공유

Capítulo 5

작가: Kayla Sango
last update 게시일: 2025-03-15 00:44:07

Acordei devagar, me espreguiçando como um gato preguiçoso depois de uma noite absurdamente bem aproveitada.

O lençol macio acariciava minha pele, e meu corpo inteiro estava deliciosamente dolorido. Uma dor boa. Uma dor que só vem depois de uma noite muito, muito bem aproveitada.

Soltei um suspiro satisfeito antes de abrir os olhos.

E então virei para o lado, pronta para me enroscar novamente no corpo quente e musculoso que deveria estar ali.

Mas o que encontrei?

Nada.

O outro lado da cama estava vazio. Nenhum sinal de Christian. Nenhuma respiração profunda. Nenhuma mão puxando meu corpo para mais uma rodada matinal de sexo.

Ah, maravilhoso. O gigolô me largou.

Fechei os olhos por um instante e respirei fundo.

Nem um café da manhã? Nem uma despedida fofa? Um bilhete de "adorei a noite, vamos repetir"?

Merda de sedutorzinho barato.

Aliás, barato não. Muito caro.

Eu sabia que seria assim.

Então por que aquela sensação de desapontamento irritante estava crescendo no meu peito?

Talvez… talvez eu pudesse vê-lo novamente. Se eu economizasse um pouco, talvez conseguisse pagar por mais uma noite…

Não, não, não!

Balancei a cabeça, afastando o pensamento como se ele fosse um mosquito inconveniente.

— Você tá ficando louca, Zoey. Ele é só um garoto de programa... Fez com você o que faz com todas.

Eu estava realmente cogitando gastar o pouco dinheiro que tinha num gigolô?

Deus me ajudasse.

Mas ainda assim…

Pelo menos um "foi incrível, bebê, durma bem" cairia bem, né?

Me levantei da cama, praguejando baixinho, e me enrolei no lençol antes de ir até a sala da suíte. E foi aí que me deparei com um banquete de café da manhã digno de uma realeza.

Parei, piscando.

Croissants dourados. Frutas exóticas. Café servido em uma porcelana tão cara que provavelmente valia mais que meu aluguel.

Eu franzi a testa.

— Hum… estranho. Será que paguei por um combo premium sem perceber?

Antes que eu me questionasse mais, meu estômago tomou a decisão por mim. Se a comida estava ali, significava que era minha.

Me sentei e comecei a comer como se não houvesse amanhã.

Depois de comer o equivalente ao PIB de um pequeno país, fui para o banheiro, já que pelo menos Christian me deixou com um chuveiro cinco estrelas para usar.

E que chuveiro! O box tinha mais botões do que uma nave espacial, e eu passei os primeiros cinco minutos só testando jatos d’água como se fosse uma criança descobrindo brinquedos novos.

Depois do banho, minha mente finalmente voltou ao planeta Terra. Eu precisava trabalhar.

Meu celular? Morto.

Minha dignidade? Quase morta.

Meu compromisso com minha chefe? Infelizmente, bem vivo.

Não fazia sentido ir para casa e depois para a loja, então, passei por uma lojinha e comprei um jeans básico e uma blusa confortável. Nada de ir trabalhar com vestido de festa, obrigada.

Uma hora depois, entrei na loja, cansada, mas viva.

Pelo menos, foi o que pensei até ver quem estava me esperando.

Meus olhos se arregalaram. Meu coração disparou como se tivesse levado um choque elétrico. Minha bolsa escorregou do meu ombro e caiu no chão com um baque surdo.

— Puta merda! — exclamei involuntariamente, uma mão voando para cobrir minha boca.

Christian. Sorridente. Arrumado. E absolutamente sem vergonha na cara, estava parado ali como se tivesse todo o direito de invadir minha vida real.

— O que você está fazendo aqui? — As palavras saíram em um tom agudo, quase irreconhecível.

Ele abriu um sorriso preguiçoso.

— Que saudade, amorzinho.

— Não me chama assim. — Meus olhos percorreram freneticamente a loja, verificando se alguém estava ouvindo.

— Você não parecia se importar ontem à noite.

