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Capítulo 04

Author: Mary Aguiar
last update publish date: 2024-01-09 09:47:59

Quando deu 1:00 da madruga eu comecei a me arrumar, Eu tinha uma reunião com bazuca na boate dele, aqui na comunidade tudo estava nos conformes, o arrastão deu tudo certo, os moleques são tão brabos que até uma BMW eles conseguiram.

De tênis da Nike branco, boné preto, cordão de ouro com pingente R que pesava mais que Leon no pescoço, calça jeans clara e blusa T-shirt preta colada deixando minhas tatuagens a mostra, parto para a Taj em um esquema de segurança fortíssimo.

Assim que chego vou direto para o camarote, o local estava abarrotado de gente.

O local era assim: Você entra na boate e já dá de cara com a pista central, no meu lado direito tem uma escada que dá para o primeiro camarote, ali fica um segurança e só sobe quem tem a pulseira vip e só tem essa pulseira quem tem muito dinheiro ou é muito influente.

No meu lado esquerdo tem outra escada, ela leva a outro camarote, só que esse só tem acesso os convidados de bazuca, no caso, só a alta cúpula do crime organizado.

Me aproximo do segurança dali e ele já me dá passagem, provavelmente bazuca já havia falado de mim pra ele.

Assim que piso no último degrau da escada bazuca já vem me abraçando.

— Fala aí parceiro! Só estava faltando você pra completar a festa.

Ele me guia até os outros cara.

Observo tudo ao meu redor, não sabia que a reunião teria mais gente e o que eu vejo é, chefes de todas as favelas do TCP, minha facção.

— Fala aí Fael! Aperta minha mão Robertinho, chefe de parada de Lucas.

Depois de cumprimentar geral a reunião teve início, basicamente bazuca queria ter certeza que geral estaria na comunidade dele semana que vem, já que seus infiltrados deram a certeza que os milícias iriam tentar invadir lá.

Enquanto o papo rola, meu olhar passeia pela boate, o papo tava chato pra caralho e eu estava louco pra meter o pé dali, até que vejo uma bunduda de costa pra mim no outro camarote.

Estreito o olhar e tenho certeza que conheço aquela raba de algum lugar... A mina estava no maior amasso com um playboy, fico olhando esperando ela virar em minha direção e não demora muito pra isso acontecer.

Ela para de se pegar com o moleque e vira de frente pra mim rindo, assim que ela me vê seu sorriso morre na hora...

— Que porra Marina está fazendo aqui, se ela me disse que estaria de plantão? Penso alto!

Balanço minha cabeça negativamente e dou as costa a ela.

Eu estava puto, não por ela está se pegando com outro cara, estava puto por que ela mentiu pra mim e se tem algo que eu não aceito é mentira! Se não quer, é só meter a real, diz que não quer e pronto!

Chamo MVP meu segurança e falo em seu ouvido:

— Mostra a foto de Marina para o segurança daqui e não deixe ela subir!

Ele assente e vai em direção a escada, olho pra a outra área vip novamente e vejo ela descendo as escadas rapidamente, ela se aproxima do segurança dessa escada e fala algo com ele apontando pra mim, o segurança nem se dá ao trabalho de me olhar, vejo ela bufar e me olhar novamente.

Eu podia descer e ir até ela tirar satisfação, mas não vou, não sou homem de ficar dando moral a mulher, se ela não quer tá cheia de mulher querendo o malandro aqui!

Esqueço Marina e resolvo curtir o final da noite, desisti de ir embora...

Estou tomando wyski, quando vejo uma beldade no mesmo camarote que Marina estava.

Ela era loira, cabelo ondulado, sorriso angelical...

Ela dançava sensualmente, sempre com um sorriso no rosto... E que sorriso!

Eu fico hipnotizado com tanta beleza, ela era bem branquinha, quer dizer, branquela e magrinha, aparentemente não tinha o estilo mulherão, mas era gata mesmo assim.

Em meio ao seu rebolado e sorriso , seu olhar se fixa no meu, abro um sorriso e levanto meu copo de wyski em sua direção, como se tivéssemos brindando, ela para de dançar e com a cabeça baixa demonstrando uma certa timidez, sorri sutilmente colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

Porra!! Eu quero essa mina agora!

Vejo o momento que ela fala alguma coisa no ouvido de uma amiga e as duas olham em minha direção, levanto meu copo mais uma vez na direção delas, que se olham de novo rindo.

Resolvo ir até ela, aviso MVP e desço as escadas indo para a sua área, meu olhar não desgruda do seu, eu não queria perder ela de vista.

Subo as escadas do camarote dela e assim que piso no último degrau dou de cara com ela.

— Procurando alguém? Ela fala.

