido ir até a cafeteria que ela estava trabalhando.Sento e logo ela me olha e desvia o seu olhar, em seguida a amiga
Helena ManciniHavia se passado uma semana desde que Viktor saiu da sua mansão, os capangas deles me observavam, eu estava me sentindo mal todos os dias, sem vontade de me levantar da cama, acordando pela manhã as pressas com náuseas e vômitos excessivos.Estava fraca e cansada ao extremo, decidi ir ao hospital, imaginando que ele tivesse mandado a cozinheira envenenar-me, não podia duvidar de mais nada, vindo daquele homem perverso que em tão pouco tempo me tornou a sua prisioneira e agora ele queria matar-me? Decido finalmente ir ao hospital, para minha surpresa nenhum dos capangas do Victor me impediu de sair da mansão.Pego uma das chaves de um dos carros que estavam na garagem com motorista e dirijo até o hospital que havia pesquisado a pouco tempo no meu celular.Logo noto que dois capangas do meu vingativo esposo me seguem, o que me leva a pensar que mesmo fora da mansão, ainda sou uma prisioneira sendo observada.Assim que chego no hospital, vou a recepção e espero ser atendi
Helena Mancini—Obrigada pelo presente, não sabia que você era o tipo de homem que gosta de dar presentes em aniversários mensais de casamento.—Pensou que eu não saberia que estamos fazendo um mês hoje de casados?—diz ele sorrindo para mim e tocando em meus lábios.—E quanto ao meu presente?—ele pergunta-me, sussurrando no meu ouvido e beijando o meu pescoço.Seu sussurro no meu ouvido enviou arrepios pela minha espinha, e eu me derreti um pouco mais com seu beijo no meu pescoço.Eu me senti um pouco surpresa com o presente de Viktor. Não esperava que ele fosse tão atencioso com datas. Mas ao mesmo tempo, sua gentileza me deixou aquecida por dentro.—Um mês de casados!—Eu disse com um sorriso, virando-me para encará-lo. —O tempo voa quando estou ao seu ladoMas quando ele me perguntou sobre o meu presente, eu me senti um pouco desconcertada. Não tinha planejado nada especial, não como ele fez.—Eu... eu não tenho um presente para você.— admiti, sentindo-me confiante. —Mas eu espero q
Viktor Petrov—Helena, como você foi se casar com o Viktor Petrov?Como ele conseguiu te enganar?—diz Antony com um tô de voz ousado.—A minha esposa está dormindo, vejo que já descobriu que sou o esposo dela, então vou lhe dar um conselho, respeitando a sua amizade com a minha mulher, não se envolva no meu casamento.—Você acha que eu vou deixá-la aprisionada a um homem que coloca o irmão para enganar a minha melhor amiga?—Cuidado como fala, posso acabar acreditando que virá até aqui e a levará com você, mas eu não vou permitir que isso aconteça.—digo e em seguida desligo a chamada.Eu me lembro claramente da primeira vez que Helena entrou na minha vida. Ela era como uma tempestade, poderosa e irresistível. Eu estava acostumado a manipular as situações ao meu favor, mas com ela, tudo mudou.Eu a conheci em um evento social, onde meus olhares encontraram ela e algo dentro de mim mudou naquele momento. Ela era diferente de todas as mulheres que eu já tinha conhecido, desafiadora e i
Viktor Petrov Ela segura na minha mão e nos olhamos por um momento, pela primeira vez me senti vulnerável, mas também confiante em revelar uma parte da minha dor a ela. —Eu sinto muito pela perda que você enfrentou quando era criança. Ninguém deveria passar por algo assim. Perder alguém que amamos é uma dor que nunca desaparece completamente.Não há nada que eu possa dizer para amenizar a sua dor, mas agradeço por revelar uma de suas dores a mim. Helena aperta suavemente a minha mão, transmitindo seu apoio, eu apenas saio para fora e fico um tempo lá até voltar e ouvir ela ao telefone no jardim. —Antony, finalmente consegui atender. Desculpe por não ter respondido antes, mas as coisas estão difíceis aqui. Estou sendo mantida como prisioneira, em uma situação realmente que foi assustadora. Não quero que se preocupe demais agora, mas precisava que soubesse, você é o meu melhor amigo e não quero que se preocupe comigo. Por favor, não faça nada por enquanto, estou tentando encontrar um
Helena Mancini—Talvez eu tenha adquirido a síndrome de estocolmo, isso explicaria o fato de não querer que se machuque e principalmente por estar apaixonada por você.Olho para Viktor, tentando decifrar os seus olhos em busca de qualquer sinal de arrependimento ou remorso, mas tudo o que vejo é uma expressão fria e determinada.Ele não parece se importar com o impacto das minhas palavras ou declaração.Um nó se forma na minha garganta, misturando-se com a dor física que ainda sinto no meu braço. Por um momento, me sinto vulnerável e impotente diante da situação. Mas então, uma chama de determinação surge dentro de mim. Se Viktor pensa que pode me controlar assim tão facilmente, ele está enganado. Eu não serei apenas mais uma peça em seu jogo. É hora de eu recuperar o controle da minha vida, custe o que custar.Levanto-me e cubro-me com o lençol, em seguida ando em direção a porta.—O que pensa que está fazendo?—diz ele diante de mim.—Quero ir para nossa casa, não me sinto confortá