Filho da mãe.

Eu não estava com paciência para os joguinhos dele. Não depois de ter sido largada na cama como um delivery barato.

Minha chefe apareceu, empolgada.

— Zoey! Que bom que chegou! Temos um cliente de altíssimo nível aqui! Ele quer sua assistência pessoalmente.

Minha sobrancelha pulou.

— O quê?

Minha chefe apenas sorriu, completamente cega para a arrogância reluzente de Christian.

— O senhor Bellucci quer comprar um vestido de noiva, e ele quer você para ajudá-lo.

Engoli em seco.

Olhei para Christian, depois para minha chefe, depois para Christian de novo.

E foi aí que a ficha caiu.

Ele estava me zoando.

Só podia ser.

— Ah, claro. Agora você tem um fetiche estranho com vestidos de noiva?

Christian sorriu, claramente se divertindo.

— Quem sabe?

Eu encarei minha chefe.

— Você tem certeza de que ele… quer mesmo comprar um vestido?

— Absolutamente! Ele já olhou vários modelos, mas disse que quer sua opinião.

Me virei para ele de novo.

— O que você está aprontando?

Ele apenas inclinou a cabeça.

— Ora, Zoey. Você trabalha vendendo vestidos de noiva. Eu preciso de um. Onde está a parte estranha nisso?

TUDO, CHRISTIAN. A PARTE ESTRANHA É TUDO.

Mas minha chefe estava lá, parecendo prestes a me demitir se eu recusasse.

Então, fechei os olhos e respirei fundo.

— Tá bom. Vamos acabar logo com isso.

Passei os próximos vinte minutos mostrando opções para Christian. Ele dispensou todas. Ele estava ali para me torturar. Para me ver suar. Para se divertir enquanto eu tentava manter o profissionalismo e não enfiava um cabide na cara dele na frente da minha chefe.

— E esse? — minha voz saía doce e profissional, mas na minha mente eu estava enfiando o cabide.

— Você fica linda quando está irritada.

Meu cérebro deu um curto-circuito.

— O QUÊ?!

Ele deu de ombros, pegando outro vestido e erguendo na minha frente, como se estivesse me imaginando usando a peça – ou, pior, tirando-a.

— Estou tentando me decidir aqui... — ele disse em voz alta, claramente para minha chefe ouvir, mas depois sua voz caiu para um sussurro carregado de malícia. — Se você fica mais linda quando está irritada… ou quando está gozando.

Meu corpo inteiro travou.

— CHRISTIAN! — sibilei, sentindo meu rosto queimar.

Ele apenas sorriu, diabólico.

— Seria ótimo poder tirar a prova novamente. Mas, enquanto isso... — seus olhos percorreram meu corpo lentamente, e ele ergueu o vestido contra mim, inclinando a cabeça com aquele olhar de avaliação meticulosa. — Esse ficaria ótimo, mas algo mais ousado tem mais estilo, não acha?

— Christian, você quer um vestido ou veio aqui só para me infernizar? — perguntei, estreitando os olhos.

Ele inclinou a cabeça, pensativo.

— As duas coisas.

O sangue subiu tão rápido para minha cabeça que eu vi tudo ficar vermelho por um segundo..

— Agora me mostra o seu favorito.

Minha paciência pulou da sacada do prédio.

— O meu o quê?

— Seu vestido favorito.

Eu pisquei.

— Você quer saber o meu vestido favorito?

Peguei um modelo icônico da Maison Deveraux, um dos vestidos mais exclusivos e luxuosos da loja, e deslizei os dedos pelo tecido impecável, sentindo a suavidade da seda contra minha pele. Era um vestido feito para realeza, o tipo de peça que qualquer mulher sonharia em usar ao caminhar pelo altar, irradiando glamour e sofisticação.

E, claro, era absurdamente caro.

Respirei fundo, ergui a peça e olhei para Christian, pronta para ouvir mais alguma provocação.

Então, olhou para mim. Depois para o vestido.

E então disse a frase que fez meu coração parar.

— Vou levar esse.

Pisquei, tentando processar.

