LOGINOs comentários e indecisões, começaram:
— Uau, minha deusa! Será que não foi ela quem matou os pais e deixou a irmã levar a culpa? — sugeriu um dos conselheiros. — Não vamos acusar, novamente, sem provas. — disse Douglas e Soul bufou. — A questão é: o que faremos com ela? — É difícil nos reunirmos todos aqui para julgarmos as causas, podemos fazer isto imediatamente. Sugiro que a tragam para interrogatório. Não precisamos passar os vídeos de novo, todos já assistiram e sabem o que ela fez. Agora, quanto a ter drogado o Alfa e acusá-lo de engravidar, não temos prova. — Eu senti o cheiro dos filhotes e não são meus. Soul não tem aceitado nenhuma fêmea, sente que nossa companheira está próxima e não quer outra. Além disso, Drucila não é minha companheira. Douglas rosnou, irritado, não tinha como ir contrário ao que era regra entre os companheiros. — Entendi. Vamos voltar e dar o veredicto. Dispensaremos o povo e faremos o julgamento de Drucila sem público. Não podemos expôr o Alfa. — decidiu o Todos concordaram e saíram em fila única, da sala, voltando para o salão. Colocaram-se em seus lugares e o presidente falou o que tinham decidido. Dispensaram o povo que, antes de sair murmurando, esperaram para ver a jovem fêmea sair e só então, perceberam que Larissa estava cega. — “ Òh! Ela está cega! “ — “ Quem cuidará dela, agora? “ — “ Quem mandou matar os pais? “ — “ Não diga isso, você ouviu o presidente, ela foi inocentada por falta de provas.” — “ E daí, ela não vai conseguir se livrar desse estigma. Será sempre a assassina dos pais. “ Saulo ficou estarrecido ao ver a jovem tentando andar sozinha, já que pediram ao doutor para ficar e colaborar no julgamento de Drucila. Larissa não sabia qual direção tomar e seguiu o burburinho, mas esbarrou no pé de alguém e caiu. Ouviu então, um som pior do que os seus gritos de dor, a risada do povo que a ridicularizava por estar cega. Começaram a provocá-la, como se fosse uma palhaça, como lhe chamou sua irmã. Ela não os via, só ouvia e sentia os chutes e cutucadas, sem coragem de levantar. Não sabia o que fazer e chamou: — Lucas, irmão, me ajuda. Lucas! Lucas não respondeu, estava oculto em um canto, observando tudo, envergonhado. Saulo estranhou o comportamento desprovido de empatia do povo e olhou para Leonel, que entendeu e foi ajudar Larissa. — O que pensam que estão fazendo? E se fossem vocês, gostariam de passar por isso? Saiam, vão para casa. Todos começaram a sair, se afastando sem olhar para trás. Leonel ajudou Larissa a ficar de pé e viu o quanto ela estava debilitada e sensível. Olhou para Lucas tentando se esconder no canto e chamou, ordenando: — Como parte da guarda, a partir de hoje seu serviço é proteger Larissa. Ela é inocente e já sofreu o suficiente por uma vida inteira. Trate-a com respeito e dignidade. Lucas segurou o braço de sua irmã e saiu puxando. — Direito, Lucas. Ele diminuiu o passo e passou a mão de sua irmã pelo seu braço e continuou andando devagar. Os dois não sabiam que Drucila seria julgada também e foram para casa. Quando chegaram à frente da casa, Lucas parou, mas ficou em silêncio, não disse para a irmã que a casa estava toda pichada. O povo não sabia que ela estava cega e escreveu acusações de assassinato e xingamentos pejorativos, nas paredes. Entraram e Larissa sentiu-se bem naquele que foi seu lar por toda a vida. Como ela não tinha visto seus pais mortos, não sentia na casa o peso daquele assassinato. Conhecia tudo de cor e podia andar à vontade pela casa. Foi até a cozinha, abriu a geladeira, tocou e cheirou tudo, verificando o que tinha, depois foi a dispensa e fez o mesmo. Sentiu todas as coisas com o toque de suas mãos e decorou os lugares para não ficar dependente de seu irmão. — O que você está fazendo? — Enxergando com as mãos. Preciso decorar onde estão as coisas e o que tem. Não quero te dar trabalho, não