Inicio / Romance / Cativa do Amor e Ódio / Capítulo 8 - Sempre reajo

Compartir

Capítulo 8 - Sempre reajo

last update Fecha de publicación: 2025-04-18 02:49:58

Eva

Acordar de um sono induzido nunca é uma experiência gentil. Há sempre uma névoa espessa entre o inconsciente e a realidade, e no meu caso, essa transição parece sempre vir acompanhada de pânico e violência.

As pernas são as primeiras a reagir, um tranco seco que choca meus pés contra uma superfície macia. O carpete sob mim absorve o impacto, mas não suaviza o desconforto. Em seguida, meu tronco se ergue com brutalidade, os braços se lançam para frente, e a bile amarga sobe pela minha gargan
Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App
Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • Cativa do Amor e Ódio   Capítulo 11 - Cuide-se, Eva

    EvaEu mal tinha fechado os olhos quando fui despertada pela luz fraca que atravessava a janela alta. A mansão parecia ainda mais silenciosa naquele início de manhã, como se o mundo lá fora ainda estivesse adormecido — ou observando. A sensação de estar sendo vigiada nunca me abandonava completamente, mesmo com o calor de Anton ainda presente no lençol ao meu lado. Ele já havia saído.Levantei devagar, pés descalços tocando o chão de madeira polida. Vesti um dos robes de seda pendurados ao lado da porta do closet — caro demais para ser confortável, mas agradável ao toque. Desci as escadas em silêncio, guiada apenas pelo aroma de café que invadia o corredor. Foi fácil encontrá-lo na cozinha — o homem que comanda com violência uma parte da Europa Oriental, ali, misturando açúcar na xícara como se não tivesse sangue nas mãos.— Dormiu bem? — perguntou ele, sem se virar.— O suficiente para esquecer onde estou por cinco minutos — respondi, apoiando-me na bancada fria.Ele sorriu de lado e

  • Cativa do Amor e Ódio   Capítulo 10 - Mundo dele

    EvaAcordei antes do sol nascer, envolta em lençóis de algodão tão macios que pareciam me prender ali. O silêncio da casa era denso, e a ausência de janelas no quarto me fazia perder a noção de tempo. A única iluminação vinha de uma lâmpada âmbar no canto, lançando sombras suaves pelas paredes.Me sentei na cama, ainda atordoada pela confusão de sentimentos da noite anterior. Havia algo em Anton que me desafiava a cada segundo. Seu jeito de me encarar como se pudesse ler meus pensamentos, seu domínio silencioso do ambiente. Ainda não havíamos cruzado nenhuma linha, mas a tensão estava se acumulando como uma tempestade no horizonte.Levantei e procurei por roupas, e ali, dobrada sobre uma cadeira no canto, havia uma muda simples: uma calça de moletom e uma camiseta. Era confortável demais para vir dele, pensei, mas o tecido era novo, ainda com o cheiro de loja. Me vesti devagar, observando cada detalhe do quarto que ele havia me destinado.A porta destrancou com facilidade dessa vez. S

  • Cativa do Amor e Ódio   Capítulo 9 – Gelo sob a pele

    EvaA Rússia parecia um lugar onde até a esperança congelava.Observei pela janela do carro o mundo coberto de branco. Árvores nuas, o céu pálido e as pessoas apressadas com os rostos enterrados em casacos grossos. Tudo parecia calado. Controlado. Como Anton.Desde que saímos do aeroporto, ele não disse nada. Apenas manteve as mãos firmes no volante, a expressão imóvel. Ainda assim, sua presença preenchia o carro inteiro. Era um silêncio que queimava.Lá fora, a cidade era tão fria quanto o clima. Mas havia algo curioso nos prédios antigos, nas placas em cirílico, na forma como tudo parecia observar em vez de acolher.A sensação de ser estrangeira voltava a cada instante.Acho que nunca fui de lugar nenhum.— Vai me ignorar até quando? — perguntei, cansada daquele vazio.Ele apenas desviou o olhar por um segundo para mim. — Até eu saber que você não vai fugir na primeira oportunidade.— E se eu não quiser fugir?Ele não respondeu. Mas apertou o volante com mais força.A casa parecia

  • Cativa do Amor e Ódio   Capítulo 8 - Sempre reajo

    EvaAcordar de um sono induzido nunca é uma experiência gentil. Há sempre uma névoa espessa entre o inconsciente e a realidade, e no meu caso, essa transição parece sempre vir acompanhada de pânico e violência.As pernas são as primeiras a reagir, um tranco seco que choca meus pés contra uma superfície macia. O carpete sob mim absorve o impacto, mas não suaviza o desconforto. Em seguida, meu tronco se ergue com brutalidade, os braços se lançam para frente, e a bile amarga sobe pela minha garganta. O coração martela contra o peito, bombeando sangue em disparada para o cérebro, rápido o bastante para me manter consciente, mas não lúcida.O quarto está em penumbra. Uma lareira crepita à minha frente, lançando sombras dançantes nas paredes. O calor que emana dela é quase reconfortante, mas o medo lateja mais alto que qualquer sensação agradável.— Mas o que… — Tento articular algo, mas minha língua está pesada, os pensamentos desordenados, atropelando-se dentro da cabeça. E então percebo:

  • Cativa do Amor e Ódio   Capítulo 7 - Você dá trabalho demais

    EvaIsso vai ser mais difícil do que imaginei.Tento mover o ombro, mas o corpo do segurança gigante, que agora sei se chamar Brann, prensa todo o meu lado esquerdo contra o estofado do carro. O espaço é mínimo, sufocante. Olho para o outro homem, Nick, que mexe no celular com as sobrancelhas franzidas. Ele me dá uma distância considerável, mas não me iludo, cada movimento meu está sendo monitorado.O carro freia um pouco mais bruscamente, e aproveito o balanço para me afastar de Brann o mais discretamente possível. Encosto a cabeça no banco, tentando acalmar os pensamentos. Sair daquele quarto depois de dias foi um alívio, mas a euforia se dissipou rápido quando percebi que já era noite.O pouco que vi me mostrou uma mansão luxuosa, isolada em meio a uma área florestal densa. Um frio percorre minha espinha.Eu nem sei se ainda estou no Rio de Janeiro.Pelo retrovisor, vejo pelo menos três carros saindo conosco, mas uma sensação amarga me preenche ao notar que Anton não está entre nós

  • Cativa do Amor e Ódio   Capitulo 6 - Uma única vez

    EvaIsso não pode estar acontecendo. De novo, não.Levou muito tempo para me afastar desse tipo de gente, desse tipo de vida. Não posso estar sendo imersa nisso tão profundamente.Meu olhar se desvia para a senhora atarracada, porém com uma estrutura óssea larga o suficiente para que eu tenha certeza do motivo de ter sido escolhida para me ajudar a arrumar a mala. Uma única mala.Ela separa algumas peças de roupa, deixando-as ao lado da cama, depois fecha a mala pequena.Seu olhar escuro e firme se concentra em mim.— A senhora pode tomar banho e se trocar. Se precisar de ajuda com o cabelo, também posso providenciar. — Ela diz, sem sutileza alguma sobre o estado caótico dos meus fios.Olho para as roupas na cama, sentindo a vontade de tomar um banho me dominar, mas não gosto do tom de ordem na voz dela. Minha teimosia vence quando respondo:— Estou bem, obrigada.Há um silêncio pesado no quarto. A mulher me olha primeiro como se eu fosse um inseto irritante, mas, depois de alguns seg

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status