— Desculpa… o quê?

— Vou levar esse vestido.

O estômago se revirou em desconfiança.

— Pra quê?

Ele arqueou uma sobrancelha, como se minha pergunta fosse a coisa mais idiota que ele já ouvira na vida.

— Para minha noiva. — Ele fez uma pausa dramática antes de acrescentar, com um sorriso divertido: — Ou você acha que alguém compra um vestido de noiva pra passear no parque?

Meu cérebro derreteu.

— VOCÊ É NOIVO?!

Ah, merda! Eu tinha dormido com um homem comprometido? Um nó se formou em minha garganta enquanto a culpa me consumia por dentro.

이 작품을 무료로 읽으실 수 있습니다
QR 코드를 스캔하여 앱을 다운로드하세요
댓글 (11)
goodnovel comment avatar
Fatima Vieira
maravilhoso
goodnovel comment avatar
Kelly Machado
Amei o quinto capítulo seguindo com o sexto
goodnovel comment avatar
Simone Paula
kkkk e a última fez que eu entro nessas plataforma estava na viagem deles zero voltou pro começo isso um golpe enganando seus leitores
댓글 더 보기

최신 챕터

  • Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário   Extra - Epílogo

    Um ano depois...~ ZOEY ~A porta do salão de festas do Hotel Milani parecia maior do que deveria.Do lado de dentro, havia centenas de convidados e uma festa pronta para começar oficialmente. Do lado de fora, na antessala, só havia eu, andando de um lado para o outro como se eu pudesse gastar ansiedade no atrito do salto com o carpete.Eu tinha ensaiado mentalmente as primeiras frases pelo menos vinte vezes. A parte de “família”. A parte de “legado”. A parte de “sucesso”. A parte de “futuro”. O que é engraçado, porque se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos anos é que futuro não se escreve com discurso. Futuro se escreve com coragem repetida, com trabalho que ninguém vê, com amor que aguenta o peso de dias difíceis.Ainda assim… eu ia ter que abrir a boca.A Bellucci Beauty tinha nascido grande, grande demais para um projeto que, um ano atrás, era só uma pasta no tablet do Christian e o meu hobby de misturar coisas com uva como se eu tivesse algum direito de brincar de alquimi

  • Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário   Extra - Capítulo 19

    ~ ZOEY ~A gente pegou o jatinho particular até a Villa Bellucci no final da manhã, e eu passei metade do voo tentando não pensar em como era surreal ter trinta anos e estar atravessando fronteiras como quem atravessa ruas.Christian tinha aquele ar de calma impecável de sempre, como se até a gravidade fosse um detalhe administrativo. Eu, ao contrário, estava com o coração batendo em algum lugar entre “euforia” e “meu Deus, eu estou grávida de novo”, o que era basicamente o meu estado natural nos últimos dias.Quando o carro finalmente contornou a última curva e a propriedade apareceu, eu senti o peito apertar de um jeito familiar. A vila Bellucci ainda mais bonita do que eu me lembrava: mais nítida, mais real, com o verde das videiras mais vivo, o céu mais claro.Só que… havia uma coisa estranha.Vazio.Alguns funcionários nos receberam com sorrisos educados, levaram nossas malas até os quartos, falaram baixo, andaram com aquela eficiência silenciosa de quem não quer atrapalhar nada.

  • Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário   Extra - Capítulo 18

    ~ ZOEY ~A primeira coisa que eu senti foi a boca do Christian no meu ombro.Um beijo lento, quente, como se ele estivesse acordando uma parte específica do meu corpo antes de acordar o resto.— Feliz trinta anos, meu amor — ele murmurou, e a voz veio com aquele sorriso que eu sempre ouvia mesmo quando meus olhos ainda estavam fechados.Eu me revirei na cama, preguiçosa, puxando o lençol mais para cima como se eu pudesse negociar com o mundo por mais cinco minutos.— Achei que esse era um tipo de marco… — eu resmunguei, ainda com a cara amassada de sono. — Que tudo ia mudar depois dos trinta.Christian deu um beijinho na minha testa.— E não vai?Eu abri um olho só, do jeito dramático que eu fazia quando queria parecer mais séria do que estava.— De certa forma, vai — eu admiti. — Vamos ser pais de novo. Vamos morar em Bolonha. E você ainda aí… todo misterioso sobre alguma coisa.Ele arqueou uma sobrancelha, fingindo inocência.— Misterioso?— Misterioso — eu confirmei, e fechei o olh

  • Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário   Extra - Capítulo 17

    ~ ZOEY ~O jantar em casal tinha sido leve, cheio de risadas que não precisavam de esforço, com aquela sensação rara de que o mundo inteiro podia ficar do lado de fora por algumas horas.Eu e Christian voltamos para o apartamento em Bolonha ainda com o corpo naquele estado confortável de “fizemos o dia caber num lugar bonito”. Ele entrou tirando o relógio e largando as chaves no aparador como se fosse uma cena doméstica comum — o que era quase engraçado, porque nada na nossa vida era realmente comum. Nem quando a gente tentava.Eu fui direto para o banheiro e tomei uma banho rápido.Skincare antes de dormir era minha forma de dizer ao meu sistema nervoso: acabou. Você pode respirar agora.Prendi o cabelo, lavei o rosto e comecei a alinhar as embalagens na bancada com um zelo que, eu sei, parece exagero para quem não entende. Para mim, era ritual. Era cuidado. Era eu sendo eu sem precisar provar nada para ninguém.Christian apareceu na porta do banheiro enquanto eu massageava um cleans

  • Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário   Extra - Capítulo 16

    ~ CHRISTIAN ~A Galleria Cavour parecia feita para testar a disciplina de qualquer homem que já jurou que não liga para vitrines.O lugar tinha brilho, vidro, mármore e aquela organização impecável que faz tudo parecer mais caro só por estar no lugar certo. Perfumes diferentes se misturavam no ar — um rastro de couro novo, um toque cítrico vindo de alguma loja aberta, e a lembrança do café que saía de algum canto e dava vontade de parar sem motivo.Gente bem-vestida passava devagar, como se ninguém ali tivesse horário. Segurança discreta nos pontos certos. Funcionários com sorriso medido. E eu, tentando convencer a mim mesmo de que aquilo era parte de uma “parada de algumas horinhas”.Zoey entrou como se o lugar fosse dela por direito.E, na prática, era.Porque Zoey sempre teve essa habilidade: ela não precisava pertencer a uma sala para dominar a sala. Bastava existir com aquele jeito natural.Eu caminhei ao lado dela, controlando o instinto de vigiar tudo — segurança, ângulos, gent

  • Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário   Extra - Capítulo 15

    ~ ZOEY ~Eu ainda não tinha entendido em que momento, exatamente, a minha manhã em Londres — que começou com um teste de gravidez em cima da pia e eu tentando não desmaiar — virou uma operação internacional.Mas, quando eu percebi, de alguma forma nós tínhamos acabado todos dentro do jatinho da Bellucci rumo à Itália.E, quando eu digo “todos”, eu não estou exagerando.Isso incluía os adultos, as crianças, as babás e… Ginger.A Ginger estava deitada na área mais espaçosa da aeronave, com aquele ar confiante de quem nasceu para receber carinho e ganhar comida proibida. Matteo estava tão feliz com a presença dela que parecia ter esquecido que tinha acabado de trocar de país como quem troca de sala.— Mamãe, olha! — ele anunciou, com três anos e aquela certeza absoluta de que qualquer novidade no mundo existe para ser mostrada para mim. — A Ginger tá comigo!— Eu vi, amor — eu respondi, beijando a cabeça dele.Eu beijava Matteo com uma frequência que devia ser considerada crime em alguns

더보기
좋은 소설을 무료로 찾아 읽어보세요
GoodNovel 앱에서 수많은 인기 소설을 무료로 즐기세요! 마음에 드는 작품을 다운로드하고, 언제 어디서나 편하게 읽을 수 있습니다
앱에서 작품을 무료로 읽어보세요
앱에서 읽으려면 QR 코드를 스캔하세요.
DMCA.com Protection Status