é justo. — Por que você ficou cega? — Drucila furou meus olhos com alfinetes sujos de acônito. — Drucila fez isso? Por quê? — Vai lá e pergunte a ela. Eu só sei que ela me torturou todo esse tempo que estive presa. Não bastou ter perdido nossos pais, nem poder participar do funeral, ainda fui presa sem ser culpada e torturada todo esse tempo. Quero esquecer tudo isso. Foram para a sala, levando um pacote de biscoitos e latinhas de refrigerantes. Ela começou a contar os passos para não esbarrar mais nas coisas. Sentaram-se no sofá e ela sentiu quando o irmão pousou a mão em sua perna, em um carinho rápido. — Se não foi você, quem foi, Larissa? — Não vou acusar sem provas, mas só tem uma pessoa que podia fazer isso. — Não quero nem pensar que possa ter sido ela. — Mas pode pensar que fui eu? — Desculpe, Lari, mas todo mundo pensou. — Você não é todo mundo, Lucas. Você é meu irmão, fomos criados juntos, você, melhor do que ninguém, me conhecia ou será que não? Lucas não respondeu. Ela estava certa e pagou um preço terrível sem sequer ser julgada. — Não vi Drucila no julgamento. — Me disseram que ela foi presa por drogar o Alfa. — Ai, minha deusa, o que aconteceu com a nossa irmã? — Não sei. Tudo que quero agora é tomar um bom banho, vestir uma camisola e dormir na minha cama macia. Obrigada, Lucas. Levantando-se, foi para a escada tateando as coisas com as mãos e subiu, sem dificuldade e logo chegou ao seu quarto. Entrou e fechou a porta, querendo privacidade, já que não enxergava. Foi para sua cômoda e pegou uma calcinha e uma camisola. Cheirou as roupas e acariciou. — É tão estranho ter que enxergar as coisas com o tato e o olfato, ao invés dos olhos. Vou me acostumar e quando estiver adaptada, decidirei o que fazer da minha vida.Toren não aguentava mais esperar e a abraçou por trás, cheirando seu pescoço e depois a virou em seus braços, tomando posse de sua boca e apesar de ser tão maior que ela, a delicadeza com que a segurava e beijava, demonstrava o profundo amor que sentia por ela.— Eu te amo tanto, que meu coração acelera apenas ao pensar em você. Mas estar aqui, podendo demonstrar o meu desejo, não tem palavras que descrevam a emoção que estou sentindo. Você é minha salvadora em todos os sentidos e agradeço a deusa por tê-la enviado para mim.Ela sorriu e estava tão emocionada, que seus olhos se encheram d'água, mas não conseguiu falar nada.Ele a despiu com delicadeza e contemplou o corpo delicado, mas com curvas proporcionais e pele macia. Reverenciou-a com seus lábios e língua, provando os recantos mais escondidos, com o sabor mais delicioso que provou em sua vida.Ela, com suas mãos pequenas e macias, ajudou-o a se despir, mas ele não a deixou ver seu membro, duro e grosso, para não a assustar, co
Luana acreditava que teriam que entrar em contato com o pai da princesa Marla e negociar, mas quando conversou com sua avó, ficou aliviada ao saber que ela e o remanescente das fadas, cuidariam de tudo, sem que ninguém soubesse. Com isso, Januzi despediu-se e Rúbia abriu um portal e ele se foi.— Então é isso? Não precisaremos fazer nada e nem devolver a princesa? — perguntou Toren, sem acreditar que não precisaria ter contato com os vizinhos interesseiros.— Sim e o que você pretende fazer com ela.Toren pensou um pouco, antes de responder: — Ela será cassada. Daremos um chá de belladonna a ela e mandaremos ela correr, os machos solteiros que fazem parte da guarda e foram prejudicados por ela, a caçarão pela floresta.— Você é muito cruel, mas talvez assim seja melhor, pois eu a visitei e ela não manifestou nenhuma melhora em seu comportamento, foi grosseira e arrogante.— Você é muito boa e tem fé em todas as pessoas. Mas nós, lobisomens, somos muito invejados e perseguidos. Mesmo
