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Capítulo 14: O Ápice Romântico (O Final)

Auteur: Kira Malcor
last update Date de publication: 2026-04-05 04:18:26

POV: Killian

A cabine do Estrela do Norte era o nosso único mundo agora, um santuário de madeira escura e aço que nos isolava de um continente em ruínas. O zumbido rítmico e profundo do oceano sob o casco, o balanço suave do navio cortando as águas geladas, tudo correspondia à batida frenética e descontrolada do meu coração. A guerra física contra Alaric havia acabado, as cinzas de seu legado já haviam sido sopradas pelo vento, mas a fome dentro de mim — aquela necessidade visceral alimentada p
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    POV: KillianA cabine do Estrela do Norte era o nosso único mundo agora, um santuário de madeira escura e aço que nos isolava de um continente em ruínas. O zumbido rítmico e profundo do oceano sob o casco, o balanço suave do navio cortando as águas geladas, tudo correspondia à batida frenética e descontrolada do meu coração. A guerra física contra Alaric havia acabado, as cinzas de seu legado já haviam sido sopradas pelo vento, mas a fome dentro de mim — aquela necessidade visceral alimentada por semanas de silêncio congelado e agonia abafada — estava finalmente exigindo o que lhe era devido com uma urgência que beirava o insuportável.Observei Maya sob a luz âmbar e suave das lamparinas de óleo. Ela ainda carregava a aura de uma deusa da geada, sua pele de porcelana quase brilhando no escuro e seus olhos prateados cintilando com uma inteligência antiga e letal. Mas, conforme a puxei para os meus braços, senti o gelo finalmente ceder. O toque das minhas mãos em sua cintura agiu como u

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    POV: KillianO hangar cheirava a ar ionizado, metal superaquecido e ao suor desesperado e azedo de um covarde. O jato furtivo de Alaric era um borrão de cromo negro, uma fera mecânica cujos motores gritavam em um agudo ensurdecedor enquanto se preparavam para decolar e desaparecer na névoa impenetrável do Sul. Ele achava que era rápido. Ele acreditava, em sua arrogância cega, que a tecnologia e o combustível poderiam superar um laço forjado em sangue, dor e destino.Eu podia sentir a vibração das turbinas sob as solas das minhas botas, mas a fúria de Varkas em meu peito era mais forte que qualquer motor. O lobo não queria apenas o fim dele; ele queria a aniquilação da ameaça que pairou sobre nossa parceira por tempo demais.— Ele não vai a lugar nenhum — rosnei, as palavras saindo carregadas de uma autoridade que fez o próprio ar estalar. O dourado em meus olhos não era mais apenas uma cor; era uma energia tangível, sangrando para o ambiente como um peso físico que tornava o oxigênio

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    POV: MayaA porta de ferro, uma placa maciça de aço reforçado que fora minha carcereira silenciosa por semanas, não se limitou a ceder sob o meu toque. Ao pressionar a palma da mão contra sua superfície congelante, mergulhei na própria rede molecular do metal, sussurrando a frequência que eu havia desenterrado dos diários de Isadora. Comandei a energia térmica para que desaparecesse, empurrando o ferro para um estado de zero absoluto. Em um suspiro, a integridade estrutural da porta se rendeu; ela não apenas quebrou — desintegrou-se em uma poeira fina e cinzenta que rodopiou em torno dos meus pés como um sudário fantasmagórico.Cruzei o limiar, meus pés descalços não emitindo som algum sobre o chão de pedra. O castelo não era mais uma prisão; era um mapa vivo de vibrações. Eu podia sentir o zumbido dos fios elétricos atrás das paredes e os batimentos cardíacos frenéticos e desajeitados dos homens que pensavam que poderiam me manter ali.O primeiro guarda que encontrei era um garoto, m

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    POV: MayaO tempo na torre de Grey Ridge não se movia em horas; movia-se no rastejar lento e agonizante da geada sobre a pedra.Por semanas, os únicos sons que conheci foram o vento uivante contra os picos denteados e o bater rítmico e oco das botas dos guardas. Mas o silêncio não era mais vazio. Estava cheio dos sussurros de Lady Isadora. Seus diários haviam se tornado minha escritura, e o frio — outrora meu inimigo — era agora meu único confidente.Observei a lua crescer e minguar através da fenda estreita da minha janela, meu corpo mudando com os ciclos lunares. Os hematomas do "treinamento" de Alaric haviam sumido, substituídos por um brilho estranho e translúcido sob minha pele. Eu estava deixando para trás a garota que chorava no ringue. Eu estava me tornando algo antigo, algo que a linhagem Thorne havia esquecido que poderia produzir.A cada amanhecer, eu acordava com mais prata em minha visão e menos calor em meu sangue. Eu não era mais uma Ômega esperando pelo fim. Eu era a a

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    POV: KillianA Alta Câmara do Norte era um lugar projetado para fazer até mesmo Alfas se sentirem pequenos. Era um salão cavernoso de obsidiana e prata, cheirando a incenso antigo e ao peso sufocante da tradição. Sete cadeiras estavam dispostas em semicírculo, ocupadas pelos Anciãos — homens e mulheres cujas linhagens eram tão antigas quanto as montanhas, e cujos corações há muito haviam se transformado em pedra.Eu estava diante deles, com as mãos cruzadas atrás das costas para esconder o fato de que minhas garras estavam prontas para retalhar minhas próprias palmas.— Você pede a frota — disse o Ancião Hakan, sua voz um sussurro seco que irritava meus nervos. Ele era o mais velho entre eles, um homem que servira ao meu avô. — Você pede para deixar nossas fronteiras, para abandonar seu posto como o Sol do Norte, tudo por uma história de fantasmas.— Ela não é uma história de fantasmas, Hakan — respondi, minha voz perigosamente baixa. — Ela é minha parceira. E enquanto ela estiver nas

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    Dias AtuaisPOV: Maya (Início da Manhã)Eu soube que os guardas finalmente tinham vindo inspecionar o quarto no momento em que a porta se abriu. Eles entraram na cela de pedra, sem falar, enquanto deslizavam minha bandeja de comida em direção à parede oposta. Suas botas estalavam contra o chão, pontuando o silêncio sufocante com o ritmo tênue de uma violência fria.Antes que pudessem sair, agarrei a bandeja vazia e a deslizei de volta.Não disse uma palavra. Não implorei nem gritei. Simplesmente sustentei o olhar deles na penumbra e, sem emitir um único ruído, sem um pingo de remorso, cravei a ponta da bandeja de metal no osso da canela do Executor mais próximo.A dor não era algo que eles deveriam demonstrar. O medo também não. Mas a dor e o medo correm profundamente, até o osso.Ele não conseguiu conter o ganido, nem o solavanco repentino em suas pupilas quando o metal cego perfurou sua tíbia.Soltei a bandeja no momento em que o companheiro dele avançou, prensando-me contra o meu c

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