Puta merda, ela é mais gata ainda de perto e sua voz é doce e calma. A mina é toda menininha e só de olhar já dá pra vê que é toda frágil e nova demais pra mim.

Fico tentado em dá a volta e não dizer nada... O que eu quero fazer com ela com certeza a partiria em dois pedaços, muito magrinha. Ou poderia ser considerado um estupro, por que com certeza ela era menor de idade...

Mas eu já estava ali, não ia fazer essa desfeita, então resolvi seguir em frente, mas ia fazer só uma social e depois meteria o pé, não ia perder meu tempo ali.

— Acabei de achar! Respondo com um sorriso no rosto.

— Quem? Ela pergunta toda sonsa.

— Você gata! Em dizer em gata, posso saber o nome dela?

Vou me aproximando dela e a levando para um canto com menos pessoas.

— Júlia... Prazer! Ela estende a mão em minha direção. — E o seu?

— Rafael! Ao seu dispor... Digo pegando em sua mão e a puxando para junto de meu corpo.

A música que toca é uma eletrônica, aquele tipo que dá pra dançar grudado acompanhando as batidas da música e eu não perco tempo, começo a dançar grudado nela.

Ela apesar de tímida não se afasta e com um olhar sedutor envolve seus braços ao redor do meu pescoço e dança se esfregando em mim.

Porra, eu disse que só ia fazer uma social e meter o pé, mas não vou conseguir, em cada movimento seu, um aroma de frutas vermelhas entram em meu nariz, aquele já era o meu aroma preferido.

— Que tal irmos para um lugar mais tranquilo? Pergunto com minha boca grudada em seu ouvido.

Que se foda a idade dela, a mina é cheirosa demais.

Sem me responder, ela pega em minha mão e desce as escadas, seguimos em direção ao lado de fora da boate.

Ainda sem pronunciar uma palavra se quer ela me leva até um estacionamento e me empurra, me grudando em um carro.

Sem eu esperar ela já começa a me beijar, a ninfeta estava cheia de fogo.

Mudo nossa posição, agora ela está encostada no carro e eu estou a pressionando contra ele.

Minhas mãos deslizam por todo seu corpo, sentindo cada pedacinho dele, meu pau já estava completamente sem controle e não tinha mais jeito, eu queria ter aquela moleca de qualquer maneira.

— Aqui tá legal, mas que tal irmos para um lugar mais tranquilo? Digo enquanto ela devora minha boca.

Ela se afasta de mim, tenta controlar sua respiração, ajeita seu vestido preto grudado no corpo e depois de mais uma vez colocar seu cabelo atrás da orelha ela fala:

— Não vou transar com você!

Ui! Direta e reta...

— Por que não? Me interessei em você, sei que você se interessou por mim...

— Não sou dessas! Sei que posso ter passado uma visão errada pra você... Eu sou assim, quando me interesso por alguém não faço cú doce, parto pra cima, mas não transo com quem eu não conheço!

A mina tem maior cara de virgem, bobinho eu... Pelo que ela acabou de dizer, virgem só se for de signo.

— Já nos conhecemos... Sei seu nome e você sabe o meu, teoricamente somos conhecidos. Digo rindo.

— Desculpa, não vai rolar! Se quiser curtir a noite, dançando e vez ou outro nos pegar, ok! Mas sexo, não!

Fico olhando pra ela pensativo, eu não queria romancezinho, eu queria só uma boa noite de sexo... Coço a cabeça ainda pensando, até que ela rir sutilmente e me dá as costas.

— Ei... Eu nem dei minha resposta ainda! Digo segurando seu braço.

— Seu olhar e coçar de cabeça já respondeu... Termina sua noite, volta lá pra dentro que com certeza você vai encontrar uma que vai lhe proporcionar uma bela noite de sexo, pra mim, a noite acabou.

Ela diz destravando a porta do carro que estávamos encostados, um HRV branco.

Bom... Se ela vai embora dirigindo, isso significa que ela é maior de idade.

— Vamos fazer assim, me dá seu número e vamos conversando, quem sabe ficamos mais próximos... Agora que tenho praticamente a certeza que ela não é uma criança, vou  insistir.

Ela fica me encarando mais uma vez e ao se aproximar de mim meu corpo treme, tô me segurando pra não sequestrar essa mina louca.

— A gente se vê por aí! Ela diz e depois me dá um beijo no canto da boca, vira as costas e entra no carro, dá partida e vai embora.

A ninfeta me deixa no meio da rua, completamente duro, sem uma boa noite de sexo e sem o número de seu telefone... Desgraçada!

Resolvo ir embora, penso em mandar mensagem para MVP mais logo o vejo atrás de mim, mas em uma certa distância.

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