Rúbia ficou por último e viu que Luana não iria acompanhá-los. — Você não vai?— Ele é meu companheiro e preciso ajudá-lo. Estão trazendo outros filhotes.Januzi ouviu e deixando a criança com sua fêmea, voltou para ficar com sua filha. — Eu ficarei com você e não me impeça.— Ótimo, Januzi, assim posso ir tranquila. — disse Rúbia, passando pelo portal e fechando-o.— Não podemos ficar aqui, quero seguir o caminhão que vi passar eu só posso fazer o através da coruja. Peço que fique aqui e espere por meu companheiro, o nome dele é Toréu e ele é o Supremo.— Para você, só o mais poderoso, não é? Vá tranquila e me dê notícias, esperarei pelos outros na floresta. — Deixarei lorna sair e o senhor vem atrás, ela conhece os túneis. — Está bem.Lorna assumiu e voou pelos túneis seguida por Januzi. Ao saírem da mina, Lorna seguiu adiante e Januzi foi para a floresta.Voando alto, não demorou para lorna avistar a poeira do caminhão. O dia passou rapidamente e estava anoitecendo, a coruja p
Luana não aguentou mais e avisou que estava indo, deixou a coruja assumir e saiu voando pela janela diante dois olhos espantados do novo Beta e de Puzzle.— Mas que fêmea doida, como posso proteger uma coruja? — perguntou Toren, dirigindo-se a deusa Lua.— Como assim, Supremo, nossa Luna é uma shifter? — perguntou Jordão.— É um pouco mais complicado, mas tive uma ideia. Puzzle, onde os guardas da princesa comem?— Aqui, senhor. Como são muitos, vem em dois turnos. — Quem cozinha para eles?— Duas fêmeas trazem a comida pronta, pois a princesa, como o senhor a chama, não gosta de ninguém da Alcateia dentro da casa.Marla, na verdade, não suportava o cheiro dos lobos, da mesma forma, os lobos não suportavam o cheiro dos panteras. Toren percebeu o cheiro ruim da fêmea e como um lobisomem, estava furioso por sua casa estar com o cheiro dela.— Vá ao herbário e pegue algumas sementes de beladona, vamos dar a eles, o mesmo remédio que nos deram. Puzzle sorriu, sabendo exatamente onde ir
Fechando o alçapão, Toren desceu e seguiu a frente de sua companheira, guiando-a pelo labirinto de túneis que havia sob a construção. Chegaram a uma porta que ocultava-se com a aparência igual a parede e Toren poderia abri-la através de um mecanismo que era acionado através de um prego mal colocado, mas esperou. — Só os da família conhecem essa passagem, o que significa que só eu conheço. — E Puzzle?— Ele até conhece a entrada, mas não a sequência de túneis.Antes de abrir a porta, porém, ele a segurou pelo braço e puxou-a para si, dizendo:— Preciso fazer algo antes de prosseguirmos, ou não conseguirei me controlar por muito mais tempo.Sem perder mais tempo, ele a envolveu em seus braços e beijou sua boca, de forma profunda e necessitada. Ela não resistiu e deixou-se invadir, também contendo as emoções que borbulhavam dentro de si. O beijo pareceu não ter fim, pois os dois estavam tão envolvidos que se entregaram às carícias e ao desejo que os inundava. Até que ouviram um som be
O casal sentou-se à pequena mesa e Puzzle os serviria, mas Toren tomou a frente e serviu sua fêmea, cuidando dela com zelo.Enquanto eles comiam, Puzzle prosseguiu com sua narrativa:— Foi uma loucura tudo que aconteceu, depois que o senhor…fez o que fez. O Alfa Denver, que o senhor tinha como o segundo no comando, disparou dardos sedativos e o nocauteou, depois ordenou aos guardas que o levassem para a caverna, onde a bruxa lacrou com magia.— Então foi como eu imaginei, eu não teria fugido e abandonado o corpo de minha companheira e meu filhote.— Nem os matado, se não estivesse enfeitiçado. — repetiu Luana e depois se apresentou para Puzzle — Sou Luana.Toren percebeu que foi mal educado e não apresentou-os.— Luana é a minha companheira destinada pela lua, uma segunda chance para que eu consiga pôr ordem nas atrocidades que fizeram. Foi ela quem me livrou do colar que me enfeitiçou e pude voltar ao normal. — Uau! Foi a melhor notícia que recebi nos últimos tempos, ter uma Luna de







